Alguém, por favor

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Aitac
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Alguém, por favor

Mensagempor Aitac » domingo dez 14, 2008 1:57 pm

Sou uma miúda de 21 anos que, recentemente, sofreu uma grande desilusão amorosa. Perdi um amigo de anos, voltou-me as costas e o facto de não conseguir entender porquê tem causado sentimentos desesperantes.

Sempre que pareço estar a lidar com a nova realidade, recebo mais um golpe que vem em extensão da tal desilusão. Sinto-me em eminência de queda constante.

Nos últimos 2 dias dei por mim num estado total de apatia. Passei dia e noite deitada, lutando por dormir (única forma de não pensar), no escuro, de olhos vidrados nos ponteiros do relógio de mesinha de cabeceira que se iluminavam pela luz advinda das pequenas frinchas que trespassavam a barreira que, com a persiana, "montei" na janela. Pouco comi, nada me faz levantar. Nada me motiva.

Estou no último ano de um curso superior. É o ano mais exigente e eu não tenho conseguido fazer nada. Já nem sinto qualquer interesse por aquilo...

O meu presente está tão pesado que não me permite ter a leveza suficiente para me projectar no futuro!

Estou aqui, pedindo uma palavra que seja. Isso mostra que ainda tenho consciência de que preciso de ajuda, de que nada está bem.

A quem me ler, obrigada. Só isso, já é muito importante para mim. Eu, que me sinto nada elevado ao cubo.
.mundo meu, mundo meu.
AnadeSousa
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Mensagempor AnadeSousa » domingo dez 14, 2008 4:11 pm

Boa tarde Aitac,
É perfeitamente compreensível que se sinta mal com essa situação. Todos nós temos diferentes formas de viver o "luto". O luto não implica só a reacção à perda real, perda física de alguém que nos era próximo por motivos de morte, mas sim toda a reacção de adaptação a uma situação de mudança decorrente de uma perda (emocional, física, laboral, etc).
A perda de alguém ou de algo implica tristeza, sentimento normal e adaptativo, sendo que o luto consiste assim no processo através do qual esta tristeza decorrente da perda (estado emocional) é elaborada.
A elaboração do luto é uma experiência profunda e dolorosa que implica sofrimento mas, também, envolve a capacidade de encontrar alguma esperança e outras alternativas de vida – viver depois da perda. É nesta vivência que se deverá focalizar e não hesite em procurar a ajuda de um profissional que a poderá auxiliar neste processo, num espaço único para si, num contexto terapêutico em que poderá gradualmente readquirir o equilíbrio que tanto anseia.

Boa sorte!
Ana Sousa - Psicóloga Clínica
http://anasousapsicologa.blogspot.com/
Hugo
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Oi

Mensagempor Hugo » domingo dez 14, 2008 7:23 pm

Boa noite Aitac,

É normal e saudável entristecermo-nos e ficarmos desesperados quando alguém próximo se afasta, ou quando não vemos um projecto de vida concreto a curto prazo.

Deixa de ser saudável quando isso nos limita a vida. Caso sinta que isso limita a sua vida aconselho-a a pedir ajuda. Às vezes, de facto, é preciso não só pedir (como o fez aqui) ajuda, mas procurar fisicamente alguém que nos apoie a ultrapassar determinada situação. Os psicólogos não são obrigatórios sempre que nos sentimos mal, mas são necessários quando esse sofrimento ultrapassa a nossa capacidade de dar respostas a ele.

Despeço-me com afecto e empatia, acredito que esteja a ser difícil, mas também acredito que seja possível encontrar maneiras de lidar com esse sentimento derivado de um facto real. Talvez "tentar" algumas sessões de apoio.

Hugo

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