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Papel do Psicólogo nas Organizações (Empresas)
José Guerra
jmbguerra@gmail.com
Licenciado em Psicologia, com especialização nas Organizações e do Trabalho pela Univ. Lusófona. Possui um Micro MBA em Gestão Empresarial e especialização em Consultoria PME. Actualmente e desde 2005 desempenha funções como Consultor e Formador Independente em Desenvolvimento Pessoal e Organizacional sendo também colaborador de algumas revistas e sites institucionais na elaboração de artigos de opinião acerca das tendências no universo Empresarial e RH. Para além do investimento noutras áreas do conhecimento, pretende apostar continuamente no desenvolvimento do Capital Humano nas Organizações através das novas tecnologias de informação e comunicação, nomeadamente no e-Learning como canal alternativo, privilegiando a valorização das competências por esta via.
2007

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Importa salientar neste artigo a relevância do papel do Psicólogo nas organizações no âmbito da pluralidade das suas intervenções e o valor que este pode acrescentar a médio e a longo prazo no comportamento organizacional.

Psicólogo, Organizações / Empresas: Uma definição

Antes de avançarmos, proponho começar por “relembrar” o significado mais consensual da palavra Psicólogo "especialista em psicologia; indivíduo formado em psicologia e que a aplica no seu trabalho – Psicologia: - ciência que trata dos estados e processos mentais; estudo do comportamento humano ou animal; - capacidade inata ou aprendida para lidar com outras pessoas levando em conta as suas características psicológicas...."

Para contextualizar, vamos definir organização como "entidade que serve à realização de acções de interesse social, político, administrativo, etc.; - instituição, órgão, organismo, sociedade; - grupo de pessoas que se unem para um objectivo, interesse ou trabalho comum..”

Como a maioria das organizações são EMPRESAS, definiria assim de uma forma geral e mais de acordo com o senso comum a denominação EMPRESA "... Integração de seres humanos que se juntam num empreendimento para agregar valor ao universo e à humanidade, com o objectivo de seduzir e fidelizar os clientes, desenvolver colaboradores e parceiros, actuar positivamente na comunidade e, evidentemente , remunerar os seus accionistas com elevadas taxas de rentabilidade sobre o património" .

Desta forma estão reunidos os conceitos chave para compreendermos a forma como o Psicólogo pode efectivamente actuar nas organizações.

Perspectiva Actual de Intervenção

Se até há bem pouco tempo no nosso País, estava apenas associado ao Psicólogo uma imagem demasiado reducionista conotada com os aspectos clínicos e mentais dos sujeitos, ou nas Organizações apenas com o papel de Recrutador e Seleccionador (ou ainda hoje de Técnico de Recursos humanos muitas vezes confundido com a Gestão de Recursos Humanos na parte administrativa), agora com a perspectiva da ordem dos psicólogos ser definitivamente criada e pela evolução gradual de mentalidades no aspecto cultural, temos vindo a assistir, ainda que de forma ténue, à desmistificação do conceito e do papel do Psicólogo.

Sendo o Psicólogo um profundo conhecedor dos comportamentos humanos, este poderá ter ao nível das organizações, sem dúvida, vários papeis associados:

“Catalisador” - Promover e facilitar os processos comunicacionais nas organizações no sentido Down– Top e vice versa, recorrendo a metodologias e a técnicas que visem dinamizar todo este processo, principalmente em situações de Mudança e Enquadramento.

“Assessor” – Sensibilizar, alertar, prestar aconselhamento e coaching ao empresário no sentido de lhe potenciar as competências de Liderança, nomeadamente as que se prendem com a motivação individual e colectiva dos colaboradores, entre outras.

“Consultor” – Quer a tempo inteiro ou em Outsourcing, no sentido de diagnosticar problemas ao nível do Clima Organizacional, necessidades de formação e todo o tipo de disfuncionalidades de ordem sócio afectiva e comportamental que possam por em causa o bom “ambiente” organizacional, assim como, propor soluções e medidas adequadas no sentido de colmatar a problemática diagnosticada, nomeadamente através da formação.
“Técnico” – Proceder ao Recrutamento Externo ou Interno e Seleccionar os melhores RH na óptica do alinhamento da missão da empresa com a Estratégia e Política de RH prevista.

“Avaliador” – Avaliar o desempenho e ajudar o Empresário a gerir as competências, as expectativas e as carreiras dos RH, reconhecendo os talentos e criar mecanismos de compensação que valorizem e potenciem as capacidades dos sujeitos por forma a tornar a organização mais competitiva.

Mais do que um simples artigo, pretende-se através do mesmo clarificar o poder interventivo do Psicólogo nas Organizações e sensibilizar principalmente os recém licenciados nesta área e os empresários de uma forma geral para o potencial e para a mais valia que um profissional desta área pode representar para uma organização. Obviamente que os papeis do Psicólogo nas Organizações não se esgotarão aqui.

Com a crescente exigência ao nível da competitividade dos RH, estes terão que aprender mais e mais depressa, gerando concerteza novos de problemas de ordem social, afectiva e comportamental em resultado desse crescimento acelerado, problemas esse que os Psicólogos terão que lidar e ajudar a resolver e certamente outros papeis adicionais surgirão.

Perspectiva Futura

Atrever-me-ia a dizer que os Psicólogos das organizações no futuro serão imprescindíveis no sentido de ajudar a adaptar os RH à mudança, promovendo nestes os comportamentos adequados por forma a prepará-los para lidar com a imprevisibilidade, não querendo com isto diminuir obviamente a importância dos outros profissionais, antes pelo contrário, relevando sim a importância do Psicólogo como elemento integrador ao nível da multidisciplinearidade na Empresa e complementaridade de papeis no trabalho de equipa com todos os profissionais.

Artigo elaborado por:

José Guerra
Consultor e Formador Independente em Desenvolvimento Pessoal e Organizacional
Página Pessoal: http://jguerra.com.sapo.pt
e-mail: jmbguerra@gmail.com 

 

 
 
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