Estágios profissionais para a Ordem dos Psicólogos

A regulação e regulamentação da formação e do exercício da psicologia em Portugal. A acreditação e certificação. A organização da classe profissional. Os direitos e deveres laborais. As organizações representativas. A identidade e a imagem dos Psicólogos.

Moderador: Cristina

pi.r
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Mensagempor pi.r » quarta nov 03, 2010 9:31 pm

Cristina, eu entendo, palavra que entendo o seu argumento, percebo que durante anos deve ter presenciado e tido conhecimento de milhares de situações deploráveis, de cunhas, de más práticas, de uso abusivo do título e que vê na ordem a possibilidade de se "ordenar esse caos". Eu compreendo esse argumento em abstracto, seria solidária com ele, em abstracto, mas acontece que a ordem já não é uma ideia abstracta, já tem estatutos e orgãos. Portanto o que eu agora posso discutir são esses estatutos e esses orgãos.

Quanto aos estatutos ainda não ouvi nenhum parecer jurídico (e olhe que já ouvi bastantes) que defenda o que consta do artigo 84º. E repare que, do ponto de vista da criação de uma ordem, que é o que estamos a falar, esse artigo é supremamente importante, na medida em que define as condições de inscrição daqueles que acederam à profissão antes da Ordem existir. Todas as ordens tiveram um início. Todas as profissões tiveram uma regulação anterior às suas ordens, e a psicologia tinha regulação, que podia não estar a ser cumprida em muitos casos, mas existia. O facto de não se respeitarem regulações não as faz desaparecer. A actividade do psicólogo era regulada pela Autoridade para as Condições do Trabalho. O que nunca aconteceu em nenhuma profissão foi iniciar-se uma ordem e não se integrar os profissionais todos. E com profissionais refiro todos os que, antes da ordem existir plenamente e poder regular a profissão, estavam em condições de exercer por terem habilitações académicas adequadas.

Além da questão desse artigo, há nos estatutos a referência à obrigatoriedade de estágio profissional para todos os futuros membros. Poderemos, aqui, não concordar, porque aqui sim é uma questão de opinião. O que eu penso sobre isso é que os estágios, da forma como estão pensados não garantem absolutamente nada a não ser o trabalho escravo e o pagamento de taxas à ordem. E não considero aceitável que um curso superior de 5 anos, com prática profissional supervisionada incluída, não confira habilitações profissionais nenhumas, sobretudo quando, no nosso país, não há mais nenhum curso nessa situação.
Muito diferente e resolvendo muitos dos problemas postos pelo estágio, seria a obrigatoriedade de prática supervisionada, e aí falo apenas em relação à clínica, porque não tenho conhecimento suficiente para me pronunciar relativamente ás outras áreas. Nesse caso as pessoas estariam habilitadas a exercer, quantas horas quisessem/conseguissem, mas teriam de garantir supervisão. Acabaria com o problema da escravatura, acabaria com o agravamento das condições do mercado e não retiraria a ninguém a possibilidade de alguma vez vir a ser psicólogo por não poder pagar um ano de estágio voluntário.

2. Quanto aos orgãos, não estou satisfeita com orgãos eleitos por uma larga minoria de psicólogos, que defenderam uma lei que não julgo promover a qualificação dos psicólogos mas apenas a sua divisão ao mesmo tempo que diminui a concorrência.

Concluindo, Cristina, não estou satisfeita com a maioria dos aspectos reais e concretos desta Ordem, porque é esta que temos, e não outra. E tenho sérias preocupações em relação ao futuro, uma vez que os estatutos e os regulamentos deixam em aberto a possibilidade de uma série de decisões discricionárias. Portanto, se antes a preocupação era sobretudo a da desqualificação, ela entretanto ampliou-se, pela forma como decorreu o processo de inscrições, o processo eleitoral, e como foram definidos os estágios. Esta ordem está muito muito longe do que, na minha opinião (e aqui, sublinho é só uma questão de opinião e não matéria de facto como a questão da inconstitucionalidade) seria positivo para os psicólogos e para aqueles que recorrem aos seus serviços nas mais variadas áreas. E está muito perto de formas de poder que me preocupam e me impelem, pela educação que tive e os princípios que me foram trasmitidos, a uma participação cívica consciente e responsável.
Cristina Silva
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Mensagempor Cristina Silva » quarta nov 03, 2010 11:02 pm

pi.r Escreveu:
"Portanto o que eu agora posso discutir são esses estatutos e esses orgãos".

