Psicólogos desqualificados: a novela continua...

A regulação e regulamentação da formação e do exercício da psicologia em Portugal. A acreditação e certificação. A organização da classe profissional. Os direitos e deveres laborais. As organizações representativas. A identidade e a imagem dos Psicólogos.

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Psicólogos desqualificados: a novela continua...

Mensagempor vvvieira » quinta mar 17, 2011 7:44 pm

Consulte-se a evolução em http://www.parlamento.pt/ActividadeParlamentar/Paginas/DetalhePeticao.aspx?BID=11963.

E entretanto passaram já mais de 2 anos sobre a criação do problema, e quase um ano depois da efectiva criação da OPP.

Mas seguramente a novela ainda vai ter mais uns episódios...
O futuro está à nossa frente. Cabe-nos fazê-lo melhor.
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Re: Psicólogos desqualificados: a novela continua...

Mensagempor vectrapc » quinta mar 17, 2011 11:27 pm

Obrigada desde já pela partilha, irei ler com interesse a informação constante da mesma e voltarei com dúvidas certamente.
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Re: Psicólogos desqualificados: a novela continua...

Mensagempor vectrapc » sábado mar 19, 2011 10:23 am

....
Última edição por vectrapc em domingo mar 20, 2011 7:41 am, editado 1 vez no total.
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Re: Psicólogos desqualificados: a novela continua...

Mensagempor pi.r » sábado mar 19, 2011 1:35 pm

Vectrapc, vou procurar comentar as suas ideias sem no entanto citar todas, senão este post ficaria demasiado extenso:

1º parágrafo: Essa é uma questão que a mim também me suscita muitas dúvidas, mas a verdade é que vivemos num sistema democrático, com leis e institiuições que devem ser respeitadas, e para mim, cidadã, esse é um princípio mais alto que os relativos à classe e à profissão. Assim sendo, e porque considero perigoso desrespeitar as instituições que garantem o funcionamento da democracia e dos sistemas que lhe são internos (como o acesso ao trabalho) tenho de considerar (a contra gosto, é certo) que não é constitucionalmente defensável aceitar que pessoas que a direcção do trabalho habilitou para uma prática profissional podem agora ver essa mesma prática ser-lhes recusada. Esta situação ultrapassar-se-á, mas apenas a médio longo prazo, e às vezes é assim que tem de ser, porque não vivemos em sistemas perfeitos. Sabemos todos, pelo menos, que a partir de agora ninguém entrará para a profissão sem a formação adequada. Isto que lhe digo tive o prazer de dizer a Sr Bastonário: não podemos ter a ilusão de que vamos mudar o panorama da psicologia em portugal em um dois anos. E sobretudo não o podemos fazer passando por cima da vida e dos direitos das pessoas. Mesmo que isso às vezes nos cause desconforto.

2º e 3º parágrafo: A questão dos 18 ou dos 12 meses pode sempre ser discutida, mas sempre relativamente ao futuro, e não como exigência para o passado. Repare ainda que apesar de a Ordem ter sido criada em 2008, o período de inscrição se ter iniciado em 2009, as eleições em 2010, os primeiros estágios da Ordem só se puderam iniciar a partir da Aprovação do Regulamento de Estágios, em Novembro. Assim sendo, o que a Vectrapc defende é que as pessoas formadas a partir de Outubro de 2007 (segundo a actual lei) ou meio de 2008 (segundo a nova proposta) deveriam estar até agora à espera de iniciar um estágio para acederem à profissão? E desde 2008 tinham feito o quê? Durante dois ou três anos não aceitavam propostas na área que tinham estudado 5 anos? Parece razoável a alguém? Já o disse muitas vezes, se não se tivesse feito tábua raza do passado tudo isto teria sido resolvido pela figura da supervisão ao invés da do estágio, que é muitíssimo menos exequível: como vão ser os estágios, se agora são obrigatoriamente remunerados? alguma vez há estágios suficientes, remunerados, para todos os que se formaram desde 2008 e se formarão nos próximos anos? Claroq ue se a ideia é passarmos de "demasiados psicólogos" a "uma classe de priveligiados" estamos no bom caminho.

Também a informo que a questão da retroactividade por-se-á sempre enquanto forem exigidos x meses de experiência às pessoas que se formaram antes da publicação da lei. Porque há sempre a hipótese de se terem formado e por razões várias não terem exercido (ou terem-no feito de formas não reconhecidas pela Ordem como por exemplo estando em exclusivo a realizar investigação doutoral!). E gostemos ou não, segundo a lei fundamental deste país, não podem retroactivamente ser lesados. Eram psicólogos, não podem deixar de o ser.

