Despersonalização?
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O Psicologia.pt não é responsável pelas intervenções dos vários participantes neste Fórum, sendo o teor desses conteúdos, bem como a utilização que se faça dos mesmos, da exclusiva e total responsabilidade de cada utilizador.
Com o objectivo de permitir o total anonimato, o fórum "Pergunte ao Psicólogo" é o único onde é possível a publicação de tópicos por utilizadores não registados.
Ao mesmo tempo, e como deve ser do entendimento de todos, o carácter "anónimo" dos fóruns faz com que este espaço não ofereça condições para interações que se desenvolvam para além da mera "troca de opiniões".
É expressamente proibida neste fórum a divulgação de serviços de psicologia bem como de quaisquer contactos de psicólogos (nomes, nºs de telefone, moradas e outros contactos).
O Psicologia.pt não se responsabiliza pelo rigor técnico e científico, idoneidade e respeito pelos princípios éticos e deontológicos de toda e qualquer participação.
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Despersonalização?
Afinal, o que é a despersonalização? Por que surge? Qual a melhor forma de viver com uma despersonalização permanente? E quando a psicoterapia não ajuda? O que fazer para melhorar?
São estas algumas das questões para as quais tenho vindo a tentar encontrar resposta já há alguns anos.
Após o surgimento deste distúrbio desenvolvi pânico, acompanhado de ansiedade generalizada e mais tarde agorafobia.
Porquê?
Não peço uma resposta dirigida ao meu caso em particular, e embora saiba que cada caso é um caso, em linhas gerais, o que me podem dizer sobre este sentimento de "parece que não estou aqui"?
Obrigado a todos.
São estas algumas das questões para as quais tenho vindo a tentar encontrar resposta já há alguns anos.
Após o surgimento deste distúrbio desenvolvi pânico, acompanhado de ansiedade generalizada e mais tarde agorafobia.
Porquê?
Não peço uma resposta dirigida ao meu caso em particular, e embora saiba que cada caso é um caso, em linhas gerais, o que me podem dizer sobre este sentimento de "parece que não estou aqui"?
Obrigado a todos.
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Cristina Silva
- Psicólogo Registado (PT)

- Mensagens: 800
- Registado: quinta out 25, 2007 9:52 am
A despersonalização não tem a ver com o "parece que não estou aqui" mas com "o não sou eu". Como a palavra indica des-persolanizar = perda ou negação da personalidade, logo da identidade.
O seu caso parece enquadra-se mais na des-realização = Sensação de modificação da realidade (parece que não estou aqui! Mas o "ESTOU” já é sinónimo de que não há perda de identidade), além do sentimento de passividade em relação ao meio ambiente, que naturalmente traz sentimentos como os que descreve: pânico, acompanhado de ansiedade generalizada e a “criação” de fobias, no seu caso, a AGORA.
Mas a agorafobia não traz sentimentos do: “parece que não estou aqui”, mas mais o temor da multidão pelo medo de que não possa sair do meio dela caso se sinta mal (e aí sim, a possibilidade do medo de se despersonalizar).
A agorafobia poderia ser traduzida mais precisamente como o medo de ter medo: é a ansiedade associada a essa perturbação, classificada como antecipatória, já que se baseia no medo de se sentir mal e não poder obter socorro com facilidade.
A antecipação da sensação de mal-estar é tão intensa que pode originar um episódio de pânico. É uma perturbação marcada por um estado de ansiedade exacerbada, que aparece sempre que a pessoa se encontra em locais ou situações dos quais seria difícil sair caso se sentisse mal (túneis, pontes, grandes avenidas, autocarros, comboios, barcos, festas, ajuntamentos de pessoas etc.).
O porquê disto? Aconselho a procura de um espaço psicológico (uma psicoterapia) para obter respostas a essa pergunta, no seu caso. Pois, aqui só podíamos enquadrar teoricamente o porquê de tais formações comportamentais, só podendo generalizar e não individualizar. Porque, apesar da generalização se basear em observações científicas de casos individuais, que coincidem todos na essência de tais formações, as histórias de vida e as histórias relacionais individualizam os casos: daí o, cada caso é um caso!
Cristina Silva
O seu caso parece enquadra-se mais na des-realização = Sensação de modificação da realidade (parece que não estou aqui! Mas o "ESTOU” já é sinónimo de que não há perda de identidade), além do sentimento de passividade em relação ao meio ambiente, que naturalmente traz sentimentos como os que descreve: pânico, acompanhado de ansiedade generalizada e a “criação” de fobias, no seu caso, a AGORA.
Mas a agorafobia não traz sentimentos do: “parece que não estou aqui”, mas mais o temor da multidão pelo medo de que não possa sair do meio dela caso se sinta mal (e aí sim, a possibilidade do medo de se despersonalizar).
A agorafobia poderia ser traduzida mais precisamente como o medo de ter medo: é a ansiedade associada a essa perturbação, classificada como antecipatória, já que se baseia no medo de se sentir mal e não poder obter socorro com facilidade.
