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Pais que assumiram sozinhos os cuidados parentais de seus filhos
*Marjane Bernardy Souza, **Elisete T. Sanguinet
elisete.sanguinet@gmail.com
*Professora Adjunta do Curso de Psicologia da Universidade Luterana do Brasil (ULBRA)-Campus Cachoeira do Sul, Mestre em Família e Sistemas Sociais pelo Instituto Altos Estudos Miguel Torga - Coimbra –Portugal. Especialista em Aconselhamento Familiar (PUC) e Especialista em Psicologia Jurídica (CFP) e Especialista em Psicologia do Trânsito (CFP). **Acadêmica do Curso de Psicologia da Universidade Luterana do Brasil (ULBRA) – Campus Cachoeira do Sul.
2012

Idioma: Português (Brasil)
Palavras-chave: Monoparentalidade, configurações familiares, vínculo paterno

Resumo

Nova página 1

A monoparentalidade masculina define-se quando o homem vive com os filhos. Atualmente, percebe-se que isso vem acontecendo com mais freqüência, o que pode ser constatado frente às novas configurações familiares. Os objetivos do presente trabalho foram o de averiguar a percepção do homem quanto a sua responsabilidade como cuidador. Bem como, perceber como acontece o processo de organização das atividades entre os pais e os filhos e investigar a paternidade quanto ao envolvimento afetivo. Para concretizar esta pesquisa qualitativa, foi utilizada a entrevista semi-estruturada para obter os dados. Quatro pais que estão nessa situação, ou seja, que assumiram sozinhos os cuidados parentais de seus filhos participaram da pesquisa, concedendo entrevistas que foram transcritas seguindo o método de análise de conteúdo proposto por Bardin (2010). Concluiu-se que qualquer que seja a configuração estabelecida, o mais importante é a permanência do enlace emocional, fazendo com que o cuidado carinhoso seja constante. Foi possível perceber, que os pais exerceram a paternagem em todos os sentidos, assegurando para os filhos um grau de envolvimento afetivo capaz de estabelecer entre eles, um vínculo seguro.

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