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Louco infrator: limiar entre o cuidado e a punição

2017
taianeventura@hotmail.com
Psicóloga, formada pela Faculdade Ruy Barbosa. Especializanda em Psicologia Hospitalar (FRB) - Brasil

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Louco infrator: limiar entre o cuidado e a punição

Atualmente diversas problemáticas que envolvem o doente mental estão em pauta devido a uma tentativa de novo posicionamento diante do entendimento das patologias e suas complexidades, além de uma superação de antigos dogmas que regiam, e ainda regem, a maneira como a sociedade enxerga este sujeito. Analisando mais especificamente o contexto do louco infrator, características como o aprisionamento e o descaso estão presentes há muitos séculos, pelo fato da decorrência de uma marginalização dos indivíduos que podem perturbar a ordem social. Com o passar do tempo, poucas opções foram dadas a esses sujeitos e, mais especificamente no Brasil, movimentos como a Reforma Psiquiátrica e a criação das Medidas de Segurança tornaram o tratamento do louco infrator cada vez mais padronizado, apesar do caráter humanizador dito na lei. Em contrapartida, projetos realizados no país, mostram que há outras alternativas que podem tratar deste tema com maneiras viáveis e possibilitadoras de uma maior socialização deste sujeito incompreendido. Com isto, o presente artigo objetiva revisar a literatura que aborda a temática em questão, de forma a explicitar as contribuições de tais práticas para o atendimento aos portadores de transtornos mentais que praticam algum delito, e também apontar as limitações que precisam ser superadas.

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