Estágios profissionais para a Ordem dos Psicólogos

A regulação e regulamentação da formação e do exercício da psicologia em Portugal. A acreditação e certificação. A organização da classe profissional. Os direitos e deveres laborais. As organizações representativas. A identidade e a imagem dos Psicólogos.

Moderador: Cristina

Cristina Silva
Psicólogo Registado (PT)
Psicólogo Registado (PT)
Mensagens: 800
Registado: quinta out 25, 2007 9:52 am

Mensagempor Cristina Silva » sexta nov 05, 2010 7:23 pm

vvvieira Escreveu:

O que questiono é que, face ao articulado da Lei e do Estatuto, a verdade é que há colegas, formados ao mesmo tempo, que começaram a exercer (eventualmente até no mesmo local!) a actividade de Psicólogo com diferença de poucos dias, mas enquanto um é membro efectivo da OPP desde o início deste ano e pôde até exercer o direito de voto, a verdade é que o outro permanece ainda num limbo de que só sairá se e quando a Comissão de Estágios o decidir.



Mas isso é um facto, e como tal não o contesto! Ou seja: de facto há pessoas licenciadas no mesmo ano que conseguiram comprovar os 18 meses de exercício profissional (e com certeza não é só pela inscrição nas finanças, como algures já afirmou) e outros que não. É um facto e não contesto. E é lógico que é um facto, que o facto de alguém não conseguir comprovar esse tempo de exercicio profissional, lhe traz um problema perante o cumprimento do regulamento!

Agora, acrescentar a esse facto esta expressão: ".....apesar de formado(s) em 2007 e conhecedor(es) dos mais recentes avanços da ciência ......... só se saberá a sua sorte quando a Comissão de Estágios (que ainda não existe, e que será constituída por pessoas cujo valor científico se desconhece, pois apenas terão de possuir 5 anos de prática profissional...) apreciar o caso....", é já estar a sair do facto e a fazer julgamentos de valor, ainda por cima sobre algo que ainda não sabe (quem são as pessoas que fazem parte da CE, e os respectivos curriculuns assim como a sua experiência profissional (condição fundamental para a apreciação do exercício profissional dos outros).

Ora, ao acrescentar tal expressão dá-me espaço a interpretações (sendo do meu parecer que tal expressão é altamente narcísica, e explico-lhe como o li: "olha agora, eu (e não me estou a referir a si) que sou um conhecedor dos mais recentes avanços da ciência, se calhar vou ter que ser avaliado por alguém que não tem, de certeza, o meu alto nível de conhecimento". Há-de concordar que é altamente narcísico).
Mas o facto de podermos ter expressões narcísicas, não significa que sejamos estruturalmente narcísicos (ou que domine tal núcleo na nossa personalidade). Portanto, não lhe fiz qualquer diagnóstico, pois se há coisa que não faço são diagnósticos selvagens (a experiência profissional assim me ensinou).
Avatar do Utilizador
vvvieira
Psicólogo Registado (PT)
Psicólogo Registado (PT)
Mensagens: 298
Registado: domingo mar 07, 2010 10:54 pm
Localização: Porto
Contacto:

Mensagempor vvvieira » sábado nov 06, 2010 11:14 pm

Cristina Silva Escreveu:
siwa81_2 Escreveu:É normal que um companheiro que diz te amar infinitamente, que diz que é a sua vida ver diariamente vídeos e fotos pornôs alegando que isso é só um instinto e que não sente nada por elas? Que você é a mulher da vida dele?


A sua preocupação é o comportamento que ele expressa (o vício na pornografia), ou é o facto de isso poder significar que o tal amor que ele diz sentir por si não é verdadeiro? é que são coisas diferentes.

Agora, a questão do vício (incapacidade de controlar o impulso), neste caso em pornografia (podia ser outra coisa qualquer), ainda por cima desde a infância, não é de facto natural.
Mas o que nos diz é pouco para se poder levantar hipóteses diagnósticas.


