Membros Estagiários: sabiam que podem ser processados?

A regulação e regulamentação da formação e do exercício da psicologia em Portugal. A acreditação e certificação. A organização da classe profissional. Os direitos e deveres laborais. As organizações representativas. A identidade e a imagem dos Psicólogos.

Moderador: Cristina

aniger
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Mensagempor aniger » sexta mar 26, 2010 11:00 pm

SergioG Escreveu:
Esperemos pelo regulamento dos estágios e de como vai ser aplicado.
.


Digo o mesmo , se a ordem já está a funcionar, antes de funcionar já deveria ter esta situação muito bem estruturada.

Mais uma vez repito, é injusto os colegas que trabalham irem agora fazer um estágio não remunerado, como também acho injusto o meu caso , ou seja irei acabar em Junho e depois....A ordem já terá e isto passo a redundância em "ordem" , ou vou andar aqui ao Deus de ara ?

Sinceramente , estou neste momento a fazer o meu estágio curricular com uma carga horária brutal , imensos pacientes e estou a ser supervisionada. Porém já sei à partida que mesmo chegando a Junho terei de continuar com alguns casos, para finalizar os mesmos e estes não mudarem de psicóloga. Mas e depois? mais um estágio sem garantias de emprego no futuro, sem receber nenhum €.


Para mim sinceramente, não dá, todos nós temos contas para pagar e até agora em grande parte tive ajuda dos meus pais. Mas chega, acabo o curso e depois...continuo sem emprego e sem dinheiro...que injustiça... Tenho amigos meus que acabam o curso de medicina mas tem de fazer a especialização (internato) e são pagos..


Quando me meti neste curso , jamais iria imaginar pelo que ia passar. Sim porque infelizmente apanhei a transição de Bolonha e por imposição da faculdade perdi um ano com 4 cadeiras para ficar com a dita licenciatura e para que?para nada , depois mestrado e agora para que?para nada...
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vvvieira
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Mensagempor vvvieira » sábado mar 27, 2010 12:03 am

Essa é uma batalha que teremos de travar com a Direcção e a Assembleia de Representantes. Desde já podem contar com o meu apoio - frequentei o pré-Bolonha, mas concluí como Bolonha por causa de 1/2 disciplina do 4º ano em atraso, e mestrei-me 2 dias antes da aprovação da lei, para 3 meses depois ser desqualificado, mas só vir a saber isso ano e meio depois.

Lembremos que o prazo é de seis meses para a Assembelia de Representantes aprovar o Regulamento de Estágios, o que atira para Outubro.

Por falar em prazos: já viram que 24h depois do fim do prazo ainda não se sabe que listas há?

Isto é que é uma CI "competente". Já estou mesmo a ver quem vai encabeçar a lista A (ou, mais provavelmente, lista Ú, como em Única...)
O futuro está à nossa frente. Cabe-nos fazê-lo melhor.
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Mensagempor vectrapc » sábado mar 27, 2010 1:16 am

Caro Vieira,

Porque, mantendo a consistência do que tem sido dito, não está a sua página actualizada com as indicações de apresentação ou não de lista à Ordem dos Psicólogos e um resumo da reunião de dia 20, tal como apresentado anteriormente?
É melhor acender uma vela do que amaldiçoar a escuridão
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Mensagempor vvvieira » sábado mar 27, 2010 3:21 pm

vectrapc Escreveu:Caro Vieira,

Porque, mantendo a consistência do que tem sido dito, não está a sua página actualizada com as indicações de apresentação ou não de lista à Ordem dos Psicólogos e um resumo da reunião de dia 20, tal como apresentado anteriormente?


