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A regulação e regulamentação da formação e do exercício da psicologia em Portugal. A acreditação e certificação. A organização da classe profissional. Os direitos e deveres laborais. As organizações representativas. A identidade e a imagem dos Psicólogos.

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pi.r
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Mensagempor pi.r » quinta abr 01, 2010 11:47 am

pi.r Escreveu:
Caro(a) vectrapc

Quanto a outros factos:

1. A Comissão Instaladora não tem prestado esclarecimentos satisfatórios face às preocupações muito legítimas dos profissionais da classe que a suporta. E não vale a pena vir citar os pseudo esclarecimentos constantes do site da ordem, porque aí teremos de perder mais tempo a explicar porque não esclarecem nada.
(...)
3. Temos um cenário de lista única, que no seu despotismo nem se digna a apresentar um programa. Esta lista única foi divulgada depois do prazo estipulado no calendário eleitoral ter terminado.
4. Contra qualquer sentido de ética eleitoral, continuamos a ver no site a propaganda do agora candidato a bastonário, através de uma pequena "curta metragem" de agradecimento.
5. É inconcebível que se obrigue milhares de pessoas a pagarem uma inscrição não diferenciada, que lhes retira direitos adquiridos, e não lhes permite exercer o direito que aos outros garante, designadamente o direito de voto.
5. A ser verdade que membros incritos como estagiários estão a receber boletins de voto, alguém vai ter de assumir responsabilidades.
6. Quanto ao que aconteceu aos milhares de psicólogos que exerciam em Portugal e que não estão nos cadernos eleitorais, sim há muitas explicações possíveis. Qualquer delas não isenta a CI e futura Direcção de se questionar o que correu mal com este processo para que a primeira eleição da Ordem se dê nestas condições: apenas 6834 eleitores.

Acha estranho estarmos tão atentos, quando a resposta que nos dão é "deviam ter estado atentos há 2 anos?".



A isto os caros colegas vectrapc e vítor coelho não vão responder?

Quanto à constituição das listas, o mesmo que digo no ponto 6 aqui se aplica. Devemos todos questionarmos sobre o que leva a que nas primeiras eleições haja apenas uma lista.
vitorcoelho
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Mensagempor vitorcoelho » quinta abr 01, 2010 1:45 pm

pi.r Escreveu:
pi.r Escreveu:
Caro(a) vectrapc

Quanto a outros factos:

1. A Comissão Instaladora não tem prestado esclarecimentos satisfatórios face às preocupações muito legítimas dos profissionais da classe que a suporta. E não vale a pena vir citar os pseudo esclarecimentos constantes do site da ordem, porque aí teremos de perder mais tempo a explicar porque não esclarecem nada.
(...)
3. Temos um cenário de lista única, que no seu despotismo nem se digna a apresentar um programa. Esta lista única foi divulgada depois do prazo estipulado no calendário eleitoral ter terminado.
4. Contra qualquer sentido de ética eleitoral, continuamos a ver no site a propaganda do agora candidato a bastonário, através de uma pequena "curta metragem" de agradecimento.
5. É inconcebível que se obrigue milhares de pessoas a pagarem uma inscrição não diferenciada, que lhes retira direitos adquiridos, e não lhes permite exercer o direito que aos outros garante, designadamente o direito de voto.
5. A ser verdade que membros incritos como estagiários estão a receber boletins de voto, alguém vai ter de assumir responsabilidades.
6. Quanto ao que aconteceu aos milhares de psicólogos que exerciam em Portugal e que não estão nos cadernos eleitorais, sim há muitas explicações possíveis. Qualquer delas não isenta a CI e futura Direcção de se questionar o que correu mal com este processo para que a primeira eleição da Ordem se dê nestas condições: apenas 6834 eleitores.

Acha estranho estarmos tão atentos, quando a resposta que nos dão é "deviam ter estado atentos há 2 anos?".



A isto os caros colegas vectrapc e vítor coelho não vão responder?

Quanto à constituição das listas, o mesmo que digo no ponto 6 aqui se aplica. Devemos todos questionarmos sobre o que leva a que nas primeiras eleições haja apenas uma lista.


Para que fique claro: eu não respondo a pessoas que não se identificam pelo nome (como eu próprio o faço). Foi uma lição que aprendi ao fim de alguns anos aqui. É também a razão que tenho principalmente respondido ao Vitor Vieira, à Ana Silvestre entre outros.

Vitor Coelho
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Mensagempor pi.r » quinta abr 01, 2010 3:52 pm

Filipa Rosado.

Prazer.
vitorcoelho
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Mensagempor vitorcoelho » quinta abr 01, 2010 9:17 pm

pi.r Escreveu:Filipa Rosado.

Prazer.


Perfeito. Vou proceder a responder-lhe. Será a última coisa que faço antes das férias.

