Estágios profissionais para a Ordem dos Psicólogos

A regulação e regulamentação da formação e do exercício da psicologia em Portugal. A acreditação e certificação. A organização da classe profissional. Os direitos e deveres laborais. As organizações representativas. A identidade e a imagem dos Psicólogos.

Moderador: Cristina

Avatar do Utilizador
vvvieira
Psicólogo Registado (PT)
Psicólogo Registado (PT)
Mensagens: 298
Registado: domingo mar 07, 2010 10:54 pm
Localização: Porto
Contacto:

Mensagempor vvvieira » quarta nov 10, 2010 8:07 pm

Cristina Silva Escreveu:Assim, fica toda a gente esclarecida do processo, pois as coisas não são exactamente como aqui publicou, sendo de ressalvar que o Tribunal recusou totalmente a pretensa inconstitucionalidade do Estatuto e da aplicação que a Ordem faz do mesmo (pretensa essa que constitui a base argumentativa central dos queixosos).


Apenas lhe posso referir que o juiz não apreciou sequer essa questão, porque não lhe competia fazê-lo. Portanto, a direcção da OPP excedeu-se nas afirmações.

Mas que está a ser giro... está.
O futuro está à nossa frente. Cabe-nos fazê-lo melhor.
Avatar do Utilizador
vvvieira
Psicólogo Registado (PT)
Psicólogo Registado (PT)
Mensagens: 298
Registado: domingo mar 07, 2010 10:54 pm
Localização: Porto
Contacto:

Mensagempor vvvieira » quarta nov 10, 2010 8:12 pm

Cristina Silva Escreveu:vvvieira, perante o seu alarde público, talvez a OPP tivesse recebido vários contactos (hipótese que levanto, pois não sei absolutamente nada sobre o assunto) no sentido de esclarecimentos


Com que então, o "alarde público" foi meu? Como deve ter reparado, esta secção do fórum é restrita a "psicólogos registados". Logo, não é pública. Ou julga que não sei o mal que à OPP faria a divulgação pública da decisão judicial? Porque julga que não a divulguei ainda?

Espere pelo próximo capítulo.
O futuro está à nossa frente. Cabe-nos fazê-lo melhor.
Cristina Silva
Psicólogo Registado (PT)
Psicólogo Registado (PT)
Mensagens: 800
Registado: quinta out 25, 2007 9:52 am

Mensagempor Cristina Silva » quinta nov 11, 2010 1:22 pm

vvvieira Escreveu:
Espere pelo próximo capítulo.



Espero e com muita curiosidade.
Avatar do Utilizador
Liliana Costa
Psicólogo Registado (PT)
Psicólogo Registado (PT)
Mensagens: 627
Registado: terça fev 01, 2005 2:14 pm
Localização: Amarante,Porto
Contacto:

Mensagempor Liliana Costa » quinta nov 11, 2010 7:14 pm

Agora lembrei-me de uma expressão engraçada "pimenta no r--- dos outros para mim é refresco" :roll:

Enfim....
Avatar do Utilizador
vvvieira
Psicólogo Registado (PT)
Psicólogo Registado (PT)
Mensagens: 298
Registado: domingo mar 07, 2010 10:54 pm
Localização: Porto
Contacto:

Mensagempor vvvieira » quinta nov 11, 2010 7:28 pm

:lol:
O futuro está à nossa frente. Cabe-nos fazê-lo melhor.
Cristina Silva
Psicólogo Registado (PT)
Psicólogo Registado (PT)
Mensagens: 800
Registado: quinta out 25, 2007 9:52 am

Mensagempor Cristina Silva » sexta nov 12, 2010 1:42 pm

vvvieira Escreveu:Apenas lhe posso referir que o juiz não apreciou sequer essa questão, porque não lhe competia fazê-lo. Portanto, a direcção da OPP excedeu-se nas afirmações.

Mas que está a ser giro... está.


Sim, terá de ser o Tribunal Constitucional a fazê-lo, e por isso espero com curiosidade a pronúncia do TC, pois parece-me que é do interesse de todos!
Avatar do Utilizador
vvvieira
Psicólogo Registado (PT)
Psicólogo Registado (PT)
Mensagens: 298
Registado: domingo mar 07, 2010 10:54 pm
Localização: Porto
Contacto:

Mensagempor vvvieira » sexta nov 12, 2010 2:40 pm

Esse é o erro, Cristina Silva: não é.