Por dois motivos:
-primeiro, como desqualificado, não poderia apresentar nada; e não tinha nada a haver com o grupo de reflexão que tentou lançar uma candidatura e não conseguiu, o que é evidentemente limitador para a representatividade dos órgãos
-segundo, falta de tempo. Mas vou actualizar, prometo
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Mensagempor vvvieira » quarta mar 31, 2010 3:19 pm

Caros colegas (em especial a vectrapc, porque me obriguei a comunicar-lhe logo que tivesse actualizado a página):

A situação actual (apenas foi concedido direito de voto a cerca de 40% dos Psicólogos que se inscreveram), associada ao facto de só existir uma lista (que teve muito tempo para se preparar, uma vez que é decalcada da actual Direcção da APOP), permite pôr em dúvida quer a abrangência, quer a legitimidade dos órgãos que poderão sair do acto eleitoral.

Como nem sequer há a possibilidade de controlar a legalidade das votações, é bem possível que votos em branco se transformem em votos válidos (não digo que é o que vai acontecer; mas que é possível... é).

Tomem posição depois de conhecerem todos os factos: consultem http://bit.ly/continuarpsicologo
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Mensagempor Raquel Raimundo » quarta mar 31, 2010 7:46 pm

O drama, a tragédia, o horror!!!

1) Inscrição (como já vi escrito num post neste fórum) não significa registo! Registaram-se no site da Ordem dos Psicólogos Portugueses cerca de 14 500 colegas até ao dia 15 de Fevereiro. Infelizmente, porém, nem todos enviaram a documentação solicitada por correio, que atestasse a validade das afirmações registadas (O drama: Vá-se lá saber porquê a pessoa dizer apenas que é o Zé Manel da Cortiçada no site não é suficiente. Tem de comprová-lo. O que é que vai acontecer a seguir? Pede-se o BI/ Passaporte no aeroporto?)

2) Houve colegas que não ficaram com o processo completo, porque faltava um ou mais documentos ou exigências (já foram enumeradas aqui várias vezes, por isso, poupo-vos o trabalho de as voltar a explanar). Quem o fez com mais tempo foi possível contactar e pedir os documentos em falta, mas claro que (à boa maneira portuguesa) houve quem deixasse tudo para o último dia de inscrição. Muitos deles já serão membros efectivos neste momento, mas não foram a tempo de integrar as listas, por imperativos do regulamento eleitoral. (A tragédia: A CI, composta por um grupo de voluntários, não foi a casa dos colegas buscar a documentação necessária? Indecente!).

3) Dos 14500 nem todos se registaram na categoria de membros efectivos. Alguns registaram-se como membros estagiários. (O horror: há gente honesta na classe que não tenta passar-se por aquilo que não é! Onde é que vamos parar? Qualquer dia há gente neste fórum que em vez de adoptar uma postura quezilenta até propõe mesmo alguma coisa de útil para os Psicólogos Portugueses).

4) 6400 (membros efectivos com capacidade votante) de 14500 (registos) não dá 40%, mas sim 44%. Parece-me que a CI da OPP não conta com os mortos como membros ao contrário de um conhecido sindicato!

5) "Nem sequer há possibilidade de controlar a legalidade das votações"??? Sabe alguma coisa que todos desconheçamos? É que a última vez que eu acordei ainda morava em Portugal! Não em Cuba! Tem alguma prova do que diz? Algum indício? Sugiro que se tiver mova um processo, porque essa situação, a acontecer, seria realmente grave!

6) "A actual lista teve muito tempo para se preparar"? Pelo menos nisso estamos de acordo. Teve, pelo menos, 8 anos! Há 8 anos que luta por este meio (criar a Ordem) para atingir um fim (garantir a qualidade do exercício da profissão de Psicólogo em Portugal e promover as funções do psicólogo junto da sociedade civil).

Continuo sem resposta à minha pergunta. Se há tanta questão e tanta altercação em torno da OPP, por que razão apenas surge uma lista? Ficámos, sem dúvida, todos a perder com isso. Teríamos mais discussão de ideias, soluções ... Mas, suponho que para isso era preciso tê-las! O programa da lista única foi entregue na sede da OPP e lacrado a 19 de Março, porque ao contrário do que alguns alvitram há regulação do processo eleitoral.

Acordem-me quando for altura de discutirmos ideias sobre o que fazer!