Vitor Coelho
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Mensagempor vitorcoelho » quinta abr 01, 2010 9:31 pm

pi.r Escreveu:Caro(a) vectrapc

Quanto a outros factos:

1. A Comissão Instaladora não tem prestado esclarecimentos satisfatórios face às preocupações muito legítimas dos profissionais da classe que a suporta. E não vale a pena vir citar os pseudo esclarecimentos constantes do site da ordem, porque aí teremos de perder mais tempo a explicar porque não esclarecem nada.
2.Dada a forma como o processo decorreu tornou-se impossível a apresentação (nem digo eleição, apenas constituição atempada) de pelo menos uma lista alternativa.
3. Temos um cenário de lista única, que no seu despotismo nem se digna a apresentar um programa. Esta lista única foi divulgada depois do prazo estipulado no calendário eleitoral ter terminado.
4. Contra qualquer sentido de ética eleitoral, continuamos a ver no site a propaganda do agora candidato a bastonário, através de uma pequena "curta metragem" de agradecimento.
5. É inconcebível que se obrigue milhares de pessoas a pagarem uma inscrição não diferenciada, que lhes retira direitos adquiridos, e não lhes permite exercer o direito que aos outros garante, designadamente o direito de voto.
5. A ser verdade que membros incritos como estagiários estão a receber boletins de voto, alguém vai ter de assumir responsabilidades.
6. Quanto ao que aconteceu aos milhares de psicólogos que exerciam em Portugal e que não estão nos cadernos eleitorais, sim há muitas explicações possíveis. Qualquer delas não isenta a CI e futura Direcção de se questionar o que correu mal com este processo para que a primeira eleição da Ordem se dê nestas condições: apenas 6834 eleitores.

Felizmente, como vê, nem todos somos leitores incautos, sobretudo do processo que teve início em Dezembro e que sim, nos apanhou de surpresa, mas que nos alertou para a necessidade de estar muito atentos a todos os momentos seguintes para não voltarmos a ser surpreendidos (ou enganados).
Acha estranho estarmos tão atentos, quando a resposta que nos dão é "deviam ter estado atentos há 2 anos?".


1. É a sua opinião, e apenas poderia discuti-la com a Comissão Instaladora. Não creio que eu ou a Vectra possamos responder o que quer que seja a isto.

2. Não concordo realmente com esta opinião visto que desde o início da divulgação do calendário eleitoral, era possível fazer os esforços para a constituição de uma lista. Naturalmente que seriam necessários ajustes com a saída dos cadernos, com algumas pessoas que não constavam dos cadernos a não poderem participar na lista, mas tal ocorreu mesmo connosco. Inclusive o site psicologostodos.net enunciou muito cedo a intenção de formar uma lista à Assembleia de Representantes;

3. Pode consultar o programa em http://www.afirmarospsicologos.com/programa O Programa foi entregue com a candidatura tal como é obrigatório.

4. A curta mensagem de agradecimento foi colocada como Presidente da Comissão Instaladora. Está lá há cerca de 1 mês. Quer mesmo considerá-la como publicidade à lista?

5. Erros podem acontecer em qualquer processo. Se estagiários tiverem recebido boletins de voto não os conseguirão utilizar, visto não constarem dos cadernos eleitorais.

6. Onde vê "apenas" 6834 eleitorais, eu vejo um trabalho enorme com um resultado positivo. Ou seja, num prazo extremamente curto e com pouco meios foi possível constarem dos cadernos eleitorais esse número de psicólogos. Convém não esquecer que uma das razões para a disparidade deriva de que uma boa parte das pessoas que se registaram não terem enviado qualquer documento, não terem continuado o processo ou só o terem terminado próximo de dia 16 de Março.

Vitor Coelho
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Mensagempor pi.r » quinta abr 01, 2010 10:00 pm

Muito obrigada pela resposta. Sobretudo por nos dar finalmente acesso ao programa da lista A.

Pode explicar-me, por favor, o que significa a medida relativa à alteração da Lei 77/2008:
"* A lista “Afirmar os Psicólogos” propõe-se a realizar todos os esforços junto da Assembleia da República para promover uma alteração à Lei 57/2008, no sentido de ir ao encontro daquela que tinha sido proposta na consulta pública da referida Lei, pela APOP.
De modo a corrigir o atraso de 2 para 6 meses da nomeação da Comissão Instaladora, por parte do Governo, e a falta de apoio deste à instalação da Ordem, retardando todo o processo de Estágios Profissionais, a alteração a propor deverá consagrar a dispensa de estágio profissional da Ordem a todos os licenciados com 18 meses de prática efectiva até 31 de Dezembro de 2008 (tendo assim em conta a data de nomeação da Comissão Instaladora da Ordem e o tempo necessário para colocar um programa de estágios a funcionar) e não 16 de Outubro de 2007, data resultante da actual Lei. Uma segunda medida deve ser o reconhecimento das experiências entretanto realizadas, tanto em estágios como em voluntariados, quer tenham sido ou não remuneradas, desde que acompanhadas por orientador."

Não estavam dispensados de estágio todos os que apresentavam 18 meses de prática até 16 de Abril de 2009?

"Psicólogo(a) - Categoria de Membro Efectivo
Nota: se tem 18 meses de prática profissional comprovada, até ao dia 16 de Abril de 2009, e preenche a alínea a) OU b) do ponto 1 do Art.º 51º da Lei Nº 57/2008 (ou alínea a) OU b) do ponto 1 do Art.º 2 do Regulamento Nº 422/2009), escolha esta opção"

Está-me a escapar qualquer coisa ou é um lapso?
vitorcoelho
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Mensagempor vitorcoelho » quinta abr 01, 2010 11:35 pm

pi.r Escreveu:Muito obrigada pela resposta. Sobretudo por nos dar finalmente acesso ao programa da lista A.

