Membros Estagiários: sabiam que podem ser processados?

A regulação e regulamentação da formação e do exercício da psicologia em Portugal. A acreditação e certificação. A organização da classe profissional. Os direitos e deveres laborais. As organizações representativas. A identidade e a imagem dos Psicólogos.

Moderador: Cristina

vitorcoelho
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Mensagempor vitorcoelho » quinta abr 01, 2010 9:45 pm

Pode consultar o programa da lista A em: http://www.afirmarospsicologos.com/programa

Vitor Coelho
Raquel Raimundo
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Mensagempor Raquel Raimundo » quinta abr 01, 2010 10:52 pm

Marolive Escreveu:
Raquel Raimundo Escreveu:

Denoto nada mais referir em relação aos meus posts. Onde estão ideias sobre o que fazer relativamente à classe? Como é que é possível haver o desplante de criticar o que quer que seja e não se avançar com nada?



Cara COLEGA
Será que li bem ( o que está em bold) ??? Ou "também" já estou com alucinações???

Sabe... cá para mim, parece haver por ai pessoas que não apresentam ideias simplesmente porque as não têm... e vai dai, têm o desplante de querer conhecer as IDEIAS dos outros para as plagiar descaradamente ... E ainda por cima as IDEIAS daqueles que não quiseram aceitar como COLEGAS...

Chama-se a isso querer a papinha feita!

BOM MANDATO!


Leu muito bem. As nossas ideias já estão consignadas no programa da lista entregue a 19 de Março e agora dado a conhecer no link enviado no post anterior. O programa entregue estava finalizado nessa data. Não precisa portanto de mais ideias. Continuo, no entanto à espera de outras, incluindo as suas. Pode ser que, a paragem por uns dias na Páscoa, traga uma lufada de ar fresco neste fórum. Não me resta outra coisa se não ficar optimista em relação a isso. Boa Páscoa!
pi.r
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Mensagempor pi.r » quinta abr 01, 2010 10:58 pm

Cara Raquel

O programa que finalmente apresentam contem esta pérola:
* Estágios Profissionais e Lei 57/2008
A lista “Afirmar os Psicólogos” propõe-se a realizar todos os esforços junto da Assembleia da República para promover uma alteração à Lei 57/2008, no sentido de ir ao encontro daquela que tinha sido proposta na consulta pública da referida Lei, pela APOP.
De modo a corrigir o atraso de 2 para 6 meses da nomeação da Comissão Instaladora, por parte do Governo, e a falta de apoio deste à instalação da Ordem, retardando todo o processo de Estágios Profissionais, a alteração a propor deverá consagrar a dispensa de estágio profissional da Ordem a todos os licenciados com 18 meses de prática efectiva até 31 de Dezembro de 2008 (tendo assim em conta a data de nomeação da Comissão Instaladora da Ordem e o tempo necessário para colocar um programa de estágios a funcionar) e não 16 de Outubro de 2007, data resultante da actual Lei. Uma segunda medida deve ser o reconhecimento das experiências entretanto realizadas, tanto em estágios como em voluntariados, quer tenham sido ou não remuneradas, desde que acompanhadas por orientador.

Ou isto é um lapso, estranho, ou é grave, implica que ainda vão ser desqualificados mais profissionais.

Quer esclarecer-nos?
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vvvieira
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Mensagempor vvvieira » quinta abr 01, 2010 10:58 pm

vitorcoelho Escreveu:Pode consultar o programa da lista A em: http://www.afirmarospsicologos.com/programa

Vitor Coelho


Caro Vítor Coelho, obrigado por, nesta data memorável, nos dar a conhecer finalmente as ideias que a Lista A vai defender.

Vamos cingir-nos, por agora, à análise da solução que propõem para a questão central que tem estado em debate, ou seja, a desqualificação retroactiva de psicólogos imposta pelo famigerado artigo 84º, o qual obriga a que qualquer psicólogo que se tenha formado depois de 16 de Outubro de 2007, ou seja, um ano antes da criação da Ordem, fica automaticamente desqualificado, apesar de durante esse ano lhe ter sido reconhecido legalmente o direito a exercer a profissão (e isto já assumindo que conseguiu empregar-se de imediato e continuamente até 16 de Abril de 2009, data da nomeação da CI).