E não é, porque uma tal contenda irá manchar indelevelmente a imagem da OPP, embora o erro não seja dela em si mesma mas do legislador e dos lóbis (ou lobbies - you choose).

Esse era o cenário que não se desejava. Lamentavelmente, a falta de visão de alguns e a persistência no erro conduziu-nos a esta opção.

Lamentável.
O futuro está à nossa frente. Cabe-nos fazê-lo melhor.
Cristina Silva
Psicólogo Registado (PT)
Psicólogo Registado (PT)
Mensagens: 800
Registado: quinta out 25, 2007 9:52 am

Mensagempor Cristina Silva » sexta nov 12, 2010 8:08 pm

vvvieira Escreveu:Esse é o erro, Cristina Silva: não é.

E não é, porque uma tal contenda irá manchar indelevelmente a imagem da OPP, embora o erro não seja dela em si mesma mas do legislador e dos lóbis (ou lobbies - you choose).

Esse era o cenário que não se desejava. Lamentavelmente, a falta de visão de alguns e a persistência no erro conduziu-nos a esta opção.

Lamentável.



Pelo que eu percebi:

1º Requereram no Tribunal Administrativo de Círculo de Lisboa uma providência cautelar tendente à condenação da Ordem para vos inscreverem provisoriamente como membros efectivos;

2º Desse requerimento, houve sentença do Tribunal Administrativo de Círculo de Lisboa, sentença que transitou em julgado, e que confirmou, que face ao artigo 84º do Estatuto os requerentes não podiam ser inscritos como membros efectivos. Parece-me que esta sentença deve estar muito bem fundamentada pois perante os argumentos acusatórios dos requerentes, o Tribunal não pode dizer apenas, não porque não! (nós sabemos que a justiça vai mal mas a tal ponto, não me parece).

Perante isto, e se a principal argumentação acusatória dos requerentes é a da inconstitucionalidade do 84º artigo do Estatuto da OPP (não conheço outra), só o Tribunal Constitucional se pode pronunciar quanto a essa acusação, tal como MCP o diz em http://continuopsicologo.blogspot.com, (e cito) “Como todos sabem, não é possível a um Tribunal Administrativo decidir sobre inconstitucionalidades, sendo esta uma competência exclusiva do Tribunal Constitucional, pelo que os devidos trâmites legais serão tidos em consideração”, como é que me diz que esse é um erro?

Então não é o TC que tem de se pronunciar sobre tal argumentação acusatória, que para os requerentes e ilustres especialistas é mais que óbvia? (apesar de pessoalmente achar que o dito pelos ilustres especialistas constantes no blog acima referido, são meras opiniões e críticas (de ilustres, sim senhor), mas isso em si, não significa nada a não ser isso mesmo (opiniões e críticas).

Mais, numa dessas opiniões (vide o blog já referido), há um ilustre especialista que começa com esta frase: “O profissional licenciado não é só titular da liberdade de profissão. É também, pela habilitação, titular da liberdade de ciência. (...)"

Na minha opinião (e eu, não sendo ilustre, também posso opinar), o licenciado não é um profissional, pode tornar-se num profissional! (essa é que é a questão! E por isso as Ordens Profissionais (e não académicas)). Concordo em pleno, que o licenciado, pela habilitação, é titular da liberdade da ciência, mas estamos a falar de coisas diferentes e parece-me que é neste ponto que os requerentes se confundem.

Acho importante que este assunto seja público, pois a justiça é do interesse de todos. E perante uma acusação de inconstitucionalidade de um determinado artigo de um Estatuto de uma Ordem, no caso da OPP, é obrigatório a justiça se pronunciar e fazer justiça.

Aguardo atentamente, com curiosidade e muito interesse o desfecho dessa justiça pois é do interesse de todos. Não só dos psicólogos ou pretendentes a tal, mas de toda a sociedade, contribuindo tal para o caminho da dignificação da profissão.
Avatar do Utilizador
vvvieira
Psicólogo Registado (PT)
Psicólogo Registado (PT)
Mensagens: 298
Registado: domingo mar 07, 2010 10:54 pm
Localização: Porto
Contacto:

Mensagempor vvvieira » sábado nov 13, 2010 11:50 am

Afirmação 1:
Cristina Silva Escreveu:Sim, terá de ser o Tribunal Constitucional a fazê-lo, e por isso espero com curiosidade a pronúncia do TC, pois parece-me que é do interesse de todos!

