CIF - Deve-se ou não utilizar?

As diferentes correntes e modelos teóricos. Novas abordagens e novos contextos de intervenção. A teoria e a prática, os conceitos e as estratégias. Preocupações éticas e deontológicas. etc.

Moderador: César

PauloC
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Mensagempor PauloC » segunda fev 18, 2008 1:02 pm

Depois de mais umas consultas continuo a achar que a ICF-CY não está traduzida nem adaptada à nossa população.

Fico parvo ao ver tantos licenciados em psicologia a falhar de forma tão grave do ponto de vista cientifico.

Já li aqui de tudo... mas li muito pouco com qualidade.

Depois falam que a culpa do estado da Psicologia em Portugal é dos outros... para mim a culpa é dos psicólogos... que não sabem defender a sua classe.

Até agora o único argumento que li foi que tem que ser... é a lei.

Ainda ninguém falou que deve ser utilizada por razões que se prendam com a qualidade do instrumento.


Ao ler alguns comentários fico ainda mais espantado com comentários de alguns que pretendem aplicar, ou até já aplicam a CIF, onde demonstram um total desconhecimento da escala e de rigor cientifico.
SGFernandes
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Mensagempor SGFernandes » segunda fev 18, 2008 1:19 pm

Só uma questão: o colega tem alguma formação específica sobre avaliação por referência à CIF, nomeadamente no campo das NEE? É que depois de fazer. de certo que ficará com uma ideia diferente acerca da aplicação da CIF, quer a jovens quer a adultos (acredite, eu fiquei) e o facto de a usarmos não põe em causa o nosso valor enquanto profissionais.
PauloC
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Mensagempor PauloC » segunda fev 18, 2008 2:51 pm

Gostaria que este tópico continuasse a servir para discutir a adequação da utilização da CIF neste momento e que não enveredasse por personalizações. Gostava que aqui se debatessem ideias e não pessoas.

Se a CIF tem qualidades vamos falar delas, se tem defeitos vamos falar delas, apenas defendo que seja feito à luz de conhecimentos técnicos (afinal estamos entre licenciados numa determinada área) e não do senso comum.

Caro forista SGFernandes resposta à sua questão segue por MP.

Saudações Psicológicas
cristinapereira
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Mensagempor cristinapereira » segunda fev 18, 2008 3:46 pm

Caros colegas,
Como disse numa das mensagens anteriores trabalho em consultório privado e tenho "teoricamente" mais liberdade para me recusar a aplicar a CIF se não concordar com a sua aplicação.
No entanto, nos últimos dias tenho recebido imensos telefonemas de professores de ensino especial, que referem que os meus relatórios já não têm qualquer validade, pois citam o 319 e não a CIF. Nestes casos, as crianças avaliada por mim estão em risco de perder o acesso ao ensino especial enquanto eu não entregar relatórios que tenham como base a CIF.
Já vos aconteceu isto? O que fizeram?
j08rebelo
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Mensagempor j08rebelo » segunda fev 18, 2008 11:55 pm

cristinapereira Escreveu:Caros colegas,
Como disse numa das mensagens anteriores trabalho em consultório privado e tenho "teoricamente" mais liberdade para me recusar a aplicar a CIF se não concordar com a sua aplicação.
No entanto, nos últimos dias tenho recebido imensos telefonemas de professores de ensino especial, que referem que os meus relatórios já não têm qualquer validade, pois citam o 319 e não a CIF. Nestes casos, as crianças avaliada por mim estão em risco de perder o acesso ao ensino especial enquanto eu não entregar relatórios que tenham como base a CIF.
Já vos aconteceu isto? O que fizeram?


Porque razão os seus relatórios citam o 319?
cristinapereira
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Mensagempor cristinapereira » terça fev 19, 2008 9:20 am

Citam o 319 para justificar o ensino especial (alínea i). Vocês não citam o 319?
dorasantos
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Mensagempor dorasantos » terça fev 19, 2008 11:10 am

Actualmente já não é o decreto de lei 319 o qual deve ser consultado para verificar as medidas e os recursos no âmbito da educação especial. Entrou no inicio do ano outro decreo de lei em vigor.

