Pedopsicologia - Pedopsiquiatria - Neuropediatria

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Pedopsicologia - Pedopsiquiatria - Neuropediatria

Mensagempor kriz » terça nov 18, 2008 10:44 pm

Boa noite

Tenho dois filhos, o mais velho actualmente com 8 anos começou a ir à psicologa de um modo mais ou menos regular desde os dois anos. Psicologa essa na qual eu tenho a maior confiança (com um doutoramento em primeira infancia). Por volta dos 3/4 anos começamos a ir com ele também ao pedopsiquiatra (também este com o qual adquiri a maior confiança, tendo uma papel de destaque na pedopsiquiatria nacional). Seja como for o pedopsiquiatra na altura concordou com o acompanhamento com a psicologa nos moldes existentes.

Com o ínicio do ensino básico, as situações ficaram mais complicadas e à cerca de um ano o meu filho comecou a tomar Risperidona (entre 0.35 ml e 0.5 ml por dia). Indo agora à psicologa de quinze em quinze dias à cerca de dois anos.

Diagnóstico: disturbio da impulsividade ...dificuldades nos mecanismos regulatorios


Este ano as coisas estão a ficar piores e a psicologa da escola foi falar com ele (na sala de aula corre tudo bem boas notas - os recreios é que são um stress) e a psicologa da escola que não sabe que ele toma risperidona.
Disse que deveríamos ir a uma psicologa que faça psicoterapia porque ele precisa e que psicoterapia é duas vezes por semana em casos como o dele. Acha que tb deveríamos ir a um neuropediatra para despistar não sei muito bem o quê porque eu perguntei ao pedopsiquiatra se o meu filhote poderia ter Aspergen, Dislexia, Deficit Atenção e ....

Psicoterapia não é feita por todos os psicologos isso eu sei mas tem mesmo que ser com uma grande frequencia?

Obrigdada e desculpem este desabafo :-(
vectrapc
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Mensagempor vectrapc » terça nov 18, 2008 11:13 pm

Algo que não percebi correctamente, a Psicóloga da escola foi falar com quem? Com o seu filho? Consigo?

Do meu ponto de vista neste momento a sra deveria colocar essa questão quer ao Pedopsiquiatra quer à Psicóloga que acompanha o seu filho.
Convém tentar perceber o que está a acontecer, podem ser diversos os motivos.

É importante informar o Pedopsiquiatra pois poderá ter de ser feito um ajuste na medicação do seu filho, de certeza que ele deverá ter competência para lhe informar se é necessário uma avaliação neurológica do seu filho.

É importante informar a Psicóloga que segue o seu filho, para esta também verificar se é necessário algum acerto.

A frequência das sessões, especialmente com crianças depende de muitos factores que terão de ser tidos em linha de conta. Se a frequência das consultas foi alterada por alguma razão foi, pode sempre perguntar à Psicóloga estas suas questões.

Importante é saber que existem alterações de comportamento a nível do recreio, já que o seu filho é seguido colocar estas questões a quem o segue.

Quanto à frequência dependerá dos casos, da disponibilidade quer da criança quer do técnico, e poderá ter a ver com a gravidade da situação mas mais uma vez pergunte aos técnicos que já o seguem.

Não tem de pedir desculpa pelo desabafo, pois mostra que é uma mãe preocupada e isso é o mais importante; o mais importante para ele é ter uma mãe que se preocupa e que o ajuda a ultrapassar as situações. Visto já estar rodeada de técnicos que considera válidos para o desempenho das suas funções, explique-lhes a situação e peça a ajuda deles.

E disponha sempre que precisar
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Mensagempor AbLaZe » terça nov 18, 2008 11:30 pm

Boa noite, kriz,

Tal como a colega vectrapc escreveu, dirija essas dúvidas aos técnicos que a acompanham.
A altura do recreio é sempre um momento difícil para uma criança impulsiva. Estar na sala de aula, onde o espaço está organizado, as tarefas são orientadas e há uma autoridade sempre presente, é bem mais simples para ajudar ao auto-controlo do que estar no meio de dezenas de outras crianças a correr e a falar alto. No recreio, o caos sobrestimula qualquer criança, tenha ela ou não problemas de impulsividade. As aulas de Educação Física também funcionam desta forma.
Portanto, tenha calma, kriz, e coloque as questões que a preocupam à psicóloga e ao pedopsiquiatra que acompanham o seu filho e já o conhecem há anos.
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kriz
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Mensagempor kriz » quarta nov 19, 2008 1:03 pm

Antes de mais, muito obrigada pelas respostas.

