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As diferentes correntes e modelos teóricos. Novas abordagens e novos contextos de intervenção. A teoria e a prática, os conceitos e as estratégias. Preocupações éticas e deontológicas. etc.

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Maria82
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Mensagempor Maria82 » quarta mai 21, 2008 7:23 pm

Olá colegas.
Vinha aqui colocar uma dúvida e um pedido de ajuda!
Há uma semana atrás fiz a devolução de um relatório de OEV, no qual expus os resultados obtidos nos seguintes testes: COPS, IVP, BPRD e Rorschach.
Contudo, e apesar de ter a noção, assim como o paciente, que o relatório não é decisivo, ou seja, o paciente não pode esperar da nossa parte que tomemos a sua decisão, surgiu-me uma (grande) dificuldade: o paciente não consegue tomar a decisão. Eu própria sinto uma grande insegurança e que não ajudei em nada...
O que sugerem?
Maria João:)

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análise
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Mensagempor análise » sexta mai 23, 2008 4:00 am

DEPOIS DE AVALIAR SENTES-TE INSEGURA? INSEGURA COM O QUê? NÃO SABES INTERPRETAR OS RESULTADOS???


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???? PORQUE SERÁ???

APETECIA-ME SER MAUZINHO...
:twisted:
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Mensagempor Maria82 » sexta mai 23, 2008 10:06 am

caro análise:

não tenho qualquer problema em dizer que me sinto insegura. penso até que desta forma estarei mais atenta ao meu trabalho, de forma a não errar tão facilmente, como quem se sente demasiado seguro poderá.
de qualquer forma, respondendo à sua questão (idiota), passei e interpretei sem erros os testes de avaliação utilizados para estes casos, mas com é óbvio, farei sempre este trabalho e procurarei ajuda sempre que precisar para proporcionar ao meu paciente um serviço ainda melhor. dúvidas e insegurança surgem sempre, se nunca lhe aconteceu, com certeza que se sente seguro demais e isso não terá bom resultado...

contudo, duvido que saiba do que fala, uma vez que se tem tempo para postar estes comentários idiotas num fórum sério, com certeza é mais um ressabiado sem nada para fazer. infelizmente para si.

e fique a saber que trabalho. a tempo inteiro! mesmo assim, continuo interessada em melhorar a minha e a situação dos colegas da minha área.
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ois

Mensagempor Hugo » sexta mai 23, 2008 11:22 am

Boa tarde Maria,

Eu pessoalmente sou sempre desconfiado em relação a testes, embora admita que seja um grande erro meu... pois eles são necessários nalguns casos, como este que nos fala.

Contudo... e visto que sou um "ferranho" adepto das entrevistas... acho que era importante discutir essa "confusão" mútua com o/a aluno/a.

Repare... a avaliação deve ter dado alguma inclinação especial para alguma área ou (como fantasio que seja o caso) mais do que uma. Contudo... é importante pensar o que (neste momento da vida do aluno) está a acontecer para que exista uma tão grande confusão que acaba por se reflectir em si própria.

Às vezes as "cabeças" estão tão cheias de coisas que no momento de decisão sobre algum caminho a seguir não existe espaço para "pensar". Será que acontece o mesmo com o aluno? Ou então... simplesmente falta de projecto de vida, e nesse sentido é bom que em consulta se fale disso...

Abraço,

Hugo.
mariapsi
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Mensagempor mariapsi » sexta mai 23, 2008 11:26 am

