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Compreendendo a morte: contribuições da Psicologia
Raniele Epissara Nonato de Souza
ranielepsicologia@gmail.com
Graduanda de Psicologia na Faculdade de Ciências, Cultura e Extensão do RN, Brasil. Membro do NEL - Núcleo de Estudos sobre Luto
2010

Idioma: Português do Brasil
Palavras-chave: Morte, luto, psicologia, desenvolvimento humano

 

A morte é um processo natural, universal e inevitável. Contudo nós humanos não estamos preparados para enfrentar a finitude da vida. Falar em morte ou saber que alguém de que gostamos morreu, é sempre difícil, por envolver uma série de emoções e sentimentos, independente da idade que se tenha. A dor e a tristeza são aspectos comuns neste processo, presente em qualquer etapa do ciclo vital nos indivíduos enlutados.

Paradoxalmente, o medo de morrer não é vivenciado da mesma forma em todas as fases do desenvolvimento humano. As representações da morte mudam de acordo com a idade, bem como dos fatores culturais de cada sociedade. É evidente que os avanços médicos também contribuem para que a compreensão da morte se modifique ao longo da história. Atualmente, a morte é um fenômeno pouco discutido, e adiado. No entanto, apesar de ser considerada um acontecimento natural, e aceitável somente na velhice. Por outro lado, se a morte ocorre antes dessa fase, ela é tida como fracasso que vem interromper projetos de vida.

Assim, frente às necessidades da modernidade tendemos a fugir do sofrimento causado pelo luto, e somos estimulados a seguir em frente, sem nos darmos conta de como estamos vivendo. Este comportamento de negligenciar nossas emoções pode desencadear posteriormente doenças psicossomáticas decorrentes da mal elaboração desse processo, como por exemplo a depressão.  Destarte, a Psicologia vem contribuir para refletir tais questões, atuando no sentido de compreender e acolher a dor dos familiares que buscam apoio para o enfrentamento dessas situações, além de auxiliá-los à ressignificar sua experiência de perda.

 


 
 
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