Relativamente à primeira questão, a psicóloga da escola começou a falar com o meu filho recentemente, visto o comportamento dele ter piorado nos recreios, e eu ter recebido uma série de notas de mau comportamento. Após reunião com a professora ela comentou que “o grupo de brincadeiras do meu filho” iria falar com a psicóloga da escola. Eu sempre tentei que escola e psicologia se mantivessem afastadas, mas agora nesta situação pensei que faria bem, uma vez que a psicóloga da escola o veria no ambiente dele e veria que no fundo os colegas também têm comportamentos incitadores ao descontrole do meu filhote…ou seja aquele tipo de comportamento de picar...para provocar reacção..porque sabemos que ela dali vem.

Eu vejo isso em casa, porque o meu mais novo (6 anos) muitas vezes …induz birras no irmão.


Ontem à noite telefonei à psicóloga do meu filho (a que acompanha o meu filho desde os dois anos, actualmente quinzenalmente), e vou falar com ela amanhã de manhã.
No pedopsiquiatra fui em Outubro e a próxima consulta seria em Abril ou antes em caso de urgência, mas também lhe posso telefonar.

A psicóloga da escola, neste caso é que as coisas se misturam, uma vez que o meu marido trabalha na escola, é que acha que ele precisa de psicoterapia bissemanal, de ir ao neuropediatra, mas não recomenda o primeiro que eu escolheria ( e que editou em 2008 um livro) …assim como também não recomenda o pedopsiquiatra ao qual temos ido (responsável por uma unidade na Estefânia)

Com isto não estou a dizer que escolho as pessoas apenas pelo nome, o que acontece é que quer seja pelo nome, quer seja ao calhas se eu tiver afinidade, e sentir confiança mantenho-me no mesmo médico, caso contrário mudo. No caso do meu filho mais velho nunca senti necessidade de mudar.

O meu marido sente mais uma necessidade de encontrar alguém que dê a solução mágica o comprimido mágico e que tudo fique bem.

O meu filho tem tido sempre as fases muito exageradas, a ansiedade da separação, enfim tudo agora, mas no fundo desde a primeira consulta de psicologia que ele fez que a psicóloga nos disse que ele precisava de limites bem definidos e que tinha dificuldades nos mecanismos regulatórios e é isto que continua a acontecer.

Muito obrigada :-?
kriz
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Mensagempor kriz » quinta nov 20, 2008 1:38 pm

Olá

Acabei de falar com a psicóloga que acompanha o meu filho, tendo reiterado ela, e muito bem, que o conhece desde os 18 meses, (ele agora tem 8 anos). Não acha que ele deva ir a neuropediatra de maneira nenhuma.
Ela acha errado o meu filhote falar com a psicóloga da escola, especialmente porque o pai também trabalha na escola, o que eticamente acaba por não ser muito correcto, e não quer falar com a psicóloga da escola. Nem consegui abordar a frequência das consultas …tal a veemência que a psicóloga falou.
Hoje à noite vou telefonar ao pedopsiquiatra para ver se ele acha necessário alterar a dose de risperidona (disse a psicóloga, se isso me fizer ficar mais calma).
Achou bem que eu o tivesse tirado do Judo (esta semana) era um dos locais onde haviam ultimamente muitos problemas o que confirma o que o “AbLaZe” disse. Ele andava com problemas no balneário do judo e da ginástica …os outros chateiam-no muito e ele chora e depois diz que vomita e acaba por não fazer judo isto no caso do judo.

Obrigada :?:
Cristina Silva
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Mensagempor Cristina Silva » quinta nov 20, 2008 3:47 pm

Parece-me que há aqui técnicos a mais. O seu filho precisa é de uma relação terapêutica contínua e estável, que parece já ter com a psicóloga que o acompanha desde os dois anos.
Já agora, que motivo levou o seu filho a ser acompanhado aos dois anos? Já tinha a haver com o distúrbio de impulsividade?

Quem indicou a procura do pedopsiquiatra, foi a psicóloga que o acompanha, porque achou necessário complemento medicamentoso? Ou foi vossa iniciativa?

