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Tradução e adaptação para a língua portuguesa da Bateria de Avaliação de Afasias e Perturbações Relacionadas de H. Goodglass, 2005 - Estudo Piloto

2008
lmaia@ubi.pt
*Psicóloga Clínica, aluna de Doutoramento em Neuropsicologia Clínica – Universidade de Salamanca. **Professor Auxiliar da Universidade da Beira Interior, Neuropsicólogo Clínico e Forense. ***Psicóloga Clínica, aluna de Doutoramento em Neuropsicologia Clínica – Universidade de Salamanca. ****Professor Catedrático da Universidade de Aveiro, Neuropsicólogo Clínico e Forense

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Tradução e adaptação para a língua portuguesa da Bateria de Avaliação de Afasias e Perturbações Relacionadas de H. Goodglass, 2005 - Estudo Piloto Nova página 1

Para a avaliação das afasias existem inúmeros instrumentos utilizados, entre os quais se destaca o Boston Diagnostic Aphasia Examination (BDAE) (Goodglass, 2005). A sua introdução em PortugaL, de forma clínico-científica é até ao momento inexistente.

O objectivo do presente estudo foi identificar e avaliar o desempenho de sujeitos portugueses normativos na versão traduzida para o português da Bateria de Evaluación de la Afasia y de Transtornos Relacionados de H. Goodglass - 2005 (Formato Ampliado), de forma a explorar o efeito da tradução realizada e consequente aplicação, bem como obter valores de referência da amostra analisada tendo em conta o seu desempenho, comparativamente com os valores de desempenho apresentados na adaptação da versão original do instrumento em questão (The Assesment of Aphasia and Related Disorders, Googglass & Kaplan, 1983) para a versão espanhola.

Neste sentido, no presente estudo apresentamos os resultados de 30 sujeitos normativos com idades entre os 18 e os 42 anos (Média ± DP = 25,37 ± 5,327 anos), apresentando níveis educacionais diferenciados, essencialmente entre o 12º ano completo e Frequência Universitária. Os sujeitos foram avaliados nas 62 subescalas que constituem o Teste de Boston para o Diagnóstico da Afasia (Formato Standard). Utilizou-se a metodologia recomendada no tratamento dos dados, considerando a utilização do software estatístico SPSS® versão 15.0. A análise dos resultados obtidos permitiram elucidar alguns aspectos relativos à própria adaptação linguística do instrumento em estudo: as subescalas nas quais os sujeitos avaliados apresentaram um menor desempenho, comparativamente com os sujeitos avaliados no estudo espanhol, carecem de uma adaptação e ajustamento para a realidade linguística portuguesa, nomeadamente nas subescalas: Fábulas de Ésopo; Localização no Mapa; Alimentos e Compreensão de Orações e Parágrafos.

 

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