Que propõe a Lista A?

Nada menos que desqualificar mais psicólogos: desejam que qualquer psicólogo que se tenha formado depois de 31 de Junho de 2007 passe a ser automaticamente "estagiário".

Com efeito, consagrar a dispensa de estágio a todos os licenciados com prática profissional efectiva de 18 meses "até 31 de Dezembro de 2008" faria com que, para se ser membro efectivo da Ordem e dispensado de estágio, esses licenciados tivessem de estar a trabalhar ininterruptamente no mínimo desde 31 de Junho de 2007, um ano antes da aprovação da Lei e 15 meses antes da sua entrada em vigor.

Espero bem que seja uma gaffe. Mas é grave demais para o ser, e até agrava a questão essencial: a inconstitucionalidade subjacente à retroactividade da lei.
O futuro está à nossa frente. Cabe-nos fazê-lo melhor.
Ana Rita
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Mensagempor Ana Rita » quinta abr 01, 2010 11:02 pm

Marolive Escreveu:
Raquel Raimundo Escreveu:

Denoto nada mais referir em relação aos meus posts. Onde estão ideias sobre o que fazer relativamente à classe? Como é que é possível haver o desplante de criticar o que quer que seja e não se avançar com nada?



Cara COLEGA
Será que li bem ( o que está em bold) ??? Ou "também" já estou com alucinações???

Sabe... cá para mim, parece haver por ai pessoas que não apresentam ideias simplesmente porque as não têm... e vai dai, têm o desplante de querer conhecer as IDEIAS dos outros para as plagiar descaradamente ... E ainda por cima as IDEIAS daqueles que não quiseram aceitar como COLEGAS...

Chama-se a isso querer a papinha feita!

BOM MANDATO!


Depois do drama, da tragédia e do horror, vem a paranóia.
Parece-me que só beneficiamos, não só de apresentar ideias, como de continuar a reinvidicar aquilo que se considera injusto no arranque da Ordem. Não é suposto, nós psicólogos, contribuirmos para que daqui a uns tempos possamos falar a mesma linguagem? Ou vamos guardar as ideias luminosas na gaveta e dizer: "toma, toma, eu tenho esta ideia e tu não". Se por acaso "plagiarem" aquilo que seriam boas ideias, seria também bom para todos nós, certo?
Se caíres sete vezes, levanta-te oito.
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Mensagempor vitorcoelho » quinta abr 01, 2010 11:30 pm

pi.r Escreveu:Cara Raquel

O programa que finalmente apresentam contem esta pérola:
* Estágios Profissionais e Lei 57/2008
A lista “Afirmar os Psicólogos” propõe-se a realizar todos os esforços junto da Assembleia da República para promover uma alteração à Lei 57/2008, no sentido de ir ao encontro daquela que tinha sido proposta na consulta pública da referida Lei, pela APOP.
De modo a corrigir o atraso de 2 para 6 meses da nomeação da Comissão Instaladora, por parte do Governo, e a falta de apoio deste à instalação da Ordem, retardando todo o processo de Estágios Profissionais, a alteração a propor deverá consagrar a dispensa de estágio profissional da Ordem a todos os licenciados com 18 meses de prática efectiva até 31 de Dezembro de 2008 (tendo assim em conta a data de nomeação da Comissão Instaladora da Ordem e o tempo necessário para colocar um programa de estágios a funcionar) e não 16 de Outubro de 2007, data resultante da actual Lei. Uma segunda medida deve ser o reconhecimento das experiências entretanto realizadas, tanto em estágios como em voluntariados, quer tenham sido ou não remuneradas, desde que acompanhadas por orientador.

Ou isto é um lapso, estranho, ou é grave, implica que ainda vão ser desqualificados mais profissionais.

Quer esclarecer-nos?


Não serei a Raquel, mas creio que posso esclarecer. Está mal formulado (apesar de ser necessário uma certa dose de negatividade para ler da forma como está a ser lido). É ainda tentativo, mas a lógica inerente é negociar de forma a que data que balize o artigo 84º passe da nomeação da Comissão Instaladora para uma de 3 datas possíveis entre Abril e Junho de 2010. O que significaria que, no limite, a data a partir daqual seria necessário começar a experiência profissional para dispensa de estágio profissional seria 31 de Dezembro de 2008.

