Dislexia

As diferentes correntes e modelos teóricos. Novas abordagens e novos contextos de intervenção. A teoria e a prática, os conceitos e as estratégias. Preocupações éticas e deontológicas. etc.

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Sandra Magda Santos
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Dislexia

Mensagempor Sandra Magda Santos » sexta out 31, 2008 1:39 pm

Olá,

Tenho dúvidas quanto ao assunto das crianças com dislexia e o seu enquadramento no dec-lei 3/2008, no sentido de lhes ser proporcionado o apoio a que têm direito. Pois, pelas informações recolhidas estas crianças "parecem"não sere comtempladas... como fica a situação das mesmas?????
Obrigada
SGFernandes
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Mensagempor SGFernandes » sexta out 31, 2008 1:43 pm

Depende da monitorização mas em muitas escolas essas crianças estão a ser excluídas das NEE.
patriciamarques
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Mensagempor patriciamarques » sexta out 31, 2008 2:26 pm

SGFernandes Escreveu:Depende da monitorização mas em muitas escolas essas crianças estão a ser excluídas das NEE.


Mas nem todas devem ser excluidas. No site da DGIDC eles colocam essa questão e esclarecem:

Questão 3
Os alunos com dislexia são abrangidos pelo Decreto-Lei n.º3/2008? E os alunos com hiperactividade?

Resposta 3
Os serviços responsáveis pelo processo de avaliação devem certificar-se, relativamente a cada aluno, se existe de facto uma situação de verdadeira dislexia ou se as dificuldades do aluno decorrem de outros factores, nomeadamente de natureza sociocultural. Confirmada a existência de alterações funcionais de carácter permanente, inerentes à dislexia, caso os alunos apresentem limitações significativas ao nível da actividade e da participação, nomeadamente na comunicação ou na aprendizagem, enquadram-se no grupo-alvo do Decreto-Lei n.º3.
O mesmo procedimento deverá ser desencadeado no que se refere aos alunos com hiperactividade.
:wink:
Patrícia Marques
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Mensagempor SGFernandes » sexta out 31, 2008 4:03 pm

Sim eu sei, mas na prática não é isso que se verifica, pelo menos pelo que algumas colegas de outras escolas têm dito. Nós aqui na nossa enquadrámos mas ainda não foi feita a monitorização da equipa de apoio às escolas... :wink:
Ana Rita
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Mensagempor Ana Rita » sexta out 31, 2008 4:09 pm

Devo dizer que optei por não excluir as crianças com dislexia, mesmo aquelas que atingem os conteúdos propostos às diciplinas. Isto porque tenho casos de alunos que vão ter exames de 9ºano ou de 11ºano e segundo o objectivo de "maximizar as potencialidades dos jovens, não permitindo que estes fiquem em desvantagem perante os outros", considero que não devem ser descontados os erros referentes à dislexia e que devem dispor de mais 30 minutos na realização da prova, pois necessitam de mais tempo para ler e interpretar como para escrever.

Apenas na verdadeira dislexia? Não é possível dissociá-la de factores socio-culturais. Além disso, mesmo que existam "apenas" os factores socio-culturais, intervir nestes não é suficiente, pois já estarão presentes sintomas ou perturbações, que se podem manifestar pela dislexia ou pela hiperactividade.

Em breve o Ministério da Educação vem fiscalizar os PEI, por isso é aguardar.
Se caíres sete vezes, levanta-te oito.
patriciamarques
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Mensagempor patriciamarques » sexta out 31, 2008 4:16 pm

Sim concordo com a colega Ana rita...
Em relação à fiscalização não deve tardar, pois já chegou o aviso à escola onde estou colocada! :wink:
Patrícia Marques
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Sandra Magda Santos
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Mensagempor Sandra Magda Santos » sexta out 31, 2008 5:27 pm

Muito obrigada pelas respostas.
A experiência que eu tenho com uma criança que está diagnosticada com dislexia é que a professora titular e mesmo uma professora de ensino especial recusam dar o apoio à criança alegando que o agrupamento não autoriza pois a criança não é deficiente. E conclusão, a criança tem agora 10 anos e nunca teve o apoio devido na escola, é revoltante!
Ana Rita
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Mensagempor Ana Rita » sexta out 31, 2008 7:54 pm

Não pode deixar passar isso em branco Sandra. Esclareça ambas as professoras de que as NEE não são apenas para crianças deficientes. Se mesmo assim elas recusarem, diga-lhes que está disposta a entrar em contacto com a equipa de apoio às escolas para esclarecer a situação, ou então, elas mesmas que o façam. Se têm tanta certeza, não se devem importar de confirmar, certo?

Foi o que fiz quando o clima ficou aceso com uns profissionais do "meu" agrupamento, e na equipa da Amadora, reforçaram a minha ideia de incluir crianças com dislexia.

Muitas vezes o que querem é não ter mais trabalho. Compreende-se, porque os pedidos são muitos, mas não é razão para descartar quem precisa de apoio. Mesmo porque se não estiverem sinalizadas como NEE, o próprio ministériio não tem conhecimetno da quantidade de casos e consequentemente vai achar que os professores de ensino especial são suficientes. Uma coisa é não haver profissionais, outra é alegar não haver necessidades.
Se caíres sete vezes, levanta-te oito.

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