E discute e com todo o direito! e esse é um direito de que não podemos prescindir.

"E não considero aceitável que um curso superior de 5 anos, com prática profissional supervisionada incluída, não confira habilitações profissionais nenhumas, sobretudo quando, no nosso país, não há mais nenhum curso nessa situação".

Não é bem prática profissional. É mais uma aprendizagem inserida na formação académica, em ambiente profissional. Não substitui o estágio profissional, pois nun caso ainda és estudante e no outro tens de responder como profissional (e eu pessoalmente sei bem as diferenças pois passei por ambas).[/i]

[i]Outro ponto a discutir é o das habilitações profissionais que o curso confere (à semelhança do jurista e do advogado) e nesse ponto estamos de acordo, pois tal pode ser definido sem chocar uma coisa com a outra, pois ninguém pode tirar o facto de a licenciatura habilitar para algo (via académica, via da investigação, entre outras)[/i]

"Muito diferente e resolvendo muitos dos problemas postos pelo estágio, seria a obrigatoriedade de prática supervisionada, e aí falo apenas em relação à clínica, porque não tenho conhecimento suficiente para me pronunciar relativamente ás outras áreas. Nesse caso as pessoas estariam habilitadas a exercer, quantas horas quisessem/conseguissem, mas teriam de garantir supervisão. Acabaria com o problema da escravatura, acabaria com o agravamento das condições do mercado e não retiraria a ninguém a possibilidade de alguma vez vir a ser psicólogo por não poder pagar um ano de estágio voluntário".

[i]Mas o objectivo do estágio profissional é exactamente esse: garantir a prática Orientada/Supervisionada, e tem que haver horas mínimas, pois tal parece-me essencial para a questão da igualdade (o número de horas, especificamente, é uma questão de fundamento, mas não concordo com a ideia "das horas que quisessem/conseguissem")[/i]

"Quanto aos orgãos, não estou satisfeita com orgãos eleitos por uma larga minoria de psicólogos, que defenderam uma lei que não julgo promover a qualificação dos psicólogos mas apenas a sua divisão ao mesmo tempo que diminui a concorrência".

[i]Para mim, dignifica a profissão, que é algo mais importante neste momento do que a concorrência, pois só depois da dignificação é que a concorrência deve tomar lugar (o que vai acontecer, não tenho dúvida, depois desta fase inicial do que é novo: uma Ordem e os seus regulamentos)


Esta ordem está muito muito longe do que, na minha opinião (e aqui, sublinho é só uma questão de opinião e não matéria de facto como a questão da inconstitucionalidade) seria positivo para os psicólogos e para aqueles que recorrem aos seus serviços nas mais variadas áreas. E está muito perto de formas de poder que me preocupam e me impelem, pela educação que tive e os princípios que me foram trasmitidos, a uma participação cívica consciente e responsável.

Essas formas de poder também me preocupam e incomodam (e não podem tomar lugar, sendo que seria ainda mais vergonhoso se tal acontecesse nesta compreensão específica, que é a psicologia). Mas neste momento, parece-me que a Ordem precisa de exercer o poder necessário (depois de tantos anos de Desordem), que é regular. A mim parece-me que tudo depois tomará o seu caminho em harmonia, mas cá estarei para me insurgir e combater, se constatar que os representantes da Ordem (que serão sempre eleitos), sejam estes ou outros, se transformam em "abusadores do poder". Nisso estamos juntas.
Última edição por Cristina Silva em quinta nov 04, 2010 1:47 pm, editado 1 vez no total.
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Mensagempor vvvieira » quarta nov 03, 2010 11:11 pm

Cristina Silva Escreveu:Qual pergunta? Relembre pois deve ter-me escapado.

Foi noutro tópico - ver este link: http://www.psicologia.com.pt/forum/viewtopic.php?t=10603&postdays=0&postorder=asc&highlight=fingir&start=100 e era esta:
"Pergunta: porque é que em 1985, 1995 ou 2005 haveria apenas um ou dois psicólogos "a fingir", mas todos os que tenham concluído em 2007 já eram "a fingir" ? "

E até relembro isto:

Cristina Silva Escreveu:Além do mais, eu estou aqui apenas a tentar compreender esta questão tão complexa, colocando também as minhas dúvidas e as minhas ideias quanto ao assunto.


Porém, como se vê dos seus posts, a colega já não tem dúvidas nenhumas, já optou por aceitar que o Artigo 84º é perfeitamente justificado e aceitável.