A antecipação da sensação de mal-estar é tão intensa que pode originar um episódio de pânico. É uma perturbação marcada por um estado de ansiedade exacerbada, que aparece sempre que a pessoa se encontra em locais ou situações dos quais seria difícil sair caso se sentisse mal (túneis, pontes, grandes avenidas, autocarros, comboios, barcos, festas, ajuntamentos de pessoas etc.).
O porquê disto? Aconselho a procura de um espaço psicológico (uma psicoterapia) para obter respostas a essa pergunta, no seu caso. Pois, aqui só podíamos enquadrar teoricamente o porquê de tais formações comportamentais, só podendo generalizar e não individualizar. Porque, apesar da generalização se basear em observações científicas de casos individuais, que coincidem todos na essência de tais formações, as histórias de vida e as histórias relacionais individualizam os casos: daí o, cada caso é um caso!
Cristina Silva
Última edição por Cristina Silva em domingo jun 29, 2008 10:23 pm, editado 1 vez no total.
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Cristina Silva
- Psicólogo Registado (PT)

- Mensagens: 800
- Registado: quinta out 25, 2007 9:52 am
Só uma nota: não há forma de viver (normalmente) com uma despersonalização PERMANENTE.
As pessoas nesse estado, mais cedo ou mais tarde, acabam por ser internadas em hospitais psiquiátricos e a terem o respectivo acompanhamento, pois, a não ser que seja apenas um EPISÓDIO de despersonalização, devido a qualquer motivo (natural ou químico), a questão do estado de despersonalização PERMANENTE, remete para psicoses graves, daí a necessidade de internamento
As pessoas nesse estado, mais cedo ou mais tarde, acabam por ser internadas em hospitais psiquiátricos e a terem o respectivo acompanhamento, pois, a não ser que seja apenas um EPISÓDIO de despersonalização, devido a qualquer motivo (natural ou químico), a questão do estado de despersonalização PERMANENTE, remete para psicoses graves, daí a necessidade de internamento
Cristina Silva Escreveu:Só uma nota: não há forma de viver (normalmente) com uma despersonalização PERMANENTE.
As pessoas nesse estado, mais cedo ou mais tarde, acabam por ser internadas em hospitais psiquiátricos e a terem o respectivo acompanhamento, pois, a não ser que seja apenas um EPISÓDIO de despersonalização, devido a qualquer motivo (natural ou químico), a questão do estado de despersonalização PERMANENTE, remete para psicoses graves, daí a necessidade de internamento
como disse??
eu vivi um ano e meio normalmente com despersonalização/ desrealização (nos EUA por exemplo já não existe distinção) e foi quando surgiu a agorafobia que o meu estado piorou.
No meu caso também tenho esse sentimento de estranheza em relação a mim mesma, por exemplo ao olhar-me ao espelho, tenho a sensação de medo que está descrita num dos assuntos deste fórum... parece que não sou eu, não é o meu reflexo.
a minha agorafobia não está tanto relacionada com o socorro, mas mais com o sair de um lugar seguro para mim (casa, carro etc).
quando perguntei "porquê", naturalmente sabia que não poderia obter uma resposta para o meu caso, visto não ter dado a conhecer minimamente o problema.
Como disse, pretendia uma descrição da problemática em linhas gerais. Grupos de maior incidência, situações que podem levar a, que áreas cerebrais estão envolvidas, que parte da mente está alterada, terá um pouco a ver com a percepção?
No entanto agradeço a sua resposta.
A Cristina tem toda a razão no que diz! Um estado permanente de despersonalização e/ou desrealização remete invariávelmente para uma psicose!
A perda de contacto com o mundo externo e com EU assim o indicam...
A procura de um psicólogo torna-se urgente!
A perda de contacto com o mundo externo e com EU assim o indicam...
A procura de um psicólogo torna-se urgente!
FUI ROUBADO NO Nº DE MENSAGENS QUE TINHA NO FÒRUM E POR VEZES APAGAM OS MEUS POST´S!!!
psirui Escreveu:A Cristina tem toda a razão no que diz! Um estado permanente de despersonalização e/ou desrealização remete invariávelmente para uma psicose!
A perda de contacto com o mundo externo e com EU assim o indicam...
A procura de um psicólogo torna-se urgente!
ok. agradeço as opiniões. Acho que talvez não tenham verdadeiro conhecimento ou conhecimento com casos reais de despersonalização/ desrealização.
Peço desculpa as minhas palavras, mas é que a pessoa com este distúrbio não perde o contacto com a realidade, nem consigo próprio. Basta ler um pouco a descrição em termos gerais da problemática. O que me levou a escrever foi pensar que como vários psicólogos aqui escrevem, talvez pudesse obter novas informações que desconheço, ou até mesmo a criação de um debate e o possível surgimento de novas ideias.
A diferença entre a forma como me responderam aqui e a forma como respondem os psicólogos nos seus consultórios, acreditem, é abismal.
Confesso que não era isto que procurava.
Cumps
-
Cristina Silva
- Psicólogo Registado (PT)

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- Registado: quinta out 25, 2007 9:52 am
Naturalmente que na despersonalização está também contida a desrealização (desrealiza-se de si próprio, da sua identidade). Mas a desrealização não implica obrigatoriamente uma despersonalização. Por isso, pelo menos na Comunidade Científica Europeia, se continuar a diferenciar os dois conceitos, independentemente de se poderem revelar em conjunto em determinados casos.