Quanto a fazer referência ao decreto de lei num relactório de avaliação psicológica é algo que, do meu ponto de vista, não devia ser tão generalizado como vejo ser. Sento o documento elaborado pelo psicólogo um relatório de avaliação psicólogica em que se deve explicitar os pontos em que a criança ou jovem tem mais facilidade, as áreas em que tem mais dificuldade e indicar algumas estratégias que possam contribuir para diminuir ou mesmo ultrapassar essas dificuldades, então não percebo o porquê de mensionar o decreto de lei.
Cabe à instituição tomar a decisão de quais as medidas a tomar com base na avaliação feita e não ao psicólogo.
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Mensagempor cristinapereira » terça fev 19, 2008 11:29 am

Dora, aprendi (na faculdade e também na supervisão) a mencionar o DL 319 em casos de défice cognitivo acentuado. Claro que não é generalizado, é apenas para crianças com indicação para a alínea i)

Obviamente refiro tb os pontos fortes, pontos fracos e estratégias de intervenção e faço-o em todos os relatórios. Mas quando se trata de solicitar ensino especial para a criança isso não é suficiente, pois tenho encontrado algumas crianças que trazem relatórios de outros psicólogos onde não é mencionado o 319 e só passam a ter direito ao apoio quando isso é feito.

Não sei se os meus relatórios estão correctos, mas até agora pensei que sim. Se tiverem outras sugestões ou se souberem que há formas mais correctas os fazer agradeço a vossa ajuda.

Já agora, o novo decreto é aquele que saiu agora em 2008? Pode ser utilizado para justificar a necessidade de ensino especial? Como o incluem nos vossos relatórios?
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Mensagempor SGFernandes » terça fev 19, 2008 12:53 pm

Cristina

Nos meus relatórios anteriores ao novo decreto (DL nº3/2008, de 7 de Janeiro), quando era pedida uma avaliação para aplicação de medidas do regime educativo especial, eu também mencionava o 319 isto é, sugeria as medidas a aplicar, cabendo a decisão ao conselho de turma em conjunto com o departamento de educação especial.
Com a nova legislação já não é assim. O psicólogo tem que elaborar um relatório técnico-pedagógico em conjunto com o departamento de educação especial , segundo os moldes definidos neste novo decreto.
Na minha escola, os relatórios antigos (dos alunos que já estavam sinalizados) estão a servir de base à reapreciação dos casos mas apenas porque têm os resultados da avaliação psicológica e não faz sentido aplicar os mesmos isntrumentos para reavaliar as mesmas situações. Mas quanto a usufruirem ou não de medidas, isso já tem a ver com as exigências da nova lesgislação, nomeadamente a da avaliação feita com referência à CIF. Casos haverá em que a avaliação já realizada terá de ser complementada com novas informações, sejam elas de caracter médico, psicológico ou outras mas isso caberá à equipa decidir.

Aconselho-a a informar-se mais pormenorizadamente acerca desta nova legislação. Consulte o site da DGIDC - www.dgidc.min-edu.pt
AbLaZe
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Mensagempor AbLaZe » terça fev 19, 2008 2:16 pm

A questão é mais complicada ainda quando há psicólogos que, como eu, têm de fazer relatórios que agradem a gregos e troianos, ou seja, a médicos e a professores do ensino especial. A meu ver, e retomando a linha de pensamento de PauloC, temos de nos reger por aquilo que achamos mais correcto, enquanto técnicos de avaliação psicológica. Já me vi cercada por 3 professoras do departamento de Ensino Especial de uma escola, que queriam a toda a força que eu mencionasse o 319 e afirmasse um défice cognitivo acentuado, numa menina de 8 anos que apenas estava inibida intelectualmente. Não o fiz, pois sabia que iria rotular uma aluna que, a partir daquele dia, seria sempre NEE. A criança progrediu positivamente em consulta(até já lhe dei alta) e conseguiu apanhar os colegas a tempo de avançar para a 3a classe, com o programa relativo a tal ano. Depois, há aquelas escolas que já usam a CIF...
Por outro lado, sou massacrada muitas vezes pelos médicos de família que, para passarem um P1 para uma consulta de pedopsiquiatria ou pediatria, querem um relatório detalhado de acordo com a CIF.
Resumidamente, temos de estar muito bem preparados em ambos os sistemas. Eu optei pela via mais cómoda, talvez, mas que para mim é mais franca: não refiro 319 nem CIF nos meus relatórios.


Se todos (professores, psicólogos, psicopedagogos, médicos, etc.) nos orientássemos pelas mesmas normas de avaliação, nada disto ocorria. E permitam-me um juízo de valor: nem o "novo 319" nem a CIF cobrem a imensa variedade de casos e problemáticas que nos aparecem em consulta. Precisamos de algo bastante melhor.

Isto é muito semelhante ao que acontece com os resultados dos testes de QI. Vários médicos me pedem que inclua os resultados quantitativos da WISC ou da WAIS, mas eu continuo a negar; descrevo o desempenho do sujeito na prova e apresento os resultados qualitativos. Se achamos que não há um sistema que seja válido para a ele recorrermos, quando fazemos o nosso relatório, então sugiro que continuemos a escrever relatos bem cheios e ricos em informação sobre os pacientes, para evitar os enviesamentos de uma check-list.
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Mensagempor cristinapereira » terça fev 19, 2008 2:24 pm

SGFernandes, muito obrigada pela resposta. Já estou mais descansada por perceber que não era a única a mencionar o 319. Pelas respostas das outras colegas fiquei com a sensação de que a minha intervenção era totalmente errada.