Pois...
O futuro está à nossa frente. Cabe-nos fazê-lo melhor.
pi.r
Membro Habitual*
Membro Habitual*
Mensagens: 113
Registado: quarta jan 07, 2009 10:45 am

Mensagempor pi.r » domingo nov 07, 2010 11:32 am

vvvieira Escreveu:
Cristina Silva Escreveu:
siwa81_2 Escreveu:É normal que um companheiro que diz te amar infinitamente, que diz que é a sua vida ver diariamente vídeos e fotos pornôs alegando que isso é só um instinto e que não sente nada por elas? Que você é a mulher da vida dele?


A sua preocupação é o comportamento que ele expressa (o vício na pornografia), ou é o facto de isso poder significar que o tal amor que ele diz sentir por si não é verdadeiro? é que são coisas diferentes.

Agora, a questão do vício (incapacidade de controlar o impulso), neste caso em pornografia (podia ser outra coisa qualquer), ainda por cima desde a infância, não é de facto natural.
Mas o que nos diz é pouco para se poder levantar hipóteses diagnósticas.



Pois...



Estou sem palavras....
Ana Rita
Psicólogo Registado (PT)
Psicólogo Registado (PT)
Mensagens: 1794
Registado: terça ago 31, 2004 1:44 pm
Localização: Lisboa

Mensagempor Ana Rita » domingo nov 07, 2010 3:47 pm

Oh colegas! Que vergonha irem buscar algo e descontextualizar para vosso proveito. Principalmente porque desta forma leva a erros de interpretação. Mas já que foram buscar, o erro da Cristina, nessa resposta, foi a meu ver a reduzida informação, também perante a reduzida informação da pessoa (por isso na altura li e não respondi). Ou seja, um psicólogo que esteja por dentro do assunto sabe o que ela quer dizer, mas um leigo pode ficar preocupado por não saber o que significa. Era necessário acrescentar que ver pornografia é algo de perfeitamente natural em qualquer pessoa, havendo uma maior prevalência no sexo masculino por diversas questões inclusivé culturais (mas não exclusivo), mas que há uma linha mais ou menos clara que define quando esse comportamento se torna excessivo e disfuncional. Quando o comportamento é diário (como a pessoa frisou, mas pode não estar a dizer a verdade) ou muito frequente na medida em que substitui a relação a dois, é porque de facto não é natural e a pessoa poderá precisar de procurar um profissional para compreender melhor o que se possa ter tornado um vício e esteja a prejudicar a relação e a própria pessoa.
Ver pornografia com muita frequência, principalmente desde a infância pode tornar-se um comportamento automático, desprovido de emocionalidade e com consequências graves para o futuro. Quem trabalha ou trabalhou com crianças sabe os efeitos. O que é diferente do processo normal de curiosidade e descoberta da sexualidade, com etapas, mesmo através dos filmes ou fotos. Ser normal e saudável ver pornografia desde idades precoces não é sinónimo de ser saudável em qualquer circunstância.

Não me pareceu no entanto que a vossa críitica fosse pela reduzida informação...

Não pensei que num post da Ordem chegássemos aqui (já andamos aqui a medir "pilinhas"), mas a verdade é que somos todos imperfeitos 8)

E todos nós temos atitudes e comportamentos narcísicos! Não é preciso ficarmos melindrados e acharmos que nos estão a chamar de narcísicos. Mal de nós se não fossemos! :wink:
Para além disso se fizermos uma leitura exaustiva dos posts de todos nós, veremos que há sempre alguma incongruência aqui e acolá (eu também as terei). Não estou a dizer, contudo, que foi este caso, porque acho que não foi. Temos a tendência para afirmar convictamente questões da nossa personalidade e jamais conseguimos fazer justiça a tudo o que nos sai da boca. Quantas vezes podemos dizer..."eu não sou invejoso"? Como se fosse possível..mas não deixamos de dizer de forma generalista e até verdadeira como referência aos nosso valores. Digo isto para justificar porque achei descontextualizado.