P.S.: Este post segue apenas neste tópico, porque acredito que os colegas percebam à primeira e não à oitava!
pi.r
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Mensagempor pi.r » quarta mar 31, 2010 9:46 pm

Cara Raquel

Sim vivemos em Portugal, que ao que parece é um local onde um dia se pode adormecer tendo direito a um título e a uma actividade profissional, e no outro acordar sendo obrigado a pagar 180 euros para ver esses direitos desaparecerem, juntamente com o impedimento de votar para a primeira eleição da Ordem da profissão que era a sua.

Não se formaram outras listas não porque não haja ideias, iniciativas, e pessoas com muita vontade de uma ordem para todos os psicólogos, que una em vez de fracturar, desqualificar, ignorar. Não se formou outra lista dada a forma como decorreu a constituição dos cadernos eleitorais. Ou ainda não se deu conta da quantidade de colegas que não integra os cadernos? Por inúmeras razões é certo, mas nehuma delas isenta a CI e a futura Direcção de reflectirem sobre o que levou a que apenas 6834 psicólogos figurassem nos cadernos eleitorais da primeira eleição da Ordem.

Com tanto tempo para se preparar, vai-me desculpar, mas esta CI, desiganadamente os elementos que constituíam a direcção da pró-ordem e que constituirão a Direcção da OPP, podiam ter feito um melhor trabalho e não se desculpar com a dificuldade que é um processo desta envergadura.

Sabe, pode parecer-lhe esquisito, mas há algumas pessoas, que sendo honestas e sérias, continuarão a lutar por viver num país civilizado e a indignarem-se perante situações que desafiam princípios elementares da Constituição da República, que é o elemento fundador de um estado de direito.
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Mensagempor vitorcoelho » quinta abr 01, 2010 12:08 am

vvvieira Escreveu:Caros colegas (em especial a vectrapc, porque me obriguei a comunicar-lhe logo que tivesse actualizado a página):

A situação actual (apenas foi concedido direito de voto a cerca de 40% dos Psicólogos que se inscreveram), associada ao facto de só existir uma lista (que teve muito tempo para se preparar, uma vez que é decalcada da actual Direcção da APOP), permite pôr em dúvida quer a abrangência, quer a legitimidade dos órgãos que poderão sair do acto eleitoral.

Como nem sequer há a possibilidade de controlar a legalidade das votações, é bem possível que votos em branco se transformem em votos válidos (não digo que é o que vai acontecer; mas que é possível... é).

Tomem posição depois de conhecerem todos os factos: consultem http://bit.ly/continuarpsicologo


Caro Vitor Vieira,

Suponho que o xará (agora que me elucidou sobre o significado do termo já me sinto à vontade para o empregar) seja fã da lógica de que uma mentira muitas vezes repetidas se torna uma verdade. Só isso explica a repetição do mesmo post com informação factualmente FALSA em 8 tópicos diferentes.

Cada um terá direito à sua opinião, mas passar informação falsa como verdadeira não fará parte certamente do direito à opinião. É cabalmente FALSO que tenha sido concedido direito de voto a apenas 40% psicólogos que se inscreveram até à data limite para inscrição em cadernos eleitorais por três razões:

1) Provavelmente o que queria dizer seria REGISTO e não INSCRIÇÃO, visto que este última é composta pelo registo, pagamento, envio de documentos, recepção pelos Serviços Administrativos, análise pela Comissão Técnica de Admissão e pela Comissão Instaladora. Mesmo assim, seria FALSO que apenas 40% dos que se registraram constem dos cadernos eleitorais. As contas são fáceis de fazer: 40% de 14500 psicólogos registados seriam 5800 psicólogos. Dos cadernos eleitorais constam mais de 1000 psicólogos acima desse número.

2) Nem todos os registos correspondem a uma inscrição. Além de pessoas que se registaram mais de uma vez (uma pequena minoria de registos, nem chega a 1%), muitos não pagaram ou não enviaram os documentos ou não realizaram ambas as coisas. Dos que enviaram documentação, alguns não enviaram certificado de habilitações, outros não enviaram qualquer comprovativo de experiência profissional.

