Regulamento de Quotas e Taxas da Ordem dos Psicólogos

A regulação e regulamentação da formação e do exercício da psicologia em Portugal. A acreditação e certificação. A organização da classe profissional. Os direitos e deveres laborais. As organizações representativas. A identidade e a imagem dos Psicólogos.

Moderador: Cristina

PSC
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Mensagempor PSC » quinta out 21, 2010 2:00 pm

Bem entao devemos concluir que o diploma que ontem foi publicado estará mal redigido!?

Capitulo III,
n.º 2 do 11.º artigo
"Para poder ser admitido a realizar estágio profissional, o candidato deve inscrever-se previamente na Ordem, na condição de membro estagiário,..."
n.º 3 do 11.º artigo (o que citou descontextualizadamente!)
O candidato considera-se inscrito na Ordem na data da aprovação pela Direcção do projecto de estágio profissional, que deve ocorrer no prazo máximo de 60 dias a contar da sua apresentação."

Aqui temos um problema... é que já muita gente está "aceite" como membros estagiários independentemente da apresentação de projectos de estágio.
E isso é real! não sao "invenções" ou "projecção de desejos" como lhe queira chamar...

Porém, no ponto 3 menciona a existência dum projecto de estágio o que pressupõe a definição de um local de estágio, o qual terá de ser auto-proposto e que à data (como bem diz) ninguém tem.
E mais, muita gente realmente aceite como membro estagiário nem faz ideia de quando terá!...
Ademais, a aceitação de membros estagiários previamente definida no diploma que criou a OPP nao falava em projecto de estágio.
Espera-se q a OPP esclarecerá o que fará com os membros previamente aceites como estagiários... senao estão a estagiar deixam de o ser?
O presente diploma foca-se na aceitação das candidaturas a estágio (as quais tb dependem da inscrição como membro estagiário p quem ainda n o fez), o resto... não é algo q tenha uma reposta cabal (deveria ser, mas as redacçoes deixam espaço à confusao), ate vir cá um alguem da OPP dizer a ou b... eles mesmos n sei que ideia têm, se é que têm uma ideia! :|

E nao venha c sarcasmos pq estamos de acordo com a falta de sentido e pouca legalidade nem que seja moral com que estes procedimentos estão a ser legislados e adoptados no nosso País.
Mas nao é por inscriçoes ou nao que a condiçao de Psicologo estagiário melhora um pouco que seja!
O inscrito ou nao inscrito acaba por na prática ter muito pouca ou mesmo NENHUMA utilidade p o sujeito, só a ordem beneficia ao arrecadar 180e etcs!!


Ana Sofia Oliveira Escreveu:Pode ser uma pergunta estúpida mas...estou a trabalhar e o meu contrato acaba em Agosto de 2011. Tenho que abdicar do meu emprego para fazer um estágio profissional?


Isto não é num fórum que podes saber... é à OPP que deves perguntar. Aqui qdo muito alguém na mesma situação que ja tenha questionado a OPP poderá partilhar o que lhe disseram.
É que p bem ou mal, é à OPP que cabe as decisões e as respostas.

Estarei de acordo se alguém disser que muitas vezes da OPP recebe-se informações vagas e ambíguas, mas isso nao altera em nada quem tem o estatuto de decidir.
O resto somos nós a tomar as nossas próprias decisões / interpretaçoes no grande fosso vazio que está criado, etcs...
Última edição por PSC em quinta out 21, 2010 2:06 pm, editado 1 vez no total.
cule
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Mensagempor cule » quinta out 21, 2010 2:06 pm

Colega Ana Sofia Oliveira,

A sua pergunta parece-me bastante pertinente. Mas gostava de lhe colocar outra: Está disposta a abdicar dos anos de estudo que tem assim como da legalidade do certificado de habilitações que certamente possui?

Veja o endereço que deixei mais acima, pode ajudá-la.

Melhores cumprimentos
pi.r
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Mensagempor pi.r » quinta out 21, 2010 2:13 pm

Caro PSC

Não estou a ser sarcástica e muito menos consigo, que tenho visto há já algum temp a perceber os contornos da situação. É claro que o documento está mal redigido, como estão os anteriores, cheios de incongruências, referências a alíneas que não existem e etc... só não se deu conta quem não os leu.