Acho que a Cristina tem tendência para fazer algumas alusões a questões de personalidade... can´t help it! :D e isso não ajuda, mas se quiserem leiam os vossos posts ou até os meus e vejam se também não contém algo do género, mas com termos menos psicológicos... Passamos a vida a apontar o dedo com coisas que tambem fazemos..mas é mesmo assim, como disse, somos todos imperfeitos. E ainda bem, senão não tinha piada nenhuma!
Se caíres sete vezes, levanta-te oito.
vectrapc
Psicólogo Registado (PT)
Psicólogo Registado (PT)
Mensagens: 1382
Registado: domingo mai 08, 2005 9:10 pm
Localização: lisboa

Mensagempor vectrapc » domingo nov 07, 2010 6:55 pm

E um Psicólogo perfeito não teria facilidade em empatizar com o outro pois iria sempre vê-lo como um ser menos desenvolvido e todos sabemos que "pena do coitadinho" não ajuda no atingir dos objectivos delineados de trabalho :wink:

Ainda bem que conseguimos fazer um ode aos defeitos dos outros e aos nossos pois é isso que permite que consigamos ser melhores Psicológos.

Quem souber tudo que atire a primeira pedra :lol:
É melhor acender uma vela do que amaldiçoar a escuridão
Cristina Silva
Psicólogo Registado (PT)
Psicólogo Registado (PT)
Mensagens: 800
Registado: quinta out 25, 2007 9:52 am

Mensagempor Cristina Silva » segunda nov 08, 2010 7:54 am

pi.r Escreveu:
vvvieira Escreveu:
Cristina Silva Escreveu:
siwa81_2 Escreveu:É normal que um companheiro que diz te amar infinitamente, que diz que é a sua vida ver diariamente vídeos e fotos pornôs alegando que isso é só um instinto e que não sente nada por elas? Que você é a mulher da vida dele?


A sua preocupação é o comportamento que ele expressa (o vício na pornografia), ou é o facto de isso poder significar que o tal amor que ele diz sentir por si não é verdadeiro? é que são coisas diferentes.

Agora, a questão do vício (incapacidade de controlar o impulso), neste caso em pornografia (podia ser outra coisa qualquer), ainda por cima desde a infância, não é de facto natural.
Mas o que nos diz é pouco para se poder levantar hipóteses diagnósticas.



Pois...



Estou sem palavras....


Agradeço à Ana Rita e Vetrapac as respostas dadas a este post, que de repente aqui surge, vindo de um outro tema qualquer neste mesmo fórum (não sei com que motivação por parte do vvvieira), mas eu gostaria que a pi.r explicasse porque é que está sem palavras!
Fico à espera.
Avatar do Utilizador
vvvieira
Psicólogo Registado (PT)
Psicólogo Registado (PT)
Mensagens: 298
Registado: domingo mar 07, 2010 10:54 pm
Localização: Porto
Contacto:

Mensagempor vvvieira » segunda nov 08, 2010 10:13 am

Cristina Silva Escreveu:não lhe fiz qualquer diagnóstico, pois se há coisa que não faço são diagnósticos selvagens (a experiência profissional assim me ensinou).


Cristina Silva Escreveu:Ora, esta postura aqui exposta pelo vvvieira , mesmo que não seja o caso dele, é altamente narcísica, tem de concordar.


Cara Cristina, quem não quer ser lobo...

Ou seja: tentar contrariar as argumentações do outro através da sugestão de que se trata de pessoa portadora de algum tipo de patologia é, no mínimo, deselegante. E a Cristina, ao vitimizar-se para não responder às questões incómodas, procura de novo fugir ao cerne da questão.

Independentemente da opinião que cada um poderá ter sobre as vantagens da existência de uma Ordem dos Psicólogos (e aqui relembro que não me pronunciei em absoluto sobre essa matéria, e que eu próprio participei nas discussões iniciais sobre esta matéria, nos anos 80 - pergunte a quem quiser), o facto que permanece é que a OPP está criada e a funcionar. Bem ou mal. E haverá oportunidades para alterar o seu rumo, se os colegas assim o entenderem.

Mas a questão essencial que me motiva é esta: o processo de criação da OPP incluiu um elemento disruptivo que veio criar diferenciações inaceitáveis entre pessoas com a mesma formação. Quase como um castigo a quem não tivesse tido oportunidade, ou tempo, para exercer aquilo para que se preparou.

