Página 1 de 1

Falsa psicóloga

Enviado: quinta out 04, 2012 1:28 pm
por Nova
Boa tarde!

Já não visito este fórum há algum tempo mas hoje tinha que vir partilhar convosco esta situação. Recentemente, tive contacto com uma Srª muito "bem intencionada" que dirige uma empresa e faz-se passar por psicóloga perante os seus clientes sem que tenha, alguma vez, sequer, frequentado um curso de psicologia. Acontece que esta Srª foi avisada mais do que uma vez que não podia fazer isto, mas continua a atender as pessoas como se fosse psicóloga... Pois eu já denunciei esta situação à OPP. Será que isto é suficiente para que ela seja punida?

Re: Falsa psicóloga

Enviado: quinta out 04, 2012 1:40 pm
por Cristina
Sim, deverá ser suficiente.
A OPP tem andado em cima dessas situações, de forma bastante séria.
Em regra, a OPP envia feedback sobre a situação reportada. No entanto, não custa enviar email a inquirir sobre o estado da mesma. :wink:

Re: Falsa psicóloga

Enviado: quinta out 04, 2012 3:05 pm
por Nova
É o que farei, mais adiante, se não obtiver feedback. É uma situação lamentável, ainda por cima depois de ter sido avisada tantas vezes fez pouco da situação e continuou... Não só se diz psicóloga como psicoterapeuta. Enfim, espero que receba a punição que merece. 8)

Re: Falsa psicóloga

Enviado: quinta out 04, 2012 3:09 pm
por Cristina
Pode ser que se ria menos quando for processada criminalmente.

Se bem que houve um caso em que a OPP perdeu: o Tribunal de Sintra achou que, como a criatura (com formação em Filosofia ou o que raios era) tinha a carteira profissional (não, não é a cédula), tinha uma pós-graduação em qualquer coisa associada à Psicologia e tinha uma filha de 18 meses, a criaturinha tinha direito a ter acesso à cédula profissional.

Quando os Juízes têm a mania que são donos da verdade, independentemente do que diz a lei... :evil:

Re: Falsa psicóloga

Enviado: quinta out 04, 2012 5:13 pm
por ana correia
Colega Cristina,

a OPP perdeu nesse caso?? Até estou parva :shock:

Re: Falsa psicóloga

Enviado: sexta out 05, 2012 5:46 pm
por PSC
Cristina Escreveu:Pode ser que se ria menos quando for processada criminalmente.

Se bem que houve um caso em que a OPP perdeu: o Tribunal de Sintra achou que, como a criatura (com formação em Filosofia ou o que raios era) tinha a carteira profissional (não, não é a cédula), tinha uma pós-graduação em qualquer coisa associada à Psicologia e tinha uma filha de 18 meses, a criaturinha tinha direito a ter acesso à cédula profissional.

Quando os Juízes têm a mania que são donos da verdade, independentemente do que diz a lei... :evil:

Se achou isso de alguem de base filosofia o que achará de alguem que tem lic. em psicologia pre bolonha e tudo mais, só nao tenha a cedula?!

Re: Falsa psicóloga

Enviado: sexta out 05, 2012 9:29 pm
por Cristina Machado
ana correia Escreveu:Colega Cristina,

a OPP perdeu nesse caso?? Até estou parva :shock:


Colega Ana, sim perdeu.

Na página da Ordem tem lá referência a este processo, e a colega continua a trabalhar como psicóloga na Clipóvoa.

Re: Falsa psicóloga

Enviado: quinta out 11, 2012 1:14 pm
por vectrapc
Quando as pessoas trabalham e dizem que sao psicologas e nao tem formacao, esse processo geralmente e realizado pelo ministerio publico e nao pela OPP.
A OPP pela lei so pode penalizar quem esta inscrito.

Re: Falsa psicóloga

Enviado: domingo out 14, 2012 6:24 pm
por PSC
vectrapc Escreveu:Quando as pessoas trabalham e dizem que sao psicologas e nao tem formacao, esse processo geralmente e realizado pelo ministerio publico e nao pela OPP.
A OPP pela lei so pode penalizar quem esta inscrito.