4º e 5º parágrafo: Concordo que o modelo europsy é um bom modelo, mas não vejo (comeo a repetir-me) como o que eu acho bom ou mau possa ser imposto retroactivamente às pessoas, ou possa implicar que se esteja em banho maria profissional durante alguns anos.
A leitura do Ministério da Saúde e a sua esquecem-se que tudo isso seria defensável se não se estivesse a pedir a pessoas que terminaram os seus cursos à 3 anos, e que entretanto foram exercendo muito ou pouco conforme podiam, e agora devem largar os trabalhos que foram conseguindo (muitas vezes umas horas num local, outras noutro) para embarcar num programa de estágios que só agora começou a funcionar.


6 º parágrafo: O seu ponto de vista é sempre importante, mas não pode esquecer-se que vivemos em sociedade, e que mesmo que as instituições sejam falíveis, cometam erros, façam aprecições erróneas, devem ser respeitadas. Sugito-lhe a leitura dos diálogos de Sócrates, designadamente o Críton, sobre como a Democracia se sustenta precisamente nas suas instituições e leis, e como devemos respeitá-las mesmo que não concordemos com elas. Já viu se cada pessoa que não concorda com determinada lei, regulamentação ou instituição não a respeitasse? Onde viveríamos? Na selva!

7º A questão das pessoas conseguirem ou não comprovar experiência profissional vai dar ao mesmo lugar: se antes para praticarem era exigido apenas que tivessem formação, não e pode agora vir pedir uma outra coisa. Mais, como sabe o nosso país é exímio em "faz aqui umas horas, sem papéis" e por mais que discordemos disso, compreendo bem que muitos porque querem trabalhar, o aceitem. Também não me parece que distracção ou falta de organização sejam motivos válidos para retirar às pessoas o direito ao exercicio profissional.

8º Devo dizer-lhe que também eu conheço colegas apanhados por essa situação da Segurança Social. As declarações da Ordem dizem apenas que a pessoa se encontra inscrita, não referindo, como é óbvio que estão inscritas como membros efectivos porque não estão. No caso que conheço falamos de alguém que exerce, continuadamente, com supervisão, desde Janeiro de 2009, que continua membro estagiário, e que perderá milhares de euros com esta pequena brincadeira!

Finalmente, é claro que a Ordem não tem interesse em manter as pessoas como estagiários. Muitas desistirão, cansadas, muitas terminarão os seus cursos sem nunca chegarem a aceder à profissão, e os cursos de psicologia vão tornar-se muito menos. E não emito opiniões sobre isso relativamente ao que tem de positivo ou negativo no futuro, mas como lhe disse não posso aceitá-lo como regulação com incidência no passado. E mais uma vez lembro que Piscologa passou a ser o primeiro curso em Portugal que não dá acesso a aqualquer profissão. Não há curso ou Ordem (e olhe que as temos estudado) que funcione desta forma.

Tentei não me estender de mais, e na verdade tudo se resume sempre à mesma questão: a Ordem pode e deve regular para o futuro, mas não pode fazê-lo passando por cima do passado.
Mais, fala-se pouco do caso dos psicólogos que entraram na profissão quando ainda não havia cursos superiores de psicologia, que formaram as primeiras gerações de profissionais, iniciaram instituições cientifícias, dinamizaram a psicologia nas instituições, e agora não pertencem à Ordem. Mas também esses foram afectados embora, embora pela sua idade e experiência sejam menos vulneráveis, mas digo-lhe que estão igualmente incomodados e perplexos.
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Re: Psicólogos desqualificados: a novela continua...

Mensagempor vvvieira » sábado mar 19, 2011 8:47 pm

vectrapc Escreveu:Ponto 3 da petição no que se refere a aceitar a caarteira profissional como prova de exercício em Psicologia tenho de discordar veemente.

Só agora leu a Petição, foi?

vectrapc Escreveu:Mas pelo que li na resposta da OPP ao ofício relativo à petição, foi enviada 1 proposta de alteração à lei 57/08, nomeadamente ao artigo 84 que é "acima de tudo" a fonte da discórdia.

Pois. E se não tivesse havido Petição?

vectrapc Escreveu:A alteração da data proposta de 16 de Abril de 2009 para o fim de Dezembro de 2009 daria mais 8 meses de experiência que poderia ser validada, pelo que, pelas minhas contas, todos os que tivessem terminado a licenciatura/2 ciclos bolonha até meio de 2008 entrariam com experiência comprovada e validada.

Pois. Todos os que concluíram o curso obtiveram imediatamente emprego, não foi?

vectrapc Escreveu:Relativamente ao estágio profissional sou defensora do Europsy, portanto do modelo 3+2+1. Acho importante que além das aprendizagens universitárias do estágio curricular (sempre feito a par de outras disciplinas e em muitos casos da monografia) exista 1 ano de experiência prática, orientada e supervisionada, com as 35 horas semanais, isto sim estágio profissional.