O meu objectivo foi e continua a ser, apenas, fazer os colegas entenderem que todos os que não são membros efectivos estão actualmente e efectivamente em situação ilegal. Porque só quando as pessoas perceberem que isto é o que a Ordem lhes fez é que começarão a indignar-se e a contestar nos locais próprios esta absurdidade!
fedra
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Mensagempor fedra » quinta out 21, 2010 2:28 pm

Talvez esteja a ser optimistista, mas a elaboração da lei foi pensada para regular as situações, partindo do zero...eu penso que nas situações que já decorrem existirá uma apreciação e senibilidade diferentes...Pelo menos é o que espero, já que estou a terminar um estágio profissional e espero que ela seja tido em conta.
Para quem já trabalha, penso que será igualmente possivel, mantendo as suas condições de trabalho e apresentando-o como estágio...não sei se em termos de vinculo laboral tem algum inconveniente, mas parece-me viável...

Para os mais sensiveis, isto não inviabiliza que haja algumas questões bastantes injustas no normativo :(
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Mensagempor Ana Sofia Oliveira » quinta out 21, 2010 2:31 pm

Já estou a ler o blog...obrigado colega.

Vou enviar um mail à ordem a questioná-los e logo se vê...
pi.r
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Mensagempor pi.r » quinta out 21, 2010 2:40 pm

fedra:

Não está a ser optimista está a iludir-se e a iludir outros. Não se trata do que "pensa" ou a"acredita" mas do que está escrito no regulamento de estágios, publicado em Diário da República. Se reparar, o artigo 25º enuncia as disposições transitórias. Não deixa grandes margens para dúvidas, excepto que, mesmo cumprindo todas as condições (1600 horas de estágio supervisionadas, das quais 2/3 presenciais com possibilidade de ter de frequentar outras formações pagas à Ordem) a Comissão de Estágios pode ou não reconhecer o trabalho desenvolvido, sem ter de apresentar grandes justificações.

E quem trabalha, mesmo que transforme o seu local de trabalho em estágio, sofrerá uma desqualificação: era um profissional autónomo, e deixou de o ser. As entidades patronais vão gostar de pagar o mesmo por um profissional que não é autónomo? E pagarão tendo em conta que outros poderão ocupar aquele lugar sem ser remunerados?

Há uns meses atrás esse "optimismo" era inconsequente mas possível. Ontem deixou de ser.
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Mensagempor PSC » quinta out 21, 2010 2:40 pm

Bem... agora tb acho q foi um pouco de optimismo a mais!!! :D mas tb n quero deixar o optimismo todo de lado ;)

Pois o que poderia n ser mau, neste caso é!
A meu ver, o mal mesmo é que a lei foi feita partindo do zero, mas a vida n pára... a de ninguem... e a lei devia estipular uma data futura a partir da qual *puff* mas nao... a estas leis sistematicamente referem-se ao passado e mais comummente ao presente (presente q nao é estático e a cada segundo q passa tornam-se apenas mais uma referencia passada).
Independentemente disso, a historia da experiencia profissional é só por si um tema de longo debate!! é assumido por qualquer cerebro funcional que tempo de serviço n é sinonimo de bom profissional.

Mas Fedra, coloca apenas 2 hipoteses se entendi o seu post:
- terminar um estágio profissional e espero que ela seja tido em conta;
- para quem já trabalha, penso que será igualmente possivel, mantendo as suas condições de trabalho e apresentando-o como estágio...

Agora haverá muitas mais situaçoes e nao só n estao previstas como no diploma salienta-se que nem seráo previsiveis!!
Haverá milhentas situaçoes diferentes e singulares...
P.ex.: quem ja trabalhou na area mas n o suficiente p o titulo de efectivo e agora está no desemprego?
E mesmo nesta situaçao haverá mtas nuances, quem efectuou esse pouco trabalho antes de abril de 2009, depois de abril de 2009, parte do trabalho antes e outra parte depois,...