Pode explicar-me, por favor, o que significa a medida relativa à alteração da Lei 77/2008:
"* A lista “Afirmar os Psicólogos” propõe-se a realizar todos os esforços junto da Assembleia da República para promover uma alteração à Lei 57/2008, no sentido de ir ao encontro daquela que tinha sido proposta na consulta pública da referida Lei, pela APOP.
De modo a corrigir o atraso de 2 para 6 meses da nomeação da Comissão Instaladora, por parte do Governo, e a falta de apoio deste à instalação da Ordem, retardando todo o processo de Estágios Profissionais, a alteração a propor deverá consagrar a dispensa de estágio profissional da Ordem a todos os licenciados com 18 meses de prática efectiva até 31 de Dezembro de 2008 (tendo assim em conta a data de nomeação da Comissão Instaladora da Ordem e o tempo necessário para colocar um programa de estágios a funcionar) e não 16 de Outubro de 2007, data resultante da actual Lei. Uma segunda medida deve ser o reconhecimento das experiências entretanto realizadas, tanto em estágios como em voluntariados, quer tenham sido ou não remuneradas, desde que acompanhadas por orientador."

Não estavam dispensados de estágio todos os que apresentavam 18 meses de prática até 16 de Abril de 2009?

"Psicólogo(a) - Categoria de Membro Efectivo
Nota: se tem 18 meses de prática profissional comprovada, até ao dia 16 de Abril de 2009, e preenche a alínea a) OU b) do ponto 1 do Art.º 51º da Lei Nº 57/2008 (ou alínea a) OU b) do ponto 1 do Art.º 2 do Regulamento Nº 422/2009), escolha esta opção"

Está-me a escapar qualquer coisa ou é um lapso?


Essencialmente uma má formulação. A lógica é tentar negociar uma solução que dispense de estágio profissional aqueles que apresentem 18 meses de prática até Abril a Junho de 2010 (dependente da data que for aceite na negociação como data de âncora).

Vitor Coelho
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Mensagempor Marolive » terça abr 06, 2010 2:42 pm

vitorcoelho Escreveu:
pi.r Escreveu:Caro(a) vectrapc

Quanto a outros factos:

(...)

6. Onde vê "apenas" 6834 eleitorais, eu vejo (...[auto-elogios]). Convém não esquecer que uma das razões para a disparidade deriva de que uma boa parte das pessoas que se registaram não terem enviado qualquer documento, não terem continuado o processo ou só o terem terminado próximo de dia 16 de Março.

Vitor Coelho


Sobre a parte que destaquei a bold e em itálico, gostava de perguntar se não se esqueceu de mencionar uma outra stuação: «os documentos enviados em devido tempo, mas que foram perdidos, ou estão desaparecidos»?

E uma vez que, só admitiram esse desparecimento, 8 dias depois de 16 de Março, parece-me legítimo perguntar o que é que se pensa fazer nestes casos? Penalizar pela terceira vez a mesma pessoa?
Sim, porque a 1ª. foi desqualificar; A 2ª - gastar euros em duplicado na autenticação de fotocópias, correio, telefonemas, e outros transtornos; E agora o que se segue?

Espero uma resposta concreta e objectiva da sua parte, e sem intermediários já que, Departamento Juridico, é coisa que não deve existir.

Porque será que não tenho direito a resposta?
Última edição por Marolive em segunda abr 19, 2010 11:29 pm, editado 1 vez no total.
pi.r
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Mensagempor pi.r » quarta abr 07, 2010 8:46 pm

vitorcoelho Escreveu:
3. Pode consultar o programa em http://www.afirmarospsicologos.com/programa O Programa foi entregue com a candidatura tal como é obrigatório.

4. A curta mensagem de agradecimento foi colocada como Presidente da Comissão Instaladora. Está lá há cerca de 1 mês. Quer mesmo considerá-la como publicidade à lista?


Vitor Coelho


Interessante. Expressar dúvidas, inqueitações e indignações neste espaço provoca reacções da parte da CI/Lista A.
Primeiro conseguimos finalmente acesso ao programa da lista, que nos foi apresentado como se há muito estivesse disponível, embora ninguém o encontrasse. Tinha sido entregue pelo candidato a bastonário pela lista ao Presidente da CI, sem ter de mudar de mãos para isso, mas o resto do mundo continuava na ignorância.
Agora despareceu "a curta mesansagem de agradecimento". Ao que parece considerá-la publicidade não era assim tão descabido.
Qualquer dia ainda corrigem a tal mal formulação. Mas aí como vão continuar a argumentar que o regulamento de estágios que aguarda aprovação vai resolver o problema colocado aos profissionais desqualificados?
Raquel Raimundo
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Mensagempor Raquel Raimundo » sexta abr 09, 2010 7:51 pm

A mensagem de agradecimento continua no site da ordem (ainda agora a lá vi) e o programa apenas foi divulgado na passada semana por razões relativas à construção do site "afirmarospsicologos", de modo a que tivesse uma divulgação o mais alargada possível.