(sublinhado meu)

Resposta:
vvvieira Escreveu:Esse é o erro, Cristina Silva: não é.
E [ul]não é, porque uma tal contenda irá manchar indelevelmente a imagem da OPP[/ul], embora o erro não seja dela em si mesma mas do legislado

(sublinhado meu)

Afirmação 2:
Cristina Silva Escreveu:Pelo que eu percebi:
1º Requereram no Tribunal Administrativo de Círculo de Lisboa uma providência cautelar tendente à condenação da Ordem para vos inscreverem provisoriamente como membros efectivos;
2º Desse requerimento, houve sentença do Tribunal Administrativo de Círculo de Lisboa, sentença que transitou em julgado, e que confirmou, que face ao artigo 84º do Estatuto os requerentes não podiam ser inscritos como membros efectivos. Parece-me que esta sentença deve estar muito bem fundamentada pois perante os argumentos acusatórios dos requerentes, o Tribunal não pode dizer apenas, não porque não!

(sublinhado meu)



Como se verifica, a Cristina não percebeu várias coisas:

1. o que eu disse é que não é "do interesse de todos" que a situação seja resolvida pela via judicial. Quando muito, será do interesse de quem (como eu) coloca a acção e vê reconhecido o direito que lhe tinha sido retirado inconstitucionalmente; mas o custo para a imagem da OPP e dos psicólogos em geral será elevado. Seria necessário obrigar a ir até aí? Não seria mais fácil prever um regime de transição que não excluísse, mas incluísse? E não se tente lançar o opróbio sobre nós: a responsabilidade desta situação não é nossa.

2. onde é que leu a sentença? Sobre ela apenas referi que "o Tribunal considerou provado que posso exercer, mesmo sem ser membro efectivo da OPP". E é isso que lá está. Um providência cautelar é isso mesmo: pode ser interposta a qualquer momento, antes ou durante a pendência de uma acção principal (que agora, lamentavelmente, vai ser posta em marcha) e se destina a suspender provisoriamente algo que poderá causar dano ao proponente da acção principal e até que esta seja julgada. A decisão judicial sobre esta providência cautelar serviu para comprovar meramente que podemos exercer profissionalmente, mas nada mais. Daí que considere que a OPP se excedeu ao afirmar peremptoriamente coisas que de facto não estão na sentença.
Se o nosso advogado o autorizar, publicitarei o texto integral, e cada um poderá ver de que lado está a razão (uma vez que o site da OPP não permite o direito de resposta).


Após este esclarecimento prévio, vejo-me forçado a regressar ao seu arrazoado (ou, neste caso, desarrazoado).

Escreveu 6 parágrafos em que manifesta claramente que já tomou partido (no caso, contra quem apenas defende os direitos de que foi expoliado), contrariando novamente o que afirmou inicialmente:

Cristina Silva Escreveu:Além do mais, eu estou aqui apenas a tentar compreender esta questão tão complexa


Se também actua desta forma impulsiva, desinformada e agreste em relação ao resto da sua vida, só posso lamentar, pois já fiz o que está ao meu alcance: fornecer-lhe os elementos para que possa, em consciência, assumir uma posição.

Ponho-lhe a mesma questão que coloquei à colega Ana Rita (e aliás a outras pessoas, sem que tenha obtido resposta):

Quer comentar o facto (é um facto, sim, não uma suposição) de a desqualificação retroactiva ter sido enxertada na Lei apenas uma semana antes da sua aprovação final?
O futuro está à nossa frente. Cabe-nos fazê-lo melhor.
Cristina Silva
Psicólogo Registado (PT)
Psicólogo Registado (PT)
Mensagens: 800
Registado: quinta out 25, 2007 9:52 am

Mensagempor Cristina Silva » segunda nov 15, 2010 1:53 pm

vvvieira Escreveu:
Como se verifica, a Cristina não percebeu várias coisas:

1. o que eu disse é que não é "do interesse de todos" que a situação seja resolvida pela via judicial. Quando muito, será do interesse de quem (como eu) coloca a acção e vê reconhecido o direito que lhe tinha sido retirado inconstitucionalmente; mas o custo para a imagem da OPP e dos psicólogos em geral será elevado. Seria necessário obrigar a ir até aí? Não seria mais fácil prever um regime de transição que não excluísse, mas incluísse? E não se tente lançar o opróbio sobre nós: a responsabilidade desta situação não é nossa.

