Desabafo...

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kateparva
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Desabafo...

Mensagempor kateparva » segunda nov 24, 2008 5:33 pm

Boa tarde...
Eu sou uma adolescente de 18 anos.
Desde Maio deste ano quando o meu ex namorado acabou cmg...eu tinha uma amiga q se cortava e embora nunca me tenha incentivado a me cortar...eu comecei a faze-lo tambem e a verdade é que ajudava no momento mas depois sentia-me tao mal depois...
Depois contei a uma amiga e quando eu lhe expliquei que fazia aquilo que precisava mesmo...ela disse-me tu nem parece que tiveste a melhor nota a psicologia!!Eu sei que num certo ponto ela tem razao mas pronto.... e ela ameaçou contar aos meus pais e tirou-me o x-acto...nunca mais me cortei(desde julho +-s) mas continuo a fazer actos contra mim propria como espetar agulhas na pele,morder-me,bater-me,apertar feridas...E às vezes tenho pensamentos suicidas...penso muitas vezes em formas de o fazer,sinto que senao tivesse pais que talvez ja o tivesse feito quando estou triste...
Não quero que os meus pais saibam porque nao quero q eles se preocupem comigo nem q tenham medo q eu fique sozinha em casa...
A verdade é que os meus pais nao valorizam os psicologos,simplesmente acham que nao servem para nada...
Cada vez que discuto com a minha mae e ela às vezes passa-se(deve ser da menopausa) vem com o pau para me bater(embora nunca o faça) e eu digo cenas indirectas como "nao precisas de me bater,se quiseres eu faço-o.." mas acho que ninguem percebe.Ninguem consegue distinguir quando estou contente do que quando estou triste...
Preciso de alguem que me esteja sempre a puxar para cima mas depois sinto que sou chata...tou smp a dizer a mesma coisa...as pessoas tambem se fartam q eu seja assim,que me esteja sempre a queixar por isso às vezes ja nem digo nada....
Ja pensei em pedir ajuda contudo tenho medo q conheçam os meus pais....e sim sei que existe uma coisa chamada "sigilo profissional" mas a verdade é que tenho exemplos de psicologos que nao cumprem isso e vao falar dos problemas dos outros...
Mas talvez nem precise de ajuda...às vezes consigo ser uma pessoa bastante alegre...ate me dizem tu tas sempre com um grande sorriso na escola mas as vezes pronto sinto-me mal......eu nao sou normal....só às vezes é que fico um bocado triste e apetece-me desaparecer...de desistir de tudo...
Desculpem lá este testamento.
Obrigada pela atenção
asilvestre
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Mensagempor asilvestre » segunda nov 24, 2008 10:27 pm

Cara Kate,

Já deu um grande passo para a sua recuperação ao reconhecer que necessita de procurar acompanhamento especializado.
Procure alertar os seus pais para a importância que terá para si um acompanhamento psicológico, se mesmo assim eles continuarem reticentes procure o seu médico de família e exponha-lhe a sua problemática (certamente a incaminhará para um profissional habilitado). Poderá também recorrer à psicóloga da escola que frequenta.

Nota: Neste fórum apenas lhe poderemos indicar algumas "sugestões" para o seu caso em particular, não desempenhando em pleno o papel de psicólogos, visto que tal espaço não é o mais indicado para tal. Procure um psicólogo em contexto presencial.
Grata pela compreensão.
Cumprimentos.
AndreiaGuerreiro
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Mensagempor AndreiaGuerreiro » quinta dez 04, 2008 8:30 pm

Tal como foi dito acima, procura ajuda de um profissional, referis-te que alguns psicologos que conheces não respeitam o sigilo profissional. Mas isso são casos e casos, em todas as profissões há sempre quem não cumpra as regras da sua ética profissional.

Começas-te com a auto-mutilação, quando acabas-te um namoro. Eu também sou adolescente e por mais dificuldades que tenha passado no campo amoroso, nunca tive têndencias dessas. Tens que ter força de vontade, não te deixares levar por essas situações, fala com os teus pais, não te deixes cair no ''buraco''.

Segue a sugestão que asilvestre disse.
Cristina Silva
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Mensagempor Cristina Silva » sexta dez 05, 2008 12:19 am

Olá Kateparva (parece-me que de parva não tem nada).

