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Como resolver problemas (aparentemente) sem solução?

2019
apsicologasara@gmail.com
Psicóloga. Psicoterapeuta (Cédula Profissional Nº 10418). Gestora de Formação e Formadora Certificada (CAP N.º EDF 46361/2005). Escritora.

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Como resolver problemas (aparentemente) sem solução?

Querida pessoa, por favor responda-me com sinceridade: você já passou por um problema no qual não conseguia pensar positivamente sobre as possíveis soluções? Na realidade, a hipótese de existir uma solução para aquele problema era tão remota que você só conseguia observar os impactos negativos do que havia acontecido?

Este bloqueio na criação de soluções ocorre de forma natural, pois quanto mais pensamos e ruminamos sobre o problema que enfrentamos e todas as dificuldades para resolvê-lo criamos um padrão de pensamento negativo. Assim, fica mais difícil para o nosso cérebro quebrar este padrão e alterar para um modelo de pensamento voltado à solução do problema.

Identifico esta situação em alguns pacientes que, numa fase inicial do seu processo de desenvolvimento pessoal, às vezes, encontram-se tão imersos "num" problema, julgando na verdade que esse é "o" problema (mas como veremos adiante, apenas é um "sinal" que encobre algo mais sério e complexo do que isso), que mesmo quando questionados sobre as potenciais soluções, continuam a apresentar os impactos negativos. 

No meu trabalho clínico, escuto sempre com atenção a descrição dos problemas para tentar perceber até que ponto aquele problema é efectivamente um impasse real ou uma “cortina de fumo” para uma questão mais séria e profunda.

Em muitos casos, podemos reconhecer quando um problema não é "o" problema, ou seja, aquilo que percebemos como "o" problema pode ser a ponta do icebergue, pois quando reduzimos as variáveis a pequenas características que se repetem em áreas diferentes da vida chegamos a uma visão mais global e profunda.

Neste meu vídeo que hoje partilho consigo, que poderá ver em baixo, dou-lhe alguns exemplos reais de situações em que aquilo que era considerado um problema nem sempre é “o” problema, mas apenas a manifestação sintomática de algo maior e mais complexo que está na base dessa manifestação/sintoma.

Assim, neste meu vídeo, com uma mão cheia de dicas que poderá desde já aplicar, vai poder perceber porque é que não deve aceitar a primeira hipótese (que costuma ser as circunstâncias externas) como a verdadeira causa de qualquer tipo de mal-estar.

Para além disso, neste vídeo, vai perceber porque é que um pensamento mais obsessivo sobre algo não é benéfico para encontrar as respostas desejadas e de que formas você pode ultrapassar esse tipo de bloqueio com 5 dicas específicas para você acabar com o pensamento obsessivo ou ruminante, quebrando o padrão de “rotinas” mentais do seu cérebro que o ajudem a realmente encontrar as respostas sobre determinado problema na sua vida.

Clique no > PLAY para assistir.

 

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Sara Ferreira

Sara Ferreira é psicóloga, psicoterapeuta, com formações especializadas na área da Psicologia Clínica e da Saúde e Psicologia Comunitária, sendo actualmente também autora e co-autora em diversas publicações técnicas e científicas de renome, assim como portais de referência na área da Psicologia, desenvolvimento pessoal, saúde e bem-estar. Membro Efectivo da Ordem dos Psicólogos Portugueses, Licenciada em Psicologia Aplicada pelo ISPA – Instituto Superior de Psicologia Aplicada, com experiência curricular e profissional no acompanhamento psicológico de utentes (ambulatório e consultas externas) na Unidade de Psicologia do Hospital de Santa Marta em Lisboa, exercendo actualmente a sua prática clínica maioritariamente em contexto privado. Colaborou como psicóloga na Direcção de Serviços de Psiquiatria e Saúde Mental da Direcção-Geral da Saúde, e em diversos projectos da Comissão Europeia, nomeadamente nas redes EAAD – European Alliance Against Depression e IMHPA – Implementing Mental Health Promotion Action, tendo também colaborado na preparação e edição do Programa Nacional de Luta Contra a Depressão, no contexto de programas prioritários do Plano Nacional de Saúde 2004-2010. Colaborou no Grupo de Coordenação da Saúde, no contexto da Presidência Portuguesa do Conselho da União Europeia, tendo também desempenhado funções de investigadora em diversos projectos de investigação e grupos de trabalho nacionais e internacionais sobre boas práticas em saúde mental e na área da Psicologia da Saúde, nomeadamente, a European Health Psychology Society.

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