Interessante. Achar que colocar aqui um post escrito por si tem consequências na CI/ Lista A (não me lembro de ver por aqui nenhum membro da CI, mas tudo bem). Não que veja qualquer coisa de errado em relação a isso, no geral. Sou de opinião que todos os contributos (quando são bons) devem ser tidos em conta e que se deve lutar pelo que se acredita estar correcto, desde que se veja mais do que o próprio umbigo ou com mais alguma intenção além de querer safar a própria pele. Coisas como: sim, sim estágios profissionais são muito importantes, mas é para os outros, os que ainda estão a fazer a sua formação ou ainda a data limite para ser considerado membro efectivo deve ser exactamente aquela que me permite não ter de fazer estágio profissional, numa lógica de A.C. e D.C. (sendo Cristo o próprio, claro) é algo que me deixa perplexa.

O seu post revelador de algum complexo Messiânico fez-me lembrar a famosa frase de George Orwell em 'O Triunfo dos Porcos': "Todos os animais são iguais, mas alguns são mais iguais que outros". Ou julgam-se, neste caso.
pi.r
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Mensagempor pi.r » sábado abr 10, 2010 12:24 am

Sim Raquel, está certa, afinal o vídeo continua no site, o que lastimo, porque mesmo em cenário de lista única, durante este período o site da ordem não deveria possuir mensagens de candidatos, quaisquer que sejam as funções que exercem.

Quanto ao triunfo dos porcos, tem toda a razão. Os mais iguais que outros são aqueles que são hoje considerados psicólogos de pleno direito e vetam esse direito a outros que o possuíam para um belo dia acordarem descobrindo que o tinham perdido.

E só para ficar esclarecida, o meu problema não é uma data que me convenha. É uma data legalmente aceitável.

Fazia, faço, farei, independentemente de qualquer Ordem, supervisão da minha actividade clínica. Considero mesmo que a prática psicoterapêutica exige uma formação adicional à licenciatura/mestrado integrado, muito superior a 12 ou 18 meses de estágio profssional. Como vê, não procuro nem advogo facilitismos.

O que não considero aceitável é que se regule de forma contrária à Constituição da República que é garantia suprema do nosso Estado de Direito. E quando este é atacado, sim é o Triunfo dos Porcos. Também não me sinto confortável com a constituição de uma Ordem profissional que desde o seu início confunde, aflige, fragmenta e não comunica com a classe que a sustém.

São sensibilidades diferentes, as nossas. É também a possibilidade de expressar essas divergências que garante que vivemos numa democracia. Era disso que o Orwell falava. Para si parece ser difícil lidar com as divergências, dado que não lhe foi possível manter-se no debate de opiniões e precisou de passar ao ataque pessoal.

Ainda bem que temos psicólogos assim, tão afoitos a diagnosticar complexos em desconhecidos. Ou talvez não...
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Mensagempor psiana » sábado abr 10, 2010 9:43 pm

Vou dar um pulo pelo google a ver se os foruns de outras áreas são tão "acesos" como o dos psicólogos! tratamo-nos muito bem uns aos outros... :roll:
Marolive
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Mensagempor Marolive » sábado abr 10, 2010 11:57 pm

Raquel Raimundo Escreveu:A mensagem de agradecimento continua no site da ordem (ainda agora a lá vi) e o programa apenas foi divulgado na passada semana por razões relativas à construção do site "afirmarospsicologos", de modo a que tivesse uma divulgação o mais alargada possível.

Interessante. (...)Sou de opinião que todos os contributos (quando são bons) devem ser tidos em conta

Pena que não tenham pedido esses contribibutos atempadamente...

e que se deve lutar pelo que se acredita estar correcto,

Evidentemente... é o que deve acontecer num País democrata.

desde que se veja mais do que o próprio umbigo ou com mais alguma intenção além de querer safar a própria pele.

É precisamente por isso que lutamos... que TODOS os psicólogos tenham os mesmos direitos!

Coisas como: sim, sim estágios profissionais são muito importantes, mas é para os outros, os que ainda estão a fazer a sua formação ou ainda a data limite para ser considerado membro efectivo deve ser exactamente aquela que me permite não ter de fazer estágio profissional, numa lógica de A.C. e D.C. (sendo Cristo o próprio, claro) é algo que me deixa perplexa.

Eu também fico perplexa! Os estágios ou são para TODOS ou então sáo para aqueles que terminem os cursos DEPOIS da ENTRADA EM VIGOR DA LEI.

(...) "Todos os animais são iguais, mas alguns são mais iguais que outros". .


[b]É a colega que diz! E aqui não se desdiz ninguém...


Já agora uma pergunta: Quem compõe a Comissão Técnica de Admissão?

É que não vi estes nomes em lado nenhum, e tenho o direito de saber, pode fazer o favor me esclarecer ?

[/b]
Raquel Raimundo
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Mensagempor Raquel Raimundo » domingo abr 11, 2010 8:58 pm

Cara pi.r/ Filipa

Presumo que, por esta altura, já estará bem ciente que os seus posts aqui no fórum não resultam em medidas imediatas por parte da CI/ Lista A (como se fosse tudo a mesma coisa, mas adiante…). Até porque seria injusto em relação a tantos outros colegas que por aqui passam e se manifestam ou ainda em relação aos que utilizam vias mais directas para comunicar com a Ordem. Foi justamente por essa razão que parafraseei George Orwell em “todos os animais são iguais, mas alguns (julgam-se) mais iguais que outros”, a qual mantenho.