Quanto ao internamento, é apenas uma forma de tratamento, que conforme os casos, pode passar só pela medicação e acompanhamento psicoterapeutico em ambulatório (sem necessidade de internamento). Mas, habitualmente as pessoas que descompensam em psicoses graves, requerem internamento.
Na minha intervenção, pretendi apenas esclarecer um conceito que indicou, que parece não se aplicar ao seu caso.
Quando diz: “….Peço desculpa as minhas palavras, mas é que a pessoa com este distúrbio não perde o contacto com a realidade, nem consigo próprio…”, tal não vai de encontro ao definido pela psiquiatria e pela psicologia, que descreve a DESPERSONALIZAÇÃO nos seguintes moldes: a despersonalização é entendida como uma desordem dissociativa, caracterizada por experiências de sentimentos de irrealidade, de ruptura com a personalidade, processos amnésicos e apatia.
E de acordo com a última edição da DSM-IV, a despersonalização surge como uma desordem dissociativa: As características essenciais do Transtorno de Despersonalização consistem de episódios persistentes ou recorrentes de despersonalização, caracterizados por um sentimento de distanciamento ou estranhamento de si próprio (Critério A). O indivíduo pode sentir-se como um autómato ou como se estivesse em um sonho ou em um filme. Pode haver uma sensação de ser um observador externo dos próprios processos mentais, do próprio corpo ou de partes do próprio corpo. Vários tipos de anestesia sensorial, falta de resposta afectiva e uma sensação de não ter o controle das próprias acções, incluindo a fala, frequentemente estão presentes. O indivíduo com Transtorno de Despersonalização mantém um teste de realidade intacto (por ex., consciência de que isto é apenas uma sensação e de não ser realmente um autómato) (Critério B). A despersonalização é uma experiência comum, devendo-se fazer este diagnóstico apenas se os sintomas forem suficientemente severos para causar sofrimento acentuado ou prejuízo no funcionamento (Critério C). Uma vez que a despersonalização é uma característica comummente associada a muitos outros transtornos mentais, um diagnóstico separado de Transtorno de Despersonalização não é feito se a experiência ocorre exclusivamente durante o curso de outro transtorno mental (por ex., Esquizofrenia, Transtorno de Pânico, Transtorno de Stress Agudo ou outro Transtorno Dissociativo). Além disso, a perturbação não se deve aos efeitos fisiológicos directos de uma substância ou de uma condição médica geral (Critério D).
Quando diz: “A diferença entre a forma como me responderam aqui e a forma como respondem os psicólogos nos seus consultórios, acreditem, é abismal.”
Pois, aqui é um espaço e o consultório é outro. Nenhum psicólogo neste espaço (que também exerça em consultório) pode actuar como se actua no contexto de consultório, são coisas bem diferentes.
“Confesso que não era isto que procurava”.
Lamento não ter ido de encontro ao que procurava, mas como psicóloga clínica não posso deixar de esclarecer conceitos, quando verifico que os mesmos podem não estar a ser bem definidos ou interpretados (é que a questão da pedagogia, seja em que área for, é também importante)
Cristina Silva
Quanto ao internamento, é apenas uma forma de tratamento, que conforme os casos, pode passar só pela medicação e acompanhamento psicoterapeutico em ambulatório (sem necessidade de internamento). Mas, habitualmente as pessoas que descompensam em psicoses graves, requerem internamento.
Na minha intervenção, pretendi apenas esclarecer um conceito que indicou, que parece não se aplicar ao seu caso.
Quando diz: “….Peço desculpa as minhas palavras, mas é que a pessoa com este distúrbio não perde o contacto com a realidade, nem consigo próprio…”, tal não vai de encontro ao definido pela psiquiatria e pela psicologia, que descreve a DESPERSONALIZAÇÃO nos seguintes moldes: a despersonalização é entendida como uma desordem dissociativa, caracterizada por experiências de sentimentos de irrealidade, de ruptura com a personalidade, processos amnésicos e apatia.
E de acordo com a última edição da DSM-IV, a despersonalização surge como uma desordem dissociativa: As características essenciais do Transtorno de Despersonalização consistem de episódios persistentes ou recorrentes de despersonalização, caracterizados por um sentimento de distanciamento ou estranhamento de si próprio (Critério A). O indivíduo pode sentir-se como um autómato ou como se estivesse em um sonho ou em um filme. Pode haver uma sensação de ser um observador externo dos próprios processos mentais, do próprio corpo ou de partes do próprio corpo. Vários tipos de anestesia sensorial, falta de resposta afectiva e uma sensação de não ter o controle das próprias acções, incluindo a fala, frequentemente estão presentes. O indivíduo com Transtorno de Despersonalização mantém um teste de realidade intacto (por ex., consciência de que isto é apenas uma sensação e de não ser realmente um autómato) (Critério B). A despersonalização é uma experiência comum, devendo-se fazer este diagnóstico apenas se os sintomas forem suficientemente severos para causar sofrimento acentuado ou prejuízo no funcionamento (Critério C). Uma vez que a despersonalização é uma característica comummente associada a muitos outros transtornos mentais, um diagnóstico separado de Transtorno de Despersonalização não é feito se a experiência ocorre exclusivamente durante o curso de outro transtorno mental (por ex., Esquizofrenia, Transtorno de Pânico, Transtorno de Stress Agudo ou outro Transtorno Dissociativo). Além disso, a perturbação não se deve aos efeitos fisiológicos directos de uma substância ou de uma condição médica geral (Critério D).