Não concordamos todos com isso? O problema é outro. Leia o que diz o Regulamento de Estágios: "voluntariado" obrigatório. E com custos para o "voluntário".

vectrapc Escreveu:Relativamente a retirar o ser Psicólogo, a minha leitura da lei vai de acordo com o disposto pelo gabinete da Ministra da Saúde, nomeadamente no que vem descrito no artigo 5º. De acordo com o que me é permitido elaborar, todos os psicólogos serão aceites como membros da OPP, somente os que não comprovem a licenciatura/2 ciclos Bolonha verão a sua entrada vedada e, consequentemente, se estiverem a exercer Psicologia sem as condições definidas (curso em) estarão em usurpaçâo de funções, sendo isto crime segundo o código (civil?).

E porque é o Chefe de Gabinete a responder quando foi a Ministra a ser inquirida? Será que a resposta dela seria a mesma?

vectrapc Escreveu:Depois, uma DGES que deixa aparecerem em Portugal mais de 32 cursos de Psicologia e não abre cursos para outras áreas necessitadas deve estar preocupantemente com POC, pois só assim se permite replicar tanto curso em Psicologia, ou tem estado nos últimos 15 anos. O saber o que está a fazer fica severamente afectado do meu ponto de vista.

Pergunte à DGES. antes de fazer diagnósticos. Fica mal actuar assim designando-se Psicólogo/a.

vectrapc Escreveu:A questão das pessoas não conseguirem provar o exercício da profissão faz-me alguma espécie, comichão mesmo. Compreendo empresas que fecharam e é difícil comprovar, mudanças de pessoas e tal, mas deverá ser do interesse e responsabilidade de cada um de nós pedir declarações das actividades que fazemos, um dia essas poderão dar jeito (género cartas de recomendação). Nunca saí de nenhum emprego sem as ditas e trabalho há 18 anos.

E como já trabalha há 18 anos não tem o problema dos desqualificados. Parabéns, portanto.

vectrapc Escreveu:Concordo com a questão da dificuldade de explicar à população que a pessoa enquanto não vir a sua situação esclarecida não pode usar cédula, foco por exemplo a situação de colegas que têm colaborado com a Segurança Social na avaliação e seguimento de crianças e a quem foi pedido o comprovativo de inscrição como membro efectivo e em que não é responsabilidade (geralmente) deles não poderem fazer prova, mas também me foi dito que a OPP está a passar declarações para esses casos específicos.

Portanto, temos uma OPP apaga-brasas, em vez de um sistema de prevenção de incêndio. E entretanto há despedimentos. Calha bem, nesta conjuntura.

vectrapc Escreveu:A questão dos 2 anos de estágio também não posso concordar porque, tal como disse em cima, no último ano de Universidade ninguém fica a fazer só estágio, pelo que o tempo de duração do mesmo não é igual ao do estágio profissional, nem a sua estrutura e grau de exigência (falo da minha experiência e do que conheço de outros colegas de outras universidades de psicologia).

Sim, claro. Quem se formou aí há uns 18 anos atrás também tinha de fazer um estágio de um ano antes de poder exercer. E pagar por isso. Também é a sua experiência?

vectrapc Escreveu:Não vejo o interesse da OPP em manter as pessoas como estagiários, pois são os efectivos que pagam cotas. Os estagiários de 1 ponto de vista organizacional requerem dispêndio e custos maiores para todos nós (gestão administrativa dos processos, formação). Senão vejamos contas por alto :

80 euros em cada semestre = 160 euros os 12 meses (240 os 18 meses)
80 na entrega do relatório de estágio
total = 240 euros

Formação de 40 horas, gastos com formadores, aluguer de salas, equipamento e material dispendido. Se fizermos que os formadores ganham 10 euros à hora (não faço ideia do que é realmente, mas parece-me valor até baixo para formação) temos 400 euros, logo já há gastos que deverão ser imputados à OPP e não aos estagiários. Fora o pessoal administrativo que terá de processar as inscrições e processos, a CE que terá de acompanhar, verificar e avaliar os estágios. Não me parece que seja com os estágios os cursos da OPP que a mesma vá ganhar dinheiro mas sim com os membros efectivos que pagam as cotas a horas e não dão trabalho.

Realmente as suas contas precisam de um TOC: cada formando paga 240, mas os cursos são com 15 formandos de cada vez. Ou seja, 3600€ de crédito, contra 400 (pronto, 1000, vá lá...) de débito. Ainda acha que não dará lucro?
E isto para não falarmos de quem são os formadores que vão falar de ética...

vectrapc Escreveu:Relativamente ao dito pelo gabinete da Ministra, não tenho dúvidas. Relativamente ao proposto pela OPP onde está a resposta da A.R.? Acha que a proposta da OPP mudaria as pretensões dos peticionarios ou continuariam com reivindicações e neste caso quais?

Diz bem, Gabinete. Que no final de um texto redondo e inócuo apresenta considerações infundamentadas, para lá de alguns lapsos de conhecimento lamentáveis. Quanto à "proposta da OPP", é caso para perguntar porque não deu dela conhecimento aos peticionários há 8 meses atrás.


vectrapc Escreveu:E assim é a opinião de 1 cidadã participativa.
[/quote]
Participativa? Em quê? Em contribuir para arrastar a situação? E a coberto do anonimato, ainda por cima? Contribuiu exactamente com quê?
Lamento, mas não lhe reconheço qualquer valor para a resolução do problema. Parece-me mesmo que resolveu fazer parte dele, e não da solução.