Vitor Coelho
Última edição por vitorcoelho em sexta abr 02, 2010 9:50 am, editado 1 vez no total.
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Mensagempor Marolive » sexta abr 02, 2010 12:38 am

vitorcoelho Escreveu:
pi.r Escreveu:Cara Raquel

O programa que finalmente apresentam contem esta pérola:
* Estágios Profissionais e Lei 57/2008
A lista “Afirmar os Psicólogos” propõe-se a realizar todos os esforços junto da Assembleia da República para promover uma alteração à Lei 57/2008, no sentido de ir ao encontro daquela que tinha sido proposta na consulta pública da referida Lei, pela APOP.
De modo a corrigir o atraso de 2 para 6 meses da nomeação da Comissão Instaladora, por parte do Governo, e a falta de apoio deste à instalação da Ordem, retardando todo o processo de Estágios Profissionais, a alteração a propor deverá consagrar a dispensa de estágio profissional da Ordem a todos os licenciados com 18 meses de prática efectiva até 31 de Dezembro de 2008 (tendo assim em conta a data de nomeação da Comissão Instaladora da Ordem e o tempo necessário para colocar um programa de estágios a funcionar) e não 16 de Outubro de 2007, data resultante da actual Lei. Uma segunda medida deve ser o reconhecimento das experiências entretanto realizadas, tanto em estágios como em voluntariados, quer tenham sido ou não remuneradas, desde que acompanhadas por orientador.

Ou isto é um lapso, estranho, ou é grave, implica que ainda vão ser desqualificados mais profissionais.

Quer esclarecer-nos?


Não serei a Raquel, mas creio que posso esclarecer. Está mal formulado (apesar de ser necessário uma certa dose de negatividade para ler da forma como está a ser lido). É ainda tentativo, mas a lógica inerente é negociar de forma a que data que balize o artigo 84º passe da nomeação da Comissão Instaladora para uma de 3 datas possíveis entre Abril e Junho de 2010. O que significaria que, no limite, a data a partir daqual seria necessário começar a experiência profissional para dispensa de estágio profissional seria 31 de Dezembro.

Vitor Coelho


Primeiro não somos suficientemente psicólogos, agora TAMBÉM NÃO SABEMOS LER!?

Por favor expliquem-se, CLARAMENTE, se uma vez por todas... e não lancem mais poeiras aos nossos olhos...
pi.r
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Mensagempor pi.r » sexta abr 02, 2010 11:55 am

Já percebi que é um lapso, um erro, uma insuficiente revisão de texto, mas chamar-lhe uma má formulação é mais uma vez um eufemismo.

De qualquer forma ficámos esclarecidos quanto à posição da lista A:
Concorda que alguns psicólogos passem pela experiência de o terem sido e deixarem de o ser.
Concorda com a exigência dos 18 meses.
E mais, agora pede 18 meses de prática supervisionada (o que, como princípio, até acho correcto, ficando por discutir a questão de não serem considerados membros de pleno direito com possibilidade de exercício legítimo e de voto) que não foi pedida aos anteriores. Sim, porque muitos dos que se puderam inscrever e votar tinham apenas de comprovar 18 meses, sem necessidade de comprovar supervisão de qualquer tipo.
Os tipos de psicólogos multiplicam-se. Já temos os de primeira leva, os supervisionados durante um período de tempo enigmático, e os desqualificados até próximos episódios.

Boa Páscoa para todos.
vectrapc
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Mensagempor vectrapc » sexta abr 02, 2010 1:52 pm

Vieira explique-me uma questão se for possível.
Depois de ver a entrevista dada à RTP fiquei com 1 dúvida relativamente à sua colega.

A Rita Arcanjo na entrevista afirma que é Psicóloga desde Julho de 2007 e não é considerada membro efectivo. Porque? Apresentando documentação da experiência que diz ter desde essa altura, deveria ser. Conseguindo fazer prova da experiência desde Julho de 2007 a 16 de Abril de 2009, ou seja, 21 meses estaria mais que efectiva não?

