A linguagem oral e escrita na educação infantil: contribuições da análise experimental do comportamento na releitura dos objetivos

2007
elainecsasso@yahoo.com.br
Universidade Estadual Paulista (Unesp)-Brasil, Faculdade de Ciências/Bauru, Pós-Graduação em Psicologia do Desenvolvimento e da Aprendizagem

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A linguagem oral e escrita na educação infantil: contribuições da análise experimental do comportamento na releitura dos objetivos Mobilização do sistema familiar no processo de reabilitação profissional

A Linguagem tem sido instrumento de estudo desde o surgimento da Psicologia enquanto Ciência. Psicanálise, Psicologia Sócio-Histórica e Behaviorismo foram algumas das corrente psicológicas que tomaram a Linguagem como instrumento para analisar a especificidade do que é humano. Mas estudos promovidos principalmente pela Psicologia Sócio-Histórica e pela Análise Experimental do Comportamento (AEC) contribuíram para melhor compreensão de como a Linguagem se desenvolve no ser humano. Tendo em vista o início da aprendizagem da Linguagem em crianças que freqüentam instituições formais como creches e escolas de Educação Infantil e como forma de regulamentar o ensino e a aprendizagem nesses lugares, o Ministério da Educação, a partir da Lei de Diretrizes e Bases para a Educação Nacional de 1996 (LDBEN) elabora o Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil (RCNEI). Em seu volume 3, às diferentes áreas do conhecimento são oferecidos objetivos, conteúdos e orientações didáticas aos professores e pessoal de apoio que atuam nessas instituições. A necessidade do presente artigo surgiu a partir da investigação realizada em sala de aula inclusiva de pré-escola, em que o professor demonstrou pouco conhecimento dos objetivos propostos pelo RCNEI e tem como objetivo apresentar uma sugestão de releitura dos objetivos da área de Linguagem Oral e Escrita apresentados pelo RCNEI dentro da proposta da AEC, retomando o principal objetivo do professor: a mudança de comportamento de seus alunos (aprendizagem). A importância de reformulá-los descrevendo em forma de comportamentos-objetivo facilitará o professor que a partir de uma avaliação inicial de repertório de seus alunos, planejará quais estratégias e procedimentos de ensino cada vez mais eficazes para se alcançar o comportamento-objetivo delineado para seu aluno, podendo replanejá-los se for necessário. Dessa forma, todos os professores e alunos, de salas de aula regular ou de inclusão, poderão se beneficiar dessa forma de planejar objetivos de ensino.

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