Olá a todos,
Primeiro que tudo queria agradecer a ajuda que me foi dada aqui no forum.. Estava insatisfeita com o curso superior em que estava, com medo da mudança e das repercussões que teria nos que me rodeiam.. graças ao que me disseram, tive coragem de tomar as rédeas da minha vida, e estou bastante satisfeita.
Agora a situação é outra.. A minha vida nao é um mar de problemas, mas acho que tenho um "íman" para atrair situações que nao consigo resolver.
A questão é a seguinte, tenho uma relação com um ano e pouco com um rapaz, nos primeiros meses correu tudo bem, ja nos conhecemos á imenso tempo, e conversávamos imenso.
Depois os meses iniciais, começaram a surgir alguns problemas..
Eu, apesar, de tudo sempre gostei muito de ser livre (sem ser a questao do curso e dos pais), fazer o que quero, quando quero, com quem quero, sempre tentei preservar ao máximo as minhas amizades, e até considero que sou bastante responsável nas escolhas que faço..
Sendo que à uns meses.. uns bons 8/9 meses.. começaram a surgir cenas de ciumes inexplicáveis por parte do meu companheiro..
- Temos o mesmo grupo de amigos, à imenso tempo.. E agora todo o tipo de conversas, brincadeiras, ele considera que sao inapropriadas.. aliás que "nao me dou ao respeito".. E estamos a falar de brincadeiras sem importância nenhuma, porque eu acho que sempre impus limites..
- Segundo ele, nao me devo dar com membros do sexo masculino.. Ou seja, no meu grupo de amigos, somos poucas raparigas mas muitos rapazes, isso nao é "respeitável".. Estar com eles, sem a presença dele é intolerável..
- Afirma que uma mulher nao deve fumar e beber (nao porque faz mal, mas porque nao é bonito)
- Saias, decotes, camisolas de alças ou manga cava, que mostrem os ombros, é outro enorme problema. "É so para quem se quer mostrar".
- Saídas á noite, tem que ser com mensagens de 10 em 10 minutos a relatar todos os pontos da noite. E até horas decentes, meia noite.
- Estou a estudar á noite e trabalho durante o dia. Agora que estou em época de trabalhos tenho tido muito pouco tempo livre. Sou acusada de dar pouca atençao, pouca importancia, de nao dar importância á nossa relaçao. Tenho a OBRIGAÇÃO de estar com ele todos os dias.
A verdade é que as discussoes se acumulam semanalmente, e a unica altura calma foi nas ferias em que tivemos algumas semanas fora daqui, só os dois. Basicamente longe d tudo o que causa interferência.
Eu tento faze-lo entender que as coisas nao estao bem, e vou fazendo as coisas de forma a ser 50/50 para cada lado, porque sei que uma relação exige cedências..
Mas dou por mim agora, a deixar de sair ás vezes so para evitar a discussao enorme do dia seguinte, porque se torna cansativo.
Nao estou feliz, e acho que ele tambem nao está. Afinal esta "luta" que ele trava todos os dias com a insegurança dele, também nao deve ser facil.
É filho de pais separados. A mae era vitima de violencia doméstica. Ele foi viver com a avó aos 3 anos, desde aí nunca mais viveu com a mae que se encontra a centenas de km e com quem nao tem qualquer relaçao. E o pai, nunca mais o viu.
Eu penso que este historial, terá possivel alguma coisa a ver com o comportamente que ele tem comigo. É como se tivesse, constantemente medo de ser novamente "abandonado".
Queria muito ajudá-lo. E ajudar-me a mim porque nao é facil gerir o dia a dia assim.
Eu moro na zona de Almada.
Se acharem que deva consultar um especialista, nem que seja eu pra começar. agradecia se me pudessem dar o contacto de algum.
Nao sei se tou a exagerar, por isso queria uma opiniao.
Com os melhores cumprimentos,
Joana
Aconselhamento
Regras do Fórum
-----------
O Psicologia.pt não é responsável pelas intervenções dos vários participantes neste Fórum, sendo o teor desses conteúdos, bem como a utilização que se faça dos mesmos, da exclusiva e total responsabilidade de cada utilizador.