Refere que a Ordem não comunica com a classe que a sustém. Informo-a de que todos os grupos, formais ou informais, que quiseram ser ouvidos nas suas sugestões, reclamações, etc., pela CI foram-no, mesmo num período muito difícil, com muito trabalho a ser desenvolvido, como foi a inscrição de tantos psicólogos num curtíssimo período de tempo. Inclusive grupos signatários de outras petições. Ocorreu-lhe fazer o mesmo? Utilizar uma via directa para comunicar com a Ordem? Ou é simplesmente mais fácil para si (agora pelo menos, claramente identificada) atacá-la (“confunde, aflige, fragmenta e não comunica”)? Pediu alguma reunião onde apresentasse sugestões de resolução do problema criado pela lei 57/2008 em relação à desqualificação dos colegas? Ou talvez seja melhor perguntar a sua intenção é realmente só e apenas essa?

Já aqui foi explicado vezes sem conta que a proposta de lei apresentada pela APOP sofreu diversas alterações em vários momentos. Basta ver a primeira proposta apresentada para se perceber que não foi intenção da APOP que surgisse uma data limite a partir da qual os psicólogos tivessem de efectuar estágios profissionais. Quando a proposta baixou à actual 11ª comissão e, sobretudo, devido à implementação da Lei Quadro das Ordens (que tem vários pontos, quanto a mim, bastante discutíveis) a actual lei 57/2008 foi alterada em vários aspectos. Não lhe estou a responder directamente a si, porque não tenho a menor dúvida que sabe tudo isto, mas tenho de os clarificar para que quem por aqui passe não fique com a ideia de que como diz: alguns “psicólogos de pleno direito” resolveram “vetar esse direito a outros que o possuíam”. Correcção: há uma lei que foi aprovada na Assembleia da República por todos os deputados de todos os quadrantes políticos, há excepção de um deputado do PSD (que se absteve) e que obriga a CI a proceder a essa selecção, embora dela discorde e tudo está a fazer para que seja alterada. Ao contrário do que quer dar a entender não estamos numa guerra e em lados opostos. Assim sendo fica novamente no ar a questão, a quem serve esta agitação?

O seu problema não é uma data que lhe convenha, mas uma data legalmente aceitável como refere? Pois foi isso mesmo que fez a CI/CTA. Perante o cenário de ter de cessar funções este mês a CI teve de cumprir a lei (data legal), enquanto simultaneamente tentava também alterá-la através de uma proposta de regulamento de estágios que entregou ao Ministério da Saúde. Qual foi a resposta que se viu a isso neste fórum, pelos (supostamente) mais interessados em que a CI tivesse dado este passo? “A CI não tem competência para proceder a tal, uma vez que essa questão só poderá ser resolvida pela direcção eleita da OPP”. Contado nem se acredita, é mesmo preciso ler com os próprios olhos. Perante este cenário só se me oferece perguntar se o intuito de toda esta agitação é realmente resolver a situação destes colegas? Deixo no ar como pergunta. Cada um interpreta como entender.

Ainda em relação à data legalmente aceitável (não sou doutora em direito, por isso muito gostaria eu de saber o que isso significa), curioso que já outro colega colocou várias vezes a questão neste fórum sobre que data seria então razoável e nunca vi resposta a isso. É suposto a data variar de pessoa para pessoa, consoante os interesses pessoais?
Finalmente, agora que o programa da lista está disponível continuo a achar, no mínimo curioso, que os seu comentários continuem a centrar-se nos estágios profissionais. As restantes 20 páginas passaram-lhe ao lado? Enquanto psicóloga que quer ser membro de pleno direito (legitimamente na minha opinião) o que está no resto do programa é perfeitamente dispensável? Não é digno de comentários da sua parte? Fica novamente a pergunta, porquê esta selecção de informação? A quem interessará? É porque não estou a ver de que modo isso ajudará os psicólogos entretanto desqualificados.

Para mim é difícil lidar com divergências? Nem sequer creio que tenhamos uma no que à desqualificação dos psicólogos diz respeito e essa é a parte mais curiosa. Manifestei já, por diversas vezes, que acho injusto que tal aconteça. São sensibilidades diferentes as nossas? Sem dúvida. É a diferença entre olhar para o seu próprio umbigo/ ter-se despertado recentemente para o problema porque a afecta directamente ou pensar-se nas questões da classe como um todo e nos muitos problemas que espero que uma Ordem possa ajudar a resolver. O que me preocupa? Esta desqualificação também, até porque tenho elementos na minha equipa que também estão nessa situação, por isso convivo diariamente com isso. Os membros efectivos também podem ser directamente afectados com isso, como pode ver. Não interessa a ninguém esta desqualificação. Mas, preocupa-me além disso ver cada vez mais outros profissionais usurparem as nossas funções e fazerem avaliações para as quais não têm competência e formação para tal e eu não poder fazer nada em relação a isso, porque o “acto psicológico” não está definido, nem protegido. Preocupa-me ainda dentro da própria classe utilizar-se ad doc instrumentos de avaliação, no matter what, sem qualquer critério ou sentido crítico. Preocupa-me ainda a devolução dos resultados através de relatórios, supostamente de avaliação psicológica, que fazem da psicologia mais um romance literário/ conversa de alcoviteira de aldeia do que uma ciência. Isto são apenas algumas das questões que me preocupam há anos.