Percebo o que diz quando refere que o psicólogo tem que elaborar um relatório técnico-pedagógico em conjunto com o departamento de educação especial da escola. No entanto, eu não trabalho em nenhuma escola. Tendo em conta que dou consultas em consultório privado, faço relatórios que depois serão mais um auxiliar de avaliação utilizado pela equipa de ensino especial. Faço um trabalho de colaboração com a equipa da escola (com reuniões, por ex.), mas de forma muito mais indirecta.

Tocou no ponto que me trouxe aqui ao fórum e finalmente parece que alguém percebeu a minha questão "isso já tem a ver com as exigências da nova lesgislação, nomeadamente a da avaliação feita com referência à CIF". A minha dúvida tem a ver com isto mesmo: avançamos com a CIF ou esperamos pela versão para crianças? Ou na dúvida entre estas 2 hipóteses mantemos o 319?

Entretanto já decidi fazer o curso da CIF e vou ter hoje a 1ª aula...
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Mensagempor SGFernandes » terça fev 19, 2008 3:01 pm

Manter o 319 é errado dado a legislação já ter sido revogada.
Apesar da polémica em torno da CIF, o ministério considera que deve ser aplicada e tanto eu como várias colegas já o estamos a fazer.
O decreto-lei não refere especificamente que versão deverá ser usada pelo que para já terá de ser a CIF existente já que a versão para crianças e jovens está em fase experimental e, portanto, não deverá ser usada para já.
Inicialmente eu também estava muito céptica em relação ao uso da CIF mas sinceramente tenho mudado a minha opinião quer com a prática quer com os conhecimentos que tenho adquirido na formação. Além disso, se a versão para crianças vier de facto a ser igual à experimental, não há grandes diferenças, sendo apenas acrescentadas algumas subcategorias nas Funções do Corpo (as Estruturas mantém-se, obviamente) bem como na Actividades e Participação.
Ao contrário do que poderia parecer (e do que eu pensava antes de conhecer melhor o uso da CIF), a versão actual é aplicável ao contexto das NEE, embora esta seja apenas a minha opinião (ao que parece a OMS defende uma posição diferente).
PauloC
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Mensagempor PauloC » terça fev 19, 2008 5:14 pm

Parece-me que a minha questão inicial está esclarecida. Não existe uma versão para crianças e jovens da Classificação Internacional de Funcionalidade devidamente adaptada para a população portuguesa.

Entretanto apresento aqui alguns links para textos que poderão explicitar melhor as minhas reservas face à CIF.

A mim puseram-me a pensar.




http://www.spm-ram.org/noticias/FEEI-CIF.pdf
http://www.fmh.utl.pt/feei/swf/TomaPos_CIF.swf
http://www.educare.pt/educare/Opiniao.Artigo.aspx?contentid=AD8AC917C7D14D529E51EBD93B5432EE&opsel=2&channelid=0
http://www.educare.pt/educare/Actualidade.Noticia.aspx?contentid=3606934A41B5130EE04400144F16FAAE&opsel=1&channelid=0

O que é curioso é ainda não ter encontrado nada que defenda o uso da CIF no contexto das NEE's.
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Mensagempor SGFernandes » terça fev 19, 2008 5:19 pm

Colega Paulo

Eu não defendo o uso, apenas disse que também não é um instrumento assim tão inaplicável às NEE. É óbvio que ha NEE que vão deixar de ter apoio face a esta nova legislação mas em termos de perfil de funcionalidade, com a CIF passa a haver uma uniformização em termos de linguagem.
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Mensagempor PauloC » terça fev 19, 2008 7:35 pm

Eu não gostaria de personalizar esta questão (como lhe disse por MP), mas perante determinadas coisas não consigo ficar calado.

SGFernandes Escreveu:Inicialmente eu também estava muito céptica em relação ao uso da CIF mas sinceramente tenho mudado a minha opinião quer com a prática quer com os conhecimentos que tenho adquirido na formação.


SGFernandes Escreveu:Ao contrário do que poderia parecer (e do que eu pensava antes de conhecer melhor o uso da CIF), a versão actual é aplicável ao contexto das NEE, embora esta seja apenas a minha opinião (ao que parece a OMS defende uma posição diferente).