O diploma é claro que o minimo sao 12 meses de estágio profissional... e os 6/8/10 meses que já trabalhou?...
Nao vamos ser ingénuos e falar em que pode (será que pode?) ser que a OPP os considere!...
Sim, e mesmo sendo extra optimista relativamente a esse aspecto, a exequibilidade de num novo local de trabalho realizar algo viavel e responsavel em por exemplo 2 meses? LOL 8)

:? Ademais nao sei, mas tais CE já existem ou ainda estão p vir a ser constituidas? (o diploma pode dizer q n fixei e n o tenho agora aqui!)
É que o diploma entra em vigor na data publicaçao, mas quem entretanto tem decisões a tomar fica expectante ou tomará decisões, mas deverá fazê-lo consciente de que podem vir a ser consideradas "ilegais".
Cátia Gomes
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Mensagempor Cátia Gomes » quinta out 21, 2010 3:59 pm

Segundo o que a opp me disse ontem a CE ainda está para ser constituída.
A mim disseram me para aguardar pela sua constituição e so depois propor o estágio. No entanto, pediram m que enviasse o comprovativo da minha experiencia profissional após a inscrição na ordem pois poderia contar como estágio ou parte dele.

Será que acredito nisto? :wink:
afi_fe
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Mensagempor afi_fe » quinta out 21, 2010 4:45 pm

Ana Rita Serra Escreveu:" Logo, não há nada que nos proiba de trabalhar."


Colega,

Quando digo não se pode fazer um outro trabalho em part-time é mesmo pela obrigatoriedade de se fazer um estágio em full-time. Conciliar um estágio de full-time com outro trabalho é mesmo para quem não dorme... Ou em caso de extrema necessidade (mas não dorme na mesma).

Isso sim é o ridículo de isto tudo, obrigar a um estágio a tempo inteiro que não está a ser pago... A ordem deve pensar quê? Que vivemos do ar?
Em vez de servir o nosso interesse só me parece estar a complicar e arranjar "tachinhos" a quem lá trabalha...
darko80
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Mensagempor darko80 » quinta out 21, 2010 5:09 pm

Cátia Gomes Escreveu:Segundo o que a opp me disse ontem a CE ainda está para ser constituída.
A mim disseram me para aguardar pela sua constituição e so depois propor o estágio. No entanto, pediram m que enviasse o comprovativo da minha experiencia profissional após a inscrição na ordem pois poderia contar como estágio ou parte dele.

Será que acredito nisto? :wink:


Para onde é que enviamos o comprovativo da experiência profissional entretanto adquirida, alguém sabe?
Ana Sofia Oliveira
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Mensagempor Ana Sofia Oliveira » quinta out 21, 2010 5:10 pm

Aqui está...

A minha questão:

Face ao regulamento de estágios emitido, tenho 2 questões: encontro-me a trabalhar a tempo inteiro.Tenho que abdicar do meu trabalho remunerado? (não coloquei a 2ª questão por falta de caracteres)

A resposta:

Informamos que, de acordo com o Art. 5º do Regulamento de Estágios Profissionais, a Ordem procederá à nomeação de uma Comissão de Estágios que, no âmbito das suas competências, poderá propor a aceitação de estágios profissionais ou experiências profissionais iniciadas antes da entrada em vigor do Regulamento (cf. Art. 8º do Regulamento de Estágios Profissionais). Nesse sentido, a referida Comissão tentará salvaguardar as experiências profissionais já iniciadas analisando, caso a caso, a situação de cada Membro Estagiário no sentido de reconhecer a experiência entretanto adquirida, através da apreciação do tempo de trabalho e/ou de estágio e das funções exercidas; assim, o candidato poderá ser dispensado da obrigatoriedade de realização de estágio profissional ou ter que realizar apenas parte do tempo de estágio exigido pelo Regulamento.

