Boa noite, após pensar muito resolvi pedir aqui uma opinião.
Sempre ouvi dizer que para sermos felizes devemos afastar as coisas más ou as pessoas indesejaveis. Concordo que sim mas como se faz quando essas pessoas são a familia do nosso marido? Sinto-me infeliz e desde que nasceu o meu filho as coisas pioraram. São muito possessivos e ciumentos em relação ao neto e até o meu marido fica chateado sempre que os meus pais estavam com o menino. Os pais dele gostam de ter controlo sobre tudo incluindo a nossa vida. Passo a vida a ter discussões com o meu marido que não aceita o que eu digo. Todos os dias tenho de lá ir a casa e quando não vou aparecem-me aqui. Aliás mesmo quando não entram dão sempre a voltinha deles, para mim isso é invasão de privacidade, sabem sempre se estamos ou não em casa e com quem. Sempre que estou com o meu filho ao colo fazem tudo para que o menino saia do meu colo, cheguei a apanhar a mãe dele a fazer gestos atrás de mim para o menino me largar, tudo o que ele possa achar piada incentivam-no a mexer (nos interruptores, portas, rádios etc) porque assim "ele gosta de nós se não ralhar-mos". Não respeitam a educação que queremos dar e estão sempre a contrariar. Uma vez deram-lhe dinheiro e abanavam a nota a dizer "se gostares de nós dámos-te mais", tudo serve para ver se o meu filho gosta mais deles que dos meus pais. Intromete-se na minha vida e incentivam o filho contra mim e os meus, fizeram isso no aniversário do meu filho, a mãe dele mandou o meu marido espreitar para ver o que os meus sobrinhos e eu estavamos a fazer no quarto enquanto brincávamos. Tenho tantas situações que nunca mais daqui saía. Tenho pensado no divórcio ma arrepia-me imaginar o meu filho sózinho com este género de pessoas. Mas estou cansada de discussões, sinto-me só, sem energia, passei por uma depressão pós-parto, tive 3 meses em que o meu filho só chorava com cólicas e praticamente faço tudo sozinha, nem quando tive a depressão o meu marido foi compreensivo e me deixou ter a companhia dos meus, tudo tem de ser para o lado dele, o facto de trabalhar com os pais não ajuda a que o meu marido tenha uma visão diferentte da vida... ando desesperada, triste, com baixa estima e falta de carinho...
desculpem o longo texto mas se pudesse continuava...
Obrigada por me ouvirem
O que fazer?
Regras do Fórum
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O Psicologia.pt não é responsável pelas intervenções dos vários participantes neste Fórum, sendo o teor desses conteúdos, bem como a utilização que se faça dos mesmos, da exclusiva e total responsabilidade de cada utilizador.
Com o objectivo de permitir o total anonimato, o fórum "Pergunte ao Psicólogo" é o único onde é possível a publicação de tópicos por utilizadores não registados.
Ao mesmo tempo, e como deve ser do entendimento de todos, o carácter "anónimo" dos fóruns faz com que este espaço não ofereça condições para interações que se desenvolvam para além da mera "troca de opiniões".
É expressamente proibida neste fórum a divulgação de serviços de psicologia bem como de quaisquer contactos de psicólogos (nomes, nºs de telefone, moradas e outros contactos).
O Psicologia.pt não se responsabiliza pelo rigor técnico e científico, idoneidade e respeito pelos princípios éticos e deontológicos de toda e qualquer participação.
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Ana Rita
- Psicólogo Registado (PT)

- Mensagens: 1794
- Registado: terça ago 31, 2004 1:44 pm
- Localização: Lisboa
Olá C.A.S.
O facto de escrever aqui pode ajudá-la temporariamente a sentir-se mais aliviada da pressão e desânimo que sente. No entanto, só em contexto terapêutico poderá verdadeiramente ser ajudada. Isto porque terá um espaço só seu, em que poderá falar sobre como se tem sentido e quais as suas dúvidas, assim como em conjunto com o psicólogo perceber de que forma poderá gerir esta situação e receber o aconselhamento que necessita. Assim, aconselho-a a procurar um profissional.