Não teria sido mais asisado procurar uma metodologia que incluísse em vez de excluir? Que reflectisse seriamente sobre os custos da transição e os minimizasse? Isso não foi feito. Vá ver as discussões na AR. Constatará que os artigos 50, 51 e 84 do Estatuto só lá foram colocados uma semana antes da aprovação final da Lei (já em período de férias parlamentares) sem a audição prévia da Comissão de Direitos, Liberdades e Garantias. E isso faz toda a diferença, pois criou uma situação de inconstitucionalidade.

O que poderá resultar daqui? Se nada for feito para alterar a situação (e até agora nada foi feito a nível legislativo), ou se apenas for aceite a alteração já proposta pela OPP (que, ao contrário do que é afirmado, não elimina a questão da desqualificação retroactiva), tal implicará que, pela via judicial, a lei seja alterada. E, ao sê-lo, para além das naturais feridas que tal processo abrirá, nomeadamente na imagem dos Psicólogos enquanto grupo, provavelmente levará ao início de uma nova situação: a pura e simples destruição da Ordem. É isso que se pretende? Pela minha parte não. Mas quem persiste no erro deverá pensar nas suas consequências.


Por último, uma mera observação: pese embora todas as potencialidades positivas que a existência de uma Ordem encerra, até agora assistiu-se apenas a:
-criação de divisão entre os profissionais (não gosto do termo "classe")
-limitação da participação dos psicólogos nas questões da sua Ordem (originalmente previa-se uma Assembleia Geral, agora há apenas uma - muito mais limitada - Assembleia de Representantes)
-sobreposição dos interesses pecuniários aos interesses dos profissionais e enquadramento regulamentar de situações de exploração de trabalho alheio
-falta de informação e transparência no funcionamento da OPP

Gostaria que houvesse aspectos mais positivos para enunciar. Mas infelizmente...
O futuro está à nossa frente. Cabe-nos fazê-lo melhor.
Avatar do Utilizador
vvvieira
Psicólogo Registado (PT)
Psicólogo Registado (PT)
Mensagens: 298
Registado: domingo mar 07, 2010 10:54 pm
Localização: Porto
Contacto:

Mensagempor vvvieira » segunda nov 08, 2010 10:19 am

Ana Rita Escreveu:Passamos a vida a apontar o dedo com coisas que tambem fazemos..


Cara Ana Rita, o que afirma é tão evidente que surpreende que tenha sentido necessidade de o verbalizar.

Por isso é útil que nos atenhamos aos factos.

Quer comentar o facto (é um facto, sim, não uma suposição) de a desqualificação retroactiva ter sido enxertada na Lei apenas uma semana antes da sua aprovação final?
O futuro está à nossa frente. Cabe-nos fazê-lo melhor.
pi.r
Membro Habitual*
Membro Habitual*
Mensagens: 113
Registado: quarta jan 07, 2009 10:45 am

Mensagempor pi.r » segunda nov 08, 2010 11:26 am

Mas estamos mesmo a falar a sério quando, depois de aqui debatermos a importância da regulação da profissão, achamos normal que alguém, no seu papel de psicólogo, comente e aconselhe um membro de um casal, através de posts público de 5 linhas?????

Mas estamos mesmo a falar a sério quando, depois de ouvirmos a Cristina argumentar a necessidade de experiência, que ela já sublinhou que tem de sobra, porque garante profissionalismo e competência, nos vemos confrontados com um post em que ela etiqueta imediatamente, abusivamente, e sem dados para tal, um comportamento como um vício, sem conhecer a pessoa em questão, sem a ter ouvido (e visto!!!) falar do assunto, mas apenas com base num comentário de alguém cuja principal queixa é não se sentir amado, e consideramos isso sério e eticamente incontestável?

Isto é psicologia? São estes os fabulosos membros efectivos da ordem? Que andam a brincar aos psicólogos com pessoas aflitas?

Psicólogos perfeitos? Não sei o que seja, não creio que os haja, como em nenhuma outra profissão, mas isto? Ainda para mais vindo de alguém que tanto tem defendido a regulação, a ética, etc... Até há normas da APA para o acompanhamento on line, de que eu, por princípio, desconfio, mas isto quebra todas as regras. Que setting é este?

E não digam que ela fez uns comentários inocentes. Declarou, com todas as letras que o comportamento é um vício e não é normal. Já pensaram nas implicações que isto pode ter neste casal? Nesta mulher? Naquele homem?

