Boa tarde a todos.
Esclareço em primeiro lugar que não sou psicólogo mas preciso com urgência da vossa opinião sobre um caso muito complicado. A história é um pouco longa mas peço a vossa paciência.
Namoro com uma rapariga de 26 anos com graves problemas e que já se tentou suicidar 2 vezes.
Em relação ao passado dela:
1. Foi abusada sexualmente pelo pai aos 6/7 anos. Ela diz que não se lembra se houve penetração, mas acha que não houve.
2. Aos 12 anos apaixonou-se por um rapaz de 19 e manteve com ele uma relação muito estranha durante 10 anos: o rapaz namorava e obrigava-a a não contactá-lo a não ser perto das 3h da manhã, hora em que não estava com a namorada, e só a procurava quando se chateava com a namorada que tinha. Nesses 10 anos houve vários contactos sexuais, toques, carícias, sexo oral, mas penetração houve apenas uma vez. Ela dizia sentir-se inferior a ele por ele andar na universidade e ela ser uma garota. Hoje diz que foi um grande amigo e que lhe fez muito bem, apesar de eu achar que o tipo de relação que eles tiveram contribuiu para lhe baixar a auto-estima.
3. Como esse namoro não era oficial, ela andava com outro rapazes, uns casos mais sérios que outros. Teve 4 namorados oficiais. Diz que os odeia a todos e que todos lhe fizeram muito mal. Pelo contrário, gaba aqueles que apenas foram "amigos coloridos", mesmo que, por exemplo, alguns desses amigos a tenham enganado dizendo que não namoravam quando afinal namoravam com outra ou até era casados. A minha explicação para isto é que ela não aceite que a critiquem e contrariem e como os namorados, por a amarem e se preocuparem com ela, a contrariavam, ela desenvolvia ódio por eles, ao passo que os amigos especiais, como pouco se importavam com o bem-estar dela, não a criticavam e por isso ela fala maravilhas deles.
4. Teve relações sexuais com inúmeros parceiros e atribui a essas relações pouca importância sentimental, gabando-se de as ter apenas pelo prazer físico ou por "vingar-se" de alguns dos ex-namorados.
5. Tem uma relação complicada com toda a família, que não a pode criticar em absolutamente nada.
6. Frequentou um curso universitário contrariada do qual desistiu 2 anos depois e desde então tem passado a maior parte do tempo desempregada.
7. Fica deprimida por fases, isto é, por exemplo, na Primavera anda sempre mais deprimida do que nas outras estações do ano.
E agora alguns dos sintomas que apresenta:
1. Não consegue olhar ninguém nos olhos nem se sente à vontade quando olham nos olhos dela.
2. Não admite a mínima crítica nem quando a outra pessoa tem toda a razão do seu lado.
3. Quando não se consegue defender das críticas que lhe são feitas, ataca com outras coisas que não têm nada a ver, usando palavras muito fortes, como insultos, ameaças de contratar alguém para bater nessa pessoa ou dizer que deseja ver essa pessoa morta.
4. Penso que alguns dos seus traumas se reflectem no sexo, por exemplo, recusa-se a ter um orgasmo durante as relações porque segundo ela "é nojento" e insinua que não se sente com direito a ter prazer, mas apesar de dizer isto adora sexo. Recusa-se a ter relações com as luzes acesas. Não tem qualquer tabu em fazer tudo ao companheiro mas recusa-se a que lhe façam sexo oral porque o considera "nojento". Diz que uma das coisas que mais lhe dá prazer no sexo é "sentir-se suja e castigada".
5. Afirma ver sombras e ter mensagens em sonhos. Por vezes leva os sonhos tão a sério que rege a sua vida por eles.
Bem, o texto já vai longo e por enquanto não me lembro de mais nada de relevante.
Gostava de ouvir a vossa opinião sobre a origem dos problemas desta pessoa e o que se pode fazer para a ajudar. Se precisarem de mais dados para analisar o caso por favor perguntem.
Desde já os meus agradecimentos pela vossa ajuda.
Fernando
Caso complicado - preciso da vossa opinião
Regras do Fórum
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O Psicologia.pt não é responsável pelas intervenções dos vários participantes neste Fórum, sendo o teor desses conteúdos, bem como a utilização que se faça dos mesmos, da exclusiva e total responsabilidade de cada utilizador.
