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Psicólogo Clínico com trabalho de intervenção e investigação na área dos comportamentos aditivos - tema sobre o qual incidiu o seu doutoramento. Desde 2005 trabalha nos cuidados de saúde primários, onde desenvolve atualmente a sua atividade clínica e programas de intervenção comunitária entre os quais se encontra o PASSE.

  • Para a construção de um roteiro educativo e preventivo na área do uso saudável das novas tecnologias

    Para a construção de um roteiro educativo e preventivo na área do uso saudável das novas tecnologias

    Neste trabalho, pretende-se efetuar uma seriação de aspetos relacionados com a promoção de usos saudáveis das novas tecnologias por parte dos mais novos. Trata-se de um esforço inicial que procura identificar áreas problemáticas e prioritárias, não só desde a ótica de um educador, mas da de um construtor de programas de promoção de saúde nesta área. Assim, abordaremos alguns temas relacionados com os estilos de vida e a relação que as tecnologias podem ter com as novas formas de sedentarismo. Não nos podemos esquecer que existem corpos que é necessário cuidar. De seguida, focar-nos-emos também em aspetos importantes relacionados com plataformas específicas como o uso de telemóveis, de videojogos e de redes sociais. Para finalizar o percurso, passaremos em revista vetores afetivos e existenciais que são transversais a todas estas dimensões, bem como a importância de metodologias interativas e dinâmicas para estabelecer um ambiente de verdadeira comunicação. ler artigo

  • Troca ritual, profissões da saúde e psicologia clínica: a importância do tempo

    Troca ritual, profissões da saúde e psicologia clínica: a importância do tempo

    Muito do nosso quotidiano é estruturado em torno de trocas rituais. O que fazemos quase sem pensar e o que esperamos, automaticamente que o outro faça. Assim, também muitas vezes no encontro entre um paciente e um profissional de saúde existe uma pré-narrativa que estrutura a consulta. As trocas esperadas, para cada um dos vários profissionais, têm um percurso em si e um momento que o coisifica: a receita; a vacina efetuada; a dieta alimentar recebida etc… Esta ritualização da troca tem associado um tempo próprio, um tempo que é bem mais para além do tempo cronológico, um tempo que associa uma sensação de fim, ou de término, ao sucesso da troca efetuada. Como transpor esta ideia da troca para uma consulta de psicologia clínica? ler artigo

  • Psicologia clínica nos Cuidados de Saúde Primários: formação e carreira no SNS, municipalização dos serviços de saúde. A urgência na tomada de uma posição pública

    Psicologia clínica nos Cuidados de Saúde Primários: formação e carreira no SNS, municipalização dos serviços de saúde. A urgência na tomada de uma posição pública

    A psicologia é uma profissão minoritária em muitas instituições herdeiras da época clássica e das luzes: nas prisões, nas forças armadas e de segurança, nas escolas ou ainda nos hospitais e centros de saúde. Pretendemos com esta nota fazer um breve mapeamento de dois grandes desafios que decorrem no momento que escrevemos. Em primeiro lugar a questão da carreira de Psicologia Clínica nos organismos do Serviço Nacional de Saúde (SNS). Segundo, o movimento de descentralização da saúde que prevê a municipalização dos cuidados de saúde primários. ler artigo

  • Toxicodependência e identidade de género: algumas anotações

    Toxicodependência e identidade de género: algumas anotações

    A heroinodependência e o uso das drogas em geral sempre foi objeto de problematização científica, moral e até religiosa ao longo dos tempos. Nos finais dos anos oitenta e início da década de noventa ouvia, nos bancos da faculdade, professores que se questionavam sobre estes temas, sendo que o consumo de drogas criava figuras e comportamentos que eram resistentes às abordagens tradicionais das ciências psicológicas e outras. No consumo de drogas nos anos noventa e zero em Portugal, as questões da identidade de género punham-se com muita premência. Estávamos – estamos – perante uma sociedade que produz um perfil muito peculiar de consumidor em que o sexo masculino, a identidade de género masculina, é esmagadora em termos de prevalência. Penso que seria interessante começar a ler estes fenómenos também à luz da identidade de género, por que numa sociedade como a nossa, pós-moderna, a norma cada vez mais não existe. Ela fragmentou-se em pedaços que é preciso começar a nomear para poder pensá-los novamente. ler artigo

  • A pirâmide invertida: quem tem medo da psicologia nos cuidados de saúde primários?

    A pirâmide invertida: quem tem medo da psicologia nos cuidados de saúde primários?

    Diversas áreas de intervenção nos cuidados de saúde primários apontam a necessidade da intervenção de profissionais da psicologia clínica. A necessidade de profissionais de psicologia clínica estendeu-se assim, nos últimos anos, às áreas dos cuidados continuados integrados, dos menores em risco e da violência doméstica. A estratégia passa sobretudo pela transposição da arquitetura dos cuidados de saúde para a ação da psicologia. A proximidade dos cuidados psicológicos poderá dar azo a diversos ganhos em termos de saúde mental… Mas será que existe realmente essa proximidade? ler artigo

  • Objeto Totalizante e o consumo do produto mediático

    Objeto Totalizante e o consumo do produto mediático

    O que é afinal o objeto totalizante? Pode-se definir, para o campo mediático, como toda a sequência que, no interior da representação imagética e verbal, produz um determinado acontecimento comentado. O objeto totalizante tem em si o acontecido e o modo como esse acontecido pode ser visto, interpretado. O objeto totalizante une acontecido e o que esse acontecido quer dizer. Ao fazê-lo, elimina espaço ao pensamento de quem assiste. Assim, é objeto porque nos é oferecido aos nossos olhos e é totalizante porque carrega consigo a sua própria cosmogonia: é seta disparada e o próprio alvo, simultaneamente. ler artigo

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