Psicologia também é uma arma contra o cancro

A- A A+
Psicologia também é uma arma contra o cancro

Fonte: DN
Data: 2017-03-10

"Imagine que vai a 200 quilómetros por hora mas não tem noção. Comigo aconteceu o contrário. Ia a 200 à hora e tinha consciência disso, mas não dominava nada." É assim que Armindo Pacheco, 68 anos, recorda uma parte do processo após o diagnóstico de cancro de pulmão, em setembro de 2015. "Não entrei logo em pânico", diz. Foi tudo muito rápido. TAC, biopsia, cirurgia. Menos de dois meses depois de descobrir que tinha um tumor maligno já estava a ser operado no Instituto CUF de Oncologia, no Hospital CUF Porto. "Depois fiz quimioterapia e sentia-me espetacular. Estava tudo a correr bem até que começaram a surgir febres altas." Foi-lhe detetada uma fibrose que o obrigou a novo internamento.

Quando se viu novamente internado, o professor aposentado sentiu necessidade de pedir apoio psicológico. "Foi muito importante. Fez-me ver que, pelo facto de andar ofegante, nervoso e excitado, os medicamentos não iam ter o mesmo efeito." Com esse apoio e a ajuda dos amigos encontrou o equilíbrio. "Agora sou a calma em pessoa. Modifiquei a minha vida em 200%." Hoje está recuperado - "não curado" - e terá de fazer vigilância durante os próximos cinco anos.

Bárbara Parente, coordenadora do Instituto CUF de Oncologia no Porto, diz que "qualquer doente com diagnóstico de cancro tem um tratamento especializado na área de psico-oncologia e de cuidados paliativos, que não são cuidados de fim de vida". O objetivo, explica, é aumentar o bem-estar dos doentes que são seguidos naquela unidade portuense. "É para todos os doentes, seja em fase intermédia ou avançada, na qual já só se faz terapêutica de suporte".

 

 Ler notícia completa