Cristina Silva Escreveu:Se a Ordem ao definir os estatutos, define o artigo 84º (o grande monstro!), não o fará por leviandade (e só para desqualificar os licenciados de 2007), e também não será com certeza porque os legisladores são todos uma cambada de burros.


Sobre isto, cabe dizer não foi a Ordem que "definiu" (quereria certamente dizer "inscreveu" no Estatuto) o artigo 84º, mas sim os deputados da Comissão de Trabalho, uma semana antes da votação final da Lei. A menos que esteja a comprovar que houve "mãozinha" de alguém que antes de o ser já o era a meter esse artigo.

E aqui cabe perguntar:
-se nem as propostas iniciais, nem o primeiro texto de substituição, exigiam tal requisito
-se a Lei 6/2008 não o exige
-se este requisito só foi enxertado no Estatuto uma semana antes da aprovação final da Lei, já em período de férias parlamentares...

...isto aproveita a quem?
O futuro está à nossa frente. Cabe-nos fazê-lo melhor.
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Mensagempor Cristina Silva » quarta nov 03, 2010 11:40 pm

vvvieira Escreveu:
Cristina Silva Escreveu:Qual pergunta? Relembre pois deve ter-me escapado.

Foi noutro tópico - ver este link: http://www.psicologia.com.pt/forum/viewtopic.php?t=10603&postdays=0&postorder=asc&highlight=fingir&start=100 e era esta:
"Pergunta: porque é que em 1985, 1995 ou 2005 haveria apenas um ou dois psicólogos "a fingir", mas todos os que tenham concluído em 2007 já eram "a fingir" ? "

E até relembro isto:

Cristina Silva Escreveu:Além do mais, eu estou aqui apenas a tentar compreender esta questão tão complexa, colocando também as minhas dúvidas e as minhas ideias quanto ao assunto.


Porém, como se vê dos seus posts, a colega já não tem dúvidas nenhumas, já optou por aceitar que o Artigo 84º é perfeitamente justificado e aceitável.

Cristina Silva Escreveu:Se a Ordem ao definir os estatutos, define o artigo 84º (o grande monstro!), não o fará por leviandade (e só para desqualificar os licenciados de 2007), e também não será com certeza porque os legisladores são todos uma cambada de burros.


Sobre isto, cabe dizer não foi a Ordem que "definiu" (quereria certamente dizer "inscreveu" no Estatuto) o artigo 84º, mas sim os deputados da Comissão de Trabalho, uma semana antes da votação final da Lei. A menos que esteja a comprovar que houve "mãozinha" de alguém que antes de o ser já o era a meter esse artigo.

E aqui cabe perguntar:
-se nem as propostas iniciais, nem o primeiro texto de substituição, exigiam tal requisito
-se a Lei 6/2008 não o exige
-se este requisito só foi enxertado no Estatuto uma semana antes da aprovação final da Lei, já em período de férias parlamentares...

...isto aproveita a quem?


Caro vvvieira, não vou sequer entrar no seu "jogo", pois não tenho muita paciência para esse tipo de argumentação, e permita-me essa liberdade, pois na troca de ideias que entretanto fui tendo com a pi.r (com civismo e consciência de ambas as partes), não preciso de explicar mais o meu pensar, sentir e as questões que me foram surgindo perante toda esta questão.

Uma boa noite para si pois agora vou saborosamente para o sono e entregar-me à vida onírica.
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Mensagempor vvvieira » quinta nov 04, 2010 9:55 am

Mas porque será que ninguém tenta sequer explicar o "enxerto", à última hora e sem reflexão alguma, do artigo 84º?

Bem.

Como nota final para a colega Cristina Silva, neste momento e face à aplicação da Lei 57/2008, há 4 tipos de pessoas na área da Psicologia:

-os que foram já considerados membros efectivos da OPP (não importando a forma como tal ocorreu) e por isso podem exercer a profissão sem mais entraves
-os que foram desqualificados por terem concluído a sua formação entre 16 de Outubro de 2007 (ou mesmo antes) e 4 de Outubro de 2008, data da entrada da OPP no quadro normativo
-os que concluíram a formação depois de 4 de Outubro de 2008, ou estão ainda a estudar, e que enfrentam novas exigências sem terem sido ouvidos, estando na contingência de ter de pagar um estágio sem quaisquer garantias de defesa e sem qualquer suporte técnico-científico apreciável (mera opinião de pares)
-os que estão agora a pensar ingressar em cursos de Psicologia

Apenas os últimos têm acesso à informação essencial sobre a nova forma de organização. Todos os outros foram, como se diz na gíria, "apanhados na curva".

