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Crónicas

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    Filha de Mãe África

    Vivemos hoje numa sociedade de hipocrisias com relação à escravidão. Devo dizer que elas andam mascaradas pela ideia de normalidade. Será que evoluímos? Ou continuamos a fazer as mesmas atrocidades disfarçadas de bons costumes? Estamos na era do falso moralismo racial. Os estigmas e estereótipos hodiernos, não se engane, estão também nos objetos que circulam no mercado. Não é preciso entoar palavr ... ler crónica

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    Mundo da arte - II

    Viver é a grande arte. Desse gênero maior decorrem todas as outras artes: plásticas, cênicas, musicais. Estamos rodeados de artistas. Desde as tragédias gregas. Desde o ícone Shakespeare. Desde sempre. Arte não é monopólio de ninguém. Artista é toda pessoa a quem não lhe falte engenho e arte no desempenho de suas tarefas. Quando faz bem aquilo que faz, recriando a realidade. Todo dia é dia do arti ... ler crónica

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    O gato e o joio - III

    Maria Augusta era mais uma criatura que se confundia com a banal promiscuidade entre a ambição e a capacidade. Tinha leccionado diversas matérias, contempladas no currículo do curso da universidade onde estava empregada. Como professora, Maria Augusta, era só mais uma que ia participando e vivendo neste declarado enredo, entre os sorrisos das cores que a cada um fosse conveniente e consumisse meno ... ler crónica

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    Mundo da arte - I

    Mundo da arte, mundo em arte, mundo visto pela arte, mundo visto com arte, mundo visto através da arte, mundo visto de cima, mundo das entranhas, mundo interior... O certo é que o mundo da arte transcende este mundo, o mundo comum em que vivemos. O olhar do artista nos faz ir além, desde que tenhamos sensibilidade. ... ler crónica

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    O visionário Cascão

    O Cascão é um personagem de banda desenhada (BD ou “história de quadrinhos”) criado por Maurício de Sousa, em 1961. Pelas sábias qualificações videntes, é brasileiro, sem qualquer sombra de dúvida! É nosso irmão e também irmão de língua. A sua principal característica releva-se com a incontornável e prazerosa mania de não gostar de tomar banho (hidrofobia). Para Cascão, sujeira é sujeira! Contudo, ... ler crónica

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    Joseph e o cobertor de um 737-200

    Num voo para Paris, para onde ia passar uns dias de folga em casa dos avós maternos, Joseph era o único passageiro da fila onde estava. Ia sentado no lugar de janela do lado direito do boeing 737-200. É um avião aconchegante e com a graça de ser gordito, acolhedor e muito trabalhador, qualificava assim Joseph, mental e carinhosamente o 737. “Grassouillet” gracejava. Voo nocturno, calmo, sem atras ... ler crónica

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    Seja eterno enquanto dure pelo tempo que durar

    A nossa transitoriedade. O ciclo é igual para todos, alguns o interrompem antes de passarem por todas as fases, mas o modelo é o mesmo desde sempre: início, meio e fim. Nascimento, amadurecimento e falecimento. Nada vai permanecer, pois os estados mudam, a vida e o ser que a ocupa também se modificam todos os dias. É possível existir amor sem vida, da mesma forma que vida sem amor? Se a vida não é ... ler crónica

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    Mães que fazem doer

    Povo condenado à insatisfação, ao desprazer e ao engano. Povo submisso, cabisbaixo ... às fartas tetas da corrupção. Povo obscuro molestado no útero da ordem inquisidora de um cão rançoso, de um cão esganado, de alma amordaçada. Povo dependente, dependente do logro das fétidas relações umbilicais. Pátria do pessimismo ancorada no orgulho de feitos de grandiosidade inventada. ... ler crónica

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    O gato e o joio - II

    Floreado pelo insistente e competitivo aparato maníaco, Maria Augusta narrava a sua história (convenientemente divergente da história vivida), num cenário viciado por um irredutível e acrítico formato bélico. Nela, para além de toda a indústria titular académica existente, constava tudo o que era “pós”. ... ler crónica

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    Morreu o homem dos seis dedos

    Partiu o homem que tinha seis dedos numa das mãos. Há quem diga que a morte é coisa para os fracos, que os génios nunca morrem, apenas desaparecem, que se incorporam numa outra dimensão cósmica. Foi certamente o que aconteceu ao homem dos seis dedos. Deambulava há muito tempo pelas ruas da Maia, procurando consolo e amparo nos cafés e nos lares que frequentava amiúde. Pedia, mesmo falando pouco, s ... ler crónica