3) Nem todos se registaram na categoria de membro efectivo. Muitos registaram-se em categorias que não lhes permitem constar dos cadernos eleitorais, nomeadamente membro estagiário e reconhecimento profissional.

Suponho que nem valha a pena comentar a sua ideia delirante de que os votos brancos possam ser considerados outra coisa que não brancos...

Vitor Coelho
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Mensagempor Raquel Raimundo » quinta abr 01, 2010 12:17 am

pi.r Escreveu: Não se formaram outras listas não porque não haja ideias, iniciativas, e pessoas com muita vontade de uma ordem para todos os psicólogos, que una em vez de fracturar, desqualificar, ignorar.


Muito bem, correndo o risco de me tornar repetitiva (as minhas desculpas a quem vai ter de ler isto pela 6ª, 7ª vez, eu sei lá): se há ideias eu "sou toda ouvidos". Onde estão elas? Se não conseguiram montar uma lista, onde está o programa que pretendiam para essa lista? Um conjunto de ideias? Uma única ideia?

A OPP não é a Ordem dos membros estagiários que lutam para ver resolvida a sua situação. É muito mais do que isso. E essa foi a razão pela qual das vossas mãos não saíu uma lista. As pessoas unem-se quando sentem que se pode trabalhar para um bem comum. Calculo que seja difícil promover uma lista na qual as pessoas não se revejam. É a razão de estarmos nesta situação vergonhosa (embora a culpa não seja apenas vossa, mais colegas se deviam ter movido): primeiras eleições da Ordem dos Psicólogos Portugueses e há apenas uma lista única!!!

Tenho visto também outros comentários relativos à constituição da lista, de ser uma "colagem" da APOP. Apenas metade da direcção pertenceu à direcção da APOP. Isso significa que houve renovação. O que é até normal num estado de direito, porque (repito) não vivemos em Cuba. Seria tudo menos proveitoso para os psicólogos portugueses que a experiência de quem pensa nestas questões há muitos anos não pudesse ser aproveitada numa lista. Se a maioria decidisse o contrário votaria numa outra lista. Mas onde está ela? Também acho, no mínimo, curioso que não haja referências ao Conselho Fiscal, nem à Assembleia de Representantes. O que se passou? Era demasiado pluralista e abrangente dos interesses dos psicólogos e isso foi um choque?

Raquel
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Mensagempor Raquel Raimundo » quinta abr 01, 2010 12:26 am

http://www.youtube.com/watch?v=u2UP86bciVA

Penso que ajudará a manter a sanidade mental do fórum! Não resisti :D
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Mensagempor vvvieira » quinta abr 01, 2010 9:42 am

vitorcoelho Escreveu:Caro Vitor Vieira,
Suponho que (...) seja fã da lógica de que uma mentira muitas vezes repetida se torna uma verdade. Só isso explica a repetição do mesmo post com informação factualmente FALSA em 8 tópicos diferentes.


Caro Vítor Coelho

Saúdo o seu reaparecimento, aqui e na Lista A.

Tenho pena que não tenha querido rever as suas afirmações quanto ao facto, que comprovei documentalmente, de o problema central nisto tudo - a desqualificação retroactiva de psicólogos - só ter sido "enxertado" na Lei uma semana antes da respectiva aprovação.

Quanto às suas suposições, e uma vez que quando afirmo algo o faço sempre ancorado em documentos, apreciaria saber quais os "factos falsos" cuja autoria me imputa. É que o colega está a acusar o "Diário da República" e o "Diário da Assembleia da República" de falsidades...