Quando diz: “A diferença entre a forma como me responderam aqui e a forma como respondem os psicólogos nos seus consultórios, acreditem, é abismal.”
Pois, aqui é um espaço e o consultório é outro. Nenhum psicólogo neste espaço (que também exerça em consultório) pode actuar como se actua no contexto de consultório, são coisas bem diferentes.
“Confesso que não era isto que procurava”.
Lamento não ter ido de encontro ao que procurava, mas como psicóloga clínica não posso deixar de esclarecer conceitos, quando verifico que os mesmos podem não estar a ser bem definidos ou interpretados (é que a questão da pedagogia, seja em que área for, é também importante)
Cristina Silva
Entendo a sua posição, porém foi precisamente um psicoterapeuta que me deu esse diagnóstico.
Como referiu no seu texto retirado do DSM IV, não há perda do contacto com a realidade. O doente sabe que não passa de uma sensação. Além de que não é preciso corresponder a todos os critérios para poder dizer-se que tem despersonalização, e a forma de sentir esta ausência de "sentir", varia de pessoa para pessoa. No entanto há necessidade de agrupar sintomas para simplificar diagnósticos, daí usarem-se termos, que não passam disso mesmo: termos, designações etc.
Não queria entrar numa discussão mas penso que me entenderam mal e por isso desejo explicar um pouco melhor o meu caso:
a sensação de "parece que não estou aqui" é permanente, eu estou sempre assim, por vezes menos intensa, por vezes tão intensa que fico em pânico. O que não é permanente é eu estar em constante sofrimento com isso, pois já assim vivo há mais de dois anos e de certa forma habituei-me. Sempre fiz a minha vida normalmente, mesmo com pânico e ansiedade generalizada. O que acontece é que comecei a ter sensações de irrealidade (embora conscientemente saiba que não passam de sensações), o mundo tornou-se estranho, os objectos, a rua, as cores o que me levou a ter medo de sair de casa pois sempre que saia sentia-me exposta e tinha medo de perder a noção da realidade e o controlo de um momento para o outro. Basicamente tenho um medo enorme de enlouquecer. Cada vez fui tendo mais evitamentos e a agorafobia instalou-se. Neste momento encontro-me neste ponto: sensação de não estar bem aqui, às vezes parece que não sou eu, sinto que faço tudo de uma forma automatizada, tenho medo de morrer ou enlouquecer, luto contra a agorafobia com muita dificuldade, há dias em que tenho muita ansiedade e faço psicoterapia.
Só quis ouvir outras opiniões, como podem concluir.
Quando me referi à diferença entre aqui e o consultório foi apenas porque fiquei bastante surpreendida com a forma como me responderam. Tenho bastante boa opinião dos profissionais de psicologia pois me parecem pessoas bastante humanas com grande sensibilidade e cuidado para com os outros. Talvez tenha considerado algumas frases muito fortes para a simples questão que coloquei.
Obrigado.
Como referiu no seu texto retirado do DSM IV, não há perda do contacto com a realidade. O doente sabe que não passa de uma sensação. Além de que não é preciso corresponder a todos os critérios para poder dizer-se que tem despersonalização, e a forma de sentir esta ausência de "sentir", varia de pessoa para pessoa. No entanto há necessidade de agrupar sintomas para simplificar diagnósticos, daí usarem-se termos, que não passam disso mesmo: termos, designações etc.
Não queria entrar numa discussão mas penso que me entenderam mal e por isso desejo explicar um pouco melhor o meu caso:
a sensação de "parece que não estou aqui" é permanente, eu estou sempre assim, por vezes menos intensa, por vezes tão intensa que fico em pânico. O que não é permanente é eu estar em constante sofrimento com isso, pois já assim vivo há mais de dois anos e de certa forma habituei-me. Sempre fiz a minha vida normalmente, mesmo com pânico e ansiedade generalizada. O que acontece é que comecei a ter sensações de irrealidade (embora conscientemente saiba que não passam de sensações), o mundo tornou-se estranho, os objectos, a rua, as cores o que me levou a ter medo de sair de casa pois sempre que saia sentia-me exposta e tinha medo de perder a noção da realidade e o controlo de um momento para o outro. Basicamente tenho um medo enorme de enlouquecer. Cada vez fui tendo mais evitamentos e a agorafobia instalou-se. Neste momento encontro-me neste ponto: sensação de não estar bem aqui, às vezes parece que não sou eu, sinto que faço tudo de uma forma automatizada, tenho medo de morrer ou enlouquecer, luto contra a agorafobia com muita dificuldade, há dias em que tenho muita ansiedade e faço psicoterapia.
Só quis ouvir outras opiniões, como podem concluir.
