Pertubação obsessiva compulsiva

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miosotis
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Mensagempor miosotis » sexta nov 16, 2007 3:45 pm

Alexandre_G Escreveu: mas confesso que por vezes entro no consultório e saio na mesma como entrei poie eu simplesmente falo com ela sobre a minha vida e aquilo que me aflige. Agora em relação á pergunta de que psicoterapia devia ser feita não sei, li apenas na net que a terapia comportamental era a melhor par estes casos. Li tb algo sobre tecnicas de exposição e prevenção e li também um manual de terapia para doentes de poc e que de certa maneira é o que eu tenho estado a seguir...

Eu a mim parece-me que me sabe a pouco simplesmente estar aali a falar 45 minutos e ir embora e vir novamente e por ai em diante .
P.S já me falaram tanta coisa, já me disseram que psicanalise era o melhor já me disseram que devia ter ido a um psiquiatra e só depois ir a um psicolo... sei lá...



Provavelmente a terapia não está a ter resultados. Depois de uma sessão o cliente deveria ter alguma modificação em crenças e trazer estratégias de enfrentamento. O TOc exige uma grande mudança nas distorções de pensamento e no conportamento, daí o modelo cognitivo ser especialmente indicado. (Nem imagino como o ronhonhó ronhonhó da psicanálise poderá ajudar no TOC, provavelmente até piora porque só aumenta a consciencia das obsessões...)

No TOC, com terapias de blá blá blá não acredito que se va lá. E 45 minutos é pouco tempo. O TOC exige muitas estratégias para lidar com os rituais e a ansiedade e muito trabalho de casa.
Ana Rita
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Mensagempor Ana Rita » sexta nov 16, 2007 4:04 pm

miosotis Escreveu:
No TOC, com terapias de blá blá blá não acredito que se va lá.


Fico arrepiada com este tipo de comentários. Imagino o que sentirá uma pessoa que está a fazer terapia, neste caso o Alexandre, ler que provavelmente está numa terapia de blá blá blá.
Só serve para o confundir mais e quem sabe instalar uma descrença que pode por em causa toda a terapia que está a fazer.

É também por isto, que não há respeito entre os psicólogos. Aponta-se imediatamente o dedo.

Aconselho o Alexandre a falar de tudo o que angustia com a sua terapeuta e a decidir, após isso, se deve ou não continuar. Não tenha vergonha de dizer que a terapia não está a corresponder ao que esperava. Mas decida por si.
Se caíres sete vezes, levanta-te oito.
miosotis
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Mensagempor miosotis » sábado nov 17, 2007 12:15 am

Ana Rita Escreveu:
miosotis Escreveu:
No TOC, com terapias de blá blá blá não acredito que se va lá.


Fico arrepiada com este tipo de comentários. Imagino o que sentirá uma pessoa que está a fazer terapia, neste caso o Alexandre, ler que provavelmente está numa terapia de blá blá blá.
Só serve para o confundir mais e quem sabe instalar uma descrença que pode por em causa toda a terapia que está a fazer.

.



Está arrepiada? Deve ser por causa do frio, certamente.

É que faz afirmações sem qualquer noção do que está a dizer, quando diz que eu aponto o que digo.

Por blá blá blá defino terapia dinâmica. E a CBT não é blá blá inútil.

Saiba que:

The Expert Consensus Guidelines™:
Treatment of Obsessive-Compulsive Disorder Editors: John S. March, MD, MPH; Allen Frances, MD; Daniel Carpenter, PhD; David A. Kahn, MD

"The experts usually prefer to begin the treatment of OCD patients with either CBT alone or with a combination of CBT and medication (CBT+SRI). The likelihood that medication will be included in the recommendation varies with the severity of the OCD and the age of the patient. In milder OCD, CBT alone is the initial choice. As severity increases, the experts are more likely to add medications to CBT as the initial treatment or to use medication alone. In younger patients, the experts are more likely to use CBT alone"

http://www.psychguides.com/ocgl.html

E também que:

In the UK, the National Institute for Health and Clinical Excellence’s guidelines on obsessive–compulsive disorder (OCD) recommend cognitive–behavioural therapy, including exposure and response prevention, as an effective treatment for the disorder. This article introduces a cognitive–behavioural model of the maintenance of symptoms in OCD. It discusses the process of engagement and how to develop a formulation to guide the strategies for overcoming the disorder.

http://apt.rcpsych.org/cgi/content/abstract/13/6/438


The APA has issued an updated practice guideline for the treatment of obsessive-compulsive disorder (OCD). The guideline appears in 3 distinct sections: treatment recommendations; background information and review of available evidence; and future research needs. A summary of the treatment recommendations is presented below. The other sections are available in the July 2007 supplement to the American Journal of Psychiatry and on the APA website.