Não existe nenhuma fórmula eficaz para sermos felizes, mas existem formas de nos adaptarmos às situações, ainda que sejam as mais adversas, de forma a não perpetuar o sofrimento. Boa sorte.
O facto de escrever aqui pode ajudá-la temporariamente a sentir-se mais aliviada da pressão e desânimo que sente. No entanto, só em contexto terapêutico poderá verdadeiramente ser ajudada. Isto porque terá um espaço só seu, em que poderá falar sobre como se tem sentido e quais as suas dúvidas, assim como em conjunto com o psicólogo perceber de que forma poderá gerir esta situação e receber o aconselhamento que necessita. Assim, aconselho-a a procurar um profissional.
Não existe nenhuma fórmula eficaz para sermos felizes, mas existem formas de nos adaptarmos às situações, ainda que sejam as mais adversas, de forma a não perpetuar o sofrimento. Boa sorte.
Se caíres sete vezes, levanta-te oito.
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AnadeSousa
- Psicólogo Registado (PT)

- Mensagens: 236
- Registado: quinta abr 27, 2006 12:58 pm
- Localização: Lisboa
- Contacto:
Cara C.A.S,
É sempre positivo "deitarmos cá para fora" o que sentimos, cria em nós um sensação de descompressão, um alívio... Não deverá ser fácil sentirmo-nos permanentemente desautorizados e quando mais precisamos de apoio mais ele nos foge e mais desamparados nos sentimos.
No entanto, é preciso acreditar que há sempre uma solução para tudo, e essas solução está dentro de nós.
À semelhança da minha colega Ana Rita, penso que um aconselhamento psicoterapêutico poderia ajudá-la.
Desejo-lhe muito boa sorte!
É sempre positivo "deitarmos cá para fora" o que sentimos, cria em nós um sensação de descompressão, um alívio... Não deverá ser fácil sentirmo-nos permanentemente desautorizados e quando mais precisamos de apoio mais ele nos foge e mais desamparados nos sentimos.
No entanto, é preciso acreditar que há sempre uma solução para tudo, e essas solução está dentro de nós.
À semelhança da minha colega Ana Rita, penso que um aconselhamento psicoterapêutico poderia ajudá-la.
Desejo-lhe muito boa sorte!
Ana Sousa - Psicóloga Clínica
http://anasousapsicologa.blogspot.com/
http://anasousapsicologa.blogspot.com/
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Clarissa
- Psicólogo Registado (PT)

- Mensagens: 76
- Registado: quarta out 11, 2006 1:05 pm
- Localização: Lisboa
- Contacto:
Bom dia C.A.S,
Todo e qualquer tipo de relação é por si só complexa porque implica no mínimo duas pessoas que devem saber compreender as necessidades do outro e ceder quando necessário e por mais sintonia que haja, sempre acabam por surgir conflitos.
O caso que descreve parece que a tem incomodado muito e com toda a razão porque envolvem pessoas muito importantes para si. Dá a sensação que estás a chegar ao seu limite de tolerância, sendo obrigada a precisar tomar uma decisão quanto a toda esta situação. Neste sentido, aconselho-a como já foi referido a procurar ajuda psicológica. Acredito que conseguiria esclarecer muitas destas questões em algumas sessões de aconselhamento, onde pudesse expor suas preocupações e ansiedades, no sentido de poder sentir-se mais segura nas decisões que por ventura venha a tomar.
Com os melhores cumprimentos,
Todo e qualquer tipo de relação é por si só complexa porque implica no mínimo duas pessoas que devem saber compreender as necessidades do outro e ceder quando necessário e por mais sintonia que haja, sempre acabam por surgir conflitos.