Quanto ao diagnóstico indicado, é um diagnóstico da sintomatologia, não da causa. O pedopsiquiatra explicou-lhe o porquê da Risperidona? De facto, a Risperidona pode ser utilizada para o tratamento sintomático de irritabilidade em crianças e adolescentes, com determinado diagnóstico, diagnóstico esse (o da causa) que era importante saber, pois o “disturbio da impulsividade ...dificuldades nos mecanismos regulatorios”, podem dever-se a variadíssimas causas, sendo que seria importante saber o diagnóstico (o que é que leva o seu filho a ter esses sintomas).

Quanto à psicóloga da escola, parece não ter conhecimento de que o seu filho já é acompanhado por outros técnicos, e como tal, perante o que observou, sugeriu, e bem, os encaminhamentos necessários (que já não precisa de procurar pois já os tem).
Agora, que motivos é que ela lhe indicou para dizer que não recomenda o pedopsiquiatra que o acompanha actualmente? A unidade de pedopsiquiatria do hospital que refere, tem dos melhores técnicos da área e é uma unidade especializada (sei do que falo porque já estive ligada profissionalmente a esse hospital).

A psicóloga da escola, deve é tentar arranjar um programa de intervenção no contexto escolar que melhor se adeqúe aos problemas do seu filho, para os minimizar. Quanto ao acompanhamento deve ser feito fora da escola e deve continuar a ser feito pela psicóloga que sempre o acompanhou. É com ela que deve conversar sobre tudo isto e sobre as suas dúvidas.

Insista com a questão do diagnóstico, pois continua a não saber exactamente qual é e já pois várias hipóteses: “Aspergen, Dislexia, Deficit Atenção e ....” e não parece ter obtido resposta.

A Risperidona pode ser utilizada em casos em que a irritabilidade (impulsividade) são manifestações sintomáticas do Síndrome de Asperger, por exemplo. Mas deve tirar todas as suas dúvidas em relação à medicação com o pedopsiquiatra.

Parece estar um bocado perdida no meio disto tudo e no meio de tantos técnicos. Fale desse seu sentimento com a psicóloga que está com o seu filho (e consigo) desde sempre, e insista em obter as respostas de que necessita.
kriz
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Mensagempor kriz » quinta nov 20, 2008 4:42 pm

Olá e mais uma vez muito obrigada pelas respostas.
Um pouco mais de história, o meu filho foi sempre muito difícil desde os primeiros tempos, muito chorão, quando nasceu nem sequer se deixou aspirar. O irmão nasceu quando ele tinha 18 meses. Entrava em birras das quais não terminava, só comigo e mesmo assim era difícil. A pediatra achava que estava tudo bem, mas quando o irmão ficou mais interactivo as birras aumentaram, nessa altura a pediatra a nosso pedido indicou-nos uma psicóloga que seria da confiança dela.

A psicóloga na altura fez várias consultas e disse que ele não tinha nenhum problema daqueles catalogados que tinha apenas dificuldades nos mecanismos regulatórios. E que isso com a idade maturidade iria melhorar. Talvez por volta dos 3 anos, e com o aumento das birras, o meu marido que não é grande fã de psicologia, especialmente na fase que eu comecei a ir com o nosso filho, estava convencido que algo se passava com ele. Nessa altura falamos com a psicóloga que creio que na altura até trabalhava com o pedopsiquiatra no mesmo hospital (Estefânia) e ela disse que ele era excelente e que poderíamos ir a ele, a pediatra também nos deu boas referências dele.
Na altura ele diagnosticou uma depressão no meu filho (2 ½ ou 3 anos) mas não receitou nada, ou seja receitou a psicoterapia com a psicóloga que ele já ia e floor time com o pai.
Durante estes anos todos a psicóloga foi vendo o meu filho com uma periodicidade definida por ela ou por vezes por nós ou seja: quando ela achava que ele estava melhor dizia; marque quando achar que precisa e era o que eu fazia. O pedopsiquiatra também. Por vezes familiarmente sofro pressões em que me dizem que estiveram a ler a ver e que o meu filhote tem é Dislexia, asperger etc, e eu por vezes marcava consultas no pedopsiquiatra mais para ele dizer que o meu filhote não tem nada e para me assegurar e assegurar a família alargada (essencialmente do meu marido) que ele é mesmo assim.

Durante toda a infantil o meu filho sofreu bastante com “ansiedade da separação” tendo tido altos e baixos, incluindo no último ano da infantil.

Agora no ensino básico, no ano passado (2º ano) ele começou com problemas no judo (vestiário) e simultaneamente com um aumento da agressividade.