Deverá, por isso, aguardar a nomeação da Comissão de Estágios, que irá pronunciar-se sobre a sua situação. Para agilizar este processo, sugerimos, entretanto, que nos remeta toda a informação adicional relativa à experiência profissional adquirida após ter efectuado a sua inscrição. A mesma poderá ser enviada pelo correio ou para o presente endereço de e-mail (estágios@ordemdospsicologos.pt). Esclarecemos que os comprovativos de experiência a enviar deverão conter data de emissão, uma descrição das funções exercidas, bem como data de início (e término, se for o caso) das mesmas. Em nenhuma circunstância poderão ser assinados pelo próprio.
Cátia Gomes
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Mensagempor Cátia Gomes » quinta out 21, 2010 6:08 pm

sugerimos, entretanto, que nos remeta todas a informação adicional relativa à experiência profissional adquirida após ter efectuado a sua inscrição.
A mesma poderá ser enviada pelo correio ou para o presente endereço de e-mail (estágios@ordemdospsicologos.pt).

Esclarecemos que os comprovativos de experiência a enviar deverão conter data de emissão, uma descrição das funções exercidas, bem como data de início e término das mesmas. Em nenhuma circunstância poderão ser assinados pelo próprio.

Colega Ana a minha situação é muito semelhante à sua e recebi exactamente a mesma resposta ao contactar a opp!

Saudações
Cristina Silva
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Mensagempor Cristina Silva » quinta out 21, 2010 6:23 pm

afi_fe Escreveu:
Ana Rita Serra Escreveu:" Logo, não há nada que nos proiba de trabalhar."


Colega,

Quando digo não se pode fazer um outro trabalho em part-time é mesmo pela obrigatoriedade de se fazer um estágio em full-time. Conciliar um estágio de full-time com outro trabalho é mesmo para quem não dorme... Ou em caso de extrema necessidade (mas não dorme na mesma).

Isso sim é o ridículo de isto tudo, obrigar a um estágio a tempo inteiro que não está a ser pago... A ordem deve pensar quê? Que vivemos do ar?
Em vez de servir o nosso interesse só me parece estar a complicar e arranjar "tachinhos" a quem lá trabalha...



Só queria dizer que eu consegui viver de uma remuneração miserável de um PART-TIME que fazia num CALL CENTER, durante os 3 anos de estágio profissional que fiz num Hospital Público, sem qualquer remuneração e sem cunhas. E se trabalhei profissionalmente nesse estágio!

Foi um estágio auto proposto, pelo qual tive de lutar (Fui pessoalmente falar com a pessoa responsável porque não recebia nenhuma resposta. Estive à espera uma manhã …. etc.). É triste uma pessoa ainda ter que lutar para trabalhar gratuitamente, para ter uma oportunidade de exercer naquilo que se formou. E acreditem que cheguei a ter NÃOS, a propostas que fiz para trabalhar voluntariamente (pois não tinha outra hipótese, mesmo sendo contra essa situação).

Hoje sou membro efectivo na Ordem, 9 anos depois de me licenciar, 9 anos a exercer clínica, e apesar de até hoje nunca ter conseguido ser contratada (e remunerada) como psicóloga (após centenas e centenas de respostas a anúncios, concursos públicos, recrutamentos, etc., a maioria deles viciados, alguns que acabaram por ser anulados por não estarem de acordo com as directivas legislativas, a ver prevalecer as cunhas flagrantes – serem colocadas pessoas que ainda nem tinham acabado o curso, etc.), estou realmente feliz por termos ORDEM, e por ela estar a funcionar.

Naturalmente que deprimi neste caminho! E ainda por cima não tínhamos ainda uma ORDEM.
Para já é preciso que a ORDEM estabeleça estruturas essenciais como estes regulamentos aqui tão criticados (muita da critica centrada nas dificuldades pessoais, que eu entendo, mas que podem contaminar o senso).

Estou feliz por termos uma Entidade máxima a regular a nossa profissão, a NOSSA ORDEM, pois a desordem começa a ser combatida e creio que com o tempo, e tendo em conta as mudanças necessárias no que ao panorama moral, político e social do país diz respeito, vamos conquistar o pretendido.