Pharmacotherapy and cognitive behavioral therapy (CBT) are both acceptable first-line treatments for OCD. The choice between the two should be based on the nature and severity of symptoms, treatment history, patient preference, and the availability of a CBT practitioner. CBT focused on exposure and response prevention should be the first choice for patients whose symptom severity does not prevent them from participating in the treatment and for patients who prefer not to use medication.


http://www.headachedrugs.com/archives4/ ... lines.html


Olhe e agasalhe-se para não se arrepiar e faça posts com mais fundamentos e úteis!
Ana Rita
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Mensagempor Ana Rita » sábado nov 17, 2007 2:16 pm

Penso que a colega não percebeu que não estava a discutir consigo a eficácia de qualquer que seja a terapia, mas sim a alertar para as consequências que pode ter fazermos certo tipo de afirmações a pessoas que estão à procura de ajuda ou que já estão em processo de terapia. O meu objectivo aqui não foi criar um terreno de batalha para discussões com direito a bibliografia recomendada, mesmo porque não tenho dúvidas da eficácia da TCC na POC.
Se caíres sete vezes, levanta-te oito.
miosotis
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Mensagempor miosotis » sábado nov 17, 2007 4:22 pm

Desculpe a confusão então.

Mas não me parece necessariamente negativo que o cliente questione a terapia...
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Mensagempor Ana Rita » sábado nov 17, 2007 9:07 pm

Sim, claro que faz bem em questionar. Não coloquei isso em causa. Só temos de ter algum cuidado nas opiniões que transmitimos neste tipo de contextos. Só isso :wink:
Se caíres sete vezes, levanta-te oito.
Alexandre_G
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Mensagempor Alexandre_G » quarta nov 21, 2007 4:59 pm

Eu andava num psicologo , mas tive que deixar pq não tinha finanças para aguentar a situação...

Abracos
Natacha
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Mensagempor Natacha » quinta nov 29, 2007 7:16 pm

Boa tarde Alexandre!

Existe uma associação que talvez o possa ajudar. É a Domus Mater-Associação de amigos e familiares do doente com perturbação Obsessivo-Compulsiva. Eu conheço bem esta associação porque estagiei lá e também fiz a minha monografia nessa àrea. Se precisar de mais informação estou ao seu dispor.

Espero ter ajudado.
Gabinete de Psicologia - Algés

http://www.consultas-de-psicologia.blogspot.com/
Alexandre_G
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Mensagempor Alexandre_G » quinta nov 29, 2007 7:31 pm

Olá Natasha.

Eu conheço essa associação mais ou menos, vi uma reportagem sobre ela no jornal da noite já á algum tempo e tb pesquisei na net e por isso tenho algumas imformações. Eu sei que lá não se paga, mas a questão é que sou da Figueira da Foz e torna-se dificil ir lá pois aquilo é para os lados de Lisboa.
Em relação á imformação que me puder dar desde já agradeço, pois nunca é demais saber sobre aquilo que me aflige , e tb se trabalhou nessa área deve ter algum conhecimento de causa, o que poderia ser importante trocar ideias sobre esta doença.
Tenho pesquisado muito e tenho lido tb , mas há sempre coisas que não se sabem, por isso mais uma vez agradeço a imformação que me puder disponibilizar ou aquilo que me puder dizer da sua experiência na Domus Mater.

Abraços
Natacha
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Mensagempor Natacha » quinta nov 29, 2007 7:45 pm

Realmente a localização geográfica não ajuda. A associação é em Lisboa... Eles têm uns boletins trimestrais que lhe poderão enviar, desde que se faça sócio. Esses boletins são informativos das novidades e dos testemunhos reais de doentes com POC.
Enquanto lá estive vi muitas melhorias mas cada caso é um caso. Realmente o acompanhamento psicológico é muito importante assim como o tratamento com os fármacos, se necessário.
Se quizer mais informações posso-lhe enviar uma lista com alguma bibliografia mas acho que devia ligar para a associação e expor o seu caso(peça para falar com a Dra Sofia Santos e diga que falou comigo (Natacha Redol).
Sei que também há consultas direccionadas para essa problemática no hospital de Coimbra, se não me engano com o Dr. António Macedo.
Relativamente à causa da POC, ainda não se sabe ao certo. As opiniões divergem. Mas o melhor é concentrar-se na forma de melhorar o seu sofrimento.