Na altura o pedopsiquiatra receitou a risperidona para aumentar o tempo de resposta do Bruno ele disse que era em doses inferiores às terapêuticas, simultaneamente começou a ver a psicóloga quinzenalmente antes disso estava a vê-la de mês a mês ou de dois meses em dois meses. Na altura o meu filho melhorou bastante e ficou bastante feliz.
Em Abril de 2008 o pedopsiquiatra disse como deveríamos fazer o desmame da Risperidona nas férias e como a deveríamos iniciar de novo se necessário … o “infelicidade e as birras” voltaram grandemente em Agosto e depois em Setembro acabamos por reiniciar a Risperidona…em Outubro viu o pedo e ele achou-o óptimo e achou que a escola falha muito no “um programa de intervenção no contexto escolar” !
Agora estamos nisto ….

Sim eu fico perdida no meio disto tudo, e no meio das pressões familiares

:?
kriz
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Mensagempor kriz » segunda nov 24, 2008 12:05 pm

Só um pequeno update, falei com o pedo que acha que deve continuar tudo na mesmo, alterou ligeiramente a medicação, e daqui a 15 dias liga-me de novo para ver como está a correr, uma vez que nessa altura já deve haver algum distanciamento dos problemas de balneário.

Risperidona (0.25 ml à noite e 0.5 ml de manhã) sendo que daqui a 15 dias a ideia é diminuir a risperidona :-)

Veremos.
Estou a manter um "low profile" em casa para ver se existe distânciamento das ideias da psicologa da escola.

Obrigada :-)
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Mensagempor vectrapc » segunda nov 24, 2008 12:13 pm

Acho que posso dizer que esperamos todos que a situação se resolva da melhor maneira, e, tal como foi dito anteriormente, qualquer dúvida que tenha deverá sempre colocá-la quer à Psicóloga do seu filho quer ao Pedopsiquiatra. Entretanto estamos também por aqui para o que for preciso.
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Mensagempor ameliedoux » terça nov 25, 2008 12:13 am

Bem, só gostaria de acrescentar uma coisa. Da maneira como estão a descrever, parecem desconsiderar a importância dum profissional de psicologia na escola.
É de ter em atenção que os domínios de intervenção dum psicólogo numa escola são diferentes dum psicólogo clínico. Na escola não se faz psicoterapia (na estereotipada forma clínica). Quando esta é necessária, a criança deve ser reencaminhada.

O seu filho apresenta uma perturbação comportamentar que deve, e bem, ser acompanhada pela psicóloga clínica e pelo pedopsiquiatra. Mas note-se que no contexto "escola" a psicóloga escolar será certamente a profissional mais indicada, até porque é bem provável que o relacionamento interpares, a somatização, etc, influencie o rendimento académico do seu filho.

Não poria tanto a questão no excesso de profissionais mas antes nos domínios e limites de cada profissional.
Se a psicóloga escolar pretende a todo custo impor o seu ponto de vista, isso tem que ver com o a pessoa ou o profissionalismo da mesma, não tanto com a área.
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Mensagempor vectrapc » terça nov 25, 2008 12:42 am

Acho que ninguém referiu isso, mas pelo contrário falámos na importância da mãe explicar a situação a quem já acompanha a criança há bastantes anos.

Se a Psicóloga da Escola tem um plano de intervenção deverá apresentá-lo à mãe.

Ponto 1 : a Psicóloga da escola acha que a criança deverá ter terapia. "Disse que deveríamos ir a uma psicologa que faça psicoterapia" situação já existente. Pelo que demos a indicação para falar com a a psicóloga que segue a criança, para verificar se realmente há necessidade de aumentar as sessões ou não.

Ponto 2 : Neuropsiquiatra. "deveríamos ir a um neuropediatra para despistar não sei muito bem o quê " a criança é seguida por 1 pedopsiquiatra há vários anos que o medica, situação que a Psicóloga da Escola desconhece.

Ponto 3 : a mãe tem plena confiança no trabalho que tem sido feito pelos profissionais que têm seguido a criança e como tal indicámos para pedir a estes informação sobre o que fazer, pois melhor que nós ou até a Psicóloga da Escola saberão, sendo bons profissionais que é algo descrito pela mãe, como proceder.


Ponto 4 : a frequência da psicoterapia tal com referi anteriormente depende de diversos factores que desconhecemos nesta situação, mais uma vez deverá ser a Psicóloga que segue a criança a avaliar se as sessões são necessárias ou não.