2. onde é que leu a sentença? Sobre ela apenas referi que "o Tribunal considerou provado que posso exercer, mesmo sem ser membro efectivo da OPP". E é isso que lá está. Um providência cautelar é isso mesmo: pode ser interposta a qualquer momento, antes ou durante a pendência de uma acção principal (que agora, lamentavelmente, vai ser posta em marcha) e se destina a suspender provisoriamente algo que poderá causar dano ao proponente da acção principal e até que esta seja julgada. A decisão judicial sobre esta providência cautelar serviu para comprovar meramente que podemos exercer profissionalmente, mas nada mais. Daí que considere que a OPP se excedeu ao afirmar peremptoriamente coisas que de facto não estão na sentença.
Se o nosso advogado o autorizar, publicitarei o texto integral, e cada um poderá ver de que lado está a razão (uma vez que o site da OPP não permite o direito de resposta).


Após este esclarecimento prévio, vejo-me forçado a regressar ao seu arrazoado (ou, neste caso, desarrazoado).

Escreveu 6 parágrafos em que manifesta claramente que já tomou partido (no caso, contra quem apenas defende os direitos de que foi expoliado), contrariando novamente o que afirmou inicialmente:

Cristina Silva Escreveu:Além do mais, eu estou aqui apenas a tentar compreender esta questão tão complexa


Se também actua desta forma impulsiva, desinformada e agreste em relação ao resto da sua vida, só posso lamentar, pois já fiz o que está ao meu alcance: fornecer-lhe os elementos para que possa, em consciência, assumir uma posição.

Ponho-lhe a mesma questão que coloquei à colega Ana Rita (e aliás a outras pessoas, sem que tenha obtido resposta):

Quer comentar o facto (é um facto, sim, não uma suposição) de a desqualificação retroactiva ter sido enxertada na Lei apenas uma semana antes da sua aprovação final?


Claro que é do interesse de todos! Pessoalmente, como profissional e cidadã, tenho interesse (e direito) em saber qual a pronúncia do Tribunal Constitucional, sobre a acusação que é feita.

Não chega andar aqui a dizer que o 84º artigo do Estatuto é inconstitucional, pois a coisa, a mim, não me parece assim tão simples quanto isso! E se há advogados de um lado, também há do outro.

Pessoalmente quero saber o que é que o TC diz quanto a esta argumentação acusatória: é ou não inconstitucional? Acusar é uma coisa, essa acusação ter pronúncia favorável, é outra!

Quando pergunta: “Quer comentar o facto (é um facto, sim, não uma suposição) de a desqualificação retroactiva ter sido enxertada na Lei apenas uma semana antes da sua aprovação final?”, tal remete-me para uma acusação de que a coisa foi feita na “candonga”, e isso para mim também é uma acusação grave, pois não quero acreditar que, quando a Ordem é finalmente constituída, a mesma foi feita com base em “candonguices” e inconstitucionalidades e por isso ser do interesse de todos saber se assim é ou não, sendo que só há uma Entidade que o pode fazer, o TC.

E reitero que estou aqui a tentar compreender esta questão tão complexa, sendo que para tal posso pensar, opinar e levantar questões. E se as minhas opiniões são em sentido contrário ao seu, é porque apenas acho que não tem razão, pois para mim, como já tive oportunidade de expor, essa questão “dos direitos retirados, espoliados, etc.”, não é assim tão clara. Não é uma questão de tomar partidos (nem tenho de os tomar!

Mas como não cabe a nós dizer quem tem razão, aguardo que a Entidade que o pode fazer se pronuncie, para que tudo fique claro. Não se podem fazer acusações graves (de inconstitucionalidade e falta de transparência) sem que haja uma pronúncia pública, de quem de direito, sobre tal!


Quanto às suas avaliações sobre a minha pessoa (impulsiva, desinformada e agreste), abstenho-me de comentar.
Avatar do Utilizador
vvvieira
Psicólogo Registado (PT)
Psicólogo Registado (PT)
Mensagens: 298
Registado: domingo mar 07, 2010 10:54 pm
Localização: Porto
Contacto:

Mensagempor vvvieira » segunda nov 15, 2010 4:03 pm

E como sempre, evita responder ao que lhe é perguntado sobre factos. Se se desse ao trabalho de ir consultar no DR e no DAR os documentos oficiais verificaria que o "enxerto" existiu mesmo. Para facilitar a busca até está tudo compilado em https://sites.google.com/site/continuarpsicologo/historial.
E pergunto-me porquê esta agressividade contra quem - apresentando factos concretos - se manifesta contra uma injustiça.
Porque persiste em pensar que é obrigatório que aceitemos o "pacote" completo, quando tal não é exigível, nem justo, nem ético?
Acho que não lhe seria assim tão complicado admitir que:
-a ideia de Ordem é potencialmente boa
-a ideia de Ordem não é absolutamente boa
-os processos de transição têm custos
-esses custos podem ser diminuídos
-incluir é melhor do que excluir
-um bom início é prenunciador de um bom processo

Mas não tenho grandes ilusões quanto a si. Afirma que anda aqui "a tentar compreender esta questão tão complexa", para em seguida afirmar que as suas "opiniões são em sentido contrário" às minhas. Isto só tem uma leitura possível: não está a "tentar compreender", já formou uma opinião (diria eu definitiva).