São estas as minhas palavras... De facto a minha noção de regulação da profissão, de ética profissional, mesmo do que é o papel e a postura do psicólogo é muito diferente da vossa.
Cristina Silva
Psicólogo Registado (PT)
Psicólogo Registado (PT)
Mensagens: 800
Registado: quinta out 25, 2007 9:52 am

Mensagempor Cristina Silva » segunda nov 08, 2010 1:49 pm

pi.r Escreveu:Mas estamos mesmo a falar a sério quando, depois de aqui debatermos a importância da regulação da profissão, achamos normal que alguém, no seu papel de psicólogo, comente e aconselhe um membro de um casal, através de posts público de 5 linhas?????

Mas estamos mesmo a falar a sério quando, depois de ouvirmos a Cristina argumentar a necessidade de experiência, que ela já sublinhou que tem de sobra, porque garante profissionalismo e competência, nos vemos confrontados com um post em que ela etiqueta imediatamente, abusivamente, e sem dados para tal, um comportamento como um vício, sem conhecer a pessoa em questão, sem a ter ouvido (e visto!!!) falar do assunto, mas apenas com base num comentário de alguém cuja principal queixa é não se sentir amado, e consideramos isso sério e eticamente incontestável?

Isto é psicologia? São estes os fabulosos membros efectivos da ordem? Que andam a brincar aos psicólogos com pessoas aflitas?

Psicólogos perfeitos? Não sei o que seja, não creio que os haja, como em nenhuma outra profissão, mas isto? Ainda para mais vindo de alguém que tanto tem defendido a regulação, a ética, etc... Até há normas da APA para o acompanhamento on line, de que eu, por princípio, desconfio, mas isto quebra todas as regras. Que setting é este?

E não digam que ela fez uns comentários inocentes. Declarou, com todas as letras que o comportamento é um vício e não é normal. Já pensaram nas implicações que isto pode ter neste casal? Nesta mulher? Naquele homem?

São estas as minhas palavras... De facto a minha noção de regulação da profissão, de ética profissional, mesmo do que é o papel e a postura do psicólogo é muito diferente da vossa.


1.Diga onde, do que leu, está um aconselhamento da minha parte ao membro do casal?

2.Diga-me qual seria a sua resposta (num espaço destes) a alguém que pergunta: “É normal que um companheiro que diz te amar infinitamente, que diz que é a sua vida ver diariamente vídeos e fotos pornôs alegando que isso é só um instinto e que não sente nada por elas? Que você é a mulher da vida dele?” E depois acrescenta (porque alguém até lhe perguntou): “Quanto a este tópico, ele já tem este hábito desde menino, e já tinha esse comportamento quando estava com as ex- dele. É normal?”

3. Diga onde etiquetei abusivamente (com base no expresso pela pessoa) um determinado comportamento e o atribui a alguém especificamente?

4. Diga-me onde não tive em consideração o sentimento que mais salta à vista no que a pessoa escreveu, fazendo inclusive uma questão que remete para tal?

Deviam ambos ter vergonha! (pi.r e vvvieira, isto é muito baixo nível). É assim que lutam? Fazerem tudo inclusive tentar denegrir os outros (mesmo sem fundamento), só para “afastar do caminho” e atingirem os Vossos objectivos. Esta é só mais uma a revelar o carácter!
Ana Rita
Psicólogo Registado (PT)
Psicólogo Registado (PT)
Mensagens: 1794
Registado: terça ago 31, 2004 1:44 pm
Localização: Lisboa

Mensagempor Ana Rita » segunda nov 08, 2010 1:57 pm

vvvieira Escreveu:
Ana Rita Escreveu:Passamos a vida a apontar o dedo com coisas que tambem fazemos..


Cara Ana Rita, o que afirma é tão evidente que surpreende que tenha sentido necessidade de o verbalizar.


Para mim é de facto evidente, mas como foi o que fez, verbalizei na mesma.

