Consequências psicológicas, estratégias de coping e intervenção na doença oncológica: uma revisão da literatura para aplicação prática
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*Neuropsicólogo do Serviço de Neurologia do Centro Hospitalar Cova da Beira e Professor Auxiliar do Departamento de Psicologia e Educação da Universidade da Beira Interior, Portugal. **Neuropsicóloga Clínica e Doutoranda em Neuropsicologia Clínica na Universidade de Salamanca, Espanha
Este artigo tem como objectivo apresentar uma revisão das principais consequências psicológicas e estratégias de coping em pacientes com doença oncológica, bem como aspectos relacionados com a intervenção. O cancro é uma das doenças mais mortais em todo o mundo e para a qual ainda não há cura. Existem estratégias de coping utilizadas por pacientes oncológicos que são eficazes no período de recuperação/tratamento. Apesar da falta de consenso relativamente a este último aspecto, o conhecimento destas estratégias pode ser utilizado para proporcionar uma melhor qualidade de vida aos pacientes. Tal como outros profissionais, o psicólogo poderá desempenhar um papel relevante junto destes pacientes, procurando promover uma melhor adaptação à sua doença. O trabalho do psicólogo não se esgota no doente em si mesmo, e sempre que possível, deve alargar-se à família e entes significativos. Neste artigo debruçamo-nos sobre o que alguns autores e instituições têm sugerido sobre o cuidado/ intervenção num contexto de doença oncológica. Assim, procuramos familiarizar e dotar o leitor com algum conhecimento que poderá aplicar no seu dia-a-dia.

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