E se a lei dá razao a quem está a trabalhar, apesar de só ter uma especialização qualquer, então mais vale nem estar inscrito na ordem e tá tudo ok desde que já antes tivessemos algum tipo de trabalho ou formação. Porreiro! Bem me parecia que havia mais buracos na ordem que esta ordem fez do que num coador. :roll:

Re: Falsa psicóloga

Enviado: segunda out 15, 2012 4:32 am
por vectrapc
Usurpacao de funcoes da pena de prisao. O que se passa na pratica e o que se passa em Portugal com tudo o resto.
As leis sao so para alguns (geralmente quem nao tem dinheiro para pagar advogados).
Qualquer ordem profissional so pode sancionar quem seja membro da mesma.
Logo se existem pessoas a exercer psicologia sem terem sido reconhecidos pela ordem para tal, fica configurado como crime.
Ai a queixa vai para o ministerio publico.
Depois o ministerio publico e que tem a obrigacao de processar esse individuo. Quanto tempo demora quais sao os resultados...

Re: Falsa psicóloga

Enviado: quarta out 24, 2012 1:58 pm
por vvvieira
Cristina Escreveu:Pode ser que se ria menos quando for processada criminalmente.
Se bem que houve um caso em que a OPP perdeu: o Tribunal de Sintra achou que, como a criatura (com formação em Filosofia ou o que raios era) tinha a carteira profissional (não, não é a cédula), tinha uma pós-graduação em qualquer coisa associada à Psicologia e tinha uma filha de 18 meses, a criaturinha tinha direito a ter acesso à cédula profissional.
Quando os Juízes têm a mania que são donos da verdade, independentemente do que diz a lei... :evil:


As coisas que a gente lê por aqui...
Cara colega, vamos colocar as coisas de forma mais correcta, OK? Lembremo-nos que os "pais fundadores" da Psicologia em Portugal (e não só) NÃO eram formados em Psicologia - e como a lei 57/2008 se "esqueceu" disso, há gente que há anos exerce a profissão de forma PERFEITAMENTE LEGAL, sem que daí venha qualquer mal ao mundo ou notícia de problema, e que de repente se vê tratada de "criaturinha".
Para além da Lei dizer coisas perfeitamente estúpidas (e já agora, convirá não esquecer que foi alterada... mas na OPP parece que ninguém deu por isso... e continua a ter aspectos estúpidos).

Parece-me no mínimo pouco ético que a colega se refira pela designação "criaturinha" a pessoa que, se calhar, já desempenharia a profissão enquanto a colega ainda usava cueiros.

E já que andou a ver os processos, pergunte-se uma coisa simples: porque não estão todos na "Área Pessoal"?
Ou melhor: porque estão lá apenas alguns?
E já agora: dos processos que a OPP levantou, um foi por alegadas ameaças por email e deu em nada; o outro foi arquivado após a pessoa ter demonstrado que estava habilitada a exercer (e exercia há mais de 30 anos...). Ou seja, em vez de se limitar a chamar a atenção da pessoa para a necessidade de se inscrever na OPP, houve preferência por lhe levantar um processo-crime... estranho, não lhe parece?
Se há assim tanta gente a "usurpar", porque raio há tão poucas notícias sobre isso? E já agora: será que todos os "efectivos" são impolutos? Pense nisso.

Re: Falsa psicóloga

Enviado: quarta out 24, 2012 7:27 pm
por Cristina
vvvieira Escreveu:
Cristina Escreveu:Pode ser que se ria menos quando for processada criminalmente.
Se bem que houve um caso em que a OPP perdeu: o Tribunal de Sintra achou que, como a criatura (com formação em Filosofia ou o que raios era) tinha a carteira profissional (não, não é a cédula), tinha uma pós-graduação em qualquer coisa associada à Psicologia e tinha uma filha de 18 meses, a criaturinha tinha direito a ter acesso à cédula profissional.
Quando os Juízes têm a mania que são donos da verdade, independentemente do que diz a lei... :evil:


As coisas que a gente lê por aqui...
Cara colega, vamos colocar as coisas de forma mais correcta, OK? Lembremo-nos que os "pais fundadores" da Psicologia em Portugal (e não só) NÃO eram formados em Psicologia - e como a lei 57/2008 se "esqueceu" disso, há gente que há anos exerce a profissão de forma PERFEITAMENTE LEGAL, sem que daí venha qualquer mal ao mundo ou notícia de problema, e que de repente se vê tratada de "criaturinha".
Para além da Lei dizer coisas perfeitamente estúpidas (e já agora, convirá não esquecer que foi alterada... mas na OPP parece que ninguém deu por isso... e continua a ter aspectos estúpidos).

Lamento, colega, que se tenha identificado com a situação em questão. Mas isso é algo que só lhe diz respeito a si, não a mim.
Eu falei deste caso específico, não me referi ao seu.

Quanto aos "pais fundadores" da Psicologia em Portugal, eles tinham formação para isso. Adquiriram-na em França e noutros países, de onde era originários.
Entretanto também se formaram os primeiros Psicólogos Portugueses. E a partir daí a Psicologia tem evoluído em Portugal. E ainda bem que assim o é.

Pergunto-me o que aconteceria, por exemplo, com a classe médica, se qualquer pessoa que tirasse um mestrado num qualquer ramo da Medicina passasse a designar-se como Médico e a exercer como tal. E o que seria, então, da Saúde em Portugal.

vvvieira Escreveu:Parece-me no mínimo pouco ético que a colega se refira pela designação "criaturinha" a pessoa que, se calhar, já desempenharia a profissão enquanto a colega ainda usava cueiros.

Antes de me acusar de injustiças e de falta de ética, sugiro que leia, ainda que por alto, o processo em causa e olhe para si antes de se projectar.
A pessoa em causa só teve carteira profissional a 9 de Março de 2004 e só requereu abertura de início de actividade em 2003.
A essa altura já eu não usava cueiros há muitos anos. Aliás, a essa altura faltava-me pouco tempo para terminar a minha licenciatura.

vvvieira Escreveu:E já que andou a ver os processos, pergunte-se uma coisa simples: porque não estão todos na "Área Pessoal"?
Ou melhor: porque estão lá apenas alguns?
E já agora: dos processos que a OPP levantou, um foi por alegadas ameaças por email e deu em nada; o outro foi arquivado após a pessoa ter demonstrado que estava habilitada a exercer (e exercia há mais de 30 anos...). Ou seja, em vez de se limitar a chamar a atenção da pessoa para a necessidade de se inscrever na OPP, houve preferência por lhe levantar um processo-crime... estranho, não lhe parece?
Se há assim tanta gente a "usurpar", porque raio há tão poucas notícias sobre isso? E já agora: será que todos os "efectivos" são impolutos? Pense nisso.

Quanto ao que a OPP decide colocar, ou não, no site deles, não é assunto que me diga respeito, uma vez que a OPP não é a minha entidade patronal. Sugiro que os interpele quanto a essa situação, já que só eles lhe poderão fornecer essa informação.

E não considero que todos os efectivos sejam impolutos. Pelo contrário, acho que todos deveriam ser avaliados e passar pelo curso da OPP.

Re: Falsa psicóloga

Enviado: quinta out 25, 2012 8:52 am
por vvvieira
Diz a colega "Quando os Juízes têm a mania que são donos da verdade, independentemente do que diz a lei... ".
Então as Leis é que têm de valer, não os Tribunais?
Mesmo quando o processo de que fala foi já apreciado pelo Supremo Tribunal Administrativo por recurso da OPP, e entendeu correcta a sentença inicial?
Mesmo quando as leis são feitas fora do Parlamento por gente incompetente e meramente "carimbadas" por deputados igualmente incompetentes, para dizer o mínimo?
Mesmo quando quem vota as leis sabendo que têm "buracos" depois se serve desses mesmos "buracos" para alimentar o seu escritório de advocacia?