É que concluindo o curso e apresentando o certificado de habilitações com data de Julho de 2007 pré bolonha com estágio curricular incluído ou Mestrado 1º e 2º ciclo de Psicologia ou MI e, provas dos 21 meses de experiência, não vejo razão de não ser efectiva. O que se passou?
É melhor acender uma vela do que amaldiçoar a escuridão
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Mensagempor susana.louro » sexta abr 02, 2010 2:09 pm

Então resumindo...os psicólogos estagiários só poderão exercer em regime de Estágio Profissional...E é o Ministério da Saúde que está a tratar disso certo...?E conseguirão dar estágios a tanta gente?lol...E só esses estágios profissionais é que contarão para a Ordem?Para se ficar como membro efectivo?

No caso dos advogados estagiários estes podem exercer e nem sequer têm estágio curricular...claro que têm de andar a fazer exames de admissão à ordem, mas durante dois anos(penso eu) são estagiários(tem de prestar provas) mas podem trabalhar ao mesmo tempo...penso que não estou errada...

Agora os psicólogos estagiários não poderem exercer é um absurdo...principalmente para quem terminou em 2007 e já tem alguma experiência mesmo que menos de 18 meses...As pessoas precisam de andar com a vida para a frente!Ficar à espera que as coisas aconteçam não é viável para quem não quer estar parado...
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Mensagempor vvvieira » sexta abr 02, 2010 2:22 pm

Terá de perguntar à Rita, mas dou-lhe exemplos que conheço: uma psicóloga formada em 1988, desde então a trabalhar como psicóloga, inscreveu-se, pagou, mandou documentos, e não consta nos cadernos; uma outra que ocupa lugar de relevo em instituto público, como psicóloga, igualmente fez tudo isso, mas recebeu um mail a dizer que "faltava um documento"; não conseguiu que ninguém lhe dissesse qual era, nem por mail, nem telefonicamente. Também não consta nos cadernos. Uma colega que terminou a licenciatura em Junho de 2007, depois resolveu fazer mestrado, e começou a trabalhar recentemente (e com grande qualidade). Não só não consta nos cadernos eleitorais, como não é considerada psicóloga. Ou outra colega, que terminou o curso uns dias depois de publicada a lei, depois foi colocada, por concurso, como a única psicóloga num concelho do interior, atendendo uma larga população - essa ainda está pior, pois pode ser processada a qualquer momento por usurpação de funções, ou, no mínimo, despedida.

Mas está a formular mal a questão.

O problema é este: a todos os psicólogos que se formaram entre 16 de Outubro de 2007 e 4 de Outubro de 2008 o Estado disse: "como concluíram este curso que validei, e pagaram as propinas, concedo-vos o direito a usar o título de Psicólogo e a exercer a profissão, sem mais exigências".

Mas em 4 de Outubro de 2008 o mesmo Estado disse a esses psicólogos: "desculpem, estava a brincar, afinal vocês não podem exercer a profissão nem usar o título, porque agora vamos fazer de outra maneira para agradar a uns grupos que andam para aqui a pressionar". E aproveitou e desqualificou ainda mais uns quantos, formados antes de 16 de Outubro de 2007, mas que, ou porque resolveram estudar mais (mestrados, etc), ou por outro motivo qualquer, não tinham ainda uma experiência profissional comprovável (seja lá o que isso for, porque também aí há confusão) de 18 meses em 16 de Abril de 2009.

No meu caso, é assim: terminei um curso superior dois dias antes de aprovada a lei de criação da Ordem. A partir dessa data usarei o título e exercerei, ou não, a profissão - e ninguém tem nada a haver com isso.

Questão à parte: sabe muito sobre mim, mas de si só sei que tem um computador antigo. Não acho bonito. Mas até compreendo.
O futuro está à nossa frente. Cabe-nos fazê-lo melhor.
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Mensagempor pi.r » sexta abr 02, 2010 2:30 pm

susana.louro Escreveu:Então resumindo...os psicólogos estagiários só poderão exercer em regime de Estágio Profissional...E é o Ministério da Saúde que está a tratar disso certo...?E conseguirão dar estágios a tanta gente?lol...E só esses estágios profissionais é que contarão para a Ordem?Para se ficar como membro efectivo?

