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Um por todos e todos por um melhor estágio
Armando Correa de Siqueira Neto
selfpsicologia@mogi.com.br
Psicólogo, consultor, conferencista e escritor. Professor de Gestão de RH da Faculdade de Administração de Limeira. Mestrando em Liderança pela Unisa Business School.
2004

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Em recente pesquisa com 818 jovens estagiários do ensino médio e superior e recém-formados, realizada pela InterScience, a pedido do CIEE – Centro de Integração Empresa-Escola, constatou-se valiosas informações sobre os estágios. Dentre elas, pode-se destacar que, conforme a revista Agitação nº 56 de março e abril de 2004: “Se não estivessem estagiando, 35% dos jovens estariam em casa; 27% fazendo cursos e 20% atuando fora da área de interesse”. O que está faltando na formação prática do aluno?

Estes números revelam, primeiramente, que o estudante desloca o seu foco para outro tipo de atividade que não a de interesse específico, de acordo com os objetivos que têm em mente. Nota-se ainda, a possibilidade de o jovem manter-se ocioso, em 1/3 dos casos, reduzindo assim, as suas chances de exercer na prática, aquilo que vem aprendendo de forma teórica. E, ainda, neste período de desenvolvimento, os jovens encontram-se com muita energia e disposição para oferecer, entretanto, podem ter que reduzir a sua velocidade, pisando no freio das ações práticas. Estas circunstâncias limitantes podem gerar alguns sentimentos de frustração, descrédito, impotência, baixa auto-estima etc. Podem também, em alguns casos, servir de provocação, e alavancar uma resposta contrária: a de superação.

Outros itens a se considerar são o adquirir experiência e aprendizado, levando 31% dos entrevistados a se identificar com estes objetivos. Outros 17% indicaram a bolsa-auxílio como uma finalidade em destaque. Entrar no mercado de trabalho recebeu 16% de interesse dos jovens. A parcela de 10% deveu-se à vontade de praticar as aulas teóricas. E, por último, com equivalentes 6%, ficou apontado que ajudar nas despesas financeiras, e cumprir carga horária para a conclusão do curso, são finalidades a serem perseguidas pelos estudantes pesquisados.

Percebe-se que boa parte dos estudantes objetiva a experiência e o aprendizado prático. E, uma parcela almeja entrar no mercado de trabalho, através de alguma oportunidade. Todavia, resta a outra parte dos estudantes, e este mesmo mercado, em sua maioria, exige um bom grau de experiência enquanto requisito para os candidatos a alguma vaga de trabalho. Como administrar e minimizar este contraste?

É claro que os interesses pessoais de cada jovem encontram-se em questão neste cenário mercadológico, observando-se a relação ensino-emprego. Aqueles que buscam com melhor direcionamento e vontade tendem a destacar-se e aumentar as suas chances de conseguir um trabalho. Então, a sociedade depara-se com um problema. Não de mercado exatamente, mas de formação e orientação. Crê-se apenas na carga de informações dadas aos alunos, e avisos que o mercado emite sobre as suas dificuldades, como elementos capazes de fazer o jovem refletir e tomar alguma decisão decorrente. No entanto, não são suficientes o conhecimento adquirido e a visão que se tem acerca do mercado de trabalho.

Há, portanto, um distanciamento entre o aluno e a sua prática profissional. Demanda-se uma nova postura ante estes fatos, levando-se a uma reavaliação na maneira de se formar e orientar os jovens estudantes. As instituições de ensino podem ser a grande chave para a melhoria da relação ensino-trabalho.

Já existe uma metodologia que se aplica aos alunos, levando todos, sem exceção, à prática profissional, através de estágio interno acadêmico-profissionalizante. Há uma estrutura montada dentro da instituição educadora, com todos os detalhes, proporcionando assim, o exercício da vida profissional. Os alunos são acompanhados diretamente pelos seus professores e supervisores, em horário de aula, reservado para este fim. As atividades transcorrem dentro da formação acadêmica, dos valores éticos, dos resultados necessários, da tecnologia, do planejamento, do organograma comum a uma organização etc.

Por sorte, é um fato a existência deste tipo de faculdade, que utiliza este modelo formador, cujos objetivos são o de levar a díade teoria-prática por meio da sua empresa Jr. à formação de seu corpo estudantil. Desenvolvem-se reuniões, coordenações e lideranças, habilidades práticas aliadas ao método e a literatura científica, sem perder de vista a naturalidade e o vigor com o qual os jovens depositam os seus esforços e esperanças. A qualquer momento eles podem oferecer os seus serviços para o exigente mercado, pois que a sua confiança e a habilidade encontrar-se-ão mais plenamente desenvolvidas.

As constantes mudanças pelas quais o mundo passa, merece encontrar soluções criativas e concretas para o correto acompanhamento com direção, seguindo por vias, e pisando-se, gradativamente, no acelerador dos avanços e novas conquistas.

Armando Correa de Siqueira Neto
selfpsicologia@mogi.com.br
Psicólogo, consultor, conferencista e escritor. Professor de Gestão de RH da Faculdade de Administração de Limeira. Mestrando em Liderança pela Unisa Business School.

 

 
 
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