Parece pois que, na sua perspectiva, os Juízes não têm nada de meter o bedelho no que diz a Lei.
Oras, caso se recorde, Portugal segue o princípio de separação de poderes. Ou seja, as Leis não valem por si mesmas, podem ser questionadas. E a Lei 57/2008 é mais do que questionável. Nomeadamente quando contém disposições reconhecidamente inconstitucionais (o famigerado artigo 84º do Estatuto) que foram introduzidas, sem qualquer discussão atempada, apenas UMA SEMANA antes da aprovação final. E sobre isto ainda muita tinta há de correr.

A Lei já foi por isso alterada (embora mal, e por isso terá ainda de ser novamente alterada, uma vez que manteve inconstitucionalidades).
Segundo a Lei 6/2012, passaram agora a estar "dispensados da realização de estágio profissional" para efeito de inscrição inicial na OPP apenas "os licenciados que, tendo realizado uma licenciatura de quatro ou cinco anos com estágio curricular incluído, comprovem o exercício profissional da psicologia, durante um período mínimo de 12 meses até à data da realização das primeiras eleições para os órgãos nacionais da Ordem." - http://dre.pt/pdf1sdip/2012/07/14700/0393303933.pdf. É um avanço significativo sobre a versão anterior, que desqualificava toda a gente que começasse a exercer depois de 16.10.2007 (um ano antes da Lei existir, e quase 3 anos antes da Ordem existir). Agora, "só" desqualifica toda a gente que tenha começado a exercer um ano antes da Ordem existir - ou seja, quem tenha começado a exercer depois de 16.4.2009.

Nesta nova versão, quem já há muito exercesse Psicologia de forma perfeitamente legal (como o caso que aponta, mas também anteriores), mas cuja licenciatura oficial não fosse em Psicologia, ou, sendo-o, não tivesse tido estágio curricular, e ainda que à data das primeiras eleições (12.4.2010) já tivesse vários anos de exercício, fica igualmente desqualificado retroactivamente. E, segundo o artigo 18º da Constituição, isso não pode ser.

E agora vamos colocar as coisas num campo mais pessoal.

Uma vez que escreve "não me referi ao seu", parece que entende que me conhece e que sabe qual é o meu "caso". Mas como tenho dúvidas sobre isso, agradeço que esclareça a sua afirmação.

Uma vez que ficou claro qual o processo a que se referia, constato que de facto já não usaria cueiros. Na verdade, com tal idade podia até ser minha filha, e fico por isso algo perturbado por me dizer para "olhar para mim" antes de "me projectar". Ou seja, por estender o insulto à minha pessoa. Não sei se sou só eu, mas continuo a pensar que tal me parece pouco ético.
Afinal, se eu lhe dissesse "cresce e aparece, menininha mimada", isso também seria pouco ético, certo? Por isso não o faço.

Por fim, uma nota apenas sobre o "curso da OPP": um dia ainda hei de perceber porque razão uma formação em empreendedorismo tipo CNO de 40h com formadores de duvidosa proveniência vale mais do que uma formação superior completa e experiência profissional. Decerto, ignorância minha.

Re: Falsa psicóloga

Enviado: sexta out 26, 2012 9:57 am
por vectrapc
Vamos la ver se compreendi correctamente o que est'a escrito no documento.

A pessoa em causa tem licenciatura em Filosofia e Mestrado em Psicologia. Nao vejo qualquer informacao sobre as datas de conclusao do curso, nao posso por isso dizer que se trata de grandparenting (fez filosofia antes de comecarem os cursos de Psicologia em Portugal). Posso assumir, que a data de 2003 de inicio de actividade parece indicar que terminou o curso pouco antes (ou esteve + de 20 anos sem exercer), ora parece-me que os cursos de Psicologia existem ha bastante tempo. O ISPA, 1o a ter cursos de psicologia em Portugal, esta a celebrar 50 anos.

Logo, se aquilo que assumi ser correcto (a pessoa ter tirado filosofia quando ja existia psicologia), talvez teria de ter pedido equivalencia e ter tirado psicologia. Nao me parece que ter 1 licenciatura em Psicologia e tirar um mestrado em Medicina, faca de mim medica.