E depois usa o guarda-chuva habitual: quer "saber o que é que o TC diz quanto a esta argumentação acusatória".

Pois bem, há duas hipóteses.
1-o TC pode declarar que não é inconstitucional; e entretanto já passou tanto tempo que, apesar de tudo, os que contestam o artigo 84º reúnem as condições agora exigidas para passar a membro efectivo (e não quero sequer pensar que possa haver tentativas de retaliação)
2-o TC pode declarar que é inconstitucional; e entretanto gastou-se dinheiro, tempo, paciência; criaram-se situações de ambiguidade intoleráveis; os que contestam o artigo 84º serão admitidos como membro efectivo.

Diferença entre as duas situações: o "lavar de roupa suja" que indubitavelmente ocorrerá (e cabe aqui perguntar quais os motivos por trás da publicação em Novembro de uma decisão judicial de Julho). Irá aproveitar a quem? Decerto que não aos psicólogos e à Psicologia. E seria realmente necessário tudo isto?
O futuro está à nossa frente. Cabe-nos fazê-lo melhor.
Cristina Silva
Psicólogo Registado (PT)
Psicólogo Registado (PT)
Mensagens: 800
Registado: quinta out 25, 2007 9:52 am

Mensagempor Cristina Silva » terça nov 16, 2010 9:51 pm

vvvieira Escreveu:E como sempre, evita responder ao que lhe é perguntado sobre factos. Se se desse ao trabalho de ir consultar no DR e no DAR os documentos oficiais verificaria que o "enxerto" existiu mesmo. Para facilitar a busca até está tudo compilado em https://sites.google.com/site/continuarpsicologo/historial.
E pergunto-me porquê esta agressividade contra quem - apresentando factos concretos - se manifesta contra uma injustiça.
Porque persiste em pensar que é obrigatório que aceitemos o "pacote" completo, quando tal não é exigível, nem justo, nem ético?
Acho que não lhe seria assim tão complicado admitir que:
-a ideia de Ordem é potencialmente boa
-a ideia de Ordem não é absolutamente boa
-os processos de transição têm custos
-esses custos podem ser diminuídos
-incluir é melhor do que excluir
-um bom início é prenunciador de um bom processo

Mas não tenho grandes ilusões quanto a si. Afirma que anda aqui "a tentar compreender esta questão tão complexa", para em seguida afirmar que as suas "opiniões são em sentido contrário" às minhas. Isto só tem uma leitura possível: não está a "tentar compreender", já formou uma opinião (diria eu definitiva).

E depois usa o guarda-chuva habitual: quer "saber o que é que o TC diz quanto a esta argumentação acusatória".

Pois bem, há duas hipóteses.
1-o TC pode declarar que não é inconstitucional; e entretanto já passou tanto tempo que, apesar de tudo, os que contestam o artigo 84º reúnem as condições agora exigidas para passar a membro efectivo (e não quero sequer pensar que possa haver tentativas de retaliação)
2-o TC pode declarar que é inconstitucional; e entretanto gastou-se dinheiro, tempo, paciência; criaram-se situações de ambiguidade intoleráveis; os que contestam o artigo 84º serão admitidos como membro efectivo.

Diferença entre as duas situações: o "lavar de roupa suja" que indubitavelmente ocorrerá (e cabe aqui perguntar quais os motivos por trás da publicação em Novembro de uma decisão judicial de Julho). Irá aproveitar a quem? Decerto que não aos psicólogos e à Psicologia. E seria realmente necessário tudo isto?


vvvieira, os factos que faz questão que eu leia no site que me indicou, só os tenho de um lado (o lado do MCP), sendo que não concordo com muita da argumentação que por aqui tem vindo a lume, e por isso para mim ser essencial que a Entidade de direito se pronuncie no que às acusações diz respeito.