Com o objectivo de permitir o total anonimato, o fórum "Pergunte ao Psicólogo" é o único onde é possível a publicação de tópicos por utilizadores não registados.
Ao mesmo tempo, e como deve ser do entendimento de todos, o carácter "anónimo" dos fóruns faz com que este espaço não ofereça condições para interações que se desenvolvam para além da mera "troca de opiniões".
É expressamente proibida neste fórum a divulgação de serviços de psicologia bem como de quaisquer contactos de psicólogos (nomes, nºs de telefone, moradas e outros contactos).
O Psicologia.pt não se responsabiliza pelo rigor técnico e científico, idoneidade e respeito pelos princípios éticos e deontológicos de toda e qualquer participação.
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earphoria79
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Ana Rita
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- Localização: Lisboa
Ola Fernando,
Os comportamentos que descreve da sua namorada revelam a instabilidade emocional em que ela se encontra e a necessidade de uma intervenção especializada. O abuso sexual na infância, independentemente de ser com ou sem penetração, deixa marcas profundas nas vítimas. O facto de ter sido com o pai (figura que deveria ter sido protectora e securizante) pode indicar a fragilidade de laços afectivos mesmo com outro elementos da família, nomeadamente a mãe que poderá não ter conseguido reparar ao máximo esse acontecimento traumático.
Por vezes as vítimas consideram que foram culpadas do sucedido e que se foram abusadas é porque elas próprias fizeram algo de intencional nesse sentido. Acreditam que merecem continuar a ser mal tratadas, levando a um ciclo vicioso de comportamentos de auto-destruição. Claro que este pensamento está muito distorcido, mas isto acontece porque na altura em que foram abusadas, as crianças ainda não têm uma estrutura mental que lhes permita elaborar esse acontecimento e distanciarem-se do agressor principalmente quando este transmite mensagens paradoxais, por exemplo carinho e afecto assim como abuso e mau trato. Quando se tornam adultas, essa forma de sentir está muito enraízada e necessita de ser muito trabalhada a nível psicológico.
Compreendo que sinta necessidade de analisar, perceber e ajudá-la nesta situação. No entanto, por mais que tente ajudar não sera suficiente, pois estas situações exigem tratamento e acompanhamento psicológico. Sugiro que junto dela coloque essa possibilidade. Cumprimentos
Os comportamentos que descreve da sua namorada revelam a instabilidade emocional em que ela se encontra e a necessidade de uma intervenção especializada. O abuso sexual na infância, independentemente de ser com ou sem penetração, deixa marcas profundas nas vítimas. O facto de ter sido com o pai (figura que deveria ter sido protectora e securizante) pode indicar a fragilidade de laços afectivos mesmo com outro elementos da família, nomeadamente a mãe que poderá não ter conseguido reparar ao máximo esse acontecimento traumático.
Por vezes as vítimas consideram que foram culpadas do sucedido e que se foram abusadas é porque elas próprias fizeram algo de intencional nesse sentido. Acreditam que merecem continuar a ser mal tratadas, levando a um ciclo vicioso de comportamentos de auto-destruição. Claro que este pensamento está muito distorcido, mas isto acontece porque na altura em que foram abusadas, as crianças ainda não têm uma estrutura mental que lhes permita elaborar esse acontecimento e distanciarem-se do agressor principalmente quando este transmite mensagens paradoxais, por exemplo carinho e afecto assim como abuso e mau trato. Quando se tornam adultas, essa forma de sentir está muito enraízada e necessita de ser muito trabalhada a nível psicológico.
Compreendo que sinta necessidade de analisar, perceber e ajudá-la nesta situação. No entanto, por mais que tente ajudar não sera suficiente, pois estas situações exigem tratamento e acompanhamento psicológico. Sugiro que junto dela coloque essa possibilidade. Cumprimentos
Se caíres sete vezes, levanta-te oito.
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Cristina Silva
- Psicólogo Registado (PT)

- Mensagens: 800
- Registado: quinta out 25, 2007 9:52 am
Caro Fernando, começo por louvar a sua capacidade de atenção ao outro, no caso, esta rapariga, que foi e tem sido muito mal tratada, com consequências graves para o seu equilíbrio psicológico, como é tão claro. E naturalmente, revelar uma personalidade tão desorganizada.