Não me pareceu ter sido desvalorizado o input dado pela Psicóloga da Escola.

Como noutras situações, claro que a mãe poderá seguir à risca as indicações da Psicóloga da Escola e dirigir-se a outros técnicos para fazer a avaliação sugerida. Agora a minha questão é o que será melhor para a criança?

E será com o acerto da medicação a situação normalizou?

Concordo que as intervenções serão diferentes mas aqui pelo que percebi, a Psicóloga da Escola encaminhou. Não delineou 1 plano de intervenção entre ela e a criança e foi nessa medida que expusemos a nossa visão enquanto técnicos.

Atenciosamente
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Mensagempor AbLaZe » terça nov 25, 2008 1:41 pm

Falando da minha experiência, nunca espero que seja o psicólogo da escola, onde a criança que acompanho anda, a fazer um plano de intervenção. Este plano deve ser feito em conjunto. A psicóloga que acompanha o seu filho, kriz, deveria articular informações com a psicóloga da escola no sentido de uma melhor integração do seu paciente no ambiente escolar. Psicóloga da escola e professores devem ser incluídos nesta colaboração e num programa de intervenção a nível comportamental.
Eu trabalho assim, parece-me o mais lógico e o mais adequado.

Por outro lado, em relação à medicação, deveria constar no processo do aluno que medicamentos está este a tomar e com que frequência. Tal como os professores e os auxiliares de educação da escola, também a psicóloga deveria ter esta informação.

PS- ameliedoux, não vi aqui ninguém menosprezar o papel dos psicólogos na escola.
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Mensagempor silver » terça nov 25, 2008 5:18 pm

Kriz

Não quero que se sinta ofendida com o que vou dizer, apenas gostaria que reflectisse no que vou acrescentar e que de alguma maneira pudesse verificar se terá alguma relevância para o seu caso e do seu filho.
Se tem assim tanta confiança, reiterada em mais que um post, nos técnicos que acompanham o seu filho, o que está a fazer num fórum de Psicólogos?

Será que na sua cabeça algumas, muitas duvidas se colocam em relação a todo o processo e aos poucos avanços obtidos? Será que “estou” a tomar as medidas correctas? Isso deverá ser sempre ser tomado em consideração e posto em causa e a ansiedade gerada por isso deve ser racionalizada dessa forma, afinal de contas ele é seu filho.

Como se sente o seu filho com tantas idas ao “Médico/Psicólogo/Psicólogo da escola”?

E a Kriz, como é que lida com o seu filho em casa?

É uma mãe super-protectora?

Ele tem uma atenção especial por ser assim especial?

E o pai, como lida com o filho?

O seu filho tem mais recompensas (prendas) que o irmão, por forma a minimizar as birras?

É tratado de forma muito diferente do irmão?

E a família (avós!! Tios!!Padrinhos etc.) qual o papel deles na vida do seu filho?

Que pressões são essas que diz sofrer da família?

Para já deixo estas questões no ar, mas mais uma vez reforço que não é com sentido crítico que as coloco, mas sim com um sentido constructivo.
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Mensagempor AbLaZe » terça nov 25, 2008 6:33 pm

silver Escreveu:Kriz

Não quero que se sinta ofendida com o que vou dizer, apenas gostaria que reflectisse no que vou acrescentar e que de alguma maneira pudesse verificar se terá alguma relevância para o seu caso e do seu filho.
Se tem assim tanta confiança, reiterada em mais que um post, nos técnicos que acompanham o seu filho, o que está a fazer num fórum de Psicólogos?

Será que na sua cabeça algumas, muitas duvidas se colocam em relação a todo o processo e aos poucos avanços obtidos? Será que “estou” a tomar as medidas correctas? Isso deverá ser sempre ser tomado em consideração e posto em causa e a ansiedade gerada por isso deve ser racionalizada dessa forma, afinal de contas ele é seu filho.

Como se sente o seu filho com tantas idas ao “Médico/Psicólogo/Psicólogo da escola”?

E a Kriz, como é que lida com o seu filho em casa?

É uma mãe super-protectora?

Ele tem uma atenção especial por ser assim especial?

E o pai, como lida com o filho?

O seu filho tem mais recompensas (prendas) que o irmão, por forma a minimizar as birras?

É tratado de forma muito diferente do irmão?

E a família (avós!! Tios!!Padrinhos etc.) qual o papel deles na vida do seu filho?