Compreendo que com a saída deste fóruns dos representantes oficiais e oficiosos da Direcção da OPP, a/o VectraPC tenha resolvido assumir o seu papel. A menos que também faça parte da dita, uma vez que aparenta estar tão bem informada sobre o que a OPP faz e/ou não faz. Aproveite para lhes pedir cópia da sentença da Providência Cautelar. Depois falamos.
O futuro está à nossa frente. Cabe-nos fazê-lo melhor.
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Re: Psicólogos desqualificados: a novela continua...

Mensagempor vectrapc » sábado mar 19, 2011 11:46 pm

Pi.r obrigada pela resposta educada.

Sr vieira ataques pessoais não abonam em defesa da causa. Nunca fui malcriada com o Sr. e como tal ou estamos numa democracia e temos direito a diferenças de opinião ou se estamos numa ditadura onde não podemos partilhar ideias contrárias candidate-se ao poder pois parece que vai surgir uma vaga.

Li a petição quando ela saíu mas não estava a par dos desenvolvimentos porque como sabe, sendo a petição puública, o fórum de trabalho sobre a mesma é privado.

Nunca disse em lado nenhum que os 18 anos são a exercer psicologia, é conclusão sua. Claro que na altura fiz estágio profissional(voluntariado) e estive inscrita numa sociedade e paguei terapia própria e supervisão, acho que é o percurso normal de quem quer trabalhar em Clínica.

Sempre achei, mesmo quando estudava, que na altura já haviam demasiados cursos e continuo a achar. Que os cursos de papel e caneta saiem mais baratos todos sabemos, mas não se entende porque existe falta de cursos de medicina e vemos tantos cursos de psicologia e direito, entre outros.

No que se refere à carteira profissional continuo a não concordar, se é por já estar o mal feito então não haveria sequer necessidade de OPP, ficávamos na mesma porque parece assim que estávamos todos muito bem.

De resto, venho a este fórum desde 8 de maio de 2005 muito antes da ordem portanto, e parece que postei mais de 1200 posts, estranho somente o Sr. se preocupar tanto com as minhas palavras. Desde de início sempre escrevi o que penso, não mudei de opinião nos entretantos ou nos finalmentes e sempre falei por mim. Não tenho filiações partidárias nem penso vir a ter e o meu feitio é assim mesmo, penso estar numa sociedade em que posso ter opinião mesmo quando ela pode ir a favor ou contra a maioria, pelos vistos tenho de remodelar o pensamento....

Não vale a pena, temos realmente o país que merecemos!
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Re: Psicólogos desqualificados: a novela continua...

Mensagempor vvvieira » segunda mar 21, 2011 11:52 am

vectrapc Escreveu:Pi.r obrigada pela resposta educada.

Teve duas respostas e agradece uma delas por ser "educada". Corolário lógico da proposição: a outra (a minha) é mal-educada. Pois. Deixemos isso à apreciação dos leitores.

vectrapc Escreveu:Sr vieira ataques pessoais não abonam em defesa da causa. Nunca fui malcriada com o Sr. e como tal ou estamos numa democracia e temos direito a diferenças de opinião ou se estamos numa ditadura onde não podemos partilhar ideias contrárias candidate-se ao poder pois parece que vai surgir uma vaga.

"Sr Vieira". Gostei. Pelo menos sabe o meu nome e que sou do sexo masculino. É a vantagem de não me refugiar no anonimato de um nickname. Por outro lado o seu raciocínio é estranho, uma vez que não desferi "ataques pessoais" - a menos que considere que a frase "Lamento, mas não lhe reconheço qualquer valor para a resolução do problema" o seja.

vectrapc Escreveu:Li a petição quando ela saíu mas não estava a par dos desenvolvimentos porque como sabe, sendo a petição pública, o fórum de trabalho sobre a mesma é privado.

E quando é que o fórum de trabalho do MCP foi para aqui chamado? Toda a documentação sobre o que acontece está visível, e até a agreguei (em http://bit.ly/continuarpsicologo) para facilitar a consulta.
No comentário anterior não o referi por boa educação (acto que, lamentavelmente, não foi considerado); mas a verdade é que a/o VectraPC tem dificuldades de leitura, ou então leu uma Petição diferente.
É que a que está em apreciação na AR neste momento tem 2 considerandos (o primeiro com 8 alíneas) e 2 propostas (ver em http://www.ipetitions.com/petition/continuopsicologo/), e não 3 como referiu - e em nenhum lado é dito que teria de se "aceitar a carteira profissional como prova de exercício em Psicologia". Aliás, nem sequer é referida a Carteira Profissional...
Já agora e para facilitar, o que na Petição se propõe é que:
1-quem já era Psicólogo até ao final do primeiro período de inscrição na Ordem (15 de Fevereiro de 2010) deverá ter a liberdade de optar por realizar ou não o estágio que agora passa a ser obrigatório para o exercício da profissão, e que quem conclua a sua formação após essa data mereça (no mínimo) que os planos curriculares sejam corrigidos de acordo com a nova realidade.
2-que haja igualdade de tratamento entre as pessoas formadas no regime pré-Bolonha e as formadas no regime Bolonha.


