Ecstasy: Das raves para o consultório para tratar o stresse pós traumático

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Ecstasy: Das raves para o consultório para tratar o stresse pós traumático

Fonte: VISÃO
Data: 2017-04-14

Em entrevista à VISÃO, Michael Mithoefer, psiquiatra e investigador americano especializado no tratamento de stresse pós traumático, explica como é uma sessão de psicoterapia com metilenodioximetanfetamina.

"Se as portas da percepção fossem abertas, tudo apareceria como realmente é: infinito." A citação do poeta inglês William Blake inspirou o título do livro do compatriota Aldous Huxley, que no século passado começou a tomar mescalina e descreveu a experiência em livro. O título inspirou a lendária banda americana The Doors, que abraçaram o movimento psicadélico como via de expansão da consciência. Seis décadas depois, o consumo de drogas ilegais com receita médica é a grande revolução que se avizinha. Autorizados pela FDA (agência que regula a o setor dos fármacos nos EUA), os ensaios clínicos finais com alucinogénios (no caso, o MDMA, ou ecstasy, vulgarmente usado nas festas ‘rave’) estão a revelar-se promissores e prestes a serem usados em psicoterapias assistidas para casos graves de stresse pós traumático (PTSD).

O tema vai ser debatido na conferência Psychedelic Science 2017, em Oakland, na Califórnia, entre os dias 19 e 24 deste mês, com a chancela da associação multidisciplinar para estudos psicadélicos (MAPS), sediada em Santa Cruz, na Califórnia, e que financia, as pesquisas que estão a dar que falar: em 12 semanas de psicoterapia com MDMA, a severidade dos sintomas de PTSD foi reduzida em 56% dos casos. Falámos com o casal que lidera esta investigação revolucionária. A partir da sua casa e clínica, em Charleston, no Estado da Carolina do Sul, o psiquiatra Michael Mithoefer, 70 anos, e a sua mulher, a enfermeira Annie, seis anos mais nova, mostraram-se entusiasmados, não apenas com o potencial de cura da substância que investigam desde meados do século passado, mas também com a tão aguardada aplicação na medicina, sonho que pode tornar-se real em apenas quatro anos.

 

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