Quando me referi à diferença entre aqui e o consultório foi apenas porque fiquei bastante surpreendida com a forma como me responderam. Tenho bastante boa opinião dos profissionais de psicologia pois me parecem pessoas bastante humanas com grande sensibilidade e cuidado para com os outros. Talvez tenha considerado algumas frases muito fortes para a simples questão que coloquei.
Obrigado.
Cara amiga,
Compreendo as suas dúvidas, mas aquilo que foi aqui escrito, sobre a problemática que referiu está correcto!
A colega Cristina recorreu ao DSM IV para poder ser mais específica na definição dos critérios de diagnóstico!
Como você diz, e muito bem, não é necessário cumprir todos os critérios para se chegar a um diagnóstico de transtorno por despersonalização, mas basta cumprir alguns ou a maioria! Da mesma forma, este tipo de perturação pode estar associada a outros transtornos, no que nós, chamamos de comorbilidade!
Logicamente, fazer um diagnóstico deste ou de outro tipo, num fórum, torna se dificil, uma vez que, em psicologia, não se faz como em medicina! Não é só um conjunto de sintomas que nos permite chegar a um diagnóstico! Por isso, a relação terapêutica é tão cara aos psicólogos!
Desde já lhe digo, que um diagnóstico feito á partida, pode ser alterado, complementado, durante um tratamento psicológico!
Faço-lhe uma pergunta:
Está a ser acompanhada por algum psi?
Compreendo as suas dúvidas, mas aquilo que foi aqui escrito, sobre a problemática que referiu está correcto!
A colega Cristina recorreu ao DSM IV para poder ser mais específica na definição dos critérios de diagnóstico!
Como você diz, e muito bem, não é necessário cumprir todos os critérios para se chegar a um diagnóstico de transtorno por despersonalização, mas basta cumprir alguns ou a maioria! Da mesma forma, este tipo de perturação pode estar associada a outros transtornos, no que nós, chamamos de comorbilidade!
Logicamente, fazer um diagnóstico deste ou de outro tipo, num fórum, torna se dificil, uma vez que, em psicologia, não se faz como em medicina! Não é só um conjunto de sintomas que nos permite chegar a um diagnóstico! Por isso, a relação terapêutica é tão cara aos psicólogos!
Desde já lhe digo, que um diagnóstico feito á partida, pode ser alterado, complementado, durante um tratamento psicológico!
Faço-lhe uma pergunta:
Está a ser acompanhada por algum psi?
FUI ROUBADO NO Nº DE MENSAGENS QUE TINHA NO FÒRUM E POR VEZES APAGAM OS MEUS POST´S!!!
Mas nada do que eu disse vai contra o que foi escrito.
Apenas pequenos pormenores que tentei explicar, com os quais não concordei.
No meu post anterior está a resposta à sua questão.
sim, estou.
Outro aspecto é que eu não vim à procura de um diagnóstico.
Inicialmente nem quis expor o meu caso. Pedi uma abordagem em linhas gerais. Disse-me para procurar um psicólogo urgentemente sem sequer saber de que se tratava o meu caso, ou se já o teria feito.
Acho que não somos só nós "doentes" que temos algo a aprender com os profissionais de saúde mental. Os próprios vão aprendendo com as pessoas que passam pelos seus locais de trabalho e não só,e foi apenas por isso que contrariei algumas das coisas que foram ditas.
"Compreendo as suas dúvidas, mas aquilo que foi aqui escrito, sobre a problemática que referiu está correcto! " portanto não faz sentido que me diga isto, pois nunca disse nada em contrário.
Apenas pequenos pormenores que tentei explicar, com os quais não concordei.
No meu post anterior está a resposta à sua questão.
sim, estou.
Outro aspecto é que eu não vim à procura de um diagnóstico.
Inicialmente nem quis expor o meu caso. Pedi uma abordagem em linhas gerais. Disse-me para procurar um psicólogo urgentemente sem sequer saber de que se tratava o meu caso, ou se já o teria feito.
Acho que não somos só nós "doentes" que temos algo a aprender com os profissionais de saúde mental. Os próprios vão aprendendo com as pessoas que passam pelos seus locais de trabalho e não só,e foi apenas por isso que contrariei algumas das coisas que foram ditas.
"Compreendo as suas dúvidas, mas aquilo que foi aqui escrito, sobre a problemática que referiu está correcto! " portanto não faz sentido que me diga isto, pois nunca disse nada em contrário.
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Cristina Silva
- Psicólogo Registado (PT)

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- Registado: quinta out 25, 2007 9:52 am
Eu só quis esclarecer a questão do estado de despersonalização PERMANENTE, que normalmente remete para uma descompensação grave e que inibe a pessoa de manter uma vida (dentro da normalidade, normalidade que tem a ver com a não dissociação da realidade).
Quando perguntou: “Afinal, o que é a despersonalização? Por que surge? Qual a melhor forma de viver com uma despersonalização permanente? E quando a psicoterapia não ajuda? O que fazer para melhorar?”
E quando associa à despersonalização o sentimento de "parece que não estou aqui", pareceu-me importante esclarecer algumas coisas ligadas ao conceito de despersonalização.