No caso dos advogados estagiários estes podem exercer e nem sequer têm estágio curricular...claro que têm de andar a fazer exames de admissão à ordem, mas durante dois anos(penso eu) são estagiários(tem de prestar provas) mas podem trabalhar ao mesmo tempo...penso que não estou errada...

Agora os psicólogos estagiários não poderem exercer é um absurdo...principalmente para quem terminou em 2007 e já tem alguma experiência mesmo que menos de 18 meses...As pessoas precisam de andar com a vida para a frente!Ficar à espera que as coisas aconteçam não é viável para quem não quer estar parado...


Pois Susana, é tudo um pouco enigmático. Em primeiro lugar porque nos estatutos não existe a figura de membro estagiário, e a prática profissional só é permititda a membros efectivos.
A questão dos estágios também continua pouco clara. E o programa da lista A não clarifica muito o assunto. Não se entende se é um estágio efectivamente, ou se é exercício supervisionado, o que é algo diferente.
Uma coisa é certa: neste processo milhares de pessoas adormeceram uma noite sendo psicólogos e acordaram no dia seguinte deixando de o ser, sem saberem quando, como ou se vão voltar a ser.
A mim parece-me que o ministério da saúde tem mais que fazer do que preocupar-se em arranjar estágios remunerados para psicólogos. Aliás, coloca-se aqui um problema para o Ministério, uma vez que os serviços hospitalares têm sobrevivido durante anos com estagiários não remunerados, e o novo regime de estágios não permite manter essa situação:
"As empresas que recorram a estagiários para desempenharem funções permanentes serão obrigadas a colocar esses trabalhadores no quadro. A medida está prevista no documento que a ministra do Trabalho, Helena André, entregou ontem aos parceiros sociais e que visa proibir os estágios extracurriculares não remunerados." http://economia.publico.pt/Noticia/esta ... os_1430431

Ao que parece, também, ficar parado, esperar tranquilamente, ser desqualificado mediante pagamento de 180 euros e não ter direito de voto, é muito viável para aqueles que defendem estes estatutos, nomeadamente o artigo 84 dos mesmos. Compreende-se, assim há menos concorrência, menos vozes discordantes, e o dinheiro entra na mesma.

Têm sido muitos os colegas que não têm percebido a preocupação subjacente a tudo isto. Uns acham justo, outros acham que não é preocupante, outros não estão informados sobre todas as consequências do processo. Pessoalmente não consigo ficar sossegada com um processo de contituição de uma ordem que se inicia pela desqualificação de profissionais, pelo enviesamento do processo eleitoral (apenas 6834 eleitores), e mais que tudo pela fractura da classe que devia unir.
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Mensagempor pi.r » sexta abr 02, 2010 2:47 pm

Viera, mesmo essas datas não são lineares. Os Estatutos são Estatutos de uma Ordem que até à data não está constituída, e só o estará com a tomada de posse da Direcção. Até lá estamos em processo de instalação da Ordem, o que não é o mesmo. Logo, não há questões relativas apenas áqueles que se formaram antes da aprovação dos estatutos, mas na verdade relativamente a todos os que concluam até à entrada em funcionamento da Ordem. Aliás, questionada sobre a recusa da Autoridade para as Condições de Trabalho em emitir carteiras profissionais a partir da publicação do Estatuto, a Comissão de Trabalho, Segurança Social e Administração Pública, a 6 de Janeiro de 2009," esclareceu que, por que a lei o não proíbe, a ACT não deveria ter deixado de passar as carteiras profissionais." Porque se não teríamos de concordar que todos os que terminaram os seus cursos após a publicação dos Estatutos teriam de ficar em stand by profissional, impedidos de concorrer a oportunidades de trabalho, até à definição que só pode ocorrer após a Direcção tomar posse. Significa ficarem pelo menos 1 ano e 6 meses (de 4 de Outubro de 2008 a 16 de Abril de 2010) à espera de clarificações, com a vida empatada. Será isso correcto?
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Mensagempor vvvieira » sexta abr 02, 2010 3:36 pm

pi.r Escreveu:(...)não há questões relativas apenas àqueles que se formaram antes da aprovação dos estatutos, mas na verdade relativamente a todos os que concluam até à entrada em funcionamento da Ordem.