E ocorre que alguém que tenha concluído o seu curso em 1985, tenha exercido (ou, pelo menos, tenha estado inscrito nas Finanças como Psicólogo) durante 18 meses, e desde então se tenha dedicado ao cultivo de abóboras, pode requerer a imediata admissão como membro efectivo da OPP, apesar de estar completamente desfasado das realidades da profissão.

E ocorre também que outra(s) pessoa(s) continua(m) na situação de "estagiário" (figura inexistente na Lei e no Estatuto), apesar de formado(s) em 2007 e conhecedor(es) dos mais recentes avanços da ciência, mas porque em 16 de Abril de 2009 tinha(m) um tempo de exercício de (por exemplo) 17 meses e meio, e só se saberá a sua sorte quando a Comissão de Estágios (que ainda não existe, e que será constituída por pessoas cujo valor científico se desconhece, pois apenas terão de possuir 5 anos de prática profissional...) apreciar o caso e decidir quanto tempo, daqueles 17 meses e meio, conta como equivalente a estágio.

Poderá ocorrer que, se a Comissão apreciar o processo em Janeiro de 2011, o tempo de exercício será então de 38 meses. Mas, se a CE considerar que apenas contam 5 meses e meio... terá de ir fazer um estágio. Não remunerado, evidentemente.

Já em 1984 (sim, há 26 anos atrás, colega!) já vários colegas, na FPCEUP, considerávamos e reflectíamos sobre o interesse e vantagens de uma Ordem. Mas nunca nos passou pela cabeça que, a ser criada, ela viesse dividir e desqualificar os psicólogos; sempre a pensamos como algo que, elo contrário, os unisse. Que não foi o que aconteceu.

Mas a procissão ainda vai no adro.
O futuro está à nossa frente. Cabe-nos fazê-lo melhor.
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Mensagempor Cristina Silva » quinta nov 04, 2010 1:32 pm

vvvieira Escreveu:
E ocorre também que outra(s) pessoa(s) continua(m) na situação de "estagiário" (figura inexistente na Lei e no Estatuto), apesar de formado(s) em 2007 e conhecedor(es) dos mais recentes avanços da ciência, mas porque em 16 de Abril de 2009 tinha(m) um tempo de exercício de (por exemplo) 17 meses e meio, e só se saberá a sua sorte quando a Comissão de Estágios (que ainda não existe, e que será constituída por pessoas cujo valor científico se desconhece, pois apenas terão de possuir 5 anos de prática profissional...) apreciar o caso e decidir quanto tempo, daqueles 17 meses e meio, conta como equivalente a estágio.



Está explicado qual é o seu real problema!
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Mensagempor Zimbardo » quinta nov 04, 2010 3:21 pm

Cristina Silva Escreveu:
vvvieira Escreveu:
E ocorre também que outra(s) pessoa(s) continua(m) na situação de "estagiário" (figura inexistente na Lei e no Estatuto), apesar de formado(s) em 2007 e conhecedor(es) dos mais recentes avanços da ciência, mas porque em 16 de Abril de 2009 tinha(m) um tempo de exercício de (por exemplo) 17 meses e meio, e só se saberá a sua sorte quando a Comissão de Estágios (que ainda não existe, e que será constituída por pessoas cujo valor científico se desconhece, pois apenas terão de possuir 5 anos de prática profissional...) apreciar o caso e decidir quanto tempo, daqueles 17 meses e meio, conta como equivalente a estágio.



Está explicado qual é o seu real problema!


Pois está. Como para si não é um problema, está explicado o seu real interesse nesta questão.
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Mensagempor vvvieira » quinta nov 04, 2010 4:13 pm

Cristina Silva Escreveu:Está explicado qual é o seu real problema!


Se julga que o exemplo dado é o meu, está errada.
Mas é um exemplo do que (muito provavelmente) ocorreu.
E cabe perguntar em que é que uma pessoa com 17 meses de exercício profissional é diferente de uma pessoa com 18 meses de experiência profissional: enquanto o primeiro está, ainda hoje, na condição de "estagiário", e estará até que a Comissão de Estágios aprecie o seu processo, o segundo foi considerado membro efectivo a tempo de participar (se é que se pode chamar isso) nas primeiras eleições da OPP.

Quanto a mim e para que não fique com dúvidas, interrompi o curso em 1986 por divergências com a direcção da FPCEUP, retomei-o por insistências várias em 2005 e terminei em 2008, no dia 16 de Julho, dois dias antes da aprovação da Lei 57/2008.