E insiste em que eu tome um partido ou admita coisas.... pois, não vou por aí! (pensando no José Régio)....gosto de ser uma livre pensadora. E como livre pensadora, reafirmo que tenho dúvidas que o 84º artigo do Estatuto seja inconstitucional. E concordo em absoluto com o ponto 2 do 51º artigo do Estatuto (para mim, o estágio profissional com Orientação/supervisão como condição essencial para a passagem a membro efectivo, é fundamental. Ainda bem que temos a Ordem para que tal se tenha tornado Regulamento)
Avatar do Utilizador
vvvieira
Psicólogo Registado (PT)
Psicólogo Registado (PT)
Mensagens: 298
Registado: domingo mar 07, 2010 10:54 pm
Localização: Porto
Contacto:

Mensagempor vvvieira » terça nov 16, 2010 10:50 pm

Cristina Silva Escreveu:vvvieira, os factos que faz questão que eu leia no site que me indicou, só os tenho de um lado (o lado do MCP)


A página específica que lhe indiquei limita-se a enumerar links para o Diário da República e para o Diário da Assembleia da República, ou para a Ordem dos Psicólogos. Não me parece que sejam afirmações do MCP.

Cristina Silva Escreveu:E concordo em absoluto com o ponto 2 do 51º artigo do Estatuto (para mim, o estágio profissional com Orientação/supervisão como condição essencial para a passagem a membro efectivo, é fundamental. Ainda bem que temos a Ordem para que tal se tenha tornado Regulamento)


O artigo 50º do Estatuto era o 56º do primeiro texto de substituição, e basicamente define que para se ser psicólogo tem de se estar inscrito na Ordem; já o 51º, 52º e 84º foram enxertados na Lei uma semana antes da sua aprovação final.
Enquanto o texto anterior (artigo 62º) previa apenas que seriam admitidos como membros efectivos "todos os licenciados em Psicologia que exerçam a profissão", o novel 51º vem introduzir a obrigatoriedade do estágio, embora a lei 6/2008 estipulasse ser opcional a sua existência; o 52º estipula que esse estágio é "promovido e organizado pela respectiva Ordem". E o 84º estipula que ficam isentos de estágio os que (na prática) mais de uma ano antes da lei existir já eram psicólogos e tinham o direito de exercer a profissão. Ou seja, desqualifica.

Quanto ao recente Regulamento, ele não faz mais, na prática, que normalizar o regime de semi-escravidão e do falso voluntariado. Ou acha que uma entidade, podendo não pagar a um estagiário, vai fazê-lo?
O futuro está à nossa frente. Cabe-nos fazê-lo melhor.
Avatar do Utilizador
vvvieira
Psicólogo Registado (PT)
Psicólogo Registado (PT)
Mensagens: 298
Registado: domingo mar 07, 2010 10:54 pm
Localização: Porto
Contacto:

Mensagempor vvvieira » segunda nov 22, 2010 11:11 am

E de súbito, o silêncio...
O futuro está à nossa frente. Cabe-nos fazê-lo melhor.
Cristina Silva
Psicólogo Registado (PT)
Psicólogo Registado (PT)
Mensagens: 800
Registado: quinta out 25, 2007 9:52 am

Mensagempor Cristina Silva » segunda nov 22, 2010 1:28 pm

vvvieira Escreveu:E de súbito, o silêncio...


O silêncio porque acho que a conversa já está num circulo repetitivo. Pessoalmente, já disse o que achava de todas as questões que levanta. Não vou repetir-me.
Avatar do Utilizador
vvvieira
Psicólogo Registado (PT)
Psicólogo Registado (PT)
Mensagens: 298
Registado: domingo mar 07, 2010 10:54 pm
Localização: Porto
Contacto:

Mensagempor vvvieira » segunda nov 22, 2010 2:53 pm

:roll:
O futuro está à nossa frente. Cabe-nos fazê-lo melhor.
Orchid
Membro Amador
Membro Amador
Mensagens: 61
Registado: quarta set 26, 2007 10:23 pm

Estágios e entidades

Mensagempor Orchid » terça dez 07, 2010 5:10 pm

Boa tarde a todos,

Recebi hoje a avaliação do meu processo por parte da OPP.
Alguém me sabe dizer onde podemos encontrar listadas as Entidades com quem a OPP tem acordo para realização de Estágios Profissionais?

Cumprimentos.
Orchid Oblivion

Voltar para “Regulamentação, Exercício e Identidade Profissional”

Quem está ligado:

Utilizadores neste fórum: Nenhum utilizador registado e 6 visitantes