Uma clarificação: a Ordem existe desde 4 de Outubro de 2008, está é em regime de instalação, situação que terminará a 16 de Abril com a tomada de posse da Direcção (se isso chegar a ocorrer, claro).

De resto tem razão, claro. Estamos todos no limbo. Há, penso eu, 3 grupos de cidadãos afectados:
-os que eram psicólogos até 4 de Outubro de 2008 e deixaram de o ser (o meu caso)
-os que concluíram a formação depois de 4 de Outubro de 2008 e que não podem, também, exercer a actividade excepto se sob supervisão, e que só saberão se essa experiência será equiparada a estágio profissional quando o respectivo Regulamento for aprovado, lá para Outubro deste ano
-os que se inscreveram num curso de Psicologia antes de 4 de Outubro de 2008, com determinadas exigências legais para aceder à profissão, e a meio do curso se defrontam com uma nova exigência de um estágio, de que apenas saberão a forma efectiva também depois da aprovação de um Regulamento

Tudo isto demonstra claramente que a criação da Ordem foi mal preparada e está a ser pessimamente executada, o que obviamente coloca em causa quer a sua credibilidade no futuro, quer a sua legitimidade após as próximas eleições: se se deixar, uma minoria de profissionais vai decidir a seu bel-prazer os destinos dos restantes.

Por isso é tão importante corrigir já a situação, antes que ainda piore mais.
O futuro está à nossa frente. Cabe-nos fazê-lo melhor.
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Mensagempor Ana Rita » sexta abr 02, 2010 8:07 pm

pi.r Escreveu:Têm sido muitos os colegas que não têm percebido a preocupação subjacente a tudo isto. Uns acham justo, outros acham que não é preocupante, outros não estão informados sobre todas as consequências do processo.


Ao falar com alguns colegas sobre isto, a sensação que tenho é que de facto não estão a par de nada disto verdadeiramente, diria até com alguma alienação, inclusive aqueles que não constam dos cadernos eleitorais...
Se caíres sete vezes, levanta-te oito.
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Mensagempor asilvestre » terça abr 06, 2010 12:16 pm

Li a proposta da Lista A e concordo com a maioria (não todos) dos seus objectivos (de empregabilidade, dos colegios de espscialidade,etc).

Contudo, estou solidária com os colegas que foram desqualificados .

Agora espero é que A Afirmar os Psicólogos não seja como os políticos que prometem e não cumprem! :wink:
Natálianeto
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Mensagempor Natálianeto » terça abr 06, 2010 3:36 pm

asilvestre Escreveu:Li a proposta da Lista A e concordo com a maioria (não todos) dos seus objectivos (de empregabilidade, dos colegios de espscialidade,etc).

Contudo, estou solidária com os colegas que foram desqualificados .

Agora espero é que A Afirmar os Psicólogos não seja como os políticos que prometem e não cumprem! :wink:


Olá colega

Seria possível dizer onde teve acesso à proposta da lista A? Obrigada!
loptiago
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Mensagempor loptiago » terça abr 06, 2010 3:49 pm

Natálianeto Escreveu:
asilvestre Escreveu:Li a proposta da Lista A e concordo com a maioria (não todos) dos seus objectivos (de empregabilidade, dos colegios de espscialidade,etc).

Contudo, estou solidária com os colegas que foram desqualificados .

Agora espero é que A Afirmar os Psicólogos não seja como os políticos que prometem e não cumprem! :wink:


Olá colega

Seria possível dizer onde teve acesso à proposta da lista A? Obrigada!


Colega pode consultar:
http://www.afirmarospsicologos.com/programa

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Mensagempor Natálianeto » terça abr 06, 2010 4:02 pm

Obrigada!
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Mensagempor Raquel Raimundo » domingo abr 11, 2010 9:31 pm

pi.r Escreveu:Cara Raquel,

Lista TODOS PSICÓLOGOS

Princípios orientadores

* Promover a Ordem dos Psicólogos como organização representativa da classe com base num funcionamento democrático;
* Promover uma discussão alargada do Regulamento de Estágios com base numa posição solidária com todos os colegas, rejeitando a desqualificação retroactiva;
* Acompanhar a aplicação dos Estatutos enquanto documento fundamental para a definição da identidade e acção da Ordem, contribuindo para uma reflexão contínua que assente em valores democráticos e de cidadania participada.
* Promover a reflexão, a participação e a responsabilização dos psicólogos nas questões que a estes dizem respeito;
* Promover o diálogo, a cooperação e o respeito entre as diversas organizações em que os psicólogos participam ou que os representam;
* Promover a aplicação do Código Deontológico Português no qual se envolveram tantos profissionais e organizações de psicólogos;
* Defender um modelo de diferenciação no valor de inscrição e quotas.