Ou seja, o meu "real problema" é que estamos perante uma situação de desrespeito de normas constitucionais. Se acha que é pouco, não sei que mais lhe diga.
O futuro está à nossa frente. Cabe-nos fazê-lo melhor.
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Mensagempor Cristina Silva » quinta nov 04, 2010 7:19 pm

vvvieira Escreveu:
Cristina Silva Escreveu:Está explicado qual é o seu real problema!


Se julga que o exemplo dado é o meu, está errada.
Mas é um exemplo do que (muito provavelmente) ocorreu.
E cabe perguntar em que é que uma pessoa com 17 meses de exercício profissional é diferente de uma pessoa com 18 meses de experiência profissional: enquanto o primeiro está, ainda hoje, na condição de "estagiário", e estará até que a Comissão de Estágios aprecie o seu processo, o segundo foi considerado membro efectivo a tempo de participar (se é que se pode chamar isso) nas primeiras eleições da OPP.

Quanto a mim e para que não fique com dúvidas, interrompi o curso em 1986 por divergências com a direcção da FPCEUP, retomei-o por insistências várias em 2005 e terminei em 2008, no dia 16 de Julho, dois dias antes da aprovação da Lei 57/2008.

Ou seja, o meu "real problema" é que estamos perante uma situação de desrespeito de normas constitucionais. Se acha que é pouco, não sei que mais lhe diga.




Caro vvvieira, não vou continuar a responder pois senão entramos num círculo doentio.
Eu já me expressei clara e suficientemente quanto ao problema (inclusive na questão da Constitucionalidade, que poderá não se revelar um fundamento assim tão "trigo limpo, farinha amparo" como desejam). E apesar de estar a fazer o papel do "advogado do diabo" (tentando pensar além do óbvio), não significa que não perceba perfeitamente o sentimento de injustiça sentido por muitos, mesmo não o estando a viver na pele.

Bem-Haja vvvieira!
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Mensagempor Cristina Silva » quinta nov 04, 2010 7:20 pm

Zimbardo Escreveu:
Cristina Silva Escreveu:
vvvieira Escreveu:
E ocorre também que outra(s) pessoa(s) continua(m) na situação de "estagiário" (figura inexistente na Lei e no Estatuto), apesar de formado(s) em 2007 e conhecedor(es) dos mais recentes avanços da ciência, mas porque em 16 de Abril de 2009 tinha(m) um tempo de exercício de (por exemplo) 17 meses e meio, e só se saberá a sua sorte quando a Comissão de Estágios (que ainda não existe, e que será constituída por pessoas cujo valor científico se desconhece, pois apenas terão de possuir 5 anos de prática profissional...) apreciar o caso e decidir quanto tempo, daqueles 17 meses e meio, conta como equivalente a estágio.



Está explicado qual é o seu real problema!


Pois está. Como para si não é um problema, está explicado o seu real interesse nesta questão.


Zimbardo, parece que lhe passou uma carreira ao lado: o de advogado de defesa! 8)
pi.r
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Mensagempor pi.r » quinta nov 04, 2010 8:16 pm

Cristina,

E lá voltámos ao mesmo. A que propósito assume que a descrição feita pelo vvvieira é a situação pessoal dele? Já tivémos esta conversa antes: não estamos a discutir os nossos casos particulares, ainda que pareça que a Cristina esteja, porquanto já todos sabemos demasiado sobre o seu percurso profissional.

Por outro lado, já não é a primeira vez que nos responde de uma forma tão ao lado que parece que não leu as nossas intervenções. O que significaria que a única coisa que faz não é debater, mas vir aqui fazer publicidade pré-fabricada: a ordem é maravilhosa, trar-nos-a o céu, e os estágios profissionais não remunerados são uma benção que temos de agradecer.