Quanto a esta pergunta específica: “Qual a melhor forma de viver com uma despersonalização permanente?”, parece que já encontrou resposta a isso uma vez que refere que viveu um ano e meio normalmente com despersonalização/ desrealização nos EUA (o que para qualquer pessoa levanta algumas dúvidas).
Como psicóloga, a única resposta que lhe poderia dar é que, para viver o melhor possível com uma despersonalização/desrealização PERMANENTE, é sob os cuidados psiquiátricos e psicológicos, cujo objectivo é o de tentar tratar tal estado, que é considerado descompensatório. E uma pessoa descompensada, é uma pessoa que adoeceu, logo, como qualquer doença, tem que se tratar para que possa retomar a sua vivência (a sua vida) dentro da normalidade e da naturalidade.
Diz: “ Inicialmente nem quis expor o meu caso. Pedi uma abordagem em linhas gerais. Disse-me para procurar um psicólogo urgentemente sem sequer saber de que se tratava o meu caso, ou se já o teria feito”.
Não disse que deveria procurar um psicólogo urgentemente, o que respondi foi à sua questão do “porquê?”, dizendo que tal resposta não deve ser encontrada na generalização teórica desta problemática mas na individualização por meio de uma psicoterapia.
Todos os psicólogos aqui, nunca poderiam cair no erro de fazer diagnósticos no fórum, pois tal seria uma demonstração de um péssimo profissionalismo (pois não é possível ter dados para tal) e uma condenável falta de ética, pois diagnósticos psiquiátricos ou psicológicos, nunca, mas nunca poderiam ser feitos sem a presença da pessoa e sem uma série de critérios necessários ao mesmo (nomeadamente: entrevista, observação, aplicação de testes se necessário, entre outros, coisas que acontecem numa dinâmica relacional que é o espaço da consulta).
Espero pelo menos ter contribuído para um dos seus intentos quando lançou este post, que nas suas palavras são: “O que me levou a escrever foi pensar que como vários psicólogos aqui escrevem, talvez pudesse obter novas informações que desconheço, ou até mesmo a criação de um debate e o possível surgimento de novas ideias”.
Cristina Silva
Quando perguntou: “Afinal, o que é a despersonalização? Por que surge? Qual a melhor forma de viver com uma despersonalização permanente? E quando a psicoterapia não ajuda? O que fazer para melhorar?”
E quando associa à despersonalização o sentimento de "parece que não estou aqui", pareceu-me importante esclarecer algumas coisas ligadas ao conceito de despersonalização.
Quanto a esta pergunta específica: “Qual a melhor forma de viver com uma despersonalização permanente?”, parece que já encontrou resposta a isso uma vez que refere que viveu um ano e meio normalmente com despersonalização/ desrealização nos EUA (o que para qualquer pessoa levanta algumas dúvidas).
Como psicóloga, a única resposta que lhe poderia dar é que, para viver o melhor possível com uma despersonalização/desrealização PERMANENTE, é sob os cuidados psiquiátricos e psicológicos, cujo objectivo é o de tentar tratar tal estado, que é considerado descompensatório. E uma pessoa descompensada, é uma pessoa que adoeceu, logo, como qualquer doença, tem que se tratar para que possa retomar a sua vivência (a sua vida) dentro da normalidade e da naturalidade.
Diz: “ Inicialmente nem quis expor o meu caso. Pedi uma abordagem em linhas gerais. Disse-me para procurar um psicólogo urgentemente sem sequer saber de que se tratava o meu caso, ou se já o teria feito”.
Não disse que deveria procurar um psicólogo urgentemente, o que respondi foi à sua questão do “porquê?”, dizendo que tal resposta não deve ser encontrada na generalização teórica desta problemática mas na individualização por meio de uma psicoterapia.
Todos os psicólogos aqui, nunca poderiam cair no erro de fazer diagnósticos no fórum, pois tal seria uma demonstração de um péssimo profissionalismo (pois não é possível ter dados para tal) e uma condenável falta de ética, pois diagnósticos psiquiátricos ou psicológicos, nunca, mas nunca poderiam ser feitos sem a presença da pessoa e sem uma série de critérios necessários ao mesmo (nomeadamente: entrevista, observação, aplicação de testes se necessário, entre outros, coisas que acontecem numa dinâmica relacional que é o espaço da consulta).
Espero pelo menos ter contribuído para um dos seus intentos quando lançou este post, que nas suas palavras são: “O que me levou a escrever foi pensar que como vários psicólogos aqui escrevem, talvez pudesse obter novas informações que desconheço, ou até mesmo a criação de um debate e o possível surgimento de novas ideias”.
Cristina Silva
Mas não foi a Cristina que me disse para procurar um psicólogo urgentemente. A minha resposta anterior foi para Psirui.
Eu não vivi nos EUA, não disse isso em lado nenhum. Referi que nos EUA já não se faz distinção entre despersonalização e desrealização porque leio sobre o assunto.