Aproveito para o esclarecer, e à sua colega de lista Raquel, que "cerca de 40%" não é, semanticamente, o mesmo que "40%"; aliás, em abono da verdade, devo referir que 6.843 eleitores representam 47,19% do tais "+ de 14.500" psicólogos que a CI anunciou; acho que 47% continua a ser "cerca de 40%", pois efectivamente não chegam sequer a 50%, certo? Como entretanto já se subiu para as 16 mil inscrições, forçoso é reconhecer que cada vez se irá aproximando mais dos 40%. Que, repito, é diferente de "cerca de 40%".

Estranho aliás que fique satisfeito com tão pequena representatividade. Em determinado post neste fórum anunciou que a APOP chegou a ter cerca de 6.500 sócios. Dado que a base de dados da APOP foi incorporada no site da OPP, facilitando a respectiva inscrição (ver aqui), até é de admirar como o número de membros efectivos subiu apenas até aos 6.834. É uma incógnita interessante.

vitorcoelho Escreveu:Nem todos se registaram na categoria de membro efectivo. Muitos registaram-se em categorias que não lhes permitem constar dos cadernos eleitorais, nomeadamente membro estagiário e reconhecimento profissional.


Tem toda a razão. Eu, por exemplo, estou neste caso. Tal como muitos outros, não tive a percepção, ao registar-me, de que estava a ser desqualificado.

Depois de alertado para a questão da retroactividade, tomei posição para que esse facto - que continuo a insistir ser inconstitucional - fosse corrigido. Pena é que a Comissão Instaladora, que conhecia bem o texto do documento, se tivesse conformado e pactuado com ele. E assim tivesse alimentado a existência do actual problema, em vez o eliminar à nascença.

vitorcoelho Escreveu:Suponho que nem valha a pena comentar a sua ideia delirante de que os votos brancos possam ser considerados outra coisa que não brancos


Caro colega, o que eu disse foi:

Como nem sequer há a possibilidade de controlar a legalidade das votações, é bem possível que votos em branco se transformem em votos válidos (não digo que é o que vai acontecer; mas que é possível... é).

Uma vez que não existem outras listas, não vejo como poderá ser exercida adequadamente a fiscalização do acto eleitoral, ainda por cima com o articulado do Estatuto: a Comissão Eleitoral, que assume poderes juridiscionais (ver artigo 54º do Estatuto) vai ser composta pelo Presidente da Mesa Eleitoral (que, segundo o artigo 47º, será nestas primeiras eleições o Presidente da CI) e por 3 membros da lista A, lista na qual está integrado também o referido Presidente da CI. Ou seja, objectivamente a Comissão Eleitoral vai confundir-se com a Lista A.

Por outro lado, segundo o nº2 do Artigo 35º, apenas os membros das listas podem examinar os boletins de voto e apresentar reclamações ou protestos. Ou seja, mais uma vez, a Lista A.

Os eleitores que não sejam membros da Lista A poderão reclamar ao abrigo do Artigo 36º. Mas terá de o fazer sem ter qualquer elemento concreto em sua posse, e para mais será a Comissão Eleitoral (ou devo dizer a Lista A) que irá apreciar essas reclamações e guardar os boletins de voto até decidir da reclamação, após o que destruirá os ditos boletins (artigo 35º, número 9).

Repito:

Como nem sequer há a possibilidade de controlar a legalidade das votações, é bem possível que votos em branco se transformem em votos válidos (não digo que é o que vai acontecer; mas que é possível... é).

Reafirmo portanto que não estou a acusar ninguém de preparar uma fraude; aliás como conheço bem alguns elementos da Lista A, sei que esses não colaborariam numa fraude. Mas obviamente não posso dizer o mesmo de todos, porque não os conheço a todos.

E nestes casos, "à mulher de César não basta ser séria: tem de parecê-lo".

Portanto, agradeço que não se comporte como uma virgem ofendida. Se há alguém aqui que foi ofendido fui eu, e nem por isso deixei de ter um comportamento digno e de responder civilizadamente às mensagens colocadas. E se coloquei o mesmo post em 8 tópicos é porque, para além de não ser tal proibido pelas regras do Fórum (a moderação poderá confirmá-lo, julgo eu) apenas o fiz dentro do tópico geral "Ordem dos Psicólogos", e com o objectivo de dar a conhecer ao maior número de participantes dos fóruns a existência de um site onde estão os links para os documentos que respeitam ao processo.