O caso que descreve parece que a tem incomodado muito e com toda a razão porque envolvem pessoas muito importantes para si. Dá a sensação que estás a chegar ao seu limite de tolerância, sendo obrigada a precisar tomar uma decisão quanto a toda esta situação. Neste sentido, aconselho-a como já foi referido a procurar ajuda psicológica. Acredito que conseguiria esclarecer muitas destas questões em algumas sessões de aconselhamento, onde pudesse expor suas preocupações e ansiedades, no sentido de poder sentir-se mais segura nas decisões que por ventura venha a tomar.
Com os melhores cumprimentos,
Clarissa Lobo
Agradeço desde já as respostas dadas.
Sei que tenho uma situação muito complicada em mãos.
Confesso que sinto vergonha em estar cara a cara com um psicólogo (não me perguntem porquê) mas vou tentar que isso venha a acontecer.
Esta situação prejudicou a nossa intimidade como casal, aliás que não existe.
É como eu digo, estou cansada, sinto falta de carinho e alguém que me compreenda...
Vou continuar a aparecer por aqui para aliviar!
Obrigada
Sei que tenho uma situação muito complicada em mãos.
Confesso que sinto vergonha em estar cara a cara com um psicólogo (não me perguntem porquê) mas vou tentar que isso venha a acontecer.
Esta situação prejudicou a nossa intimidade como casal, aliás que não existe.
É como eu digo, estou cansada, sinto falta de carinho e alguém que me compreenda...
Vou continuar a aparecer por aqui para aliviar!
Obrigada
-
Cristina Silva
- Psicólogo Registado (PT)

- Mensagens: 800
- Registado: quinta out 25, 2007 9:52 am
Eu acho que a C.A.S, denota ser a pessoa mais saudável no meio dessa “loucura” toda, pois os seus sogros, segundo o que descreve, são de uma intrusão doentia, com a qual é muito difícil de lidar. E o grave disto tudo é que estão a contaminar tudo o que à sua vida diz respeito.
O seu marido, filho desses pais, naturalmente deve ter muita dificuldade em enfrentá-los (o que tem a ver com a natureza das relações entre eles) e pôr limites no que ao vosso espaço diz respeito (o vosso espaço como casal, o o vosso espaço como pais).
Deve estar a ser tudo muito difícil e já passou por tanto…. (deprimiu após o parto (o que acontece frequentemente), não tem apoios, estão constantemente a pôr em causa a sua actuação como mãe, além de estar a perder a sua vida de casal, que devia ser um suporte. É demais, deveras!
O que lhe sugiro, tal como as minhas colegas disseram, é a procura da ajuda psicológica. Mas, acho que deve envolver o seu marido nessa procura e irem os dois. Fale primeiro com ele sobre os seus sentimentos e que acha que faria bem aos dois terem ajuda psicológica para resolver o que não está bem, pois às vezes, alguém de fora (neste caso um técnico), ajuda-nos a olhar para as coisas e a lidar com elas de uma forma mais saudável.
E não tenha vergonha de estar cara a cara com um psicólogo(a) pois ele(a) não está lá para fazer julgamentos mas sim para ajudar as pessoas, exactamente nas alturas em que se sentem mais frágeis, que é o seu caso, neste momento. Não tenha receio de mostrar a sua fragilidade, é para isso que os psicólogos servem, para ajudar a fortalecê-la.
Procure mesmo essa ajuda, pois no meio dessa “loucura” toda, seriam poucos os que se aguentariam sem se “passarem” (em linguagem mais comum)!
Força nisso. Neste espaço, cá continuaremos para alguma orientação mas pouco mais podemos fazer.
Espero ter ajudado nalguma coisa.
Cristina Silva
O seu marido, filho desses pais, naturalmente deve ter muita dificuldade em enfrentá-los (o que tem a ver com a natureza das relações entre eles) e pôr limites no que ao vosso espaço diz respeito (o vosso espaço como casal, o o vosso espaço como pais).