Começo a questionar-me seriamente sobre as intenções dessa publicidade. Ou faz parte do projecto destes orgãos, ou quer fazer, ou não se entende porque gasta tanto tempo a debater este assunto publicamente. E antes que tente virar isto para as minhas "motivações latentes", como já lhes chamou, explico com clareza que tenho gasto tanto tempo aqui porque enquanto membro bastante activo do Movimento Continuo Psicólogo considero parte da nossa acção a divulgação do real teor dos estatutos e dos regulamentos, das situações anómalas que têm acontecido com as inscrições, com as eleições e as que mais aí virão com os reconhecimentos profissionais. E durante um tempo, que terminou, quis que o maior número possível se apercebesse a tempo de entrar na acção judicial que ajudo a organizar, para que não lamentasse num futuro breve, quando não pudessem juntar-se mais queixosos. Portanto, como vê, facilmente se percebe o tempo que aqui gasto. E a Cristina, quer-nos elucidar sobre as suas motivações manifestas ou latentes?
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Mensagempor Zimbardo » quinta nov 04, 2010 9:50 pm

Cristina Silva Escreveu:
Zimbardo Escreveu:
Cristina Silva Escreveu:
vvvieira Escreveu:
E ocorre também que outra(s) pessoa(s) continua(m) na situação de "estagiário" (figura inexistente na Lei e no Estatuto), apesar de formado(s) em 2007 e conhecedor(es) dos mais recentes avanços da ciência, mas porque em 16 de Abril de 2009 tinha(m) um tempo de exercício de (por exemplo) 17 meses e meio, e só se saberá a sua sorte quando a Comissão de Estágios (que ainda não existe, e que será constituída por pessoas cujo valor científico se desconhece, pois apenas terão de possuir 5 anos de prática profissional...) apreciar o caso e decidir quanto tempo, daqueles 17 meses e meio, conta como equivalente a estágio.



Está explicado qual é o seu real problema!


Pois está. Como para si não é um problema, está explicado o seu real interesse nesta questão.


Zimbardo, parece que lhe passou uma carreira ao lado: o de advogado de defesa! 8)


O problema de se ser demasiado virtuoso é que nos passam várias carreiras ao lado 8)
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Mensagempor Ana Rita » quinta nov 04, 2010 11:54 pm

Qual a diferença entre termos 17 anos e 11 meses e termos 18 anos? Não deveria existir desqualificação e pronto, porque se vamos por aí...

Já que se fala em advogados de defesa... pi.r, se viesse aqui há mais tempo, veria que a Cristina tem este tipo de interesse e investimento nos posts por outras questões da psicologia...(e não, não a conheço, mas vamos conhecendo virtualmente os users através do fórum) 8) Não é preciso entrarmos em paranóias.

Na conversa da psicopatias do Jomjo, gostava de saber onde se encaixam aqueles que estando efectivos não apoiam a desqualificação, mas no entanto insurgem-se veemente com a generalização abusiva das questões da Ordem. Seremos também esses seres fascinantes?
É que não sou fã do Sócrates mas aplaudo o fim das pensões acumuladas com salários, como uma boa limpeza aos mal habituados do nosso país. Será que há por aqui algum colega que não estando efectivo, não concorde com a desqualificação, mas consiga ver algo de positivo na Ordem? É que se não...custa-me a crer que não estejam centrados nas questões individuais...
Se caíres sete vezes, levanta-te oito.
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Mensagempor Raquel Raimundo » sexta nov 05, 2010 8:55 am

Faço um apelo aos colegas do forum que me têm enviado mp com pedidos de ajuda/ esclarecimento que o façam, na medida do possível, através de posts públicos aqui no forum, porque as vossas dúvidas poderão ser também as dúvidas de muitos outros e assim contribuem para que um maior número de colegas fique também esclarecido (no que eu souber e puder ajudar, claro). Desculpem, mas não me é possível dispender todo esse tempo nesta fase e as respostas naturalmente repetem-se.
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Mensagempor pi.r » sexta nov 05, 2010 10:30 am

Ana Rita Escreveu:
Já que se fala em advogados de defesa... pi.r, se viesse aqui há mais tempo, veria que a Cristina tem este tipo de interesse e investimento nos posts por outras questões da psicologia...(e não, não a conheço, mas vamos conhecendo virtualmente os users através do fórum) 8) Não é preciso entrarmos em paranóias.



Já aqui venho à algum tempo, e honestamente não tinha reparado, mas obrigada por me chamar a atenção para isso. Assim sendo, retiro o que disse mas continuo sem entender por que alguém está tão motivado para convencer os outros de que devem agradecer ter sido desqualifciados porque isso representará uma mais valia.

Ana Rita Escreveu:Será que há por aqui algum colega que não estando efectivo, não concorde com a desqualificação, mas consiga ver algo de positivo na Ordem? É que se não...custa-me a crer que não estejam centrados nas questões individuais...