Mais uma vez, cumprimentos, e acompanhe os desenvolvimentos da questão em http://bit.ly/continuarpsicologo.[/url]
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Mensagempor vvvieira » quinta abr 01, 2010 9:52 am

Raquel Raimundo Escreveu:Tenho visto também outros comentários relativos à constituição da lista, de ser uma "colagem" da APOP. Apenas metade da direcção pertenceu à direcção da APOP.


Querida colega

Os meus parabéns por integrar a Lista A, embora como suplente.

Contudo, necessito de a corrigir numa questão de percentagens.

É que a Direcção da APOP tinha 7 elementos e a lista para a Direcção da OPP tem 9 mais 2 suplentes. São, portanto, mais 4.

Daqueles 7, há 5 que estão na lista como efectivos; há ainda mais 2 que eram do Conselho Consultivo; e há 2 vogais cujo nome aparece pela primeira vez, a que se juntam os 2 suplentes. São, portanto, 4 nomes novos.

É uma renovação importante. Para si, pelo menos.

Cumprimentos.
Última edição por vvvieira em quinta abr 01, 2010 10:49 am, editado 1 vez no total.
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Mensagempor Raquel Raimundo » quinta abr 01, 2010 10:29 am

Agradeço as suas felicitações (certamente sinceras).

A renovação em si mesma é que é uma coisa importante, porque, apesar dos apesares, vivemos num regime democrático. Mas, já suspeitava que renovação não fizesse parte do seu vocabulário.

Denoto nada mais referir em relação aos meus posts. Onde estão ideias sobre o que fazer relativamente à classe? Como é que é possível haver o desplante de criticar o que quer que seja e não se avançar com nada?

P.S.: A sua apreciação é algo espantosa. Diz conhecer algumas pessoas da lista (E essas pessoas serão boas pessoas concerteza. Gente honesta! Certamente, porque o conhecem, claro! Porque essas coisas passam-se por osmose!) e as que não conhece certamente serão os maus (Porque não tiveram o (des)prazer de privar consigo?). Interessante apresentar sempre a mesma dicotomia, presente em outros posts da sua autoria, onde manifesta: ou concordam com tudo o que eu disser ou estão contra mim. Sabe que o mundo não é todo a preto e branco. Há cinzentos. Aprendi isso há muitos anos numa cadeira de psicopatologia.
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Mensagempor Psycologo » quinta abr 01, 2010 10:38 am

Há uma lista... até aí já percebi.
Outra questão: onde posso consultar as ideias ou programa dessa lista?

Agradeço uma resposta objectiva.
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Mensagempor vvvieira » quinta abr 01, 2010 10:44 am

Realmente, isto já parece o Messenger :lol:

Vamos por pontos:

-não tenho nada a haver com a renovação da Lista A, embora curta; mas parece-me que a existência de uma lista única cujos elementos não se mostram incomodados com a desqualificação retroactiva de colegas não trará nada de bom à OPP

-terei todo o prazer em apresentar ideias sobre a "classe", logo que me deixem pertencer a ela: é que, se bem se lembra, neste momento efectivamente não pertenço. Assim, apenas me posso pronunciar sobre o facto de ter sido desqualificado, e lançar suposições sobre o que pode ocorrer a partir daqui

-vou repetir, sublinhando: "Reafirmo portanto que não estou a acusar ninguém de preparar uma fraude; aliás como conheço bem alguns elementos da Lista A, sei que esses não colaborariam numa fraude. Mas obviamente não posso dizer o mesmo de todos, porque não os conheço a todos. ". Não afirmo que haja distinção entre "bons" e "maus", apenas entre "conhecidos" e "desconhecidos". E nesses desconhecidos pode haver de tudo, desde cinza-claro a preto retinto. Aliás, podem ser todos muito branquinhos (evitem-se aqui quaisquer conotações racistas), mas isso não invalida a argumentação: eu, desqualificado, estou impedido de ajuizar da legalidade dos actos. Certo?