Depois, este documento 'e 1 especie de preliminar. Vou-me explicar, parece-me que o processo principal corre em tribunal sem decisao ainda sobre se a pessoa pode exercer ou nao. Aqui a pessoa quer continuar a poder exercer enquanto o tribunal nao decide da sua capacitacao. Ou seja, suspender a decisao da OPP que declarou que a pessoa nao tem os requisitos para trabalhar enquanto psi, ate que o tribunal respectivo avalie se este facto 'e verdadeiro ou nao.

Acho errado eu ter estudado 5 anos de psicologia e, alem que nao tirou o curso quando o podia fazer entitular-se psicologo. Ou ha regras ou nao ha regras.
Querem ser respeitados tem de se dar ao respeito. De 2003, quando comecou a exercer, ate 2011 ou ate 2010, teve imenso tempo para voltar a faculdade e tirar Psicologia!! E aqui 'e exactamente como ter 1 medico que se entitula como tal mas que nao tirou o curso, tirou veterinaria, suficientemente parecido e entao pode exercer medicina...

Re: Falsa psicóloga

Enviado: sexta out 26, 2012 10:37 am
por vvvieira
Curioso como nestas matérias se passa sempre a invocar o "médico" como modelo comparativo. Será decerto motivo de ponderação.

Mas não é isso que está em causa. O que efectivamente está em causa é a desqualificação retroactiva. Pergunto: se alguém está a exercer legalmente - e friso "legalmente" - uma profissão, poder-se-á retirar-lhe o direito a continuar a exercê-la, só porque uns "iluminatti" na AR se deixaram engodar por frases redondas de lóbis vários?

Obviamente, neste caso os Tribunais irão pronunciar-se. Como não me auto-intitulo juiz, aguardo que estes digam o que pensam, e respeitarei isso. Que é o que se exige num Estado de Direito.

E, por favor, não me deturpem as palavras. Nunca disse que o caso apresentado configurava uma situação de grandparenting, pois na altura nem sequer sabia de que se tratava, até a colega Cristina ter apresentado o PDF. Aquilo que me pareceu - e continua a parecer - digno de censura é o tratamento por "criatura", "criaturinha", etc. Não é ético falar assim, sobretudo quando se está completamente "a leste" do que se passa.

E se quiserem saber mais perguntem à Iracy.

Re: Falsa psicóloga

Enviado: sexta out 26, 2012 11:30 am
por vectrapc
Ok, entao depreendo pelas suas palavras que desde que a pessoa tenha a carteira profissional nao interessa se 'e Psicologo mesmo de formacao ou nao.
Alias, pessoas que exercem como psicologos antes da ordem existir tem o direito de exercer depois pois a lei nao pode ter efeitos retroactivos.

Portanto, todos (TODOS) os que tem carteira profissional (psicologos, parapsicologos, psicopedagogos, filosofos, psicoterapeutas, enfermeiros, medicos, etc) porque lhe foi dada a mesma antes da OPP tem o direito de exercer. Nao interessa o curso que tem, interessa 'e trabalharem na area e terem a carteira profissional.

Para nao usar o medico, uso o professor. Entao quer dizer que desde que tenha a carteira de professor nao interessa se realmente aprendi ou nao a ser professor. A unica parte em que concordo consigo 'e que acho realmente que 'e isso que os nossos politicos nos estao a ensinar.

Re: Falsa psicóloga

Enviado: sexta out 26, 2012 11:44 am
por vvvieira
Caro(a) VectraPC, depreenda o que quiser, como é seu hábito.

O que eu disse é que, num Estado de Direito, as Leis não são absolutas, estão sempre sujeitas ao escrutínio do poder judicial. E a lei de criação da OPP não vale mais do que todas as leis que a antecederam. Aliás, vale até menos, considerando tudo o que rodeou a sua criação.

E, que eu saiba, não existe a licenciatura em "professor". Logo, o seu raciocínio necessita de algum apuramento. Como também é hábito.

