 |
Morfina
Nomes de Rua: Morfa
|
 |
|
| |
|
|
| |
|
A morfina ou morfa (como é chamada no calão) é o principal elemento
activo do ópio, sendo, por isso, categorizada como um opiáceo.
Esta substância existe em forma de pó, líquido, barra ou comprimidos,
podendo ser consumida por via oral, fumada ou injectada.
Os opiáceos actuam sobre receptores cerebrais específicos localizados no
sistema límbico, na massa cinzenta, na espinal medula e em algumas
estruturas periféricas. Tem efeitos analgésicos. |
|
|
| |
|
|
| |
|
No século XIX foram isoladas várias substâncias do ópio, entre as quais a
morfina em 1806. Friedrich Serturner foi o farmacêutico que extraiu a
morfina na sua forma pura, à qual atribuiu este nome em honra de Morpheu, o
deus grego do sono. Esta substância adquiriu grande popularidade e utilidade
médica, o que levou a que já em 1823 se começassem a descrever casos de
problemas relacionados com este estupefaciente.
Em meados do século XIX, a invenção da seringa hipodérmica contribui para
a divulgação do uso intravenoso da morfina como analgésico. Eventos bélicos
como a guerra franco-prussiana (1870-1871), durante a qual foram
administradas doses elevadas de morfina a soldados para fins analgésicos,
originam as primeiras epidemias devido a esta substância. Tal facto permite
a Lovis Lewin sugerir o termo "morfismo" (1874) e o conceito de dependência
(1879), nas suas publicações baseadas em investigações de 110 casos de
"toxicodependência".
Nos fins do século XIX, a morfina era principalmente utilizada pelo
pessoal de saúde, pessoas do mundo do espectáculo e mulheres da classe média
alta. Devido ao seu uso abusivo, nos inícios do século XX, começa a surgir
um maior controlo da morfina. Apesar do seu grande controlo, a morfina
continua a ser um fármaco legal, o que permite a existência de um pequeno
grupo de morfinómanos até, pelo menos, meados dos anos 70. |
|
|
| |
|
|
| |
|
A morfina, cujos efeitos duram cerca de 4 a 6 horas, pode provocar alívio
da dor e da ansiedade, diminuição do sentimento de desconfiança, euforia,
flash, sensação de bem-estar, tranquilidade, letargia, sonolência,
depressão, impotência, incapacidade de concentração ou embotamento mental. A
nível físico pode ocorrer depressão do ciclo respiratório (causa de morte
por overdose), edema pulmonar, baixa de temperatura, náuseas, vómitos,
contracção da pupila, desaparecimento do reflexo da tosse, obstipação,
amenorreia ou morte. |
|
|
| |
|
|
| |
|
Na mulher, pode produzir ciclos menstruais irregulares.
Tolerância e Dependência
Existe tolerância cruzada entre os agonistas opiáceos. Provoca grande
dependência, tanto física como psicológica.
Síndrome de Abstinência
Podem ocorrer bocejos, febre, choro, sudação, tremores, náuseas,
agitação, ansiedade, irritabilidade, insónia, hipersensibilidade à dor,
dilatação das pupilas, taquicardia ou aumento da tensão arterial. Numa fase
posterior podem surgir dores abdominais, toráxicas e nos membros inferiores,
lombalgias, diarreia e vómitos. |
|
|
|
|
|
|