vectrapc Escreveu:Nunca disse em lado nenhum que os 18 anos são a exercer psicologia, é conclusão sua. Claro que na altura fiz estágio profissional(voluntariado) e estive inscrita numa sociedade e paguei terapia própria e supervisão, acho que é o percurso normal de quem quer trabalhar em Clínica.

Pois. O problema é que se fala da Ordem dos Psicólogos Portugueses, e não da Ordem dos Psicólogos Clínicos Portugueses.

vectrapc Escreveu:Sempre achei, mesmo quando estudava, que na altura já haviam demasiados cursos e continuo a achar. Que os cursos de papel e caneta saiem mais baratos todos sabemos, mas não se entende porque existe falta de cursos de medicina e vemos tantos cursos de psicologia e direito, entre outros.

Por muito interessante que seja a sua opinião, ela não passa disso, uma opinião. Cinja-se a factos, sff. E os factos são estes: quem era Psicólogo antes da criação da OPP deixou legalmente de o ser, com todos os potenciais custos inerentes - veja-se os despedimentos e recusas de emprego que têm ocorrido. Factos. Não opiniões.

vectrapc Escreveu:No que se refere à carteira profissional continuo a não concordar, se é por já estar o mal feito então não haveria sequer necessidade de OPP, ficávamos na mesma porque parece assim que estávamos todos muito bem.

Mais uma vez, é a sua opinião. Pode continuar a falar sózinha sobre a Carteira Profissional. Ou melhor, em coro com a actual Direcção da OPP. Embora mais ninguém fale disso, excepto quando é referido ocasionalmente que havia psicólogos (detentores da adequada formação académica) que também possuíam a dita, e que deixaram de ser Psicólogos alguns meses, e até anos, depois de começarem a exercer. Desqualificados retroactivamente, o que é constitucionalmente vedado.

vectrapc Escreveu:De resto, venho a este fórum desde 8 de maio de 2005 muito antes da ordem portanto, e parece que postei mais de 1200 posts, estranho somente o Sr. se preocupar tanto com as minhas palavras. Desde de início sempre escrevi o que penso, não mudei de opinião nos entretantos ou nos finalmentes e sempre falei por mim. Não tenho filiações partidárias nem penso vir a ter e o meu feitio é assim mesmo, penso estar numa sociedade em que posso ter opinião mesmo quando ela pode ir a favor ou contra a maioria, pelos vistos tenho de remodelar o pensamento....

Não vale a pena, temos realmente o país que merecemos!

Esta parte não percebi. Não percebi mesmo. E li-a várias vezes. Será necessário esclarecer o raciocínio.
A menos que estivesse a pôr-se em bicos de pés para mostrar os galões (desculpe a terminologia militar) para com isso tentar provar que a sua opinião tem mais valor do que a dos outros.
Azar. Não tem.
E serão sempre os factos, e não os argumentos, a atribuir a razão a um dos lados.


(Nota final: não percebi o porquê de, no dia de ontem, ter apagado o seu primeiro post de dia 19, ao qual respondi, resposta essa que a levou a apodar-me de mal-educado...)
O futuro está à nossa frente. Cabe-nos fazê-lo melhor.
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Re: Psicólogos desqualificados: a novela continua...

Mensagempor Ana Rita » terça mar 22, 2011 12:24 am

Isto faz-me lembrar uma exposição há tempos com o título "Mandei-o matar porque não tinha razão", dum colóquio "a (in)tolerância e a (in)suportável diferença".
A dupla leitura da frase nem sempre é fácil de fazer, porque a nossa razão é sempre convicta.

Neste fórum deixou de ser possível discutir o que quer que seja acerca da Ordem.

Desde que a Ordem iniciou tenho visto a pouco e pouco um decréscimo das dificuldades de que aqui tanto se falou de se ser tão psicólogo como qualquer outro psicólogo. Tenho vários colegas que ao supostamente estarem impedidos de exercer pela tal treta dos 18 meses estão na verdade a resolver a situação e não estão a deixar de trabalhar. Estão ainda longe de desistir por cansaço. Peço desculpa se os exemplos que tenho visto estão muito longe da realidade geral.
Como neste fórum se criou uma onda de oposição, volto a dizer, surge a necessidade de equilibrar um bocado a coisa. Seria óptimo que a nossa grande dificuldade estivesse na entrada para a Ordem.
Pertencemos à Geração à rasca como tanto se tem falado mas não deixo de pensar na dificuldade em aceitarmos o que não é facilitismo (não estou a dizer que é facilistismo não sermos desqualificados, mas às tantas parecemos umas vitimas de alguns quantos que nos quere extorquir! continuo a dizer: que exagero!).
Deixo um texto do MiaCouto que muita intolerância poderá criar à minha pessoa mas que do meu ponto de vista se insere também nos milhares de psicólogos que se formam (dos quais obviamente faço parte), tal como nos milhares de outras profissões.