Completamente dispensável, irrealista e despropositada essa observação, sr análise.... :roll:
Mais um com o síndrome de "doutorismo". Há-de ir muito longe, com atitudes e opiniões dessas.
Pessoalmente, quando me deparo com esses casos, invisto mais na entrevista, com uma aprofundada exploração dos domínios profissionais, informação, mas sobretudo saber em rigor os desejos e fantasias do jovem.
Na literatura nunca encontrei nada do género, mas na vida foram muitos os casos em que a, chamemos-lhe verdadeira, vocação ou mesmo decisão profissional adveio após um período que eu considero de moratória. É um preconceito comum esse de que chegam ao gabinete e há uma máquina em que se mete a moeda e sai a profissão (os miudos do 9º ano usam com frequência este verbo) ou que o percurso e decisões profissionais têm de ser decididos ali, no espaço e tempo daquelas poucas sessões. Outras vezes, vi insatisfações com a actual profissão, pessoas que procuravam reorientação mas na base disto estavam motivos de ordem mais clínica. A incapacidade de decidir ou a vontade de querer mudar eram apenas consequências de algo em background, que não derivavam da decisão/profissão actual.
Orientar a pessoa no sentido de uma outra área ou profissão iria apenas adiar o problema pois consigo imaginá-la aqui, novamente com os mesmos motivos de queixa, uns meses ou poucos anos depois. E assim sucessvamente.
Desculpe, Maria82, sei que não respondi em concreto à sua dúvida. Mas muitas vezes temos de pensar out of the box, ou no caso, fora do gabinete, para que as coisas se nos afigurem com solução.

Maria
Última edição por mariapsi em sexta mai 23, 2008 11:39 am, editado 1 vez no total.
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Mensagempor Maria82 » sexta mai 23, 2008 11:26 am

Obrigada Hugo.
Penso que neste caso específico, a decisão do jovem está bem encaminhada, mas o problema são as expectativas do pai, e o medo de falhar e não as corresponder.
Vou começar novas sessões por aí, pela relação estabelecida com o pai.
Obrigada pelo comentário construtivo!
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Mensagempor Maria82 » sexta mai 23, 2008 11:47 am

Obrigada mariapsi.
A sua resposta trouxe'me mais uma dose de confiança :)
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Mensagempor Ana Rita » sexta mai 23, 2008 12:54 pm

Olá Maria, os testes são uma ajuda, mas realmente (no meu ponto de vista) o mais importante é a entrevista com o aluno. As expectativas dos pais por vezes são um problema e nesse sentido a ideia é responsabilizar o aluno pela sua tomada de decisão, inclusivamente quando esta é influenciada pelo exterior. Não fiques confusa quanto à area que ele poderá seguir, porque de facto não és tu que deves saber...podemos ter uma ideia daquilo que terá mais facilidades, de quais os interesses que revela, mas em últma instância não és obrigada a ter percepção do que é melhor para ele(a).
Quando um aluno não consegue decidir, poderá ser necessário um tempo de reflexão, como por exemplo umas semanas. Fazes uma espécie de pros e contras com ele das diferentes áreas e deixas ele amadurecer a ideia.

Quero apenas salientar que não concordo com a utilização do Rorschach neste contexto...e parece-me ser algo a reflectir entre os colegas.

Quanto ao colega análise, o melhor é ignorar...só vem para aqui dizer bacuradas.
Se caíres sete vezes, levanta-te oito.
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Mensagempor análise » sexta mai 23, 2008 4:35 pm

Cara Maria,

não me parece correcto "idiotizar" os colegas do forúm pois não creio que a tenha ofendido... mas enfim...é assim que interpreta a minha observação e não é de admirar!

Não me parece que este ou qualquer forum vá resolver as suas inseguranças profissionais, pois elas resolvem-se com supervisão profissional adequada. Penso que era muito importante colocar essa hipótese de forma urgente. Pois, é uma grande irresponsabilidade ficar à espera de armas num forum para resolver a questão que coloca e, que muito seguramente se extende ao seu desempenho como profissional.

Não fique tão magoada pelas observações! fazem parte...dos forum mais sérios! :lol:
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Mensagempor Maria82 » sexta mai 23, 2008 5:15 pm

análise,
tive supervisão durante ano e meio, acha que chega?
seria muito fantasioso da minha (e da sua) parte achar que serviria para colmatar TODAS as dúvidas que poderão vir a surgir.
confesso que não achei de bom grado o seu comentário e assim como completamente desnecessário.
mas também não vale a pena "bater no ceguinho".
Maria João:)



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Mensagempor análise » sexta mai 23, 2008 11:30 pm

análise,
tive supervisão durante ano e meio, acha que chega?
seria muito fantasioso da minha (e da sua) parte achar que serviria para colmatar TODAS as dúvidas que poderão vir a surgir.