“Ainda bem que temos psicólogos assim, tão afoitos a diagnosticar complexos em desconhecidos”. As minhas sinceras desculpas. Não tinha conhecimento que houvesse um complexo messiânico. Utilizei o termo como metáfora, desconhecendo a sua existência. A ideia não foi patologizar. Mas, não posso deixar de achar paradoxal a sua sensibilidade “diferente” patente no ataque que me dirige enquanto psicóloga.

Fico à espera de a ver discutir outros aspectos relativos à Ordem dos Psicólogos. Afinal é o tema deste Fórum. Embora mais pareça que é o dos membros estagiários em particular.
pi.r
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Mensagempor pi.r » quarta abr 14, 2010 5:48 pm

Cara Raquel,

Ficaria muito satisfeita se a anterior CI ou os actuais orgãos reagissem a qualquer psicólogo que expusesse uma questão pertinente aqui, ou em qualquer outro local. No que se refere ao programa da Lista A muitos foram os membros deste forum que, antes e depois de mim, pediram para que ele fosse disponibilizado. No dia seguinte a muitos terem aqui colocado questões sobre o programa ele foi finalmente tornado público. Terá sido, informa-nos a Raquel, mera coincidência temporal. Lamento ter tido a ingenuidade para acreditar que a Lista A estaria atenta às pessoas que desejavam conhecer o seu programa. As minhas sinceras desculpas.


A CI e a lista A não são a mesma coisa, mas tendo em conta que os membros designados para a CI por serem dirigentes da APOP são os promotores da Lista A, alguma coincidência de nomes existe necessariamente. Por isso mesmo coloquei uma barra entre as duas designações, porque não são a mesma coisa, mas apresentam semelhanças e continuidades.

Informo-a que o Movimento Continuo Psicólogo dirigiu à CI uma carta, na qual expunha as preocupações de um grupo de psicólogos,
e até hoje não obteve qualquer resposta. Informo-a também que dirigi, como outros colegas, uma carta em nome pessoal à CI, à qual também não obtivemos resposta.

Porque a publicação dos Estatutos é da competência da Assembleia da República é que a petição sobre o assunto da desqualificação é dirigida a esse orgão de soberania. Pela mesma razão foram realizadas audiências parlamentares com deputados de todos os partidos com representação na Assembleia. Mas não podemos ter a ingenuidade de pensar que os Estatutos nasceram apenas na Assembleia, sem comunicação com a APOP. A última alteração que os Estatutos sofreram antes da sua publicação servia, oficialmente, o propósito de os adequar à Lei de Bases das Associações Profissionais. Nenhum dos artigos desta última obriga à existência de condições outras que não a formação académica para o acesso a uma Ordem Profissional. Portanto, a questão sobre como surge a ideia de obrigar profissionais de pleno direito a um estágio e isentar outros do mesmo, coloca-se. Não terá sido ideia da CI. Talvez não. Mas em momento algum a CI veio publicamente afirmar a injustiça dessa situação. No programa da Lista A também não consta tal afirmação. Pelo que só podemos concluir que os agora eleitos orgãos da OPP concordam com esta forma de proceder.

Uma data aceitável seria aquela que permitisse a inscrição como membros efectivos de todos os psicólogos reconhecidos como tal (licenciados pré-bolonha fosse qual fosse a data de término do seu curso, e mestres pós bolonha) de forma a que pudessem constar dos cadernos eleitorais e participar das primeiras eleições. Dado que a data limite estabelecida para esse efeito foi 15 de Fevereiro, todos os que até essa data eram considerados psicólogos não deveriam ter acordado no dia 16 deixando de o ser. É demasiado kafkiano.

Não lhe dirigi ataques, muito menos como psicóloga, e se o entendeu assim peço desculpa. Fiz um trocadilho com o complexo que me atribuiu, esse pessoalmente e bem forte: o que designou como "complexo messiânico" remete para ideação omnipotente, que não é algo tão ligeiro quanto isso... O que estava a tentar dizer é que enquanto discutimos ideias, ainda mais com implicações tão sérias na vida das pessoas, era bom não tirarmos conclusões precipitadas sobre o outro que está do outro lado, de quem conhecemos apenas algumas afirmações sobre um tema muito específico e muito aceso.