A automutilação é um comportamento muito complexo, ligado a sofrimentos muito profundos ou a perturbações mentais graves. Em situações em que não há perturbação mental a automutilação é uma forma de aliviar o desconforto e a dor emocional. A questão é: o que é que traz o desconforto ou a dor emocional?

Do seu desabafo (e está desculpada pelo testamento) há uma série de coisas que não são claras para conseguirmos entender (se o que procura é entendimento) do que se passa consigo.
Vou pegar em algumas frases suas e levantar questões sobre elas ou apenas fazer alguns comentários:

“Depois contei a uma amiga e quando eu lhe expliquei que fazia aquilo que precisava mesmo...ela disse-me tu nem parece que tiveste a melhor nota a psicologia!!Eu sei que num certo ponto ela tem razao mas pronto....”

Não sei qual é a sua ideia subjacente a isto. Mas adianto-lhe que o ter sempre boas notas, ser aluna(o) aplicado, ou ser um génio, não é garantia de estabilidade emocional (na maioria dos casos, muito pelo contrário). Até o Einstein era uma pessoa cheia de desequilíbrios emocionais. O que lhe quero dizer, é que ter boas notas a psicologia ou estudar psicologia não é equivalente a equilíbrio emocional.

“Cada vez que discuto com a minha mae e ela às vezes passa-se(deve ser da menopausa) vem com o pau para me bater(embora nunca o faça) e eu digo cenas indirectas como "nao precisas de me bater,se quiseres eu faço-o.." mas acho que ninguem percebe.Ninguem consegue distinguir quando estou contente do que quando estou triste...”

Esperamos sempre que os outros venham de encontro a nós (porque na realidade inconsciente, achamos que somos especiais, que merecemos uma atenção única por parte dos outros. Mas os outros são os outros e se calhar também estão à espera do mesmo, e por isso, sendo infeliz, é natural que não estejamos naturalmente atentos aos outros, pois estamos mais centrados em nós. Se queremos essa atenção, temos de dizê-lo. Quando não conseguimos dizê-lo, arranjamos outras formas de chamar a atenção sobre nós. O problema é quando são formas negativas e auto-destrutivas.

“Ja pensei em pedir ajuda contudo tenho medo q conheçam os meus pais....e sim sei que existe uma coisa chamada "sigilo profissional" mas a verdade é que tenho exemplos de psicologos que nao cumprem isso e vao falar dos problemas dos outros...”

Bom, se nunca pediu essa ajuda, não sabe como é que funciona. Diz que tem exemplos de psicólogos que vão falar dos problemas dos outros. Não sabemos que exemplos são esses e de onde os tirou. Uma coisa lhe garanto: Há excelentes profissionais na área da psicologia e especializados neste tipo de situações (e não são poucos). Não vá pelo exemplo de outros, procure o seu exemplo e só depois tire elações.
Quanto aos seus pais, já tem 18 anos, é oficialmente uma adulta (até já pode votar) e como tal pode procurar um espaço de ajuda sem a permissão ou sem o conhecimento deles. Se não pode por questões de autonomia financeira, procure os serviços que o Sistema de Saúde lhe disponibiliza.

“Mas talvez nem precise de ajuda...às vezes consigo ser uma pessoa bastante alegre...ate me dizem tu tas sempre com um grande sorriso na escola mas as vezes pronto sinto-me mal......eu nao sou normal....só às vezes é que fico um bocado triste e apetece-me desaparecer...de desistir de tudo...”

O estarmos bem, não se mede pela quantidade de sorrisos ou alegria que mostramos. Os sorrisos muitas vezes servem para esconder sentimentos contrários. A Kate é que sabe como se sente, mas pelo seu desabafo não parece estar bem. E não estando, procure a ajuda que lhe fizer mais sentido. Como psicóloga não posso deixar de lhe dizer que o espaço da consulta psicológica é um espaço onde pode encontrar ajuda séria e de que necessita. Mas a Kate já é adulta, o que lhe confere a autonomia de tomar decisões por si própria, assim como a responsabilidade sobre as decisões que tomar na sua vida.
kateparva
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Mensagempor kateparva » sábado dez 06, 2008 4:42 pm

Cristina Silva Escreveu:Olá Kateparva (parece-me que de parva não tem nada).

A automutilação é um comportamento muito complexo, ligado a sofrimentos muito profundos ou a perturbações mentais graves. Em situações em que não há perturbação mental a automutilação é uma forma de aliviar o desconforto e a dor emocional. A questão é: o que é que traz o desconforto ou a dor emocional?

