Psicólogo recém-formado

A regulação e regulamentação da formação e do exercício da psicologia em Portugal. A acreditação e certificação. A organização da classe profissional. Os direitos e deveres laborais. As organizações representativas. A identidade e a imagem dos Psicólogos.

Moderador: Cristina

Simaopsi
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Psicólogo recém-formado

Mensagempor Simaopsi » domingo ago 01, 2010 10:42 pm

Caros Colegas. Terminei o meu curso de Mestrado Integrado em Psicologia na semana passada. Ainda não sei como fazer para exercer psicologia, ou melhor explicando, o que devo fazer para ser "psicólogo"... Alguns dizem que a inscrição na Ordem é que viabiliza o exercício da profissão, é verdade? A carteira profissional é dada pela Ordem? Não basta pedir o certificado de habilitações à faculdade que me formou (FPCEUP)?

Cumprimentos, aguardo resposta.
vectrapc
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Mensagempor vectrapc » segunda ago 02, 2010 7:24 am

Sim, sim, não.

https://www.ordemdospsicologos.pt/

informe-se por favor
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aniger
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Mensagempor aniger » segunda ago 02, 2010 6:12 pm

Colega estou na mesma situação....acabamos o curso e nada..prepara-se para pagar 180€ para uma ordem que não lhe irá proporcionar nenhum estágio profissional e seja bem vindo ao desemprego...Já que sem ter o tal estágio de 12 meses não é reconhecido como psicólogo.
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Ψ Mestrado em Psicologia Clínica
Simaopsi
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O reconhecimento de Psicólogo...

Mensagempor Simaopsi » terça ago 03, 2010 12:04 pm

Colega, a meu ver, penso que a Ordem vêm destruír a classe em vez de a defender. Como será possível não reconhecer psicólogos já com anos de exercício profissional e aceitar alguns com experiência diminuta ou inexistente? Penso que os profissionais devem estar representados em organismos que efectivamente os protejam, não que incentivem a uma Política dos "trabalhadores de primeira categoria" e outros "profissionais de segunda" (aliás, esta "organização científica" que já tentam instalar na Ordem traduz bem o raciocínio taylorista das nossas Sociedades).

Além do mais, penso que a única instituição que nos deve reconhecer enquanto profissional é a instituição que nos formou. Afinal de contas, será que as faculdades não terão nenhum poder na formação de técnicos profissionais ou estará simplesmente a formar "dóceis educativos" e devoradores de DSM's?

Cumprimentos a todos os colegas,

Simão Ferreira.
vectrapc
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Mensagempor vectrapc » terça ago 03, 2010 8:00 pm

Se verificarem com atenção, a Ordem apenas vem defender o que a CE já implementou em 2005, e que a EFPA designou para os seus membros já em 2002.

Sendo que as Universidades apenas contemplam os 5 anos básicos decididos pela Europa (na qual nos enquadramos) agora através de Bolonha, existe 1 ano de supervisão que não está contemplado. Sendo que se designa de prática supervisionada e faz parte de 1 sexto ano de formação.

* In the field of psychology the 3-year university education (Bachelor's degree) is insufficient for both scientific and professional purposes. The Bachelor's degree is merely a starting level of the psychologist's training.
* For professional psychological purposes, the scientific and practical training together should last at least six years. Both the core programme and the advanced studies should be provided within a university or an equivalent institution of higher education. Usually, the university degree at this level is the Master's degree.
* In all European countries where licensing and legal regulation of the profession of psychology has been properly arranged, the required level of education is the above mentioned Master's degree.
* The European Federation of (Professional) Psychologists' Associations has decided on the requirements for training in psychology in its document "Optimal standards for professional training in psychology" in 1990. The whole document can be downloaded from the EFPA website.


De facto, a existência de 1 entidade credenciadora do título de Psicólogo é uma exigência europeia
4. All training should be accredited in ways acceptable to the relevant national association.


ou então:

. Completion of education and training in psychology at recognised University level of at least six years duration, including:

a)A university degree in psychology, which has a duration equivalent to at least five years of full-time study (300 ECTS)

b) At least one year of supervised practice (included in or added to the university degree programme)


Ainda sobre as entidades competentes para verificar a utilização do título de Psicólogo, nomeadamente devido à natureza sensível da nossa prática.

the competent authorities of the Member States are obliged to ensure that the quality and level of professional education and training necessary for independent practice in psychology is maintained.


Por outro lado, e é essa a exigência de Bolonha, o livre acesso ao desempenho da profissão por parte dos outros estados membros.

Como podem ver, as exigências são europeias. Quanto muito, fazendo pressão (e pagando mais) questiona-se se serão as Universidades responsáveis por dar este ano extra de prática supervisionada (assunto que não se enquadra no nosso sistema legal).

A nossa profissão tem uma natureza sensível, pois nas variadas vertentes (clínica, educacional, social, organizacional), lida com o ser humano, na sua plenitude e nas suas limitações. Tem por isso, de estar bem regulada, regulamentada e defendida e é interesse de todos que assim seja. Defende-nos não só a nós mas também as pessoas com as quais lidamos.

Relativamente às acusações que são feitas, mais que acusar os outros perante a opinião pública falando por entre linhas, façam as queixas aos orgãos existentes para nos defender.