Sinceramente, entendo a sua vontade de ver discutido o programa da Lista que representa, e compreendo que está motivada (e ainda bem) com o projecto que está a desenvolver. Mas peço-lhe que compreenda também que muitos de nós estamos, neste momento, envolvidos com outro projecto, designadamente recuperar a qualificação e a dignidade profissional dos milhares de colegas que deixaram de o ser. O que não ajudará concerteza os psicólogos desqualificados é fingir que esse problema não existe e tecer considerações sobre pontos que têm muito tempo para ser debatidos. A situação da desqualificação não tem muito tempo para se resolver, porque já está a fazer estragos em muitas vidas. Eu estaria muito empenhada na discussão de outros pontos do programa (que merecem uma discussão alargada, alguns com os quais concordo, outros que não, como tudo na vida) se não sentisse que há esta necessidade elementar, basilar (como na pirâmide de Maslow), de garantir a participação de todos os psicólogos na Ordem...dos Psicólogos.
Última edição por pi.r em quarta abr 14, 2010 7:56 pm, editado 2 vezes no total.
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Mensagempor vvvieira » quarta abr 14, 2010 6:30 pm

Essa é que é a questão central que tem de ser resolvida.
O futuro está à nossa frente. Cabe-nos fazê-lo melhor.
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Mensagempor vectrapc » quarta abr 14, 2010 6:56 pm

É uma questão importante, mas existem outras também, como a precariedade de muitos nossos colegas, alguns com 10 ou mais anos de exercício, que continuam em regime de avença.

A utilização de Psicólogos para desempenho de funções que põem em causa a ética e a deontologia.

A utilização corrente de pessoas já a exercer há muito tempo sem formação exigida na área.

A utilização de voluntários para "poupar" dinheiro, especialmente no Estado.

A utilização abusiva de alguns contratados para fazer trabalho que deveria ser desempenhado por pelo menos mais 2 pessoas qualificadas, sob ameaças de poder a vir a perdê-lo caso algum dia abra o tão esperado concurso.

Os falsos concursos para Psicólogos, quando afinal quem entra nem isso é.

Isto é a realidade de alguns milhares de Psicólogos por este país fora.

Os estagiários é uma parte do que há para resolver, não a única e não a única questão a ser resolvida agora. Percebo que seja a realidade dos 4 000, mas percebam também que "nós" os outros que não são contemplados por petições estamos também a querer endireitar a situação precária que temos(e continuo a não falar de mim), porque ligados e supostamente "seguros" está uma pouca minoria, a larga minoria está precária mesmo. E é por isso que lutamos há 30 anos por uma Ordem, não para prejudicar os 4 000 estagiários mas para poder defender cerca de 16 000 ou ainda mais.
É melhor acender uma vela do que amaldiçoar a escuridão
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Mensagempor pi.r » quarta abr 14, 2010 7:24 pm

Vectrapc

Leu a Lei Quadro das Associações Profissionais?

"Artigo 4º:
As associações públicas profissionais estão impedidas de exercer ou de participar em actividades de natureza sindical ou que tenham a ver com a regulação das relações económicas ou profissionais dos seus membros. "

Portanto, todas as questões que refere relativamente a condições de trabalho de colegas estão fora do âmbito da Ordem.

Depois temos questões efectivamente dentro do âmbito da Ordem, como o seja o Código Deontológico. O que poucos percebem é porque é que se fale como se não tivesse sido constituído um Código Deontológico.
Foi subscrito por 7 Associações, 9 Escolas e ainda 45 psicólogos a título individual. Foi elogiado pelo coordenador da Comissão Permanente de Ética da EFPA, Geoff Lindsay. Melhorá-lo será sempre possível. Mas porquê fingir que não existe?

Quanto aos profissionais de outras áreas a exercer psicologia a resolução é simples, só pode inscrever-se na Ordem dos Psicólogos quem tem formação em Psicologia.
No entanto, o programa da Lista A contempla a hipótese de serem admitidos na Ordem profissionais sem essa formação por questões que até me parecem muito legítimas. Embora correcto como princípio, coloca a questão de quem decide e com base em que critérios.

Mas que não possam exercer psicologia aqueles que têm formação e que tinham direito ao exercício, isso parece-me efectivamente preocupante, e não vejo como pode alguém sentir-se confortável com orgãos eleitos na sequência de um processo eleitoral que impediu milhares de profissionais de participarem do mesmo. Quaisquer decisões tomadas e executadas por estes orgãos trazem consigo a marca dessa fragilidade: votaram 2389 psicólogos, existindo 6834 eleitores, depois de 14500 registos.
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Mensagempor vectrapc » quarta abr 14, 2010 8:18 pm

Artigo 3.º
Missão
É missão da Ordem exercer o controlo do exercício e acesso à profissão de psicólogo, bem como elaborar as normas técnicas e deontológicas respectivas e exercer o poder disciplinar sobre os seus membros, no quadro de um regime disciplinar autónomo.


Embora os códigos de ética existentes no âmbito da Psicologia (esse não é o único) possam ser tidos em conta, é competência da Ordem elaborar as normas, nem que seja adaptar um código já aprovado.


A competência no âmbito disciplinar capacita a Ordem para aplicar sanções ao não cumprimento das suas regras, logo no âmbito do desempenho da função de qualquer Psicólogo.

b) Ser apoiado pela Ordem para defesa dos seus direitos
e interesses profissionais;
Logo, todas as situações por mim descritas anteriormente.