Parece que ela encontrou alguém com capacidade para amá-la (o Fernando). Mas atenção que tem aí uma namorada com uma personalidade muito complexa e contaminada de “coisas terríveis”, coisas que lhe retiraram a capacidade de estabelecer relações saudáveis, e isso pode ser muito perturbador para si.
Podia aqui tecer um rol de comentários teóricos sobre o caso mas não o vou fazer pois a melhor coisa que o Fernando pode fazer para a ajudar, é tentar levá-la a uma consulta de especialidade (psicologia e psiquiatria) para que ela possa ter a ajuda de que mais precisa, que é um espaço de acompanhamento em que se possa ir reconstruindo e organizando psicologicamente, durante o tempo que for preciso.
Diz que ela já se tentou suicidar 2 vezes. Nessas alturas teve de recorrer a serviços hospitalares? Se sim, comece por aí. Exponha o caso aos médicos que a assistiram e assistem para que a possam encaminhar para o apoio psicológico e psiquiátrico, pois ela necessita de ambos.
Não tente compreender e resolver sozinho, pois o caso é de um peso que pode não suportar. Ajude-a procurando as ajudas adequadas.
Bem-Haja!
Parece que ela encontrou alguém com capacidade para amá-la (o Fernando). Mas atenção que tem aí uma namorada com uma personalidade muito complexa e contaminada de “coisas terríveis”, coisas que lhe retiraram a capacidade de estabelecer relações saudáveis, e isso pode ser muito perturbador para si.
Podia aqui tecer um rol de comentários teóricos sobre o caso mas não o vou fazer pois a melhor coisa que o Fernando pode fazer para a ajudar, é tentar levá-la a uma consulta de especialidade (psicologia e psiquiatria) para que ela possa ter a ajuda de que mais precisa, que é um espaço de acompanhamento em que se possa ir reconstruindo e organizando psicologicamente, durante o tempo que for preciso.
Diz que ela já se tentou suicidar 2 vezes. Nessas alturas teve de recorrer a serviços hospitalares? Se sim, comece por aí. Exponha o caso aos médicos que a assistiram e assistem para que a possam encaminhar para o apoio psicológico e psiquiátrico, pois ela necessita de ambos.
Não tente compreender e resolver sozinho, pois o caso é de um peso que pode não suportar. Ajude-a procurando as ajudas adequadas.
Bem-Haja!
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earphoria79
- Membro Recém-Chegado

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Muito obrigado pela vossa ajuda preciosa!
Bem, eu ainda não namorava com ela quando ela se tentou suicidar. Tenho andado preocupado porque sinto que poderá estar a fazê-lo de novo. Anda a dizer coisas que a mim me parecem ser apenas com a intenção de chamar a atenção. Diz, por exemplo, que se não arranjar emprego nos próximos tempos que foge para longe e ganha a vida como for preciso, nem que seja na prostituição. Enfim...
Já andou num psicólogo mas agora recusa-se a ir de novo porque diz que tem vergonha de aparecer lá depois de ter estado 2 anos sem ir às consultas. Sinceramente, sei que é pouco ético mas já me deu para ir eu próprio lá e falar com o psicólogo. É que, segundo ela, as consultas não serviram de nada, mas eu sei porquê: é que ela não lhe contou tudo, como o caso do abuso sexual, por exemplo. Ela tem 26 anos e até agora eu fui a única pessoa a quem ela conseguiu contar isso e todos os restantes episódios traumáticos da vida dela. A família, por exemplo, não faz a mínima ideia e, ao não fazerem, interpretam mal as atitudes dela e apelidam-na de "maluquinha".
E quanto ao caso de abuso sexual, ela tem uma versão que a mim me deixou atónito quando a ouvi: diz ela que não sentiu que o abuso por parte do pai a tenha afectado porque ela nunca o viu como pai mas sim quase como um desconhecido, dada a personalidade ausente, distante, alcoólica e conflituosa do pai. Sinceramente, penso que ela disse isso como defesa para não se sentir fragilizada perante mim e que na realidade isso a afectou bem mais do que ela admite.