Eu teria genuíno prazer em ver aspectos positivos na ordem. Até há um mês ainda dizia: pelo menos acabarão com o voluntariado. Antes disso, achei que se ia exigir formação específica em psicoterapia, e processos psicoterapêuticos pessoais... nada disso aconteceu. Se me indicar algum aspecto positivo, que não seja do domínio do ideal futuro, mas da concretização neste ano de actividade serei a primeira a aplaudi-lo. Porque sobre o que "vão fazer" ou "vai acontecer", tendo em conta o que "já aconteceu" e "já fizeram" tenho mais preocupações que esperanças.
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Mensagempor vvvieira » sexta nov 05, 2010 10:35 am

Cristina Silva Escreveu:Caro vvvieira, não vou continuar a responder pois senão entramos num círculo doentio.

Pois. A conversa já não interessa...
O futuro está à nossa frente. Cabe-nos fazê-lo melhor.
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Mensagempor Cristina Silva » sexta nov 05, 2010 1:36 pm

Ana Rita Escreveu:Qual a diferença entre termos 17 anos e 11 meses e termos 18 anos? Não deveria existir desqualificação e pronto, porque se vamos por aí...

Já que se fala em advogados de defesa... pi.r, se viesse aqui há mais tempo, veria que a Cristina tem este tipo de interesse e investimento nos posts por outras questões da psicologia...(e não, não a conheço, mas vamos conhecendo virtualmente os users através do fórum) 8) Não é preciso entrarmos em paranóias.

Na conversa da psicopatias do Jomjo, gostava de saber onde se encaixam aqueles que estando efectivos não apoiam a desqualificação, mas no entanto insurgem-se veemente com a generalização abusiva das questões da Ordem. Seremos também esses seres fascinantes?
É que não sou fã do Sócrates mas aplaudo o fim das pensões acumuladas com salários, como uma boa limpeza aos mal habituados do nosso país. Será que há por aqui algum colega que não estando efectivo, não concorde com a desqualificação, mas consiga ver algo de positivo na Ordem? É que se não...custa-me a crer que não estejam centrados nas questões individuais...


Obrigada Ana Rita!
Cristina Silva
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Mensagempor Cristina Silva » sexta nov 05, 2010 1:58 pm

pi.r Escreveu:Cristina,

E lá voltámos ao mesmo. A que propósito assume que a descrição feita pelo vvvieira é a situação pessoal dele? Já tivémos esta conversa antes: não estamos a discutir os nossos casos particulares, ainda que pareça que a Cristina esteja, porquanto já todos sabemos demasiado sobre o seu percurso profissional.

Por outro lado, já não é a primeira vez que nos responde de uma forma tão ao lado que parece que não leu as nossas intervenções. O que significaria que a única coisa que faz não é debater, mas vir aqui fazer publicidade pré-fabricada: a ordem é maravilhosa, trar-nos-a o céu, e os estágios profissionais não remunerados são uma benção que temos de agradecer.

Começo a questionar-me seriamente sobre as intenções dessa publicidade. Ou faz parte do projecto destes orgãos, ou quer fazer, ou não se entende porque gasta tanto tempo a debater este assunto publicamente. E antes que tente virar isto para as minhas "motivações latentes", como já lhes chamou, explico com clareza que tenho gasto tanto tempo aqui porque enquanto membro bastante activo do Movimento Continuo Psicólogo considero parte da nossa acção a divulgação do real teor dos estatutos e dos regulamentos, das situações anómalas que têm acontecido com as inscrições, com as eleições e as que mais aí virão com os reconhecimentos profissionais. E durante um tempo, que terminou, quis que o maior número possível se apercebesse a tempo de entrar na acção judicial que ajudo a organizar, para que não lamentasse num futuro breve, quando não pudessem juntar-se mais queixosos. Portanto, como vê, facilmente se percebe o tempo que aqui gasto. E a Cristina, quer-nos elucidar sobre as suas motivações manifestas ou latentes?


Pois, e lá voltamos ao mesmo: eu não assumo que seja a situação pessoal do vvvieira, mas quando o próprio escreve:
“E ocorre também que outra(s) pessoa(s) continua(m) na situação de "estagiário" (figura inexistente na Lei e no Estatuto), apesar de formado(s) em 2007 e conhecedor(es) dos mais recentes avanços da ciência, mas porque em 16 de Abril de 2009 tinha(m) um tempo de exercício de (por exemplo) 17 meses e meio, e só se saberá a sua sorte quando a Comissão de Estágios (que ainda não existe, e que será constituída por pessoas cujo valor científico se desconhece, pois apenas terão de possuir 5 anos de prática profissional...) apreciar o caso e decidir quanto tempo, daqueles 17 meses e meio, conta como equivalente a estágio”.