Acrescento que hoje continuo a exercer psicologia (no ramo psicoterapêutico) mas em part-time, e em regime privado (e não consigo suportar a vida com este trabalho). Gostaria muito de exercer no SNS mas como todos sabemos, o Ministério da Saúde há anos que não integra psicólogos no Sistema, apesar das mais que conhecidas necessidades.
Para poder fazer face à vida, trabalho num Organismo ligado à área da intervenção comunitária mas contratada como uma Técnica, entre outras de várias formações, (não como psicóloga, apesar de contribuir muito com o meu conhecimento, experiência e formação, sem ser paga por isso), e tenho de me contentar (mesmo como Técnica Superior) com um salário abaixo dos 900€, e com isso continuar a pagar a minha formação pós-superior especializada, supervisão, análise pessoal, agora a Ordem, etc. (o que é pesado financeiramente e quase nada sobra para o resto das despesas da vida, quanto mais poupar!).

Mas tenho esperança de um dia conseguir dedicar-me a 100% à minha área de eleição (o exercício clínico e a psicoterapia) e ser remunerada adequadamente como tal.

Isto tudo só para dizer que as coisas continuam difíceis, mas não tenham dúvida de que eram, e seriam bem piores, sem a NOSSA ORDEM.

Quanto aos estágios profissionais, diz no ponto 6 do artigo 17º: "A Entidade receptora do estágio profissional deve proporcionar uma remuneração ao Psicólogo Estagiário, o qual (o estagiário), A TÍTULO EXCEPCIONAL, pode aceitar que o estágio profissional não seja remunerado".

É preciso agora trabalhar no sentido de as Entidades receptoras passarem a pagar (pois trata-se de um profissional, em início de actividade, a contribuir com o seu trabalho para a produtividade, melhoria, etc.). Infelizmente esta conquista, não depende apenas da ORDEM (fazendo pressão para a mudança e exigindo o exigível) mas também da mudança de paradigma moral, político e social do país.

Ainda bem que hoje têm, e podem contar, com a ORDEM. Eu, e muitos outros colegas, nessa fase da nossa formação, não podemos contar com ela! Talvez as coisas fossem agora mais fáceis para os mais novos, mas estamos no CAMINHO.

Não desmoralizem pois ser psicólogo faz cada vez mais sentido! Mas exige muito …. e ainda bem que assim o é, pois a responsabilidade da intervenção assim o dita.

Mais vale haver poucos psicólogos de qualidade, bem formados e reconhecidos (sendo que esse reconhecimento é hoje feito com a entrada e aceitação na ORDEM, tal como nas outras profissões que são reguladas profissionalmente pela sua Ordem), do que muitos psicólogos mas sem qualidade…isso sim, denigre a profissão!

Quem não tiver qualidade para ser psicólogo, terá com certeza qualidade para trabalhar noutra coisa qualquer. Nem todos podem ser psicólogos mesmo que se tenham formado academicamente nessa área.

Espero que o meu testemunho ajude a alguns a lidar melhor com as angústias e a frustrações que vão assolando quando tudo parece ir contra o que pretendemos.

Bem-haja a todos.
Cristina Silva
raquel.andre
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Mensagempor raquel.andre » quinta out 21, 2010 7:15 pm

alguém sabe se este regulamento tem efeitos rectroactivos?
cule
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Mensagempor cule » quinta out 21, 2010 7:48 pm

Cara raquel.andre,

É exactamente isso que se tem vindo a discutir. No que se refere aos estágios e passagem a membro efectivo da ordem.

Quem terminou o curso antes de Dezembro de 2007 tem de ter 18 meses de prática comprovada;

Quem acabou depois de Dez 2007 e fez estágio curricular, tem de fazer estágio profissional de 12 meses; quem não fez estágio curricular, tem de fazer estágio profissional de 18 meses.

Cumprimentos
vectrapc
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Mensagempor vectrapc » quinta out 21, 2010 8:04 pm

Geralmente a data de entrada em vigor é a data de publicação em DR, a menos que no documento diga alguma outra data que não é o caso.