Cara Maria, se voçê acha que que ano e meio de supervisão não lhe chega porque é que não continua? os foruns é que (só de forma fantasiosa para si) é que a podem ajudar a colmatar as suas dificuldades! :shock:


PS: Tomei a liberdade de visitar o seu site e encontrei algo de interessante:

*Psicóloga licenciada pelo Instituto Superior da Maia, em 2004.
Formadora certificada pelo IEFP.
Técnica de RVC.
Detentora de Carteira Profissional.


Detentora de Carteira Profissional??? O que é isso um título? hehe
isto há com cada uma...

NOTA: Poderão ser realizadas consultas no domicílio


Dá consultas ao domícilio??? Interessante...

Apoio psicopedagógico? Incrível....

E também dá consultas como psicoterapeuta??? que interessante...

Faz um "bocadinho de tudo" não é? Fantástico! :twisted:

AFINAL TAMBÉM EXISTEM PSICÓLOGOS QUE GOSTAM DE SE FAZER PASSAR POR PSICOPEDAGOGOS E PSICCOTERAPEUTAS! INTERESSANTE....PARA UM NOVO DEBATE :lol:
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Mensagempor Maria82 » sexta mai 23, 2008 11:57 pm

análise, arranje que fazer.
Maria João:)



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Mensagempor miosotis » sábado mai 24, 2008 6:25 pm

Cara maria 82:

Pelo que eu aprendi na faculdade, nunca irão ser testes que vão poder indicar "vocações".

Na perspectiva da exploração reconstrutiva, é preciso conhecer o grau de desenvolvimento vocacional, mitos ligados à escolha vocacional, e pelo caso que refere, o genograma familiar.

Para mim nem existem vocações (salvo casos raros). Existe exploração e investimento num carreira.

Reduzir este processo a testes, é como fazer um mmpi para escolher a pessoa com a qual casar.

Ah ! Acho que a aplicação daquele teste projectivo totalmente absurda, para um caso desses e se calhar, em quase todos. A validade desse "teste" é muito contestada.

Penso que deveria alargar o processo aos temas da "exploração reconstrutiva" e no final fazer uma boa integração dos dados. Parece ser alguem com outras características que importam explorar (influencia dos pais, medo de errar, perfecionismo, falta de exploração das ofertas formativas ou de profissões, etc).
*Marta*
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Mensagempor *Marta* » sábado mai 24, 2008 7:00 pm

Maria,

Os testes, tal como eu sei que tens noção, são apenas uma parte do processo de orientação vocacional. Se o aluno não consegue tomar a decisão mesmo após o teu parecer, parece-me importante fazeres com ele a exploração do mundo profissional (profissões, principais funções e locais de trabalho, escolas, etc.). A ferramente "Construir o futuro" (ou adaptações da mesma); poderão ser uma forma de intervenção interessante; poderá até ser uma forma de securizar o aluno.
Além do aluno, também os pais deverão ser envolvidos. Aliás, idealmente seria que a última sessão (com consentimento do aluno) fosse realizada com os pais, de forma discutir expectativas e o próprio processo de orientação. Não sei se ajudei ou fui esclarecedora, mas do que precisares da minha parte, podes contar comigo.