Artigo 76.º
Deveres gerais
O psicólogo, na sua actividade profissional, deve:
a) Abster -se de sancionar documentos ou de fazer declarações que indevidamente resultem em favorecimento próprio ou de outrem;
b) Evitar a deturpação da interpretação do conteúdo, explícito ou implícito, de documentos de apoio técnico ao exercício da profissão, com o intuito de iludir a boa fé de outrem;
c) Defender os princípios da ética da profissão, recusando colaborar ou participar em qualquer serviço ou empreendimento que julgue ferir esses princípios;
d) Exercer a sua actividade em áreas dentro da psicologia para as quais não tenha recebido formação específica;
e) Recusar quaisquer interferências no exercício da sua actividade que ponham em causa aspectos técnico--científicos ou éticos do exercício profissional, sejam quais forem as suas funções e dependências hierárquicas ou o local onde exerce a sua actividade;
f) Abster -se de utilizar materiais específicos da profissão para os quais não tenha recebido formação, que saiba desactualizados ou que sejam desadequados ao contexto de aplicação.


Todos estes pontos anteriores só poderão ser cumpridos pelos Psicólogos tendo por trás quem nos defenda e, tudo isto, são aspectos práticos da nossa profissão.

e já que falou na lei das Associações Públicas Profissionais diz lá o seguinte:

1 — Para efeitos desta lei consideram -se associações públicas profissionais as entidades públicas de estrutura associativa representativas de profissões que devam, cumulativamente, ser sujeitas ao controlo do respectivo acesso e exercício, à elaboração de normas técnicas e deontológicas específicas e a um regime disciplinar autónomo.


E também:
Artigo 4.º
Atribuições
1 — São atribuições das associações públicas profissionais, nos termos da lei:
a) A defesa dos interesses gerais dos utentes;
b) A representação e a defesa dos interesses gerais da profissão;
c) A regulação do acesso e do exercício da profissão;
d) Conferir, em exclusivo, os títulos profissionais das profissões que representem;
e) Conferir, quando existam, títulos de especialização profissional;
f) A elaboração e a actualização do registo profissional;
g) O exercício do poder disciplinar sobre os seus membros;
h) A prestação de serviços aos seus membros, no respeitante ao exercício profissional, designadamente em relação à informação e à formação profissional;
i) A colaboração com as demais entidades da Administração Pública na prossecução de fins de interesse público relacionados com a profissão;
j) A participação na elaboração da legislação que diga respeito às respectivas profissões;
l) A participação nos processos oficiais de acreditação e na avaliação dos cursos que dão acesso à profissão;
m) Quaisquer outras que lhes sejam cometidas por lei.


E só depois vem o ponto 2 que referiu.

E depois isto se não é relativamente aos aspectos profissionais é sobre o quê?

Colégios de especialidade profissionais
1 — Sempre que a lei preveja a existência de especializações profissionais, as associações públicas profissionais correspondentes podem organizar -se internamente em colégios de especialidade profissionais.
2 — Os estatutos estabelecem a organização e as competências dos colégios de especialidade profissionais.


Ou isto:

Poder regulamentar
1 — Os regulamentos das associações públicas profissionais vinculam todos os seus membros e, bem assim, os candidatos ao exercício da profissão.


Também está tudo fora do âmbito da Ordem?

E esta parte também presente nos Estatutos de TODAS as Ordens? Também a nossa não tem direito a efectuar?

Artigo 21.º
Inscrição
1 — O exercício em regime liberal de profissão organizada em associação pública profissional fica condicionado a inscrição prévia, salvo se regime diferente for estabelecido na lei de criação, podendo a lei estender a obrigação de inscrição a todos os profissionais, ou impor pelo menos uma obrigação universal de registo profissional.

2 — Os requisitos de que depende a inscrição definitiva em associação pública profissional são taxativamente definidos pela lei de criação da associação ou pela lei de regulação da profissão, com respeito pelos seguintes princípios:
a) Existência de uma habilitação, profissional ou curricular, oficialmente reconhecida, exigida pela lei para o exercício da profissão;
b) Eventualmente, verificação das capacidades profissionais pela sujeição a estágio ou a período probatório;
c) Formação e verificação dos conhecimentos relativos ao código deontológico da profissão.


É que até me lembro de ler por aqui algo escrito a dizer que o atraso na entrada em vigor da regulamentação da Ordem se deveu a esta própria lei 6/2008 sobre o regime das Associações Públicas Profissionais.

Uma questão é a justiça da situação outra questão é a legalidade. Agora não digam que apenas a questão dos estágios é importante, quando existem questões de fundo, que duram há demasiado tempo que têm de ser clarificadas. Percebo que esta questão é a vossa realidade, mas existem mais realidades que têm de ser endereçadas.
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Mensagempor vvvieira » quarta abr 14, 2010 9:15 pm

O que eu percebo é que não é possível resolver problemas através da criação de outros, nomeadamente desqualificando profissionais. E se entende que a Ordem se pode substituir aos sindicatos, isso é bastante revelador de uma determinada mentalidade. A um sindicato pode-se ou não pertencer; à Ordem teremos todos de pertencer. Basicamente, até aqui pagávamos impostos porque trabalhávamos; agora teremos também de pagar um imposto para trabalhar.
A lógica dos lóbis funcionou. E ainda há capítulos para chegar. A que vai conduzir? À perda de credibilidade por parte deste grupo profissional.
Espanta-me que haja quem esteja satisfeito e se conforme com isso.
O futuro está à nossa frente. Cabe-nos fazê-lo melhor.

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