Não sei quantas vezes vvvieira é preciso dizer que a questão da retroactividade precisa realmente de ser resolvida (por isso digo esta última vez), não ando propriamente a assinar petições sem as ler. Que quer que diga mais sobre o assunto? Que extrapole para a ideia de que está tudo mal na Ordem? Desculpe, mas não acho. Lamento. Qúer tanto que mudemos de opinião à força, que parte do princípio que não falamos ou nem sabemos falar do que está em causa. Como se tivessemos algum handicap. Poderia falar em narcisismo mas ja estaria a abusar 8)

Parece que prefere que esse assunto continue a ser o bode expiatório deste pequeno debate de ideias (neste fórum não é mais do que isso), construindo um muro que só afasta, não aproxima. Poderia estar aqui a falar sobre o que está mal e a contribuir de alguma forma para isso, mas com a avalanche que formam, só consigo centrar-me nos aspectos positivos da Ordem. Poderia ter a mania da oposição, mas não, é mesmo uma avalanche de mal dizer (para além dos factos verdadeiros de que também falam).

Nunca gostei do sindrome do "bestial a besta" e é isso que estão a fazer desde que a Ordem foi criada.
Contudo, o vvieira, pelo menos, está segundo o que percebo a dedicar-se ao assunto, a mexer-se, a querer gerar mudanças. Mas muitos, vêm aqui de vez em quando largar bombinhas, despejar ofensas e dizer mal de tudo gratuitamente.

Quanto à fractura que a Ordem está a criar entre os profissionais.. quer maior fractura do que a que já existia? Aliás. eu diria antes dispersão, é que nem fracturantes conseguiamos ser. Pode ser que agora, ao termos que recuperar da fractura da Ordem, a atitude seja diferente. É nisso que acredito.
Se caíres sete vezes, levanta-te oito.
Cristina Silva
Psicólogo Registado (PT)
Psicólogo Registado (PT)
Mensagens: 800
Registado: quinta out 25, 2007 9:52 am

Mensagempor Cristina Silva » segunda nov 08, 2010 1:58 pm

vvvieira Escreveu:[

Não teria sido mais asisado procurar uma metodologia que incluísse em vez de excluir? Que reflectisse seriamente sobre os custos da transição e os minimizasse? Isso não foi feito. Vá ver as discussões na AR. Constatará que os artigos 50, 51 e 84 do Estatuto só lá foram colocados uma semana antes da aprovação final da Lei (já em período de férias parlamentares) sem a audição prévia da Comissão de Direitos, Liberdades e Garantias. E isso faz toda a diferença, pois criou uma situação de inconstitucionalidade.



Se tem aí matéria para levar a Ordem dos Psicólogos à barra dos Tribunais (pelos vistos com uma acusação de fraude (pois parece que fraudulentamente foram exertados artigos à última da hora, a ver se ninguém percebia, segundo o seu ponto de vista) qual é o seu problema? o que o impede de o fazer?
pi.r
Membro Habitual*
Membro Habitual*
Mensagens: 113
Registado: quarta jan 07, 2009 10:45 am

Mensagempor pi.r » segunda nov 08, 2010 2:35 pm

Cristina:

Não terei nunca vergonha de condenar publicamente o que considero ser uma má prática profissional e um péssimo uso do título profissional. Até agora assumi que partilhávamos ideias relativamente às condições de utilização das ferramentas da clínica psicológica. Não é o caso. Nada mais há para debater relativamente à sua prática, à minha, ao seu carácter ou ao meu. Que, já agora, desconhece inteiramente, como aliás a maior parte das questões e pessoas sobre as quais se pronuncia.

O meu debate consigo terminou. Ficou claro que temos não apenas divergências face à justiça do processo de inscrição na OPP como divergências profundas no entendimento da psicologia.
Avatar do Utilizador
vvvieira
Psicólogo Registado (PT)
Psicólogo Registado (PT)
Mensagens: 298
Registado: domingo mar 07, 2010 10:54 pm
Localização: Porto
Contacto:

Mensagempor vvvieira » segunda nov 08, 2010 4:15 pm

Ana Rita Escreveu:Nunca gostei do sindrome do "bestial a besta" e é isso que estão a fazer desde que a Ordem foi criada.
Contudo, o vvieira, pelo menos, está segundo o que percebo a dedicar-se ao assunto, a mexer-se, a querer gerar mudanças. Mas muitos, vêm aqui de vez em quando largar bombinhas, despejar ofensas e dizer mal de tudo gratuitamente.