Espero ter ajudado!
Alexandre_G
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Mensagempor Alexandre_G » sexta nov 30, 2007 3:36 pm

As consultas nos hospitais já se sabe que são muito demoradas, pois há imensa gente com problemas psicolgicos e por isso, é certo que se pode ter uma consulta agora e depois outra daqui a muito tempo.
Em Coimbra tb me imformei e há acompanhamento psicologico na faculdade de psicologia, mas tb tal como os hospitais é muita gente a recorrer ao serviço e eu penso que não é numa ou duas consultas que me vão resolver o problema.

Em relação á associação poderei-me fazer sócio para receber os folhetos imformativos para poder saber mais e quem sabe de alguma maneira que me possam ajudar.

Agradeço a preocupação que tem revelado, pois já é bom saber que alguém nos tenta ajudar de alguma forma.

O que eu gostava de saber se fosse possivel era saber como foi trabalhar com gente que tem poc e saber as melhores maneiras de tentar lidar com esta situação, sem acompanhamento psicologico.

Eu tenho lido bastante e pesquisado tb , mas é sempre importante falar com alguém que teve algum experiência nesta área...

Abraço
Cristina Silva
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Mensagempor Cristina Silva » sexta nov 30, 2007 7:53 pm

Caro Alexandre_G,

Estive aqui a ler os seus desabafos com interesse mas fiquei curiosa com algumas coisas. Percebi que tem pensamentos obsessivos, ou seja, fica consumido por uma ideia mas não percebi que tipo de rituais faz.

Depois, refere várias vezes que quer ficar bom, curar-se, parece que já leu tudo sobre o assunto e já se informou de todo o tipo de terapias (típico do funcionamento obsessivo-compulsivo que se centra na racionalização e intelectualização para controlo do conflito interno), inclusive já foi acompanhado por uma psicóloga mas desistiu, alegando falta de disponibilidade financeira.
Não sei o que faz nem a sua idade mas parece ter uma vida tranquila nesse aspecto, pois dá-me a sensação de ter um trabalho seguro, fazendo até práticas desportivas de algum dispêndio, como por exemplo o squash.

Quero dizer com isto que se calhar está a fugir um bocadinho a procurar real e seriamente ajuda.

Diz muitas vezes: “quero ser eu sem estes problemas”. Pergunto-lhe: E o que é ser o Alexandre sem estes problemas?

Procura também uma cura final. Como já leu muita coisa sobre as terapias, saberá com certeza que tal conceito de cura final não existe. As terapias têm como objectivo ajudar as pessoas a integrar na sua consciência, conteúdos que não controlam e que perturbam emocional e comportamentalmente. Isso é que ajuda a lidarmos melhor e a controlar positivamente as emoções mais negativas que todos temos.

Para me fazer entender melhor, todos nós temos um núcleo mais obsessivo (entre outros), por exemplo, no meu caso, esse meu lado, ajuda-me a organizar melhor o dia-a-dia (ex: arrumar a casa, manter a vida em ordem, ou seja, não me dispersar). E isso é bom! Sei identificar quando estou mais obsessiva e até brinco com isso dizendo: “lá estou eu com a minha “veia” obsessiva a funcionar” ou “agora precisava da minha veia obsessiva porque não me apetece nada escrever aquele trabalho tão chato”.
Isto é uma forma saudável porque o tal núcleo obsessivo está bem integrado na personalidade.

Não é saudável no seu caso e o Alexandre sente isso melhor que ninguém. Por isso, acho fundamental que procure ajuda para tratar esse seu núcleo obsessivo que pode ser enlouquecedor.

Agora, o que é que quer? Tratar só o comportamento ou perceber porque é que tem tal comportamento?
Responder a esta pergunta já o ajuda a procurar a psicoterapia mais indicada. Ou seja, se quer só deixar de ter os pensamentos obsessivos e não quer sequer saber o porquê de os ter, então uma psicoterapia cognitiva/comportamental é o mais indicado, porque trata eficazmente esses sintomas, com o risco de voltar a ter o mesmo comportamento noutras alturas da sua vida se ficar só por aí.