Que pressões são essas que diz sofrer da família?

Para já deixo estas questões no ar, mas mais uma vez reforço que não é com sentido crítico que as coloco, mas sim com um sentido constructivo.


Este comentário é de cariz valorativo e parece-me completamente desnecessário.
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Mensagempor ameliedoux » terça nov 25, 2008 7:30 pm

AbLaZe Escreveu:PS- ameliedoux, não vi aqui ninguém menosprezar o papel dos psicólogos na escola.

Menosprezar o papel dos psicólogos na escola também não vi. Até ver ( :lol: ) foi você a única. :roll:
Agora, há aí afirmações que deixam transparecer algum descrédito em relação à psicóloga daquela escola...

Importante é saber que existem alterações de comportamento a nível do recreio, já que o seu filho é seguido colocar estas questões a quem o segue.

Isto é "contexto escola", porque apenas terão algo a dizer a psicóloga externa e o pediatra?
A própria kriz responde
a psicóloga da escola o veria no ambiente dele



A psicóloga da escola (...) é que acha que ele precisa de psicoterapia bissemanal


Portanto,
Ela acha errado o meu filhote falar com a psicóloga da escola (...) e não quer falar com a psicóloga da escola. Nem consegui abordar a frequência das consultas …tal a veemência que a psicóloga falou.
:!:

Estou a manter um "low profile" em casa para ver se existe distânciamento das ideias da psicologa da escola.


E depois isto leva-me a algumas questões, sendo que a depressão não é directamente observável nem mensurável. É necessária a criança exprimir-se em comportamento e palavras. Mas com 3 anos terá a criaça vocabulário suficiente? E compreensão às questões que lhe colocam?
Esta é uma questão que surgia muitas nas aulas de Desenvolvimento e da importância de um diagnóstico diferencial correcto.
Na altura ele diagnosticou uma depressão no meu filho (2 ½ ou 3 anos)

As questões do/a silver parecem-me ser de todo pertinentes e longe de juízos de valor! A família, núclear e alargada, também interage com a criança. Tem para com ela e espera dela determinados comportamentos e atitudes.
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Mensagempor AbLaZe » terça nov 25, 2008 8:03 pm

ameliedoux Escreveu:
AbLaZe Escreveu:PS- ameliedoux, não vi aqui ninguém menosprezar o papel dos psicólogos na escola.

Menosprezar o papel dos psicólogos na escola também não vi. Até ver ( :lol: ) foi você a única. :roll:
Agora, há aí afirmações que deixam transparecer algum descrédito em relação à psicóloga daquela escola...


Não entendi este comentário.

Quanto ao que se está a passar neste tópico, parece que tanto o silver como a ameliedoux estão a querer ser o 4º técnico a envolver-se no problema que a user kriz aqui expôs. Não me parece que ela pretenda mais psicólogos a fazer-lhe perguntas. Não se esqueçam que estamos num Fórum público, que faz com que os pedidos de informação clínica e as perguntas acerca do ambiente familiar desta mãe e desta criança sejam muito pouco éticos.

A kriz dirigiu-se a este Fórum para procurar soluções e não para ser bombardeada por mais questões. Nenhum de nós pode fazer o papel de psicólogo desta criança. No meu comentário expliquei aquilo que faço nestas situações, com o objectivo de mostrar à kriz o quão importante é a coordenação e colaboração entre os profissionais que lidam directamente com o seu filho, quer seja na parte da saúde, quer na parte educativa.

Em relação a depressões infantis, ameliedoux, irá aprender realmente a identificar esta perturbação em contexto de consulta e não numa sala de aula. Está aqui a colocar em causa os conhecimentos e a prática de uma colega, quando não tem condições para o fazer.
Última edição por AbLaZe em terça nov 25, 2008 8:07 pm, editado 1 vez no total.
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Mensagempor kriz » terça nov 25, 2008 8:05 pm