SGFernandes Escreveu:Eu não defendo o uso, apenas disse que também não é um instrumento assim tão inaplicável às NEE


Afinal qual é a sua posição. Defende ou não a utilização da CIF na sinalização de crianças com NEE's? O Instrumento é ou não válido? è que os psicólogos têm o dever ético e deontológico de assumir as suas escolhas e não se remeter ao nim!

Já agora esclareça-me algumas questões:

1 - Como faz a avaliação dos itens (por exemplo): b126 "Funções do temperamento e da personalidade"; b144 "Funções da memória"; ou b152 "Funções emocionais"?

2 - Como são encontrados os quantificadores para os diversos itens? Existe um critério rigoroso, ou vai um pouco da sensibilidade de cada um?

3 - Quais são no seu entender as funções cognitivas de nível superior a que se refere o item b-164? Como as avalia e quantifica?

4 - Considera que a uniformização da linguagem é mais importante que o apoio a uma criança com NEE?

5 - Considera que com termos tão vagos e quantificações tão pouco precisas estaremos a falar de avaliações uniformes?

6 - Afinal se acha que existem crianças com NEE's que vão ficar de fora com este sistema de avaliação como pode achar que ele é aplicável? Onde fica então a inclusão e igualdade para todos?

Sinceramente gostava que me conseguisse esclarecer.
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Mensagempor AbLaZe » terça fev 19, 2008 8:00 pm

Nada me garante que um paciente classificado pela CIF vai ser um paciente bem-acompanhado, no futuro, a nível médico e a nível legal. Prefiro ater-me a um bom relatório que a uma série de categorizações. Deste modo, sou contra o uso deste sistema e creio que há, essencialmente por parte da classe médica, uma utilização abusiva de tal Classificação.
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Mensagempor psirui » terça fev 19, 2008 8:50 pm

Não sendo psicólogo infantil, nem trabalhando nessa área, permitam-me por uma questão, mas corrijam-me se entendi erradamente! 8)

Que história é essa de fazer relatórios de avaliação de uma criança em conjunto com outros técnicos, neste caso, com os professores de ensino especial?!?!?
Um relatório psicológico é realizado e assinado por psicólogos! Mais ninguém tem esse privilégio! :wink:
*Marta*
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Mensagempor *Marta* » terça fev 19, 2008 10:16 pm

psirui Escreveu:Não sendo psicólogo infantil, nem trabalhando nessa área, permitam-me por uma questão, mas corrijam-me se entendi erradamente! 8)

Que história é essa de fazer relatórios de avaliação de uma criança em conjunto com outros técnicos, neste caso, com os professores de ensino especial?!?!?
Um relatório psicológico é realizado e assinado por psicólogos! Mais ninguém tem esse privilégio! :wink:


Eu posso responder-te com um exemplo...
Chegou agora um menino à clínica onde eu trabalho com suspeita de dislexia. Eu avalio a parte psicológica e uma professora de ensino especial avalia a parte pedagógica. A mim parece-me bem!
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Mensagempor PauloC » terça fev 19, 2008 10:43 pm

*Marta* Escreveu:Eu posso responder-te com um exemplo...
Chegou agora um menino à clínica onde eu trabalho com suspeita de dislexia. Eu avalio a parte psicológica e uma professora de ensino especial avalia a parte pedagógica. A mim parece-me bem!


Quanto ao procedimento parece-me correcto. Agora a questão coloca-se ao nível do relatório. Vai fazer o seu relatório de avaliação psicológica? Ou vai realizar o Técnico-pedagógico com referencia à CIF, o qual deverá ser feito em conjunto com a professora de ensino especial? Ou tem outra proposta?

Não leve a mal estas questões, mas tenho lido e ouvido cada atrocidade nos últimos tempos face a esta matéria que me pergunto gostaria que alguém trouxesse alguma luz para o fim deste túnel.
psirui
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Q!

Mensagempor psirui » terça fev 19, 2008 11:22 pm

*Marta* Escreveu:
psirui Escreveu:Não sendo psicólogo infantil, nem trabalhando nessa área, permitam-me por uma questão, mas corrijam-me se entendi erradamente! 8)

Que história é essa de fazer relatórios de avaliação de uma criança em conjunto com outros técnicos, neste caso, com os professores de ensino especial?!?!?
Um relatório psicológico é realizado e assinado por psicólogos! Mais ninguém tem esse privilégio! :wink:


Eu posso responder-te com um exemplo...
Chegou agora um menino à clínica onde eu trabalho com suspeita de dislexia. Eu avalio a parte psicológica e uma professora de ensino especial avalia a parte pedagógica. A mim parece-me bem!


A mim também!
Mas espero que não faça um relatório psicológico assinado por si e pela professora!
Cada uma deve fazer o seu relatório! :wink:

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