Se quer saber o porquê desses sintomas, fazer o caminho do conhecimento próprio, do conhecimento de si, e atingir uma forma mais saudável de funcionar, então uma psicoterapia de orientação psicanalítica ou uma psicanálise (ou como alguém escreveu: “o ronhonhó ronhonhó da psicanálise”. Há quem não entenda de facto), é o mais indicado.
É muito, mas muito mais longo (demora anos) e é um processo que pode ser doloroso, mas acredite, libertador, além de que trata também eficaz e naturalmente os sintomas.
Porque como diz J. Stephen: “ Cada homem tem em si um continente de carácter por descobrir. Feliz aquele que age como Colombo na sua própria alma”.

Ah! E não tente meter nada na cabeça, como tantas vezes diz, tente é tirar da cabeça o que já tem, mas faço-o no espaço certo, que é o da consulta, com um técnico especializado. Para que possam os dois olhar, entender e dar sentido ao que já tem na cabeça.

Deixo-o com uma sugestão: comece a substituir a palavra pensar pela palavra SENTIR.
Alexandre_G
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Mensagempor Alexandre_G » quinta dez 06, 2007 12:35 am

Cristina fiz um testamento enorme a explicar-lhe e a responder-lhe ao seu post e desapareceu ....

é fustrante...
Natacha
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Mensagempor Natacha » sexta dez 07, 2007 11:57 am

Bom dia Alexandre,

A minha esperiência na Domus Mater foi excelente (tanto a nível profissional como pessoal). Foi muito gratificante.
Eles são pessoas com uma grande força interior, mesmo que não se note por fora, têm um grande sentido de humor e são muito divertidos.
O que mais gostei foram as terapias de grupo onde faziamos diversos jogos e havia uma grande interacção entre eles.
São pessoas extraordinárias, com uma força incrível. Cada dia é um dia e assim vão dando passinhos de bebé, o que é muito importante.

É muito importante ter um acompanhamento psicológico para ir ultrapassando as dificuldades do dia-a-dia da melhor forma.

Sempre à disposição e bom fim-de-semana!!
Alexandre_G
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Mensagempor Alexandre_G » sábado dez 08, 2007 12:56 am

Olá Cristina...

Eu já aqui tentei explicar tudo da melhor maneira num post que aqui deixei, mas depois apagou-se sei lá pq, mas vou tentar explicar tudo mais sucintamente.