Eu vivi a minha vida normalmente durante esse tempo, porém nunca sem esse distúrbio. Quando referi normal, foi em resposta ao seu comentário em que diz que não é possível viver normalmente com uma despersonalização permanente. Quis dizer que conseguia trabalhar, estudar, conviver socialmente e todas as actividades que fazem parte do quotidiano. Mas sempre atormentada pelo que eu chamo de despersonalização (pois foi essa a designação que me foi dada). Deixei de conseguir fazer tudo isso com o agravamento da "desrealização" e com o aparecimento da agorafobia.
Uma das coisas que frizei no que disse foi que obviamente não vim à procura de um diagnóstico. Só quis debater sobre o assunto. Mas está complicado... tenho que estar sempre a justificar o que digo para entenderem.
eu perguntei qual a melhor forma de viver com uma despersonalização/ desrealização permanente, porque de facto a tenho. e vivo com ela, e talvez não viva da melhor forma, daí a pergunta. viver nem sempre é VIVER. e eu queria muito VIVER.
Acho que vou dar encerrada por aqui a minha pequena participação. Não consigo fazer-me entender, mas pelo menos já fico satisfeita por alguém ter aderido ao "debate".
Obrigado.
Cumps
Eu não vivi nos EUA, não disse isso em lado nenhum. Referi que nos EUA já não se faz distinção entre despersonalização e desrealização porque leio sobre o assunto.
Eu vivi a minha vida normalmente durante esse tempo, porém nunca sem esse distúrbio. Quando referi normal, foi em resposta ao seu comentário em que diz que não é possível viver normalmente com uma despersonalização permanente. Quis dizer que conseguia trabalhar, estudar, conviver socialmente e todas as actividades que fazem parte do quotidiano. Mas sempre atormentada pelo que eu chamo de despersonalização (pois foi essa a designação que me foi dada). Deixei de conseguir fazer tudo isso com o agravamento da "desrealização" e com o aparecimento da agorafobia.
Uma das coisas que frizei no que disse foi que obviamente não vim à procura de um diagnóstico. Só quis debater sobre o assunto. Mas está complicado... tenho que estar sempre a justificar o que digo para entenderem.
eu perguntei qual a melhor forma de viver com uma despersonalização/ desrealização permanente, porque de facto a tenho. e vivo com ela, e talvez não viva da melhor forma, daí a pergunta. viver nem sempre é VIVER. e eu queria muito VIVER.
Acho que vou dar encerrada por aqui a minha pequena participação. Não consigo fazer-me entender, mas pelo menos já fico satisfeita por alguém ter aderido ao "debate".
Obrigado.
Cumps
Cara amiga,
Quando lhe disse para procurar urgentemente um psicólogo, fi-lo porque não me tinha apercebido que já o tinha feito, uma vez que me pareceu ter lido que estava a sofrer com essas suas dificuldades!
Por outro lado, digo-lhe que apesar de poder ter lido bastante sobre o assunto, e fez você muito bem, falta-lhe alguma bagagem técnica e científica para poder interpretar correctamente algumas coisas que lê, nos livros e documentos que consulta! O que é normal, visto você não ser psicóloga nem psiquiatra!
Ninguém por aqui pretendeu diagnosticar nada! Apenas se fez referência a alguns sintomas que enumerou, e que fazem parte de um, ou vários quadros psicopatológicos, que necessitam de tratamento psi!
Conceptualmente, desrealização e despersonalização, são coisas um pouco diferentes.
Além disso, estes sintomas também podem fazer parte de outros quadros psicopatológicos, de forma associada ou isolada!
A perturbação de Pânico com Agorafobia, também pode incluir algum deles ou os dois!
Como você já sabe, é preciso continuar esse tratamento que iniciou!
Boa sorte!
Quando lhe disse para procurar urgentemente um psicólogo, fi-lo porque não me tinha apercebido que já o tinha feito, uma vez que me pareceu ter lido que estava a sofrer com essas suas dificuldades!
Por outro lado, digo-lhe que apesar de poder ter lido bastante sobre o assunto, e fez você muito bem, falta-lhe alguma bagagem técnica e científica para poder interpretar correctamente algumas coisas que lê, nos livros e documentos que consulta! O que é normal, visto você não ser psicóloga nem psiquiatra!
Ninguém por aqui pretendeu diagnosticar nada! Apenas se fez referência a alguns sintomas que enumerou, e que fazem parte de um, ou vários quadros psicopatológicos, que necessitam de tratamento psi!
Conceptualmente, desrealização e despersonalização, são coisas um pouco diferentes.
Além disso, estes sintomas também podem fazer parte de outros quadros psicopatológicos, de forma associada ou isolada!
A perturbação de Pânico com Agorafobia, também pode incluir algum deles ou os dois!
Como você já sabe, é preciso continuar esse tratamento que iniciou!
Boa sorte!
FUI ROUBADO NO Nº DE MENSAGENS QUE TINHA NO FÒRUM E POR VEZES APAGAM OS MEUS POST´S!!!
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Cristina Silva
- Psicólogo Registado (PT)

- Mensagens: 800
- Registado: quinta out 25, 2007 9:52 am
Diz: “Uma das coisas que frizei no que disse foi que obviamente não vim à procura de um diagnóstico. Só quis debater sobre o assunto. Mas está complicado... tenho que estar sempre a justificar o que digo para entenderem”.