Mais uma situação, em qualquer país do mundo no qual haja uma ordem à qual queremos pertencer cabe-nos a nós facilitar à mesma o maior número de documentos para que sem sombra de dúvida nos seja atribuído o grau que pretendemos. Esta ordem ainda se dá ao trabalho de, entrando em contacto com os seus futuros membros, pedir mais documentação para permitir 1 avaliação na categoria em que a pessoa se inscreveu. O que é mais do que acontece na maioria dos países, aliás, a seguir o que se passa lá fora, se eu me inscrevesse como membro efectivo e não enviasse documentos suficientes, teria uma resposta negativa e teria de voltar a efectuar uma inscrição (paga no mesmo valor) na categoria na qual me enquadraria.

Mas como sempre cá fazemos tudo mal, cada vez que alguém tenta melhor é mesmo para nos complicar a vida, aliás acho até que me devem conhecer do facebook ou assim e isto foi de propósito... :roll:
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Mensagempor vvvieira » terça ago 03, 2010 8:55 pm

vectrapc Escreveu:A Ordem apenas vem defender o que a CE já implementou em 2005, e que a EFPA designou para os seus membros já em 2002

Ora viva.
Uma questão: é do Europsy que falamos?
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Mensagempor vectrapc » quarta ago 04, 2010 10:16 pm

De certeza que a discussão de criação de 1 ordem durante 30 anos não se deve à criação do Europsy.

Agora, mais que o Europsy, existe Bolonha, que vem permitir a livre circulação de pessoas com formação equiparável por entidades competentes.

O Europsy é uma plataforma comum, que permite o reconhecimento em Psicologia nos Estados membros da CE.

Defendendo o Europsy já vem a EFPA fazendo através dos seus membros, que como bem deve saber, tem sido o Sindicato. Pelo que percebi das eleições do mesmo, sendo o Vvviera eleito como membro de orgão dirigente do mesmo estará em seu poder o conhecimento para nos esclarecer sobre essa situação, daí não perceber a sua pergunta.
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Mensagempor vvvieira » quinta ago 05, 2010 1:25 pm

vectrapc Escreveu:daí não perceber a sua pergunta.

Ou não quer perceber.
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Mensagempor vectrapc » quinta ago 05, 2010 6:42 pm

Eu não represento uma Ordem ou um Sindicato, por isso somente posso falar do que eu penso.

O vvvieira tendo sido eleito pelo sindicato poderá falar do que tem sido feito do Europsy.

Qualquer dos modos, a questão inicial prende-se ao facto de que serão as Universidades as entidades que devem reconhecer os profissionais. A minha resposta será não.

Ao referir o que se passa pelo mundo, estou somente a salientar, que não vivemos numa estufa e sim num jardim aberto ao público e integrado numa realidade global. O que é defendido internacionalmente é o aproximar das formações, daí ter sido implementado o Tratado de Bolonha.

As Universidades têm tido a possibilidade de criar licenciados em Psicologia e vemos bem onde isto nos tem levado. Chegámos a ter 32 cursos de Psicologia em Portugal. Será este ensino de qualidade que queremos manter? É fácil ficar na mesma, difícil é mudar, pior é aceitar a mudança, porque essa implica devir e nós preferimos reclamar sim mas ficar na mesma.
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Mensagempor vvvieira » quinta ago 05, 2010 9:30 pm

Insistamos: é do Europsy que falamos? A pergunta é, parece-me, simples.
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Re: Psicólogo recém-formado

Mensagempor vectrapc » quinta ago 05, 2010 11:04 pm

Não, estou a falar disto:
Simaopsi Escreveu: a inscrição na Ordem é que viabiliza o exercício da profissão, é verdade? A carteira profissional é dada pela Ordem? Não basta pedir o certificado de habilitações à faculdade que me formou (FPCEUP)?

E disto:
Além do mais, penso que a única instituição que nos deve reconhecer enquanto profissional é a instituição que nos formou. Afinal de contas, será que as faculdades não terão nenhum poder na formação de técnicos profissionais ou estará simplesmente a formar "dóceis educativos" e devoradores de DSM's?


E o que referi foi o enquadramento da nossa profissão num quadro global e não só nacional. A bem ou mal, gostando ou não, estamos numa Europa.
Além de que a carteira profissional que dizia Psicólogo passada pelo Ministério do Trabalho era dada a detentores de licenciaturas que não a Psicologia, portanto se queremos ver licenciados em outras áreas a trabalharem como Psicólogos(para além de tudo a que já se assiste) manteremos a situação como tem estado.
Em qualquer país do mundo em que a Psicologia funcione como uma disciplina autónoma , existe 1 entidade que a representa e defende, seja uma ordem, uma federação, um conselho técnico, um colégio...
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Mensagempor vvvieira » quinta ago 05, 2010 11:17 pm

vectrapc Escreveu:Se verificarem com atenção, a Ordem apenas vem defender o que a CE já implementou em 2005, e que a EFPA designou para os seus membros já em 2002.

Sendo que as Universidades apenas contemplam os 5 anos básicos decididos pela Europa (na qual nos enquadramos) agora através de Bolonha, existe 1 ano de supervisão que não está contemplado. Sendo que se designa de prática supervisionada e faz parte de 1 sexto ano de formação.


Volto a perguntar: Europsy?
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Mensagempor vectrapc » sexta ago 06, 2010 6:51 am

Não :roll:
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Acabei o Mestrado Integrado e agora?

Mensagempor coyotezinha » quarta ago 11, 2010 5:12 pm

Olá colegas, terminei o mestrado integrado em julho e agora não sei o que fazer. Espero pelo estágio profissional da ordem ou começo a procurar alguma coisa?

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