Pois. O problema é que poucos fazem essa destrinça no momento de ler o que escrevo e responder em consonância. Relembro que NÃO estou contra a Ordem (o que não implica que a única alternativa seja estar incondicionalmente a favor do que vai sendo feito...)

Cristina Silva Escreveu:Se tem aí matéria para levar a Ordem dos Psicólogos à barra dos Tribunais (pelos vistos com uma acusação de fraude (pois parece que fraudulentamente foram exertados artigos à última da hora, a ver se ninguém percebia, segundo o seu ponto de vista) qual é o seu problema? o que o impede de o fazer?


EM primeiro lugar, ninguém alguma vez falou em fraude. Falei em factos concretos: ao longo de todo o processo legislativo que conduziu, desde 2005, à criação da OPP, só em 11 de Julho de 2008 apareceu esse conjunto de artigos que criam a situação de inconstitucionalidade.

Em segundo lugar, entendamo-nos: quem terá de ser levado à barra dos Tribunais por causa dos artigos inconstitucionais não é a Ordem, mas o Estado (uma vez que a Lei emana da AR, não da OPP). E sim, estou empenhado em que isso não aconteça. Porque é mau para todos - e em primeiro lugar para a própria Ordem. Já viu o que seria?

Por outro lado, quem disse que não intentei já alguma acção? A verdade é que sim - e o que interessa é isto: o Tribunal considerou provado que posso exercer, mesmo sem ser membro efectivo da OPP...
O futuro está à nossa frente. Cabe-nos fazê-lo melhor.
Cristina Silva
Psicólogo Registado (PT)
Psicólogo Registado (PT)
Mensagens: 800
Registado: quinta out 25, 2007 9:52 am

Mensagempor Cristina Silva » segunda nov 08, 2010 7:25 pm

pi.r Escreveu:Cristina:

Não terei nunca vergonha de condenar publicamente o que considero ser uma má prática profissional e um péssimo uso do título profissional. Até agora assumi que partilhávamos ideias relativamente às condições de utilização das ferramentas da clínica psicológica. Não é o caso. Nada mais há para debater relativamente à sua prática, à minha, ao seu carácter ou ao meu. Que, já agora, desconhece inteiramente, como aliás a maior parte das questões e pessoas sobre as quais se pronuncia.

O meu debate consigo terminou. Ficou claro que temos não apenas divergências face à justiça do processo de inscrição na OPP como divergências profundas no entendimento da psicologia.


Concordo em pleno no que ao término do debate diz respeito e nas divergências profundas no entendimento da psicologia.
E quanto à sua avaliação da minha prática profissional (coisa que eu nunca fiz em relação a si) e que pelos vistos a pi.r conhece inteiramente, sugiro que apele à sua educação cívica e não fique só pela condenação pública (que é o que sabe fazer melhor). Participe-o à OPP, pois com tais provas (para si irrefutáveis) da minha má prática profissional e do péssimo uso que faço do título profissional a OPP fará com certeza o que lhe compete!
Cristina Silva
Psicólogo Registado (PT)
Psicólogo Registado (PT)
Mensagens: 800
Registado: quinta out 25, 2007 9:52 am

Mensagempor Cristina Silva » segunda nov 08, 2010 7:35 pm

vvvieira Escreveu:Por outro lado, quem disse que não intentei já alguma acção? A verdade é que sim - e o que interessa é isto: o Tribunal considerou provado que posso exercer, mesmo sem ser membro efectivo da OPP...


Então se o Tribunal já se pronunciou (sabendo dos regulamentos da Ordem), o mesmo só tem que mandatar a OPP para a sua certificação como membro efectivo.

Mas já agora, por curiosidade (e responda se quiser), exactamente a que tipo de exercício é que o Tribunal se refere?
Avatar do Utilizador
vvvieira
Psicólogo Registado (PT)
Psicólogo Registado (PT)
Mensagens: 298
Registado: domingo mar 07, 2010 10:54 pm
Localização: Porto
Contacto:

Mensagempor vvvieira » segunda nov 08, 2010 8:04 pm

o Tribunal considerou provado que posso exercer, mesmo sem ser membro efectivo da OPP... e acrescento que o mesmo se aplica a toda e qualquer pessoa. Até quando é que não se sabe.