Acho que conseguimos entender a sua questão mas como parecia haver alguma confusão de conceitos e diagnósticos, revelou-se necessário fazer alguns esclarecimentos, esclarecimentos esses que foram imediatamente rebatidos pelo(a) WHISPER, dizendo coisas como: “nos EUA já não se faz distinção entre despersonalização e desrealização porque leio sobre o assunto….”.
Ora, está a falar com psicólogos que se regem pelos critérios internacionais (inclusive dos EUA) sobre as questões da psicologia e da psiquiatria, que é igual, na sua cientificidade, aqui ou nos EUA.
Ou seja, sem querer, acabou por dizer que os psicólogos aqui no fórum (que estudaram, estudam, exercem e por isso estão licenciados no que à psicologia diz respeito) não percebem nada disto porque os EUA e os psicólogos nos consultórios dizem outra coisa e porque lê sobre o assunto!
Deve compreender que para alguém que lançou um post com o objectivo de ficar mais esclarecido, tais argumentos não lhe foram muito abonatórios e não revelaram um espírito aberto a esclarecimentos.
Deu para perceber que o(a) WHISPER acha (porque segundo diz, foi diagnosticado), que sofre de despersonalização PERMANENTE e que tem tentado viver com isso, fazendo todas as actividades do quotidiano. Só que, como o PSIRUI diz, esse sintoma (leia-se sintoma e não diagnóstico) pode fazer parte de vários quadros psicopatológicos, desde as esquizofrenias às fobias. E normalmente, uma pessoa que sofre de uma despersonalização PERMANENTE, independentemente do quadro psicopatológico em que se insira, não consegue, à partida, realizar as actividades do quotidiano que refere e precisar de ser ajudada e tratada.
A minha tentativa foi a de esclarecer algumas premissas que podem estar erradas e o(a) WHISPER julgar-se dentro de uma psicopatologia que não coincide com o seu caso. Se sofre de agorafobia, é isso que tem de tentar tratar, com o seguimento adequado, para que possa voltar a VIVER dentro da normalidade que pretende.
Se de facto já está a ser acompanhado(a), deve seguir esse processo pois é o espaço ideal para ter a ajuda que necessita. Neste momento é mais importante ter essa ajuda do que preocupar-se em debater o assunto, pois tal debate não seria muito frutífero uma vez que tem deste lado psicólogos que só se podem reger (neste espaço) pela cientificidade e tecnicidade dos conceitos psiquiátricos e psicológicos consonantes internacionalmente.
Cristina Silva
P.S.: Peço desculpa se percebi que viveu nos EUA, foi má leitura da minha parte.
Acho que conseguimos entender a sua questão mas como parecia haver alguma confusão de conceitos e diagnósticos, revelou-se necessário fazer alguns esclarecimentos, esclarecimentos esses que foram imediatamente rebatidos pelo(a) WHISPER, dizendo coisas como: “nos EUA já não se faz distinção entre despersonalização e desrealização porque leio sobre o assunto….”.
Ora, está a falar com psicólogos que se regem pelos critérios internacionais (inclusive dos EUA) sobre as questões da psicologia e da psiquiatria, que é igual, na sua cientificidade, aqui ou nos EUA.
Ou seja, sem querer, acabou por dizer que os psicólogos aqui no fórum (que estudaram, estudam, exercem e por isso estão licenciados no que à psicologia diz respeito) não percebem nada disto porque os EUA e os psicólogos nos consultórios dizem outra coisa e porque lê sobre o assunto!
Deve compreender que para alguém que lançou um post com o objectivo de ficar mais esclarecido, tais argumentos não lhe foram muito abonatórios e não revelaram um espírito aberto a esclarecimentos.
Deu para perceber que o(a) WHISPER acha (porque segundo diz, foi diagnosticado), que sofre de despersonalização PERMANENTE e que tem tentado viver com isso, fazendo todas as actividades do quotidiano. Só que, como o PSIRUI diz, esse sintoma (leia-se sintoma e não diagnóstico) pode fazer parte de vários quadros psicopatológicos, desde as esquizofrenias às fobias. E normalmente, uma pessoa que sofre de uma despersonalização PERMANENTE, independentemente do quadro psicopatológico em que se insira, não consegue, à partida, realizar as actividades do quotidiano que refere e precisar de ser ajudada e tratada.
A minha tentativa foi a de esclarecer algumas premissas que podem estar erradas e o(a) WHISPER julgar-se dentro de uma psicopatologia que não coincide com o seu caso. Se sofre de agorafobia, é isso que tem de tentar tratar, com o seguimento adequado, para que possa voltar a VIVER dentro da normalidade que pretende.
Se de facto já está a ser acompanhado(a), deve seguir esse processo pois é o espaço ideal para ter a ajuda que necessita. Neste momento é mais importante ter essa ajuda do que preocupar-se em debater o assunto, pois tal debate não seria muito frutífero uma vez que tem deste lado psicólogos que só se podem reger (neste espaço) pela cientificidade e tecnicidade dos conceitos psiquiátricos e psicológicos consonantes internacionalmente.
Cristina Silva
P.S.: Peço desculpa se percebi que viveu nos EUA, foi má leitura da minha parte.
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