O meus rituais sãode verificação e confirmação das coisas, parece que tenho que saber tudo e tenho que ter a certeza que faço tudo bem, para que as coisas corram bem, meto muitas duvidas nas coisas, em tudo quase, como se tudo á minha volta fosse obsessivo e quase sempre faço as confiarmações em series de 3 . A minha mente é invadida por pensamentos sem nexo nenhum, mas que me desconcentram muito e me aorrecem profundamente.
Por exemplo: eu estou a jogar á bola e vem-me á cabeça pq é que um jogador tem que olhar para a bola? A resposta é simples , mas eu não me convenço disso e quando estou a dar por mim estou a ver se os meus colegas olham para a bola tal como eu faço para eu ter a certeza que estou a fazer bem!!!!É de loucos eu confesso...A´medida que vou olhando para os meus colegas vou olhando em series de 3 , naõ podem ser duas nem uma nem quatro, tem que ser 3. Quando dou por ela já olhei para os meus colegas tantas e tantas vezes que já nem consigo contar e depois lá olho uma vez e tenho uma sensação de alivio , como se tivesse visto aquilo que queria ver, pois enquanto não consigo ter essa sensação de alivio fico com uma ansiedade brutal e depois é um alivio tão agradavel... passado uns momentos já faço isso para outra coisa qualquer, por minima que seja...tudo.
Outro exemplo vem-me á cabeça pq é que o corpo feminino ou masculino é da maneira que é??? A resposta é simples , mas a questão é que não me convenço disso, eu podia estar a falar ctg e de um momento para o outro olhar mais um pouco para algo que salte á vista ...por exemplo o cabelo e então fico a olhar para ele até ter a sensação de alivio pois enquanto não tenho essa sensação fico com ansiedade por demais.
Resumindo, por minimo que seja o promenor que pode ser ele qualquer um eu se tiver a sensação que não o vi como queria ou se fiz algo e não tive a sensação que fiz como queria , ou até mesmo se pensar em algo e ter a sensação que não pensei como queria tenho logo que tratar de fazer as coisas de maneira a que tenha a sensação que fiz bem ou pensei bem ou vi bem.
Eu se ver uma imagem , seja ela qual for...por exemplo olhar me ao espelho e quando olhar se tiver a sensação que não vi as coisas como queria então olho as vezes necessárias até que veja como eu queria.
Eu ás vezes estou a fazer qualquer coisa...mas por exemplo a jogar á bola e estou a fazer as coisas naturalmente na boa sem pensar em nada e até estou a fazer as coisas bem e se me vier um pensamento á cabeça por mais sem nexo que seja eu desconcentro-me logo e deixo logo de fazer as coisas bem ..logo na hora...então concentro-me mais nesse pensamento e em fazer oa rituais e enquanto não os fizer fico logo com uma ansiedade muito grande e deixo logo de me concentrar no jogo pR me concentrar naquele pensamento. A cena é que aquel pensamneto ñão sia da cabeça. Como é que se deixa de pensar numa coisa que está sempre no pensamento???
E depois posso estar a fazer uma coisa na boa e de um momento para o outro meto em causa aquilo que estava a fazer anteriormente e depois aquilo que estava a fazer na boa já não se faz e começa-se só a pensar naquilo como já disse atrás. Estes são alguns exemplos...
Eu andei numa psicologa e foi ela que me disse que eu tinha poc , pois antes não sabia que era essa doença, só sabi que tinha que fazer os rituais , mas não sabia pq... tive que deixar pq não havia finanças ...35 euros por semana , não era a mesma coisa dar 30euros por mes para poder jogar squash que depois tb tive que deixar de jogar tb pelo mesmo factor...
O que eu quero é ser uma pessoa normal sem este tipo de pensamentos e inseguranças e fazer as coisas como as pessoas normais fazem, sem pqs sem duvidas sem pensamentos sem nexo...ser eu sem esta doença.
É normal ter duvidas e inseguranças , mas não de maneiras obsessivas e eu só quero fazer as coisas de maneira normal da maneira que já disse atrás.
Eu sinto-me estranho, diferente, parece que não sou eu...fazer as coisas sem estas situações a aborrecer, ser eu sem esta doença.
Eu quando tiver finanças vou voltar para a psicologa , mas até lá tenho que me aguentar assim.
Eu tenho pesquisado muito e tenho lido muito e foi ai que vi algumas das estrategias que tem que ser feitas para lidar com esta doença e que tenho metido em prática e já de algum tempo para cá tudo tem sido mais tranquilo, ás vezes um pouco pior, mas sempre a lutar contra isto...

Isto é um resumo do que tinha escrito no texto anterior.
Qualquer duvida pode perguntar....
Alexandre_G
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Mensagempor Alexandre_G » sábado dez 08, 2007 1:00 am

Olá Natasha


Quais eram as estratégias que faziam para ultrapassar a doença???
O passinhos de bébé eram dados de que maneira???
O que é que os tecnicos faziam para ajudar os doentes de poc a ficarem melhores....

Abraço
Natacha
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Mensagempor Natacha » domingo dez 09, 2007 10:29 am

Bom dia,

As técnicas que utilizei foram baseadas nas terapias cognitivo-comportamentais.
Os passinhos a bebé são a batalha diária para que eles não façam os rituais, não tenham pensamentos, etc.
Não é um trabalho fácil, tanto para o psicólogo como para o sujeito, mas ao longo do tempo vão-se notando melhorias, conseguem ter uma vida com muito menos limitações.

Pense mesmo em ir a um psicólogo!!
Era muito importante se fosse!!
NunoF
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Mensagempor NunoF » terça dez 11, 2007 1:57 pm

Alexandre_G Escreveu:Eu andava num psicologo , mas tive que deixar pq não tinha finanças para aguentar a situação...

Abracos


São caros sem dúvida.

Querem enriquecer á custa dos outros :evil:

:wink:
Vendo pizzas congeladas :D
SGFernandes
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??

Mensagempor SGFernandes » terça dez 11, 2007 2:00 pm

Só por curiosidade NunoF, afinal qual é a sua profissão? Parece ser contra os psicólogos...
NunoF
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Re: ??

Mensagempor NunoF » terça dez 11, 2007 4:45 pm

SGFernandes Escreveu:Só por curiosidade NunoF, afinal qual é a sua profissão? Parece ser contra os psicólogos...


Tens cá um sentido de humor, estamos quase no Natal.

Temos que levar a vida sem stress, sem ansiedade, mesmo que as coisas nos custe um pouco.

Um pouco de ironia nunca fez mal a ninguém.

:D :lol: Adeus colega :lol: :lol:
Vendo pizzas congeladas :D

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