Um último comentário: dei-me ao trabalho, aqui há uns tempos e a propósito de um "bate-boca" idêntico com a minha pessoa, de analisar os posts do Sr. Análise. Tenho a dizer que tenho pena que algumas pessoas desperdicem o seu tempo a vir aqui chatear a cabeça das outras. Pedir ajuda, seja a quem for e onde for, é um sinal de humildade, de profissionalismo e de reconhecimento que nunca se sabe tudo. A colega Maria João colocou aqui uma dúvida. Quem quiser ajudar, penso que todas as opiniões são bem vindas... quem não quiser ajudar, então feche o bico e remeta-se ao silêncio.
Desculpem lá o off-topic, mas achei que deveria intervir.
mariapsi
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Mensagempor mariapsi » sábado mai 24, 2008 8:18 pm

Olha, agora temos perseguidores no fórum! Já cá faltavam os inquisidores morais! :roll:
análise
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Mensagempor análise » sábado mai 24, 2008 11:53 pm

Um último comentário: dei-me ao trabalho, aqui há uns tempos e a propósito de um "bate-boca" idêntico com a minha pessoa, de analisar os posts do Sr. Análise.


a resposta da sua "resposta":

Não se dê ao trabalho dessas coisas *Marta*...mas sinto-me lisongiado por merecer o seu precioso tempo´, não fazia ideia que a podia perturbar tanto....!!! :lol: Mas a que eu mais gostei vinda de si foi a do bico...perdão...só te falta a farda para mandar!!! Rídiculo!
então feche o bico e remeta-se ao silêncio.


Olha, agora temos perseguidores no fórum! Já cá faltavam os inquisidores morais!


A resposta que não espera...mariapsi...vai ser quando a Ordem rebentar! Acabaram-se estas burlices de querer ser tudo sem se ser nada com o mínimo esforço!

VIVA A CONGREGAÇÃO DOS "M"! :lol: :lol: :lol: :lol: :lol:

Vão estudar mas é como se faz uma OV! :twisted:
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Mensagempor Cristina Silva » domingo mai 25, 2008 6:04 pm

Colega MARIA82, uma vez que utilizou o Rorchach (que também acho desnecessário para a OEV), concluiu da estrutura de personalidade e modo de funcionamento do seu paciente (que é verificável também nas entrevistas e na relação estabelecida). A dificuldade de o paciente não conseguir tomar a decisão deve-se a quê afinal? Este é o factor a trabalhar depois dos testes aplicados, que com certeza orientam num certo sentido em termos escolares, além disso, as escolhas nunca são definitivas. Podemos mudar em qualquer altura da vida e isso é algo que me parece ser importante a transparecer ao seu paciente.

Parece-me que o mais importante é que surgiram conteúdos, depois do processo para a OEV, que se revelam mais importantes a trabalhar com o seu paciente. É nos conteúdos que se deve focar e não tanto numa resposta concreta em relação à escolha vocacional/profissional. E já mostrou aqui ter percebido algum desses conteúdos em relação ao seu paciente.

Que idade tem o seu paciente? Suponho que é um adolescente. Para mim, um adolescente que se preze e com um funcionamento psicológico saudável, deve ter dúvidas nas escolhas, dúvidas existenciais: “ainda ando aqui a definir-me como pessoa quanto mais ter certezas daquilo que serei?” (não sei se me faço entender).

Quanto ao intercâmbio com o colega análise, se tem a atitude sábia de não ter problemas em assumir a sua insegurança, devia manter a mesma atitude quando se defende das palavras dele. A forma agressiva como respondeu à provocação dele (que me parece legítima) demonstra de alguma forma, uma certa ambiguidade em relação à forma como lida com a sua insegurança: por um lado assume que a tem mas por outro não aguenta que outros possam pô-la em causa, e quando o fazem defende-se de forma agressiva.

O “só sei que nada sei”, é de facto uma forma sábia de nos pormos em questão e de nos colocarmos sempre numa postura, não de detentores do conhecimento, mas da busca dele. Contudo, neste caso, tem muitas ferramentas que a podem ajudar a orientar melhor o seu paciente. Aplicou bastantes testes e teve com ele, estabeleceu uma relação, o que lhe deu bases para o perceber melhor e oferecer-se como um objecto (no sentido psicanalítico do termo) de ajuda e amparo nas dificuldades mais prementes do seu paciente. Isso são factores que ajudam à segurança profissional.

