|
A relação dos alunos com a Internet
Reatividade
excessiva dos pais associada com problemas de comportamento dos filhos
Estudo publicado no “Development and Psychopathology”
24 Fevereiro 2012
Fonte:
Alert Online
Os pais que se irritam com facilidade e que têm reações exageradas têm uma
maior probabilidade de terem filhos que agem fora do controlo e ficam facilmente
aborrecidos, sugere um estudo publicado no “Development and Psychopathology”.
Para o estudo, os investigadores da Oregon State University, nos EUA,
contaram com a participação de 361 famílias adotivas, tendo também obtido os
dados genéticos dos pais biológicos e das crianças.
Os investigadores, liderados por Shannon Lipscomb, acompanharam as crianças
aos nove, dezoito e vinte e sete meses e constataram que os pais adotivos que
tinham tendência a terem reações exageradas, por exemplo, zangarem-se facilmente
quando as crianças testavam os seus limites ou faziam asneiras, influenciavam o
comportamento dos filhos. Estas crianças apresentavam “emoções negativas” e
agiam fora do controlo, tendo acessos de raiva mais frequentes do que o normal
para a sua idade.
"Esta é uma idade onde as crianças são propensas a testar limites e
fronteiras", revelou, em comunicado de imprensa Shannon Lipscomb. "No entanto,
os estudos mostram consistentemente que as crianças com níveis elevados de
emoções negativas durante estes primeiros anos têm mais dificuldades em
controlar as emoções, e tendem a apresentar um comportamento mais problemático
durante a idade escolar”.
Os investigadores também constataram que as crianças que apresentaram um
maior aumento de emoções negativas, desde os nove aos vinte e sete meses de
idade, também apresentaram maiores problemas de comportamento aos dois anos. O
que sugere que as emoções negativas que ocorrem durante o desenvolvimento do
bebé podem ter implicações no comportamento das crianças anos mais tarde.
Por outro lado, o estudo também verificou que a genética também desempenhava
um papel importante no comportamento das crianças, particularmente nos casos de
crianças que apresentavam um risco genético para as emoções negativas herdadas
através das suas mães, apesar de terem sido criadas num ambiente calmo e menos
reativo.
Assim de acordo com Shannon Lipscomb os pais têm que ter consciência que a
forma como os filhos se adaptam à primeira infância, um momento desafiante
marcado pela crescente mobilidade e independência da criança, pode ter impacto
no futuro desenvolvimento da criança.
“A capacidade do pais em controlarem as suas reações e não vacilarem, serem
seguros e não exageram perante os comportamentos das crianças é uma forma
importante de ajudar os filhos a modificar os seus comportamentos”, conclui a
investigadora. “Os pais dão exemplo aos filhos no modo como gerem as emoções e
reações”.
Ler mais notícias
|