Os proponentes
Elsa Couchinho; Bruno Ferreira; Victor Hugo; Henrique Baltazar; Inês faria



Lista Dar Voz aos Psicólogos

Apresentamos à sua consideração o manifesto de candidatura da Lista "Dar Voz aos Psicólogos", aos órgãos directivos da Ordem dos Psicólogos Portugueses.
Consideramos que as primeiras eleições da Ordem, a realizar no próximo dia 12 de Abril, serão um momento fundador e decisivo para o futuro da Profissão de Psicólogo.
As razões desta candidatura às primeiras eleições da ordem resultam de um imperativo ético de contribuirmos para a construção de uma Organização Profissional dos Psicólogos Portugueses, em que todos os Psicólogos se possam integrar, participar e rever de acordo com os princípios do reconhecimento do respeito e da equidade.
Para tornar isso possível importa que, desde o primeiro momento, a Ordem seja a casa comum onde os psicólogos se possam unir em torno de um objectivo principal: Valorizar a Profissão.
Pensamos a Ordem como instituição cujo futuro será determinante no processo de reconhecimento e qualificação dos Psicólogos, nas diferentes áreas de intervenção.
Temos como prioridade que a Ordem possa dar visibilidade à função social do Psicólogo dando relevo à perspectiva própria da nossa profissão, nas questões importantes que se colocam na sociedade portuguesa contemporânea.
Para alcançarmos este objectivo será necessário a contribuição de todos os profissionais e das organizações de psicólogos que desde há muito têm trabalhado a nível nacional e internacional.
Precisamos da experiência de todos para construir uma Organização Profissional com uma Cultura de Diálogo Democrático e amplamente representativa da Profissão.
Equidade, Profissionalismo e Transparência são estes os princípios que determinam a razão desta candidatura.
É nesse sentido que subscrever a candidatura "Dar Voz aos Psicólogos" é dar um contributo decisivo para o actual processo de construção da Ordem, que queremos que seja de todos os Psicólogos.

Os Proponentes,
(Por ordem alfabética)
Ana Bertão, António Jorge Andrade, Cristina Certo, Cristina de Sousa, Fernanda Vieira, Joana Lamas, Graça Patrício, Isabel Araújo, Jorge Gravanita, Maria Belo, Mª do Céu Paulo, Rita Costa, Vítor Franco, Vítor Lobão


Como vê estiveram a correr duas listas, e até estranho que não tenha conhecimento disso. Como vê também, não nos apresentaram somente uma lista de nomes, mas apresentaram ideias, posições claras face a questões concretas, e uma visão do que deve e pode ser a Ordem. Quer ter a amabilidade de nos informar onde podemos consultar o programa da lista A?


Só agora reparei neste post, por essa razão também só agora respondo. Suponho que depois de ter visto o programa da Lista A tenha ficado bem clara a diferença entre um conjunto de ideias (mais tópicos diria) generalistas e o que é um programa com ideias concretas (www.afirmarospsicologos.com). Não é uma questão de não ter conhecimento. É que jamais me passaria pela cabeça classificar qualquer um deles como programa. É a diferença entre quem anda a pensar nas questões relativas à classe há muitos anos (e há muitos anos também a trabalhar para isso) e quem despertou para a vida há dois dias. Houvesse, apesar dos apesares, a humildade de o reconhecer.
De quem é a culpa de não terem surgido mais listas? Acho que está à vista. De quem não se preparou atempadamente para isso. É bastante óbivio (até para as vozes mais contestatárias) que este programa não foi feito "em cima do jeolho" em dois dias.

Mas e sobre o programa? Apenas li comentários relativamente à concordância relativamente à empregabilidade e especialidades, mas mais nada em concreto. Há por aí mais feedback?

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