Eu posso assumir (por interpretação), que o próprio (porque é ele que o escreve, e não outra pessoa qualquer), nas palavras que diz, revela preocupação que “alguém conhecedor(es) dos mais recentes avanços da ciência” possa ser apreciado por “pessoas cujo valor científico se desconhece”, sendo para ele tal, um problema!
Ora, isso é assumir que alguém “conhecedor(es) dos mais recentes avanços da ciência”, está acima de ser avaliado por alguém, que para o próprio, não têm o mesmo nível de conhecimento ( e desdenha à partida o conhecimento que os outros possam ter mesmo desconhecendo qual é esse conhecimento), assumindo também que o saber é igual ao saber fazer! Ora, esta postura aqui exposta pelo vvvieira , mesmo que não seja o caso dele, é altamente narcísica, tem de concordar.
Portanto, as minhas assunções partem da forma expressa!

E se não entende (citando-a) “porque gasta tanto tempo a debater este assunto publicamente”, esse é um problema seu! Agora só faltava censurar-me na liberdade de pensamento e de expressão e proibir-me de contestar as várias opiniões que por aqui passam e com as quais não concordo, nomeadamente na FORMA como as mesmas são feitas (e repito: NA FORMA!), só porque podem "estragar" as intenções de outros. Era só o que faltava: quererem calar os outros!
pi.r
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Mensagempor pi.r » sexta nov 05, 2010 2:07 pm

Ninguém quer calar ninguém, Cristina, mas quem se lembrou de vir questionar intenções? De atribuir "motivações latentes?" A partir daí o campo está aberto a perguntarmos pelas intenções de todos, as minhas, as suas, as de quem vier. E questionar não é obrigar ninguém a responder. Mas tal como a Cristina tem o direito de defender os seus pontos de vista e lançar questões, os outros também têm. Ou a liberdade é so desse lado?

Quanto a quem está acima de ser avaliado por alguém, como a Cristina diz: os membros efectivos, que entraram na Ordem bastando para isso comprovarem que terminaram um curso e que o exerceram, sem terem de prestar contas sobre o bom ou mau exercício. Os outros, todos, serão avaliados não se sabe em que condições, segundo que critérios, ou por quem. Entretanto estão num limbo legal assustador.
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Mensagempor vvvieira » sexta nov 05, 2010 3:33 pm

Cristina Silva Escreveu:Eu posso assumir (...), que o próprio [vvvieira] (...), nas palavras que diz, revela preocupação que “alguém conhecedor(es) dos mais recentes avanços da ciência” possa ser apreciado por “pessoas cujo valor científico se desconhece”, sendo para ele tal, um problema!
Ora, isso é assumir que alguém “conhecedor(es) dos mais recentes avanços da ciência”, está acima de ser avaliado por alguém, que para o próprio, não têm o mesmo nível de conhecimento ( e desdenha à partida o conhecimento que os outros possam ter mesmo desconhecendo qual é esse conhecimento), assumindo também que o saber é igual ao saber fazer! Ora, esta postura aqui exposta pelo vvvieira , mesmo que não seja o caso dele, é altamente narcísica, tem de concordar.


Este fórum é altamente recomendável para quem queira ter consultas gratuitas. Para além de já me ter sido recomendada psicoterapia para tratar a minha "agressividade", agora foi-me diagnosticado um caso gravíssimo de narcisismo. E nem precisaram de falar comigo frente a frente! :lol:

Agora fora de brincadeira: a parte que citou do meu post só se compreende em função do que a Cristina cortou.

O que questiono é que, face ao articulado da Lei e do Estatuto, a verdade é que há colegas, formados ao mesmo tempo, que começaram a exercer (eventualmente até no mesmo local!) a actividade de Psicólogo com diferença de poucos dias, mas enquanto um é membro efectivo da OPP desde o início deste ano e pôde até exercer o direito de voto, a verdade é que o outro permanece ainda num limbo de que só sairá se e quando a Comissão de Estágios o decidir.

Isto é, para mim, um problema. Se para si não é, tudo bem - é a sua opinião, não tem de se preocupar; mas também não tem (penso eu) de criticar o facto de haver quem se preocupe.

Quanto à capacidade científica dos membros da Comissão, não posso senão afirmar o óbvio: desconhece-se qual seja. Não me parece que esteja a desdenhar seja de quem for. Quando forem nomeados, cá estarei para apreciar.

Bons sonhos.
O futuro está à nossa frente. Cabe-nos fazê-lo melhor.

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