Do seu desabafo (e está desculpada pelo testamento) há uma série de coisas que não são claras para conseguirmos entender (se o que procura é entendimento) do que se passa consigo.
Vou pegar em algumas frases suas e levantar questões sobre elas ou apenas fazer alguns comentários:

“Depois contei a uma amiga e quando eu lhe expliquei que fazia aquilo que precisava mesmo...ela disse-me tu nem parece que tiveste a melhor nota a psicologia!!Eu sei que num certo ponto ela tem razao mas pronto....”

Não sei qual é a sua ideia subjacente a isto. Mas adianto-lhe que o ter sempre boas notas, ser aluna(o) aplicado, ou ser um génio, não é garantia de estabilidade emocional (na maioria dos casos, muito pelo contrário). Até o Einstein era uma pessoa cheia de desequilíbrios emocionais. O que lhe quero dizer, é que ter boas notas a psicologia ou estudar psicologia não é equivalente a equilíbrio emocional.

“Cada vez que discuto com a minha mae e ela às vezes passa-se(deve ser da menopausa) vem com o pau para me bater(embora nunca o faça) e eu digo cenas indirectas como "nao precisas de me bater,se quiseres eu faço-o.." mas acho que ninguem percebe.Ninguem consegue distinguir quando estou contente do que quando estou triste...”

Esperamos sempre que os outros venham de encontro a nós (porque na realidade inconsciente, achamos que somos especiais, que merecemos uma atenção única por parte dos outros. Mas os outros são os outros e se calhar também estão à espera do mesmo, e por isso, sendo infeliz, é natural que não estejamos naturalmente atentos aos outros, pois estamos mais centrados em nós. Se queremos essa atenção, temos de dizê-lo. Quando não conseguimos dizê-lo, arranjamos outras formas de chamar a atenção sobre nós. O problema é quando são formas negativas e auto-destrutivas.

“Ja pensei em pedir ajuda contudo tenho medo q conheçam os meus pais....e sim sei que existe uma coisa chamada "sigilo profissional" mas a verdade é que tenho exemplos de psicologos que nao cumprem isso e vao falar dos problemas dos outros...”

Bom, se nunca pediu essa ajuda, não sabe como é que funciona. Diz que tem exemplos de psicólogos que vão falar dos problemas dos outros. Não sabemos que exemplos são esses e de onde os tirou. Uma coisa lhe garanto: Há excelentes profissionais na área da psicologia e especializados neste tipo de situações (e não são poucos). Não vá pelo exemplo de outros, procure o seu exemplo e só depois tire elações.
Quanto aos seus pais, já tem 18 anos, é oficialmente uma adulta (até já pode votar) e como tal pode procurar um espaço de ajuda sem a permissão ou sem o conhecimento deles. Se não pode por questões de autonomia financeira, procure os serviços que o Sistema de Saúde lhe disponibiliza.

“Mas talvez nem precise de ajuda...às vezes consigo ser uma pessoa bastante alegre...ate me dizem tu tas sempre com um grande sorriso na escola mas as vezes pronto sinto-me mal......eu nao sou normal....só às vezes é que fico um bocado triste e apetece-me desaparecer...de desistir de tudo...”

O estarmos bem, não se mede pela quantidade de sorrisos ou alegria que mostramos. Os sorrisos muitas vezes servem para esconder sentimentos contrários. A Kate é que sabe como se sente, mas pelo seu desabafo não parece estar bem. E não estando, procure a ajuda que lhe fizer mais sentido. Como psicóloga não posso deixar de lhe dizer que o espaço da consulta psicológica é um espaço onde pode encontrar ajuda séria e de que necessita. Mas a Kate já é adulta, o que lhe confere a autonomia de tomar decisões por si própria, assim como a responsabilidade sobre as decisões que tomar na sua vida.