Cumprimentos
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Mensagempor vvvieira » quinta abr 01, 2010 10:53 am

Uma inquietação: este extremar de posições, que deveria e poderia ter sido evitado, vai certamente ser mau para a credibilidade da Ordem. E, por extensão, para a afirmação da Psicologia e do seu papel na sociedade.

Lembremo-nos todos disso
O futuro está à nossa frente. Cabe-nos fazê-lo melhor.
pi.r
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Mensagempor pi.r » quinta abr 01, 2010 11:31 am

Cara Raquel,

Lista TODOS PSICÓLOGOS

Princípios orientadores

* Promover a Ordem dos Psicólogos como organização representativa da classe com base num funcionamento democrático;
* Promover uma discussão alargada do Regulamento de Estágios com base numa posição solidária com todos os colegas, rejeitando a desqualificação retroactiva;
* Acompanhar a aplicação dos Estatutos enquanto documento fundamental para a definição da identidade e acção da Ordem, contribuindo para uma reflexão contínua que assente em valores democráticos e de cidadania participada.
* Promover a reflexão, a participação e a responsabilização dos psicólogos nas questões que a estes dizem respeito;
* Promover o diálogo, a cooperação e o respeito entre as diversas organizações em que os psicólogos participam ou que os representam;
* Promover a aplicação do Código Deontológico Português no qual se envolveram tantos profissionais e organizações de psicólogos;
* Defender um modelo de diferenciação no valor de inscrição e quotas.

Os proponentes
Elsa Couchinho; Bruno Ferreira; Victor Hugo; Henrique Baltazar; Inês faria



Lista Dar Voz aos Psicólogos

Apresentamos à sua consideração o manifesto de candidatura da Lista "Dar Voz aos Psicólogos", aos órgãos directivos da Ordem dos Psicólogos Portugueses.
Consideramos que as primeiras eleições da Ordem, a realizar no próximo dia 12 de Abril, serão um momento fundador e decisivo para o futuro da Profissão de Psicólogo.
As razões desta candidatura às primeiras eleições da ordem resultam de um imperativo ético de contribuirmos para a construção de uma Organização Profissional dos Psicólogos Portugueses, em que todos os Psicólogos se possam integrar, participar e rever de acordo com os princípios do reconhecimento do respeito e da equidade.
Para tornar isso possível importa que, desde o primeiro momento, a Ordem seja a casa comum onde os psicólogos se possam unir em torno de um objectivo principal: Valorizar a Profissão.
Pensamos a Ordem como instituição cujo futuro será determinante no processo de reconhecimento e qualificação dos Psicólogos, nas diferentes áreas de intervenção.
Temos como prioridade que a Ordem possa dar visibilidade à função social do Psicólogo dando relevo à perspectiva própria da nossa profissão, nas questões importantes que se colocam na sociedade portuguesa contemporânea.
Para alcançarmos este objectivo será necessário a contribuição de todos os profissionais e das organizações de psicólogos que desde há muito têm trabalhado a nível nacional e internacional.
Precisamos da experiência de todos para construir uma Organização Profissional com uma Cultura de Diálogo Democrático e amplamente representativa da Profissão.
Equidade, Profissionalismo e Transparência são estes os princípios que determinam a razão desta candidatura.
É nesse sentido que subscrever a candidatura "Dar Voz aos Psicólogos" é dar um contributo decisivo para o actual processo de construção da Ordem, que queremos que seja de todos os Psicólogos.