Olá a todos,
Antes de mais muito obrigada, por tudo, essencialmente por estarem aqui para o que for preciso.
A psicóloga do meu filho sempre me sugeriu que mantivesse a psicóloga da escola longe do Bruno. Claro que imagino que o facto do meu marido trabalhar na escola, possa ter algum peso nesta indicação dela. Ela sempre disse que não deve haver mistura entre casa e escola. Até este ano tirando os testes feitos na passagem da infantil para o básico isso sempre se cumpriu.
Acredito que a psicóloga da escola seja competente, mas ela faz bastantes vezes o paralelismo entre o nosso filho mais velho e o filho mais velho dela, que no ano passado acabou por lhe ter sido receitada Ritalina por um neuropediatra. Além do mais por escolha nossa, orientação da psicóloga clínica e do pedo nunca dissemos na escola que o nosso filhote começou a tomar Risperidal. Logo a psicóloga da escola não possui todos os dados.
A psicóloga da escola mencionou que deveríamos ir a uma psicóloga que fizesse psicoterapia e que nem todos os psicólogos o fazem, que ela por exemplo não o faz. Para além disso mencionou que para vermos alguma coisa que tem que ser duas vezes por semana durante 1hora…porque foi isso que resultou com o filho dela quando ele começou a ficar medicado. Esta conversa como já mencionei foi entre ela e o meu marido.
A mãe tem plena confiança, mas o pai não, ou seja o pai foi à primeira consulta de psicologia quando ele era pequeníssimo, e à primeira de pedopsiquiatria e depois voltou a ir o ano passado porque começou a ficar aflito. Neste meio tempo fui sempre eu que me cheguei à frente e fui, isto porque ele não acredita na psicologia muito menos em tão tenra idade. E não gosta muito nem da psicóloga e muito menos do pedopsiquiatra.
O pedopsiquiatra em contacto telefónico depois deste terramoto disse que não achava que fosse necessário ir a mais médicos e que no caso de se ir…funciona muitas vezes faz-se o circuito e depois volta-se à base.
A psicóloga que acompanha o meu filho ficou muito zangada e disse logo que não falaria com a psicóloga da escola. O pedo disse que falaria…mas acho que não se ganharia nada….pelo tom que ele usou.
Em conversas anteriores o pedo menciona que geralmente as crianças como o meu filho melhoram lá para os 10 anos, quando não é necessário estarem tanto em grupo, e quando começam a ter um ou dois amigos e ele aponta essa idade para a eliminação da medicação.
Provavelmente sou mãe superprotectora, mas aprendi a ser rígida, acho.
Abortei espontaneamente antes deste meu primeiro filho e a gravidez dele apresentou risco de down por isso é normal que tenha existido uma ansiedade grande relativamente ao meu filho, que muito provavelmente não o ajudou.
Não tem atenção especial, e uma vez que o irmão mais novo é do tipo sedutor ainda lhe cria mais dificuldades.

Sou uma pessoa que se questiona muito, e claro num caso desta importância, ajudar a formar uma personalidade, eu quero fazer o meu melhor, logo esforço-me por tentar olhar por todos os angulos, e nesse aspecto agradeço a vossa ajuda. :)
AbLaZe
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Mensagempor AbLaZe » terça nov 25, 2008 8:13 pm

kriz, não se justifique nem se explique mais. Guarde isso para as consultas com a psicóloga do seu filho e com o pedopsiquiatra.

De resto, no que pudermos ajudar aqui no Fórum, disponha!
Vi Veri Veniversum Vivus Vici
silver
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Mensagempor silver » quarta nov 26, 2008 10:25 am

AbLaZe Escreveu:
silver Escreveu:Kriz

Não quero que se sinta ofendida com o que vou dizer, apenas gostaria que reflectisse no que vou acrescentar e que de alguma maneira pudesse verificar se terá alguma relevância para o seu caso e do seu filho.
Se tem assim tanta confiança, reiterada em mais que um post, nos técnicos que acompanham o seu filho, o que está a fazer num fórum de Psicólogos?

Será que na sua cabeça algumas, muitas duvidas se colocam em relação a todo o processo e aos poucos avanços obtidos? Será que “estou” a tomar as medidas correctas? Isso deverá ser sempre ser tomado em consideração e posto em causa e a ansiedade gerada por isso deve ser racionalizada dessa forma, afinal de contas ele é seu filho.

Como se sente o seu filho com tantas idas ao “Médico/Psicólogo/Psicólogo da escola”?

E a Kriz, como é que lida com o seu filho em casa?

É uma mãe super-protectora?

Ele tem uma atenção especial por ser assim especial?

E o pai, como lida com o filho?

O seu filho tem mais recompensas (prendas) que o irmão, por forma a minimizar as birras?

É tratado de forma muito diferente do irmão?

E a família (avós!! Tios!!Padrinhos etc.) qual o papel deles na vida do seu filho?