Da minha leitura do documento:
- o estágio é remunerado a menos que o candidato "decida" abdicar dessa remuneração;
- terão de efectuar 1600 horas que podem ter duração de 12 a 18 meses;
- terão de efectuar 2400 que podem ter duração de 18 a 24 meses;
- além do relatório de estágio terão de efectuar formação na ordem e outra formação poderá ser contabilizada;
- o orientador tem obrigatoriamente de ser membro efectivo da Ordem (ou seja Psicólogo);
o estágio é auto-proposto DENTRO dos locais de estágio já definidos pela Ordem ou então será necessário estabelecer protocolo ( haverá uma lista de locais de onde o candidato deverá escolher o local de estágio? é a minha leitura);
- a CE poderá efectuar todas as deligências para verificar as condições do estágio;
- nas disposições transitórias poderá haver uma equivalência ao estágio profissional se o candidato tiver 1600 horas comprovadas de experiência em Psicologia orientado por um Psicólogo ou poderá ser pedida formação na Ordem.


Já agora outro ponto que tem levantado celeuma:


Artigo 358.º - Usurpação de funções


Quem:
a) Sem para tal estar autorizado, exercer funções ou praticar actos próprios de funcionário, de comando militar ou de força de segurança pública, arrogando-se, expressa ou tacitamente, essa qualidade;
b) Exercer profissão, para a qual a lei exige título ou preenchimento de certas condições, arrogando-se, expressa ou tacitamente, possuí-lo ou preenchê-las, quando o não possui ou as não preenche; ou
c) Continuar no exercício de funções públicas, depois de lhe ter sido oficialmente notificada demissão ou suspensão de funções;

é punido com pena de prisão até 2 anos ou com pena de multa até 240 dias.


Os casos que existam de pessoas a exercer Psicologia sem que tenham habilitações como tal devem ser encaminhados para o Ministério Público porque são crime. Os que têm formação em Psicologia, estão inscritos na Ordem e não preencham os critérios podem ter medidas disciplinares internas.
É melhor acender uma vela do que amaldiçoar a escuridão
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Mensagempor psiana » quinta out 21, 2010 9:23 pm

cristinapereira Escreveu: Nesse documento também reparei que falam em psicólogos especialistas. Até agora só tinha visto membros efectivos vs estagiários. Quem são os psicólogos especialistas? Quem tem mais de 5 anos de experiência?


:shock:
Os psicólogos Especialistas são os psicólogos que fizeram estágio de carreira e que são posteriormente designados de "Psicólogos Clínicos" ou melhor "Técnicos Superiores de Saúde - Ramo Psicologia Clínica". Apesar de muitos dizermos que somos psicólogos clínicos, só quem fez este estágio é que, efectivamente, o é. Este estágio é obrigatório para ingressar no SNS e obedece a uma progressão (estagiário, assistente, assistente principal, assessor,...).
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Mensagempor Cristina Silva » quinta out 21, 2010 9:57 pm

psiana Escreveu:
cristinapereira Escreveu: Nesse documento também reparei que falam em psicólogos especialistas. Até agora só tinha visto membros efectivos vs estagiários. Quem são os psicólogos especialistas? Quem tem mais de 5 anos de experiência?


:shock:
Os psicólogos Especialistas são os psicólogos que fizeram estágio de carreira e que são posteriormente designados de "Psicólogos Clínicos" ou melhor "Técnicos Superiores de Saúde - Ramo Psicologia Clínica". Apesar de muitos dizermos que somos psicólogos clínicos, só quem fez este estágio é que, efectivamente, o é. Este estágio é obrigatório para ingressar no SNS e obedece a uma progressão (estagiário, assistente, assistente principal, assessor,...).


Psiana, mas aqui, parece-me que estamos a falar de outra coisa. Acho que tem mais a ver com a formação especializada nas várias Escolas de Especialidades (que obriga a uma formação específica nas Associações e Escolas próprias).