Quanto a estas palavras da colega *Marta*:
*Marta* Escreveu:Tenho a dizer que tenho pena que algumas pessoas desperdicem o seu tempo a vir aqui chatear a cabeça das outras. Pedir ajuda, seja a quem for e onde for, é um sinal de humildade, de profissionalismo e de reconhecimento que nunca se sabe tudo. A colega Maria João colocou aqui uma dúvida. Quem quiser ajudar, penso que todas as opiniões são bem vindas... quem não quiser ajudar, então feche o bico e remeta-se ao silêncio.
Desculpem lá o off-topic, mas achei que deveria intervir.



Não sei se concordo porque uma forma de nos tornarmos melhores profissionais e pessoas, é exactamente aceitarmos que outros nos ponham em causa, que outros possam atacar as fragilidades que expomos. Ajudar não é só esfregar as costas uns aos outros ou ser paternalistas ou maternalistas, como queiram chamar. Somos todos adultos e profissionais da psicologia, temos obrigação de saber lidar com palavras menos brandas! é na forma como nos defendemos que nos revelamos (não se esqueça disso).

Não é por nada que a confrontação numa relação terapêutica (ou noutras), é das coisas mais difíceis de se fazer porque à partida é sentida como fomentadora de mal-estar e até potenciadora duma “fuga” do paciente. Mas é a que contribui mais para o pensamento e para a mudança, quando feita na altura certa.

Espero que receba as minhas palavras de forma construtiva, porque esse é apenas o meu intuito.

Bom trabalho!
Cristina Silva
Última edição por Cristina Silva em terça mai 27, 2008 11:51 am, editado 2 vezes no total.
Cristina Silva
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Mensagempor Cristina Silva » domingo mai 25, 2008 6:44 pm

Só para aconchegá-la: apesar de ter estado sempre ligada ao exercício clínico (voluntariamente em instituições do estado (já me deixei disso) e numa clínica médica, cujas consultas não me dão para o sustento, com centenas e centenas de curriculuns enviados, entrevistas e concursos, cujo último recebi a resposta de que foi anulado devido ao enorme número de candidaturas) continuo a lutar por um emprego como psicóloga e isto desde 2001, ou seja: a lutar contra o desemprego desde 2001.

Análise, deixo-lhe a si as elações do:???? PORQUE SERÁ???
E
NÃO TENHA RECEIO EM SER MAUZINHO…!

Fico à espera das suas elações :)


Cristina Silva
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Mensagempor miosotis » terça mai 27, 2008 11:16 am

´
Não sei porque é que estão tão preocupados com os comentários da análise ( licenciada no maior supermercado de cursos do país- a Lusófona. Deve ter a maior margem de lucro em Portugal por m2, ainda mais que o continente, a avaliar pela quantidade de cursos e alunos que tem...). Tenho a impressão que alguns destes estaminés, porque lhes interessa manter os clientes a pagar bem por mês a propina, transmitem a ideia aos seus alunos de que são muito bons e que vão sair de lá a saber tudo. Assim fica tudo contente: os alunos muito confiantes da sua sabedoria e poder e o estaminé (lusófona) que mantém os clientes contentes... (eheheh). Um docente pode ser despedido se tiver uma queixa do aluno, por isso toca a engraxa-los...



Maria82, é optimo teres dúvidas , eu tb tenho muitas e é bom partilharmos o que sabemos uns com os outros e aprendermos com isso. Tenho é medo de quem diz que não tem dúvidas...


Dúvidas venham elas!
Ana Rita
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Mensagempor Ana Rita » terça mai 27, 2008 12:31 pm

É incrível como a miosotis nunca consegue argumentar sem meter as privadas ao barulho. Que obsessão colega...ou antes, que frustração. Eu diria que à noite tem pesadelos com a lusófona, em que o logotipo tem pernas e anda a correr a trás de si. Espero que nunca lhe apareca um aluno de uma privada em consulta...até tinha medo dessas contra-transferências...:D :roll:
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