"Mia Couto - Geração à Rasca - A Nossa Culpa
Um dia, isto tinha de acontecer.
Existe uma geração à rasca?
Existe mais do que uma! Certamente!
Está à rasca a geração dos pais que educaram os seus meninos numa
abastança caprichosa, protegendo-os de dificuldades e escondendo-lhes
as agruras da vida.
Está à rasca a geração dos filhos que nunca foram ensinados a lidar
com frustrações.
A ironia de tudo isto é que os jovens que agora se dizem (e também
estão) à rasca são os que mais tiveram tudo.
Nunca nenhuma geração foi, como esta, tão privilegiada na sua infância
e na sua adolescência. E nunca a sociedade exigiu tão pouco aos seus
jovens como lhes tem sido exigido nos últimos anos.

Deslumbradas com a melhoria significativa das condições de vida, a
minha geração e as seguintes (actualmente entre os 30 e os 50 anos)
vingaram-se das dificuldades em que foram criadas, no antes ou no pós
1974, e quiseram dar aos seus filhos o melhor.
Ansiosos por sublimar as suas próprias frustrações, os pais investiram
nos seus descendentes: proporcionaram-lhes os estudos que fazem deles
a geração mais qualificada de sempre (já lá vamos...), mas também lhes
deram uma vida desafogada, mimos e mordomias, entradas nos locais de
diversão, cartas de condução e 1º automóvel, depósitos de combustível
cheios, dinheiro no bolso para que nada lhes faltasse. Mesmo quando as
expectativas de primeiro emprego saíram goradas, a família continuou
presente, a garantir aos filhos cama, mesa e roupa lavada.
Durante anos, acreditaram estes pais e estas mães estar a fazer o
melhor; o dinheiro ia chegando para comprar (quase) tudo, quantas
vezes em substituição de princípios e de uma educação para a qual não
havia tempo, já que ele era todo para o trabalho, garante do ordenado
com que se compra (quase) tudo. E éramos (quase) todos felizes.

Depois, veio a crise, o aumento do custo de vida, o desemprego, ... A
vaquinha emagreceu, feneceu, secou.

Foi então que os pais ficaram à rasca.
Os pais à rasca não vão a um concerto, mas os seus rebentos enchem
Pavilhões Atlânticos e festivais de música e bares e discotecas onde
não se entra à borla nem se consome fiado.
Os pais à rasca deixaram de ir ao restaurante, para poderem continuar
a pagar restaurante aos filhos, num país onde uma festa de
aniversário de adolescente que se preza é no restaurante e vedada a
pais.
São pais que contam os cêntimos para pagar à rasca as contas da água e
da luz e do resto, e que abdicam dos seus pequenos prazeres para que
os filhos não prescindam da internet de banda larga a alta velocidade,
nem dos qualquercoisaphones ou pads, sempre de última geração.

São estes pais mesmo à rasca, que já não aguentam, que começam a ter
de dizer "não". É um "não" que nunca ensinaram os filhos a ouvir, e
que por isso eles não suportam, nem compreendem, porque eles têm
direitos, porque eles têm necessidades, porque eles têm expectativas,
porque lhes disseram que eles são muito bons e eles querem, e querem,
querem o que já ninguém lhes pode dar!

A sociedade colhe assim hoje os frutos do que semeou durante pelo
menos duas décadas.

Eis agora uma geração de pais impotentes e frustrados.
Eis agora uma geração jovem altamente qualificada, que andou muito por
escolas e universidades mas que estudou pouco e que aprendeu e sabe na
proporção do que estudou. Uma geração que colecciona diplomas com que
o país lhes alimenta o ego insuflado, mas que são uma ilusão, pois
correspondem a pouco conhecimento teórico e a duvidosa capacidade
operacional.
Eis uma geração que vai a toda a parte, mas que não sabe estar em
sítio nenhum. Uma geração que tem acesso a informação sem que isso
signifique que é informada; uma geração dotada de trôpegas
competências de leitura e interpretação da realidade em que se insere.
Eis uma geração habituada a comunicar por abreviaturas e frustrada por
não poder abreviar do mesmo modo o caminho para o sucesso. Uma geração
que deseja saltar as etapas da ascensão social à mesma velocidade que
queimou etapas de crescimento. Uma geração que distingue mal a
diferença entre emprego e trabalho, ambicionando mais aquele do que
este, num tempo em que nem um nem outro abundam.
Eis uma geração que, de repente, se apercebeu que não manda no mundo
como mandou nos pais e que agora quer ditar regras à sociedade como as
foi ditando à escola, alarvemente e sem maneiras.
Eis uma geração tão habituada ao muito e ao supérfluo que o pouco não
lhe chega e o acessório se lhe tornou indispensável.
Eis uma geração consumista, insaciável e completamente desorientada.