Por exemplo:um psicólogo que faça uma formação especializada na Associação Portuguesa de Psicodrama, pode depois fazer a certificação na Ordem, de Psicólogo Especialista (já sendo membro efectivo) na área em questão (ex: forense, em psicoterapia x, y, ou z, especialista na intervenção psicológica na doença x, y ou z, na perturbação x, y, ou z, na intervenção na crise ..... e por aí fora ), passando de membro efectivo a membro especialista.
Parece-me que tem mais a ver com isso e não com os estágios de carreira do SNS (essa é uma regulamentação específica para ingressar no SNS como Técnico Superior de Saúde, e portanto só podiam ser especialistas esses, o que não corresponde à realidade. Há psicólogos especialistas que podem nunca ter trabalhado no SNS)
Penso eu, mas não sei se estou a interpretar bem.
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Mensagempor Ana Rita » quinta out 21, 2010 11:14 pm

Cristina Silva Escreveu: Para já é preciso que a ORDEM estabeleça estruturas essenciais como estes regulamentos aqui tão criticados (muita da critica centrada nas dificuldades pessoais, que eu entendo, mas que podem contaminar o senso).


Exactamente, por esse motivo salientei que nas críticas não colocassem tudo no mesmo saco, sob risco de sermos descredibilizados nessas mesmas críticas.
Se caíres sete vezes, levanta-te oito.
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Mensagempor PSC » sexta out 22, 2010 2:01 am

Cristina Silva Escreveu:Isto tudo só para dizer que as coisas continuam difíceis, mas não tenham dúvida de que eram, e seriam bem piores, sem a NOSSA ORDEM.

....

Ainda bem que hoje têm, e podem contar, com a ORDEM. Eu, e muitos outros colegas, nessa fase da nossa formação, não podemos contar com ela! Talvez as coisas fossem agora mais fáceis para os mais novos, mas estamos no CAMINHO.

Bem podia continuar a replicar a sua felicidade pela ordem que tanto almejava... só nao espere q partilhe essa sua manifestação!!!
Ademais este ultimo paragrafo que transcrevo quase parece uma ironia ou ovação à ordem, como se a ordem tenha vindo a mostrar algum tipo de apoio ao comum dos psicologos!!! mais faceis p os mais novos? eu tenho pena deles caramba!!!
Nao é um caso de "dificuldades pessoais", pq o meu até devo resolver.
Simplesmente nao vejo beneficios p os psicologos em geral c a chegada desta ordem, nem me congratulo pela sua existência. Tb nem por nada que ela tenha feito até agora, nem tenho expectativa que me vá agradar.
E só lamento alguma vez na minha inocencia ha cerca de 10 anos atrás quando andava no curso ter achado que era uma boa ideia! ...nao conhecia o mundo do trabalho...

Tb n concordo com o voluntariado tecnico que parece que realizou, ainda menos que conte como experiencia e, ainda menos, que estes estágios profissionais da ordem venham agora promovê-lo!!!

E qto a isto nao vamos ser obtusos... há coisas ainda um pouco tremidas, que dependem da existencia da CE, do que venham a reconhecer, decidir, etc.
Mas qto a isto acho um gozo/ironia estarem a dizer que nao será "voluntariado à força"... auto-proposto 8)
Se o membro estagiario (e vao ser MTOSs!) precisa do estagio e esse pode ser a custo zero p a instituiçao quem no seu perfeito juizo nao vê a malta a rir pensando ter-nos à borla? mas qual respeito pela profissao! qual exigir que nos paguem o estagio!? excepcionalmente? mas vivem no mesmo Portugal que eu? sério?.. Então nao dá p acreditar!
Pq será tudo o oposto.
Nao é ironia. É que nao dá mesmo p acreditar que esse cenário nao se torne real.
Nem que voces acreditem no que estao a dizer! boa parte de vós escreve por esse forum e nunca me apercebi que nao tivessem os pés assentes na terra.

Ademais, voltando agora ao seu testemunho Cristina fiquei sem entender se
apesar de até hoje nunca ter conseguido ser contratada (e remunerada) como psicóloga

como é que
Acrescento que hoje continuo a exercer psicologia (no ramo psicoterapêutico) mas em part-time, e em regime privado (e não consigo suportar a vida com este trabalho).

... :?
Apenas nem entendi o seu testemunho p alem da ovaçao à ordem :!:

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