Bem, eu ainda não namorava com ela quando ela se tentou suicidar. Tenho andado preocupado porque sinto que poderá estar a fazê-lo de novo. Anda a dizer coisas que a mim me parecem ser apenas com a intenção de chamar a atenção. Diz, por exemplo, que se não arranjar emprego nos próximos tempos que foge para longe e ganha a vida como for preciso, nem que seja na prostituição. Enfim...
Já andou num psicólogo mas agora recusa-se a ir de novo porque diz que tem vergonha de aparecer lá depois de ter estado 2 anos sem ir às consultas. Sinceramente, sei que é pouco ético mas já me deu para ir eu próprio lá e falar com o psicólogo. É que, segundo ela, as consultas não serviram de nada, mas eu sei porquê: é que ela não lhe contou tudo, como o caso do abuso sexual, por exemplo. Ela tem 26 anos e até agora eu fui a única pessoa a quem ela conseguiu contar isso e todos os restantes episódios traumáticos da vida dela. A família, por exemplo, não faz a mínima ideia e, ao não fazerem, interpretam mal as atitudes dela e apelidam-na de "maluquinha".
E quanto ao caso de abuso sexual, ela tem uma versão que a mim me deixou atónito quando a ouvi: diz ela que não sentiu que o abuso por parte do pai a tenha afectado porque ela nunca o viu como pai mas sim quase como um desconhecido, dada a personalidade ausente, distante, alcoólica e conflituosa do pai. Sinceramente, penso que ela disse isso como defesa para não se sentir fragilizada perante mim e que na realidade isso a afectou bem mais do que ela admite.
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Ana Rita
- Psicólogo Registado (PT)

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Exactamente Fernando, perante uma enorme quantidade de sofrimento vamos encontrando as mais diversas defesas. Dizer que o pai é um desconhecido em vez de se revoltar com ele, pelo mal que lhe fez, pode fazê-la sentir que ele não a afectou. Mas tal não é verdade, e o que parece mais problemático é realmente a tendência auto-destrutiva, ou seja, de continuar o padrão de mau-trato.
Tendo sido a única pessoa a quem ela contou tudo isto, significa que tem muita confiança em si e no amor, suporte e afecto que lhe dá. É muito positivo, porque mantém-se com alguém que não a mal trata, ao contrário de outras relações que estabeleceu.
Pode dizer-lhe que é muito comum as pessoas interromperem uma terapia, tal facto é encarado com naturalidade pelos profissionais e comprendido. Com certeza que retomar as sessõe com o psicólogo será visto como um acto de coragem e não como algo a ter vergonha (pois é preciso tê-la para mexer em feridas tão profundas). Caso ela se recuse mesmo, pode ajudá-la a procurar um outro profissional.
Tendo sido a única pessoa a quem ela contou tudo isto, significa que tem muita confiança em si e no amor, suporte e afecto que lhe dá. É muito positivo, porque mantém-se com alguém que não a mal trata, ao contrário de outras relações que estabeleceu.
Pode dizer-lhe que é muito comum as pessoas interromperem uma terapia, tal facto é encarado com naturalidade pelos profissionais e comprendido. Com certeza que retomar as sessõe com o psicólogo será visto como um acto de coragem e não como algo a ter vergonha (pois é preciso tê-la para mexer em feridas tão profundas). Caso ela se recuse mesmo, pode ajudá-la a procurar um outro profissional.
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Cristina Silva
- Psicólogo Registado (PT)

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- Registado: quinta out 25, 2007 9:52 am
Caro Fernando, reforço as palavras da colega Ana Rita:
É de facto natural que a uma certa altura ela tenha abandonado o acompanhamento psicológico, pois uma terapia significa aprofundar coisas e esse aprofundamento pode ser doloroso mas é necessário. A interrupção muitas vezes significa uma fuga desse aprofundamento, desse tocar nas feridas e nas coisas terríveis.
É tentar ver se ela retoma a psicoterapia, pois é fundamental para que não se mantenha no círculo de comportamento auto-destrutivo e auto-desvalorativo.
