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A psicologia e a prescrição psicofarmacológica

2016
alanfs1995@gmail.com
Graduando de Psicologia na Universidade Paulista (UNIP). Discente na Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) na Faculdade de Ciências Médicas (FCM), Brasil

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A psicologia e a prescrição psicofarmacológica

Com o avanço da neurociência, passou-se a pensar a bioquímica das doenças mentais e, consequentemente, se pôs em pauta a questão do que é biológico ou psicológico, estando de um lado o aspecto físico, e de outro o mental, e não tendo ambos nenhuma inter-relação e sendo instâncias independentes. Teve-se o intuito de demonstrar que o binômio biológico/psicológico ou físico/mental é uma denominação incoerente, e que a relação paciente/terapeuta tem funções e significados biológicos, causando transformações neuronais e impactos na comunicação entre os neurônios. Houve também a tentativa demonstrar que a cisão entre Psiquiatria/Corpo e Psicologia/Alma é incongruente, e que a segunda, não sendo metafísica, trabalha com o organismo, desenvolvendo modificações celulares. Visou-se compreender o impacto biológico das psicoterapias, e a relação entre psicologia e psicofarmacologia, bem como avaliar as justificativas da prescrição psicofarmacológica por parte dos psicólogos. Concluiu-se que a relação entre paciente/terapeuta produz transformações neurológicas e que as mesmas modificações ocorrem quando há prescrição farmacológica. Além disso, a relação entre psicologia e psicofarmacologia é benéfica, desde que a articulação seja feita de modo minucioso e elaborado. A utilização de psicofármacos por parte dos psicólogos é um tema controverso, justificando-se a sua utilização a partir do momento que o profissional tenha os estudos que o capacitem à prática. Os estudos comprovam que a conjugação entre a psicoterapia e a prescrição medicamentosa por parte do mesmo profissional produz uma qualidade mais significativa no tratamento do que diversos profissionais trabalhando no mesmo caso.

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