Os Proponentes,
(Por ordem alfabética)
Ana Bertão, António Jorge Andrade, Cristina Certo, Cristina de Sousa, Fernanda Vieira, Joana Lamas, Graça Patrício, Isabel Araújo, Jorge Gravanita, Maria Belo, Mª do Céu Paulo, Rita Costa, Vítor Franco, Vítor Lobão


Como vê estiveram a correr duas listas, e até estranho que não tenha conhecimento disso. Como vê também, não nos apresentaram somente uma lista de nomes, mas apresentaram ideias, posições claras face a questões concretas, e uma visão do que deve e pode ser a Ordem. Quer ter a amabilidade de nos informar onde podemos consultar o programa da lista A?
SergioG
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Mensagempor SergioG » quinta abr 01, 2010 4:30 pm

Isto já começa a parecer um filme de Kusturica...lolol
Bem, o q tenho a dizer é o seguinte:

Até me dá vontade de rir qd aqui se diz "á boca cheia" pq é q os psicólogos desqualificados n fizeram uma lista...
Como?! Fazer uma lista? Lista quê? telefónica?
As inteligências raras que sugeriram isso têm q explicar de onde saiu essa ideia mirabolante...cogumelos alucinogéneos?
Será que n leram os decretos-lei? concerteza q sim, o q é ainda mais grave...

N estou contra, aliás até fazia uma vénia a quem com mt custo, lutou para a constituição da Ordem, mas parece-me que isto vai evoluir para uma espécie de guerra civil, esperem que saia o regulamento de estágios e q os psicólogos q estiverem a trabalhar sintam na pele a aplicação dele...
A Ordem deveria ser para todos os Psicólogos e n só para alguns.
Regulação? Completamente a favor!!
Eu até sou da opinião de q se deveria fazer um exame de conhecimentos e levantamento de competências a TODOS os Psicólogos, sendo que dependeria disso a admissão á Ordem.
Mas tb vos digo que deve haver aí mt gente c medo disso, e n percebo como é q a Comissão instaladora n s...lembrou...

Isso sim, era justo e livrava-nos de muitos bruxos c pseudo-licenciatura em Psicologia tirada há alguns anos atrás, qd de facto n havia NENHUMA regulação...
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vvvieira
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Mensagempor vvvieira » quinta abr 01, 2010 5:34 pm

Pois é, graças à inteligência de quem redigiu o Estatuto em vigor, alguém que tirou um curso de psicologia em 1980, trabalhou dois anos em Psicologia, mas depois nunca mais exerceu a profissão pode passar de imediato a membro efectivo, bastando inscrever-se e mostrando a declaração de impostos desses anos.
Mas quem concluiu o curso mais recentemente, e foi autorizado pelo Estado a exercer a profissão, mas não o conseguiu durante um período de tempo suficiente (ou simplesmente não o pode provar, ou a Comissão Técnica acha que não valeu) deixou de ser autorizado a exercer autonomamente.
Ou, como no meu caso, quem concluiu o curso e foi autorizado a exercer a profissão após Outubro de 2007, e ao fim de um ano foi desqualificado.
É como tirar a carta, começar a conduzir, e de repente, ao fim de um ano, vir alguém dizer que afinal vamos ter de frequentar mais umas aulas para continuar a conduzir, e até lá teremos de andar sempre com alguém que tenha carta há mais tempo e se responsabilize por nós...
O futuro está à nossa frente. Cabe-nos fazê-lo melhor.
Marolive
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Mensagempor Marolive » quinta abr 01, 2010 8:12 pm

Raquel Raimundo Escreveu:

Denoto nada mais referir em relação aos meus posts. Onde estão ideias sobre o que fazer relativamente à classe? Como é que é possível haver o desplante de criticar o que quer que seja e não se avançar com nada?



Cara COLEGA
Será que li bem ( o que está em bold) ??? Ou "também" já estou com alucinações???

Sabe... cá para mim, parece haver por ai pessoas que não apresentam ideias simplesmente porque as não têm... e vai dai, têm o desplante de querer conhecer as IDEIAS dos outros para as plagiar descaradamente ... E ainda por cima as IDEIAS daqueles que não quiseram aceitar como COLEGAS...

Chama-se a isso querer a papinha feita!

BOM MANDATO!

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