Ana Rita Escreveu:Pode dizer-lhe que é muito comum as pessoas interromperem uma terapia, tal facto é encarado com naturalidade pelos profissionais e comprendido. Com certeza que retomar as sessõe com o psicólogo será visto como um acto de coragem e não como algo a ter vergonha (pois é preciso tê-la para mexer em feridas tão profundas). Caso ela se recuse mesmo, pode ajudá-la a procurar um outro profissional.
É de facto natural que a uma certa altura ela tenha abandonado o acompanhamento psicológico, pois uma terapia significa aprofundar coisas e esse aprofundamento pode ser doloroso mas é necessário. A interrupção muitas vezes significa uma fuga desse aprofundamento, desse tocar nas feridas e nas coisas terríveis.
É tentar ver se ela retoma a psicoterapia, pois é fundamental para que não se mantenha no círculo de comportamento auto-destrutivo e auto-desvalorativo.
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earphoria79
- Membro Recém-Chegado

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- Registado: sábado mar 14, 2009 2:58 pm
Sim, ela continua com o comportamento auto-destrutivo. Não será por acaso que os homens do passado dela que ela mais valoriza são precisamente 2 dos que a mais usaram e maltrataram psicologicamente. Um deles andou com ela 10 anos mas só a procurava quando se chateava com a namorada oficial que tinha e proibia-a de o contactar durante o dia. O outro andou com ela 1 ano mas na realidade tinha namorada. E ela fala maravilhas deles e critica os namorados oficiais que teve. E muito sinceramente, começo a pensar que vai acontecer o mesmo comigo, tudo porque a contrario e lhe tento abrir os olhos.
Ela recusa-me mesmo a ir ao antigo psicólogo e também não quer ir a um novo. Ainda por cima não tenho o apoio da família dela porque, como já disse, eles não fazem a mínima ideia da real gravidade da situação.
Enfim, isto está a ficar mesmo complicado e estou quase a deitar a toalha ao chão e desistir.
Obrigado pelos vossos conselhos.
Ela recusa-me mesmo a ir ao antigo psicólogo e também não quer ir a um novo. Ainda por cima não tenho o apoio da família dela porque, como já disse, eles não fazem a mínima ideia da real gravidade da situação.
Enfim, isto está a ficar mesmo complicado e estou quase a deitar a toalha ao chão e desistir.
Obrigado pelos vossos conselhos.
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Ana Rita
- Psicólogo Registado (PT)

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- Registado: terça ago 31, 2004 1:44 pm
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Quando a resistência a um tratamento é grande Fernando, torna-se de facto muito complicado. Não poderá fazer muito mais do que aquilo que já fez, e apenas o tempo dirá se ela resolve ou não dar esse passo. Quanto a si, é natural que tenha vontade de desistir, pois por mais que seja alguém importante para ela e vice-versa, também tem direito a seguir com a sua vida. Encontrará certamente a resposta dentro de si. Que tudo corra pelo melhor.
Se caíres sete vezes, levanta-te oito.
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PsiLia
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- Registado: terça fev 19, 2008 11:26 am
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É perfeitamente compreensível o limite a que está a chegar, mas tente, se achar que vale a pena pelos dois, mais um pouco, não desista dela já...porque até pode ser uma das formas de defesa dela: ver até que ponto fica ao lado dela com a bola de neve que tem vindo a crescer até aqui ou se, como os outros, a "abandonam".
É delicado estar a colocar suposições sem ver a pessoa, mas o facto é que ela precisa urgentemente de um tratamento psicológico. Porque não a aconselha ir a uma psicóloga, por vezes sentem-se melhor compreendidas por pessoas do mesmo sexo (depende dos casos, é uma sugestão).
Desejo-lhe força...se bem que não sei se a sua parte afectiva não começa a ficar abalada e se comece a sentir de pés e mãos atados, vendo a desistência como solução! Por isso, cuide-se!
Cumprimentos
É delicado estar a colocar suposições sem ver a pessoa, mas o facto é que ela precisa urgentemente de um tratamento psicológico. Porque não a aconselha ir a uma psicóloga, por vezes sentem-se melhor compreendidas por pessoas do mesmo sexo (depende dos casos, é uma sugestão).
Desejo-lhe força...se bem que não sei se a sua parte afectiva não começa a ficar abalada e se comece a sentir de pés e mãos atados, vendo a desistência como solução! Por isso, cuide-se!
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