Com o objectivo de permitir o total anonimato, o fórum "Pergunte ao Psicólogo" é o único onde é possível a publicação de tópicos por utilizadores não registados.
Ao mesmo tempo, e como deve ser do entendimento de todos, o carácter "anónimo" dos fóruns faz com que este espaço não ofereça condições para interações que se desenvolvam para além da mera "troca de opiniões".
É expressamente proibida neste fórum a divulgação de serviços de psicologia bem como de quaisquer contactos de psicólogos (nomes, nºs de telefone, moradas e outros contactos).
O Psicologia.pt não se responsabiliza pelo rigor técnico e científico, idoneidade e respeito pelos princípios éticos e deontológicos de toda e qualquer participação.
-----------
O Psicologia.pt não é responsável pelas intervenções dos vários participantes neste Fórum, sendo o teor desses conteúdos, bem como a utilização que se faça dos mesmos, da exclusiva e total responsabilidade de cada utilizador.
Com o objectivo de permitir o total anonimato, o fórum "Pergunte ao Psicólogo" é o único onde é possível a publicação de tópicos por utilizadores não registados.
Ao mesmo tempo, e como deve ser do entendimento de todos, o carácter "anónimo" dos fóruns faz com que este espaço não ofereça condições para interações que se desenvolvam para além da mera "troca de opiniões".
É expressamente proibida neste fórum a divulgação de serviços de psicologia bem como de quaisquer contactos de psicólogos (nomes, nºs de telefone, moradas e outros contactos).
O Psicologia.pt não se responsabiliza pelo rigor técnico e científico, idoneidade e respeito pelos princípios éticos e deontológicos de toda e qualquer participação.
Aconselhamento
"No one is free when others are oppressed"
-
Ana Rita
- Psicólogo Registado (PT)

- Mensagens: 1794
- Registado: terça ago 31, 2004 1:44 pm
- Localização: Lisboa
Olá Joana, é óptimo saber que com a ajuda deste fórum tomou uma decisão muito positiva na sua vida. Boa!
Faz sentido preocupar-se com o que relata da sua relação com o seu namorado. A possessividade está muitas vezes associada à insegurança e baixa auto-estima, sendo que se esse comportamento não for resolvido, a tendência será mantê-lo ou até mesmo intensificá-lo. Mesmo que a Joana cedesse a todos os aspectos que ele refere, não seria suficiente, pois a insegurança "arranja" sempre novas formas de se justificar.
Com o tempo pode tornar-se sufocante, e o seu namorado sem se aperceber pode acabar por provocar em si um efeito contrário, ou seja, um maior afastamento, em vez de a conseguir "manter por perto" ou de "vigilância", como aparentemente sente necessidade.
Fale com ele sobre isso e caso sintam que é dificil resolverem essa situação sozinhos, fale-lhe sobre a possibilidade de ele fazer uma terapia, ou até ambos, para perceberem o que se está a passar na vossa relação e obterem ajuda nesse sentido. Boa sorte
Faz sentido preocupar-se com o que relata da sua relação com o seu namorado. A possessividade está muitas vezes associada à insegurança e baixa auto-estima, sendo que se esse comportamento não for resolvido, a tendência será mantê-lo ou até mesmo intensificá-lo. Mesmo que a Joana cedesse a todos os aspectos que ele refere, não seria suficiente, pois a insegurança "arranja" sempre novas formas de se justificar.
Com o tempo pode tornar-se sufocante, e o seu namorado sem se aperceber pode acabar por provocar em si um efeito contrário, ou seja, um maior afastamento, em vez de a conseguir "manter por perto" ou de "vigilância", como aparentemente sente necessidade.
Fale com ele sobre isso e caso sintam que é dificil resolverem essa situação sozinhos, fale-lhe sobre a possibilidade de ele fazer uma terapia, ou até ambos, para perceberem o que se está a passar na vossa relação e obterem ajuda nesse sentido. Boa sorte
Se caíres sete vezes, levanta-te oito.
Voltar para “Pergunte ao Psicólogo”
Quem está ligado:
Utilizadores neste fórum: Nenhum utilizador registado e 9 visitantes