Eis uma geração preparadinha para ser arrastada, para servir de
montada a quem é exímio na arte de cavalgar demagogicamente sobre o
desespero alheio.

Há talento e cultura e capacidade e competência e solidariedade e
inteligência nesta geração?
Claro que há. Conheço uns bons e valentes punhados de exemplos!
Os jovens que detêm estas capacidades-características não encaixam no
retrato colectivo, pouco se identificam com os seus contemporâneos, e
nem são esses que se queixam assim (embora estejam à rasca, como
todos nós).
Chego a ter a impressão de que, se alguns jovens mais inflamados
pudessem, atirariam ao tapete os seus contemporâneos que trabalham
bem, os que são empreendedores, os que conseguem bons resultados
académicos, porque, que inveja!, que chatice!, são betinhos, cromos
que só estorvam os outros (como se viu no último Prós e Contras) e,
oh, injustiça!, já estão a ser capazes de abarbatar bons ordenados e a
subir na vida.

E nós, os mais velhos, estaremos em vias de ser caçados à entrada dos
nossos locais de trabalho, para deixarmos livres os invejados lugares
a que alguns acham ter direito e que pelos vistos - e a acreditar no
que ultimamente ouvimos de algumas almas - ocupamos injusta, imerecida
e indevidamente?!!!

Novos e velhos, todos estamos à rasca.
Apesar do tom desta minha prosa, o que eu tenho mesmo é pena destes jovens.
Tudo o que atrás escrevi serve apenas para demonstrar a minha firme
convicção de que a culpa não é deles.
A culpa de tudo isto é nossa, que não soubemos formar nem educar, nem
fazer melhor, mas é uma culpa que morre solteira, porque é de todos, e
a sociedade não consegue, não quer, não pode assumi-la.
Curiosamente, não é desta culpa maior que os jovens agora nos acusam.
Haverá mais triste prova do nosso falhanço?"
Se caíres sete vezes, levanta-te oito.
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vvvieira
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Re: Psicólogos desqualificados: a novela continua...

Mensagempor vvvieira » terça mar 22, 2011 11:40 am

Ana Rita Escreveu:Neste fórum deixou de ser possível discutir o que quer que seja acerca da Ordem.

Errado. Tudo pode e deve ser discutido. Mas com base em factos, não apenas em opiniões.
Por isso criei o site http://bit.ly/continuarpsicologo - estão lá todos os documentos, para que cada um possa apreciar e decidir por si.
E a questão central permanece, todos os atores relevantes finalmente o reconhecem - resta ver se a AR não será dissolvida antes de solucionado o problema. Por mim, continuarei a exercer sem me sujeitar a regras inconstitucionais.

Ana Rita Escreveu:"Mia Couto - Geração à Rasca - A Nossa Culpa"

Cuidado com as citações sem confirmação das fontes.
O texto não é dele, mas compreendo que soa mais vistoso do que "Maria dos Anjos, de Santiago do Cacém - Geração à Rasca - A Nossa Culpa" (ver em http://assobiorebelde.blogspot.com/).
Isso não retira algum interesse ao texto, mas não basta mandar uns bitaites populistas. É preciso pensar mais fundo e ver de quem se fala e sobretudo do que se fala.
O futuro está à nossa frente. Cabe-nos fazê-lo melhor.
Ana Rita
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Re: Psicólogos desqualificados: a novela continua...

Mensagempor Ana Rita » terça mar 22, 2011 1:21 pm

vvieira, o meu facilitismo não me permite verificar as fontes de tudo o que leio, parto do principio que estão correctas, não sou assim tão exaustiva para corrigir os outros. Não me soa mais nem menos vistoso, o que me interessou foi o conteúdo. Coincidência irónica, ainda hoje uma mãe (que não conheço de lado nenhum) me telefonou a perguntar se no local onde trabalho a filha poderia fazer um estágio por causa da Ordem. Sim, a mãe!

Se damos uma opinião, não é válido porque não é um facto. Se falamos de algo em que não é possível atribuir facto, é preciso pensar com mais profundidade e ver do que se fala. Imagino que a sua profundidade, claro está!

Quando digo que deixou de ser possível discutir o que quer que seja acerca da Ordem, coloca logo no inicio um "ERRADO". Também é um facto? Também me diz o que para mim pode ou não ser discutido aqui? Ou tenho que colocar "para mim" no início de cada frase? E o problema é que o vvieria tem tendência a colocar o "errado", e não o "não concordo". Percebe-se a diferença? A discussão torna-se surda e como consequência, muda.
Sempre que fala de factos esquece-se da interpretação dos factos e é nesse atestado de burrice que tenta passar a todos os que não concordam consigo que se torna impossível debater. Se fosse tudo tão factual como sempre alega, não acha que seria muito mais fácil resolver todos os problemas? É na interpretação que começam as guerras, as discussões, as opiniões. Se não há espaço para interpretações, também não há factos.
Nestes tópicos não se falou somente na inconstitucionalidade e estar a favor da Ordem tem sido interpretado por muitos como sendo estar a favor da inconstitucionalidade.