Olá de novo.
Os exemplos que tenho é que a minha mae é professora numa escola secundária e como tal existe lá ajuda psicológica e a minha mãe às vezes chega a casa a contar q a psicologa tal lhe contou o q se passava com tal paciente,contudo sei que só lhe contou porque esse paciente é um filho de outra pessoa conhecida delas,chegando mesmo essa psicologa a chamar "maluco" a um tal outro paciente.Como posso ter a certezas que os outros não são assim??
A minha amiga está a tentar-me convencer a procurar ajuda no gabinete de apoio psicopedagógico da minha universidade...contudo tenho muito receio q seja alguem que conheça os meus pais...e até talvez nem precise de ajuda visto que já não o faço há uns meses,mas sempre que tenho alguma discussão mesmo que seja sem importância para mim parece que toma uma proporção enorme e tenho pensamentos suicidas...e às vezes nao consigo evitar buscar uma faca ou que seja e chegue a passar na pele...mas depois penso e paro.A minha amiga diz-me que talvez o faça para chamar atenção...mas eu não tenho pensamentos suicidas porque o quero,simplesmente não o consigo evitar e às vezes até brinco com a situação quando tou a cortar alguma coisa,a minha mae "tem cuidado" e eu "não faz mal...mais um corte menos um corte nao faz diferença" e ela "mas eu não quero que tu te cortes",acho que ela não faz mesmo a minima ideia do que eu já fiz(bem até parece q andei a metida na droga ou assim :roll: ) e sinceramente acho que se soubesse que era capaz de me internar num psiquiatra,isto porque Às vezes quando discutimos(Às vezes pelas minimas coisas como por exemplo a minha caligrafia) ela disse-me "tu tinhas uma letra tão bonita não sei como ficou assim,deves ter tido algum problema psicologico quando eras pequena! :shock:
E eu só penso para mim se dizes que eu tenho um problema psicologico por causa da minha letra que farias se soubesses o q eu já fiz.
Que turbilhão de sentimentos em que eu estou metida....
Obrigada por me ouvirem :wink:
Cristina Silva
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Mensagempor Cristina Silva » sábado dez 06, 2008 7:07 pm

kateparva Escreveu:
Olá de novo.
Os exemplos que tenho é que a minha mae é professora numa escola secundária e como tal existe lá ajuda psicológica e a minha mãe às vezes chega a casa a contar q a psicologa tal lhe contou o q se passava com tal paciente,contudo sei que só lhe contou porque esse paciente é um filho de outra pessoa conhecida delas,chegando mesmo essa psicologa a chamar "maluco" a um tal outro paciente.Como posso ter a certezas que os outros não são assim??



De facto isto que relata é muito estranho, porque nas escolas não se usa o conceito de paciente, e o trabalho de um psicólogo na escola passa por uma intervenção específica e direccionada aos problemas escolares que os alunos têm. Quando há suspeitas de que os problemas que os alunos apresentam na escola e na aprendizagem, se deve a questões emocionais ou ligadas a perturbações mentais, os psicólogos da escola encaminham para outros psicólogos que actuam noutros espaços (que não a escola) e de outra maneira diferente.

Também me parece estranho que um técnico de psicologia na escola ande a classificar de “maluco” alunos e a contar coisas às outras pessoas. Se isso acontece, é mau e deve ser denunciado, pois vai contra regras de actuação dos psicólogos que são obrigados ao sigilo e à confidencialidade.
Uma coisa é dizer que o aluno tem dificuldades nisto ou naquilo, porque é necessário para que os professores entendam o problema do aluno e se arranje em conjunto estratégias para também o professor ajudar esse aluno no seu espaço de intervenção que é a sala de aula. Tudo o que saia disso, não pode acontecer.

Não veja uma situação como sendo geral. Garanto-lhe que os outros psicólogos não são nem podem ser assim.
kateparva
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Mensagempor kateparva » domingo dez 07, 2008 12:00 pm

Cristina Silva Escreveu:
kateparva Escreveu:
Olá de novo.
Os exemplos que tenho é que a minha mae é professora numa escola secundária e como tal existe lá ajuda psicológica e a minha mãe às vezes chega a casa a contar q a psicologa tal lhe contou o q se passava com tal paciente,contudo sei que só lhe contou porque esse paciente é um filho de outra pessoa conhecida delas,chegando mesmo essa psicologa a chamar "maluco" a um tal outro paciente.Como posso ter a certezas que os outros não são assim??



De facto isto que relata é muito estranho, porque nas escolas não se usa o conceito de paciente, e o trabalho de um psicólogo na escola passa por uma intervenção específica e direccionada aos problemas escolares que os alunos têm. Quando há suspeitas de que os problemas que os alunos apresentam na escola e na aprendizagem, se deve a questões emocionais ou ligadas a perturbações mentais, os psicólogos da escola encaminham para outros psicólogos que actuam noutros espaços (que não a escola) e de outra maneira diferente.

