Psicologia Online - MSN e Skype - Felipe de Souza

As diferentes correntes e modelos teóricos. Novas abordagens e novos contextos de intervenção. A teoria e a prática, os conceitos e as estratégias. Preocupações éticas e deontológicas. etc.

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felipedesouza
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Psicologia Online - MSN e Skype - Felipe de Souza

Mensagempor felipedesouza » quinta set 02, 2010 9:39 pm

Olá a todos!!!

Sou brasileiro, cursando atualmente disciplina no Doutorado em Psicologia da Universidade de São Paulo, eleita a melhor Universidade do Brasil.

Aqui, a orientação psicológica online foi regulamentada pelo Conselho Federal de Psicologia. Em resumo, poderíamos dizer que se trata de uma orientação breve (de 1 a 12 sessões) mediadas pela internet.

Gostaria de saber o que vocês acham desta nova abertura e se, em Portugal, há resolução semelhante.

Em meu BLOG, sobre PSICOLOGIA, escrevo mais sobre o modo como esta pratica é feita por aqui.

http://felipedesouza-psicologo.blogspot.com/

Atenciosamente!!!
Felipe de Souza
vectrapc
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Mensagempor vectrapc » sexta set 03, 2010 5:32 pm

:lol: Forma inteligente de fazer publicidade :lol: :lol: :lol:
É melhor acender uma vela do que amaldiçoar a escuridão
felipedesouza
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Mensagempor felipedesouza » sexta set 03, 2010 6:19 pm

Não deixa de ser uma forma de propaganda, não é mesmo?

Aqui no Brasil, a Psicologia, infelizmente, é vista pela população leiga como "coisa para malucos, doidos, birutas".

Utilizo o meu Blog para divulgar noticias e informações de nosso campo.

A terapia online, breve, visa também desmistificar o campo por aqui.

Atenciosamente,
Felipe de Souza
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psicrita
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Mensagempor psicrita » sábado set 04, 2010 5:13 pm

Em Portugal, infelizmente, a psicologia também é "coisa para malucos"!!! Os meus alunos já vão compreendendo que não é bem assim... Outros dizem aos amigos que é "uma conversinha"... Bem melhor, que encararem como uma "cena" para malucos... Como estes profissionais estão agora a entrar progressivamente nas Escolas, pode ser que o cenário lentamente se vá alterando e que tenham uma visão mais real do nosso trabalho...

Quanto às plataformas electrónicas, salvo erro, a nossa Ordem ainda não se pronunciou relativamente a esse assunto. Mas, já agora, pode explicitar qual a sua opinião? Obtém bons resultados? Não acha que restringe um pouco o seu trabalho por não conseguir ver a postura / comportamento não verbal do outro?

Saudações :wink:
João Pedro Silva
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Mensagempor João Pedro Silva » quinta set 09, 2010 3:31 pm

No que diz respeito a esta nobre área, existe uma tendencia em depreciar esta prática, cá em Portugal, se bem que existem zonas do país (sobretudo as urbanas) onde há uma maior abertura e aceitação. Muitos problemas na Psicologia não estão só na mentalidade da população mas também na mentalidade de alguns ditos 'profissionais'. Já assisti a comentários de alguns 'psicólogos' que além de falta de ética profissional demonstram uma clara ignorância daquilo que se faz dentro do país bem como no estrangeiro. Creio que a Psicologia de cá ainda está muito ou demasiada vinculada a determinados modelos ao ponto de se tornar intransigente a outras concepções teóricas que nos Estados Unidos, Inglaterra, Alemanha, França e Espanha são disciplinas oficialmente aceites e que têm contribuído com investigações sérias para o desenvolvimento do entendimento da psique humana.
Bem, estou-me a desviar ligeiramente do assunto e creio que isto seria tema para um outro tópico.

Relativamente a consultas efectuadas por meio de interfaces ou plataformas electrónicas, creio que as mesmas passam a ser limitadas.
Primeiro, creio que estabelecer uma relação terapeuta-cliente por meio de um sistema destes dificulta o preocesso empático: o terapeuta não está verdadeiramente ali.
Segundo, a comunicação não-verbal está sériamente afectada.
Terceiro, o setting pode não ser o mais adequado para o cliente: dependendo do local pode existir as mais diversas distracções.
Quarto, o cliente é livre de interromper uma consulta definitivamente num momento crucial com mais facilidade do que quando está em contexto de consultório.
Por ultimo, dada a falibilidade dos sistemas informáticos a consulta pode ser interrompida por disturbios no sistema de audio, de imagem e inclusivamente a net pode ficar lenta ou ir abaixo.

Correr tais riscos é por a integridade e validade da consulta em causa. Sou de opinião de que recorrer a este tipo de sistema de consulta, só deve ser feito em ultima instancia quando o cliente esteja demasiado longe do terapeuta, por uma eventualidade qualquer e quando este necessite urgentemente.

Bem haja.

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