Deve estar a ser tudo muito difícil e já passou por tanto…. (deprimiu após o parto (o que acontece frequentemente), não tem apoios, estão constantemente a pôr em causa a sua actuação como mãe, além de estar a perder a sua vida de casal, que devia ser um suporte. É demais, deveras!
O que lhe sugiro, tal como as minhas colegas disseram, é a procura da ajuda psicológica. Mas, acho que deve envolver o seu marido nessa procura e irem os dois. Fale primeiro com ele sobre os seus sentimentos e que acha que faria bem aos dois terem ajuda psicológica para resolver o que não está bem, pois às vezes, alguém de fora (neste caso um técnico), ajuda-nos a olhar para as coisas e a lidar com elas de uma forma mais saudável.
E não tenha vergonha de estar cara a cara com um psicólogo(a) pois ele(a) não está lá para fazer julgamentos mas sim para ajudar as pessoas, exactamente nas alturas em que se sentem mais frágeis, que é o seu caso, neste momento. Não tenha receio de mostrar a sua fragilidade, é para isso que os psicólogos servem, para ajudar a fortalecê-la.
Procure mesmo essa ajuda, pois no meio dessa “loucura” toda, seriam poucos os que se aguentariam sem se “passarem” (em linguagem mais comum)!
Força nisso. Neste espaço, cá continuaremos para alguma orientação mas pouco mais podemos fazer.
Espero ter ajudado nalguma coisa.
Cristina Silva
Obrigada por todo o apoio!
As coisas vão indo... penso que se chega a uma altura que já não lutamos por mais nada, ficamos assim estáticos, acho que nos acostumamos ao que a vida nos dá.
Vou procurar ajuda lá para Setembro, o meu filho irá para o infantário e aí já terei mais tempo livre. Ele só entra em Setembro e já ando com noites mal dormidas... isto vai ser muito complicado!!!
Só queria dizer que tenho apoio dos meus pais só que também escondo deles toda esta situação...
Ando em baixo, tristinha... e por vezes a desejar que a vida fosse igual à de outros amigos.
As coisas vão indo... penso que se chega a uma altura que já não lutamos por mais nada, ficamos assim estáticos, acho que nos acostumamos ao que a vida nos dá.
Vou procurar ajuda lá para Setembro, o meu filho irá para o infantário e aí já terei mais tempo livre. Ele só entra em Setembro e já ando com noites mal dormidas... isto vai ser muito complicado!!!
Só queria dizer que tenho apoio dos meus pais só que também escondo deles toda esta situação...
Ando em baixo, tristinha... e por vezes a desejar que a vida fosse igual à de outros amigos.
C.A.S,
Provavelmente já o tentou antes, mas converse com o seu marido, diga-lhe o que sente perante toda esta situação. A comunicação entre o casal é considerado como um factor importantíssimo de mudança (de comportamentos). Mas pode igualmente recorrer aos seus pais, visto serem as únicas pessoas de quem obtém apoio e compreensão.
Se, enfim, lhe parece que já nada resulta, então não resista em procurar ajuda psicológica apenas porque não "tem muito tempo disponível". Isso pode ser sinal de alguma resistência, de algum evitamento em se confrontar com as coisas.
Lembre-se que resignar-se não é solução e que, como toda a gente, tem direito a sentir-se bem.
Provavelmente já o tentou antes, mas converse com o seu marido, diga-lhe o que sente perante toda esta situação. A comunicação entre o casal é considerado como um factor importantíssimo de mudança (de comportamentos). Mas pode igualmente recorrer aos seus pais, visto serem as únicas pessoas de quem obtém apoio e compreensão.
Se, enfim, lhe parece que já nada resulta, então não resista em procurar ajuda psicológica apenas porque não "tem muito tempo disponível". Isso pode ser sinal de alguma resistência, de algum evitamento em se confrontar com as coisas.
Lembre-se que resignar-se não é solução e que, como toda a gente, tem direito a sentir-se bem.
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