Acho que faz muito bem em continuar a exercer, aliás acho que é o que praticamente todos os colegas estão e devem continuar a fazer.
Se caíres sete vezes, levanta-te oito.
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Re: Psicólogos desqualificados: a novela continua...

Mensagempor vvvieira » terça mar 22, 2011 8:47 pm

Ana Rita Escreveu:vvieira, o meu facilitismo não me permite verificar as fontes de tudo o que leio, parto do principio que estão correctas, não sou assim tão exaustiva para corrigir os outros.

Tudo bem.
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Re: Psicólogos desqualificados: a novela continua...

Mensagempor mjvcbc » quinta mar 24, 2011 3:13 pm

Ana Rita Escreveu:vvieira, o meu facilitismo não me permite verificar as fontes de tudo o que leio, parto do principio que estão correctas,


:shock: :shock: :shock:
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Re: Psicólogos desqualificados: a novela continua...

Mensagempor vvvieira » quinta mar 31, 2011 6:13 pm

Novidades.

Ontem, e na sequência de uma reunião, a 29, da Comissão de Trabalho da AR em que foi apreciado o Relatório Final (datado de 24/3) sobre a Petição contra a Desqualificação Retroactiva de Psicólogos, este foi remetido ao Presidente da Assembleia da República para agendamento. Está já publicado no site do Parlamento.

Realce para o facto de este envio ao Presidente da AR ter sido excepcional e por força da relevância do assunto, pois tal não era obrigatório.

Realce ainda para o facto de o prazo previsto na Lei 45/2007 para deliberação da Comissão (60 dias após a admissão) ter sido largamente ultrapassado (terminaria em 27 de Junho de 2010).

Em consequência da demora da resposta do Ministério, a Petição e a iniciativa legislativa não serão, certamente, apreciadas agora. Mas a Petição não caduca. Na próxima legislatura terá de ser agendada para apreciação no Plenário. E como finalmente ficou claro, mesmo para quem tinha dúvidas, que o problema é real e tem de ser resolvido, não duvido que no final o será.

Mas passaram já quase três anos de uma desnecessária e penosa situação.

Quem quiser poderá apreciar aqui - http://www.parlamento.pt/ActividadeParlamentar/Paginas/DetalhePeticao.aspx?BID=11963 - o Relatório, e em http://bit.ly/continuarpsicologo toda a tramitação e documentos.
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Re: Psicólogos desqualificados: a novela continua...

Mensagempor vvvieira » terça abr 05, 2011 4:07 pm

E de repente, o silêncio...
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Re: Psicólogos desqualificados: a novela continua...

Mensagempor vvvieira » quarta jul 06, 2011 7:52 pm

Hoje concluiu-se a instalação do novo Parlamento, com a posse das Comissões Parlamentares.
Estão pois reunidas as condições para prosseguir a apreciação, em Plenário, da Petição contra a desqualificação retroactiva de psicólogos.
Depois... veremos.
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Re: Psicólogos desqualificados: a novela continua...

Mensagempor vvvieira » sábado jul 23, 2011 4:23 pm

Aleluia.
13 meses depois do prazo estipulado legalmente, a Petição contra a desqualificação retroactiva de Psicólogos encontra-se agendada (ver aqui - http://www.parlamento.pt/Paginas/XIIL1S_RP201107272829.aspx) para apreciação na Reunião Plenária da Assembleia da República no dia 27 de Julho de 2011, a partir das 15h, no Palácio de S. Bento.

Relembro que a lei não obrigava a este passo, mas a Comissão de Trabalho percebeu a importância da matéria e pediu o agendamento em Plenário.

Isto apenas reforça o óbvio: a incontornável problematicidade gerada pela forma como a OPP foi criada e regulamentada, a qual tem aqui sido denunciada desde o início, e a necessidade de restabelecer a constitucionalidade na lei e no Estatuto.

E se não for agora, os Tribunais aí estão para o que for preciso. Mas, como sempre disse, espero que não seja necessário. Porque isso é mau para todos.
O futuro está à nossa frente. Cabe-nos fazê-lo melhor.
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Re: Psicólogos desqualificados: a novela continua...

Mensagempor Zenobia » segunda jul 25, 2011 8:29 am

Vamos aguardar por (boas) noticias.
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Re: Psicólogos desqualificados: a novela continua...

Mensagempor vvvieira » terça jul 26, 2011 4:47 pm

Hoje reuniu a Comissão de Trabalho e Segurança Social para preparar a sessão de amanhã. Logo que tenha dados, partilho como habitualmente.
O futuro está à nossa frente. Cabe-nos fazê-lo melhor.

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