Que pressões são essas que diz sofrer da família?

Para já deixo estas questões no ar, mas mais uma vez reforço que não é com sentido crítico que as coloco, mas sim com um sentido constructivo.


Este comentário é de cariz valorativo e parece-me completamente desnecessário.


Não quero fazer deste tópico uma guerra de argumentos, (que é no que se está a tornar) porque não foi para isso que ele nasceu. Mas, tenho de referir, até porque a Kriz poderá estár a ficar confusa com o rumo que isto está a levar, que as questões que levantei têm tudo menos caracter valorativo, pois como comecei por dizer, apenas gostaria que reflectisse nelas, a fim de, quem sabe, encontrar alguma coisa relevante para o caso, e todos os Psicólogos sabem do que estou a falar.
Com certeza que o/a colega AblaZe coloca as mesmíssimas questões na sua prática, correcto? Porque são questões pertinentes nestes casos. O que AblaZe estava a tentar passar, na opinião dele/a é que não deveriamos colocar essas questões cá no forum, por este ser público, bem isso aí é discutivél, pois se a Amiga Kriz procurou alguma ajuda cá no forum é porque de alguma forma precisava da mesma, e como é que nós podemos ajudar?? Lançando ideias vagas, ou linhas teóricas de um modelo qualquer?? Não me parece que traga alguma ajuda.
O conselho que tenho para dar à Kriz, caso o queira seguir, é o seguinte, uma vez que este tópico estar a tornar-se naquilo que mais se faz na nossa área, atacarmo-nos uns aos outros, acabe com ele, pois não vejo que beneficio possa trazer, para além de a confundir ainda mais e escolha, se o entender, alguns users que lhe mereceram confiança e coloque as suas duvidas via MP.

Nós não nascemos vazios nem ensinados...
Cristina Silva
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Mensagempor Cristina Silva » domingo nov 30, 2008 6:07 pm

silver Escreveu:......pois como comecei por dizer, apenas gostaria que reflectisse nelas, a fim de, quem sabe, encontrar alguma coisa relevante para o caso, e todos os Psicólogos sabem do que estou a falar.
..



"....apenas gostaria que reflectisse nelas...". Esta expressão é apenas reveladora do seu desejo SILVER, e o seu desejo retira o espaço de reflexão autónoma do outro.

Isto não é espaço de consulta, como tal, todas as questões que colocarmos não podem ser no mesmo sentido com que o fazemos em consulta, na relação terapêutica. E isto sim, parece-me ser claro para todos os psicólogos.

Assim como, como técnicos, nos temos de despir de desejos próprios em relação a quem nos procura no contexto da consulta, aqui também devemos ter o mesmo cuidado.

Se há alguém que tem reflectido bastante e se tem posto em causa, é a KRIZ.
Dizer-lhe que não o tem feito da melhor maneira ou com as questões mais indicadas, revela falta de bom-senso.
O melhor "conselho" que podemos dar, é o que já tem sido dito: todas as questões e angústia que a KRIZ nos tem dado conta deve colocá-las à psicóloga que está com a família "desde sempre". Se sentir que essa psicóloga não está a ir de encontro ao desejado, deve também falar com ela, se necessário "zangar-se": "então, anda aqui o meu filho há tanto tempo com vocês e agora dizem-me que ele precisa é de outras coisas, que afinal nada disto ajuda, que vocês não são suficientemente bons para ajudá-lo?....afinal como é que é isto?".
A KRIZ não deve ter receio de mostrar todos os seus sentimentos à psicóloga e ao pedopsiquiatra.

Quanto à psicóloga da escola, parece revelar comportamentos anti-éticos. O filho dela é o filho dela, não tem que entrar em comparações tomando como referência situações pessoais. Não deve ter conversas de foro mais "amistoso" com o colega de trabalho (porque estão na mesma escola), agravado pelo facto de esse colega ser o pai desta criança, a quem foi lhe foi pedida intervenção PROFISSIONAL. Tudo isto levanta-me dúvidas éticas.

SILVER, se quer remeter à reflexão, comece por si: Porque será que começou a sua intervenção com esta forma defensiva:
"Não quero que se sinta ofendida com o que vou dizer.....". Já reflectiu sobre isso? E sobre os seus desejos: "só quero que…", "Não quero que….".

Se quer ir pelo caminho construtivo, tem de retirar o seu "eu" do espaço de reflexão do outro. Não sei se me estou a fazer entender.

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