Quanto ao resto da sua pergunta... se o que deseja saber é a minha área profissional, informo-a de que é Social, Organizações e Trabalho (com especial relevo para esta última, de minha predilecção)
O futuro está à nossa frente. Cabe-nos fazê-lo melhor.
Avatar do Utilizador
vvvieira
Psicólogo Registado (PT)
Psicólogo Registado (PT)
Mensagens: 298
Registado: domingo mar 07, 2010 10:54 pm
Localização: Porto
Contacto:

Mensagempor vvvieira » quarta nov 10, 2010 3:14 pm

Uma publicação reveladora: https://www.ordemdospsicologos.pt/noticia/89.
Parece que a má consciência está a fazer das suas...

Há coisas giras, não há?

Bastou eu referir aqui que "o Tribunal considerou provado que posso exercer, mesmo sem ser membro efectivo da OPP" para aparecer uma notícia referente a uma decisão judicial datada de 1 de Julho, em que o que o Tribunal considerou provado chegou para garantir que os litigantes pudessem exercer - daí o indeferimento. Mas ainda falta a acção principal (tinha esperança que não chegasse a ser necessárias, mas parece que vai ter mesmo de ser).

To be continued...
O futuro está à nossa frente. Cabe-nos fazê-lo melhor.
Avatar do Utilizador
vvvieira
Psicólogo Registado (PT)
Psicólogo Registado (PT)
Mensagens: 298
Registado: domingo mar 07, 2010 10:54 pm
Localização: Porto
Contacto:

Mensagempor vvvieira » quarta nov 10, 2010 3:21 pm

Ainda por cima, enquanto por meu lado referi a questão no âmbito de um fórum de psicólogos (supostamente), portanto (supostamente) com alguma reserva, a direcção da OPP vem fazer alarde público.

É triste que a direcção de uma Ordem que deveria ter unido os psicólogos venha expressamente afirmar-se contra "Um grupo de licenciados em psicologia". Como se eles próprios fossem algo muito maior do que isso.
O futuro está à nossa frente. Cabe-nos fazê-lo melhor.
Cristina Silva
Psicólogo Registado (PT)
Psicólogo Registado (PT)
Mensagens: 800
Registado: quinta out 25, 2007 9:52 am

Mensagempor Cristina Silva » quarta nov 10, 2010 7:09 pm

vvvieira Escreveu:Ainda por cima, enquanto por meu lado referi a questão no âmbito de um fórum de psicólogos (supostamente), portanto (supostamente) com alguma reserva, a direcção da OPP vem fazer alarde público.

É triste que a direcção de uma Ordem que deveria ter unido os psicólogos venha expressamente afirmar-se contra "Um grupo de licenciados em psicologia". Como se eles próprios fossem algo muito maior do que isso.


vvvieira, perante o seu alarde público, talvez a OPP tivesse recebido vários contactos (hipótese que levanto, pois não sei absolutamente nada sobre o assunto) no sentido de esclarecimentos, pois a sua notícia pública de que (e cito) “o Tribunal considerou provado que posso exercer, mesmo sem ser membro efectivo da OPP... e acrescento que o mesmo se aplica a toda e qualquer pessoa. Até quando é que não se sabe” , levou, de certeza, a que muita gente levantasse questões, e que legitimamente as colocassem à OPP. E como é do interesse de todos, queixosos ou não, a OPP fez o seu papel: fazer o devido esclarecimento público.

Assim, fica toda a gente esclarecida do processo, pois as coisas não são exactamente como aqui publicou, sendo de ressalvar que o Tribunal recusou totalmente a pretensa inconstitucionalidade do Estatuto e da aplicação que a Ordem faz do mesmo (pretensa essa que constitui a base argumentativa central dos queixosos).

Voltar para “Regulamentação, Exercício e Identidade Profissional”

Quem está ligado:

Utilizadores neste fórum: Nenhum utilizador registado e 6 visitantes