Re: Falsa psicóloga

Enviado: sexta out 26, 2012 1:23 pm
por vectrapc
Eu so gostaria que me respondesse a isto:

Portanto, todos (TODOS) os que tem carteira profissional (psicologos, parapsicologos, psicopedagogos, filosofos, psicoterapeutas, enfermeiros, medicos, etc) porque lhe foi dada a mesma antes da OPP tem o direito de exercer. Nao interessa o curso que tem, interessa 'e trabalharem na area e terem a carteira profissional.

Nunca me respondeu directamente a esta questao, sempre partiu para o ataque.

A unica coisa que gsotaria de entender da sua parte 'e se defende que toda a gente, independentemente da sua formacao, mas tendo a carteira profissional deve ser considerado psicologo.

E se nao, que alternativa propoe.

Re: Falsa psicóloga

Enviado: sexta out 26, 2012 1:57 pm
por vvvieira
Caro(a) VectraPC, sempre o(a) mesmo(a)...

É óbvio que, se o Estado concedeu o direito de exercer uma determinada profissão a alguém, e o titulou com um documento; se o fez pagar impostos sobre os rendimentos auferidos; se tudo isso ocorreu sem que daí tenha resultado qualquer alarme social... então é por demais evidente que uma nova Lei até pode alterar as condições em que se exerce a profissão, mas não pode pura e simplesmente atirar para o lixo tudo o que se fez antes.

Se não lhe agrada, é lá consigo; mas não tenho de "propor alternativas" - pelo menos, não a si.

Mas sempre lhe digo que nos anos 80, quando discutíamos esta temática na FPCEUP, a conclusão a que invariavelmente se chegava é que a Ordem faria pouco sentido.

E repito o que considerei sobre a Lei de criação da Ordem.

Re: Falsa psicóloga

Enviado: sexta out 26, 2012 2:36 pm
por acesar
Que grande discução que para aqui vai relativamente a alguém que sem formação exerceu Psicologia...ora bem, não é isso que acontece frequentemente no nosso país?

Pelo que é referido pelo Sr. vvvieira, do qual não sei qual a formação, nem ponho em causa a mesma, aliás só pelo facto de escrever Português correctamente já o elevo em grande consideração, a OPP foi fundada em circunstância dúbias, não concordo, nem discordo, mas fiquei deveras revoltada por ter de ser membro para exercer a minha profissão, e estar quase um ano em debate (leia-se marcação cerrada) para me aceitarem, pois "legalmente" não tinha os referidos anos exigidos para o fazer...lá está como não conseguia remuneração...fi-lo em estágio profissional e entre outros "biscates" a recibos verdes!

Depois de muita labuta, lá consegui a maldita cédula. Tenho formação em Psicologia, especialização em Forense, no entanto, por não arranjar trabalho na área mantive-me em empregos diversos até que a ética pessoal falou mais alto...se os Psicólogos Clínicos fazem relatórios para Tribunal, pq não farei eu acompanhamento clínico?! Tirei uma formação "rápida" e já o faço. Continuo com um zum zum na consciência pois não tirei Clínica, nem Educacional para o fazer...a OPP veio para resolver isso entre outras coisas...Continuo à espera, nos entretantos vou fazendo clínica (com supervisão)!!!

Tribunais e afins, deixem para os profissionais de justiça...Medicina...tive um semestre de neurociências e não me atreveria a abrir um craneo...Não se comparem, não se ataquem, ao que julgo ser verdade todos somos profissionais, e em cada Profissão existem os maus e os bons. Que o zum zum da vossa consciência vos mantenha no lado dos bons...

Cara Cristina...deixe lá a criatura da natureza fazer o que bem lhe apraz, se a OPP funcionar não o fará por muito mais tempo. E quem lá vai deve saber ao que vai, uma vez que a sua categoria profissional já foi posta em questão.

Quanto ao nascimento da Psicologia em Portugal...quem nasceu primeiro o ovo ou a galinha???

Deixo só mais um apontamento...a infantilidade pertence a quem usa cueiros ou a quem aponta quem os usa? E quem é que se projecta, quem acusa o "projectado"??
Tenham no mínimo cortesia profissional, já que o resto não o demonstram!