Também me parece estranho que um técnico de psicologia na escola ande a classificar de “maluco” alunos e a contar coisas às outras pessoas. Se isso acontece, é mau e deve ser denunciado, pois vai contra regras de actuação dos psicólogos que são obrigados ao sigilo e à confidencialidade.
Uma coisa é dizer que o aluno tem dificuldades nisto ou naquilo, porque é necessário para que os professores entendam o problema do aluno e se arranje em conjunto estratégias para também o professor ajudar esse aluno no seu espaço de intervenção que é a sala de aula. Tudo o que saia disso, não pode acontecer.

Não veja uma situação como sendo geral. Garanto-lhe que os outros psicólogos não são nem podem ser assim.


Eu usei o termo paciente mas talvez não tivesse sido o mais adequado não sei qual é o termo correcto para designar um aluno que se dirija à psicologa na escola,mas nessa determinada psicologa não se dirigem só alunos,já que também já vi ir lá outras pessoas sem qualquer ligação à escola,penso que atenda também pessoas de fora contudo penso que isso não tenha mal... :roll:
Cristina Silva
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Mensagempor Cristina Silva » domingo dez 07, 2008 3:24 pm

kateparva Escreveu:Eu usei o termo paciente mas talvez não tivesse sido o mais adequado não sei qual é o termo correcto para designar um aluno que se dirija à psicologa na escola,mas nessa determinada psicologa não se dirigem só alunos,já que também já vi ir lá outras pessoas sem qualquer ligação à escola,penso que atenda também pessoas de fora contudo penso que isso não tenha mal... :roll:


A questão aqui é que a Kateparva está a avaliar todos os psicólogos pela actuação de apenas um técnico, conforme o que lhe é contado por terceiros. Essa desconfiança à partida, naturalmente, vai trazer-lhe dúvidas em procurar ajuda com outro técnico da mesma área e por isso torno a reforçar o que já tinha dito anteriormente: Se acha que precisa de ajuda não vá pelo exemplo de outros, procure o seu exemplo e depois tire elações. Não tome um exemplo como geral.

Quanto ao termo paciente, esse é usado em contexto de saúde. Na escola há alunos (alguns com problemas), por isso ser mais correcto dizer-se: aluno.
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Mensagempor kateparva » domingo dez 07, 2008 5:37 pm

Cristina Silva Escreveu:
kateparva Escreveu:Eu usei o termo paciente mas talvez não tivesse sido o mais adequado não sei qual é o termo correcto para designar um aluno que se dirija à psicologa na escola,mas nessa determinada psicologa não se dirigem só alunos,já que também já vi ir lá outras pessoas sem qualquer ligação à escola,penso que atenda também pessoas de fora contudo penso que isso não tenha mal... :roll:


A questão aqui é que a Kateparva está a avaliar todos os psicólogos pela actuação de apenas um técnico, conforme o que lhe é contado por terceiros. Essa desconfiança à partida, naturalmente, vai trazer-lhe dúvidas em procurar ajuda com outro técnico da mesma área e por isso torno a reforçar o que já tinha dito anteriormente: Se acha que precisa de ajuda não vá pelo exemplo de outros, procure o seu exemplo e depois tire elações. Não tome um exemplo como geral.

Quanto ao termo paciente, esse é usado em contexto de saúde. Na escola há alunos (alguns com problemas), por isso ser mais correcto dizer-se: aluno.


Ok,obrigada pela atenção dispensada...
Eu vou pensar seriamente em dirigir-me ao psicologo da minha universidade...já que há sentimentos que não passam de vez....tentar ganhar coragem.Acho q nem vou conseguir olhar para a cara da pessoa q me for atender... :?
Cristina Silva
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Mensagempor Cristina Silva » domingo dez 07, 2008 6:49 pm

kateparva Escreveu:Ok,obrigada pela atenção dispensada...
Eu vou pensar seriamente em dirigir-me ao psicologo da minha universidade...já que há sentimentos que não passam de vez....tentar ganhar coragem.Acho q nem vou conseguir olhar para a cara da pessoa q me for atender... :?


Lembre-se sempre que o psicólogo(a) não está lá para a julgar, mas sim para ajudá-la no seu sofrimento, no seu turbilhão de sentimentos, para que juntos encontrem o equilíbrio de que necessita.

Disponha.

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