Cotas

A regulação e regulamentação da formação e do exercício da psicologia em Portugal. A acreditação e certificação. A organização da classe profissional. Os direitos e deveres laborais. As organizações representativas. A identidade e a imagem dos Psicólogos.

Moderador: Cristina

Renata Serra
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Cotas

Mensagempor Renata Serra » sexta abr 23, 2010 12:31 pm

Alguém sabe quando é que vai ficar definido o valor das cotas?

Qual é a fase que se segue?
vectrapc
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Mensagempor vectrapc » sexta abr 23, 2010 10:57 pm

O valor das quotas é definido em Assembleia de Representantes.

"b) Aprovar o orçamento e plano de actividades, relatório
e contas da direcção, projectos de alteração do Estatuto, de
aprovação de regulamentos, de quotas e taxas, de criação de
colégios de especialidade ou de celebração de protocolos
com associações congéneres sob proposta da direcção."
É melhor acender uma vela do que amaldiçoar a escuridão
Raquel Raimundo
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Mensagempor Raquel Raimundo » quinta mai 06, 2010 9:09 pm

É de facto uma incunbência da Assembleia de Representantes, mas acho que seria interessante discutirmos esse assunto aqui no Fórum. O que seria um valor razoável, tendo em conta que se trata de uma Ordem (e do que são as cotas em outras Ordens profissionais), mas também que pertencemos a uma classe conhecida por não viver na "abundância"?
Ana Rita
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Mensagempor Ana Rita » quinta mai 06, 2010 9:52 pm

À semelhança de outras ordens, espero que não exceda os 10 euros mensais...
Se caíres sete vezes, levanta-te oito.
Blackberry
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Mensagempor Blackberry » sexta mai 07, 2010 12:26 pm

Sendo um valor mensal, também espero que não ultrapasse o valor referenciado pela colega Ana Rita.

Há colegas que nem sequer rendimentos têm...
PSC
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Mensagempor PSC » sexta mai 07, 2010 2:32 pm

Para além da estipulação dum valor mensal, tendo em conta os níveis de desemprego ou emprego fora da área (nos casos em que isso signifique rendimentos inferiores ao seu nível de habilitações), considero que deveria ser tido em consideração situações excepcionais nomeadamente essas de quem está desempregado ou que ganhe menos ou similar ao salário mínimo nacional.
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Mensagempor vectrapc » sexta mai 07, 2010 5:00 pm

Concordo com os desempregados caso provem que o são. Quanto aos que ganham rendimento mínimo, uma questão é o que se declara, outra completamente diferente é o que se recebe. Pelo que, se a pessoa está a exercer deverá pagar as cotas iguais aos que exercem. Conheço boa gente que não passa recibos, deverão esses por trabalhar por conta própria ser privilegiados em relação aos outros? Eu acho que não.

Mas a questão dos desempregados deverá ser salvaguardada pela possibilidade de suspensão das cotas, não tendo estes, por razão lógica de pagar tal como vem referido no regulamento de inscrição .

b) O requeiram quando pretendam interromper temporariamente o
exercício da psicologia, desde que não tenham as eventuais quotas em
dívida, ou as liquidem;


Quanto às quotas, deverá ser dada a possibilidade de pagar mensalmente, trimestralmente, semestralmente e anualmente. Os valores geralmente pagos pelos membros das ordens em Portugal estão por volta dos 10 a 15 euros mensais. Visto sermos uma classe com algum sofrimento económico (e não tanto assim desempregado a avaliar pelos numerosos colegas a trabalhar segundo a Ordem), os valores deverão ter em conta a situação real da Psicologia(recibos verdes, baixos salários, más condições) e a situação portuguesa.
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Mensagempor PSC » sexta mai 07, 2010 7:57 pm

vectrapc Escreveu:Concordo com os desempregados caso provem que o são. Quanto aos que ganham rendimento mínimo, uma questão é o que se declara, outra completamente diferente é o que se recebe.

Acho que não está a pensar bem...
Ademais a ordem deve guiar-se pelo que é suposto ser a realidade das pessoas. Não devendo julgar aquilo que pode ser uma infracção, essa será competência das finanças, assim como actuar em conformidade.
A ordem deve partir da realidade patente em prova documental.
E sim, infelizmente há muitas instituições que não pagam psicólogos a tempo inteiro, por vezes até porque simplesmente não necessitam, como tal ou se aceita trabalhar à borla (o que eu não concordo) ou se aceita um horário menor e remuneração em conformidade.
Se as quotas forem pesadas, será preferível nem trabalhar para não ter tal despesa. Porque jamais concordarei com pagar para trabalhar, no sentido de o saldo final ser negativo.
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Mensagempor Raquel Raimundo » sábado mai 08, 2010 10:22 pm

Alguém tem conhecimento se em outras Ordens Profissionais existe diferenciação para os profissionais que estão e não estão a trabalhar na profissão a tempo integral?
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Mensagempor Marolive » sábado mai 08, 2010 11:16 pm

Raquel Raimundo Escreveu:Alguém tem conhecimento se em outras Ordens Profissionais existe diferenciação para os profissionais que estão e não estão a trabalhar na profissão a tempo integral?


Segundo o Estatuto do Colégio Oficial de Psicólogos da Galiza (os restantes colégios espanhóis são iguais) -é só ver o site deles - têm as quotas e jóia diferentes: 1 para os júniores até aos 2 anos, e outra para os séniores (que pena não terem ido copiar... ), quanto aos desempregados não reparei...

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Mensagempor Cristina Machado » domingo mai 09, 2010 8:14 pm

Raquel Raimundo Escreveu:Alguém tem conhecimento se em outras Ordens Profissionais existe diferenciação para os profissionais que estão e não estão a trabalhar na profissão a tempo integral?


Colega Raquel, pelo que tenho conhecimento das Ordens dos Enfermeiros e dos Farmacêuticos, o valor das cotas é igual para todos, independentemente de estarem empregados ou não.

Espero ter ajudado.
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Mensagempor Raquel Raimundo » domingo mai 09, 2010 8:39 pm

Marolive Escreveu:Segundo o Estatuto do Colégio Oficial de Psicólogos da Galiza (os restantes colégios espanhóis são iguais) -é só ver o site deles - têm as quotas e jóia diferentes: 1 para os júniores até aos 2 anos, e outra para os séniores (que pena não terem ido copiar... ), quanto aos desempregados não reparei...

Cmp


Não consegui encontrar. Pode enviar o link directo? Apenas vi que os psicólogos desempregados Galegos continuam a pagar:
http://www.copgalicia.es/pdf/menu/Estatutos.pdf (p. 12 e 13). :(

A minha questão era, no entanto, relacionada com o tempo integral. Têm conhecimento de alguma Ordem, ou até mesmo, de associação profissional ou sindical (nacional ou não) em que o valor pago de quota dependa do facto de se estar ou não a trabalhar a tempo inteiro?
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Mensagempor Marolive » domingo mai 09, 2010 9:53 pm

Não tive tempo de procurar mais, mas aqui deixo estes 3 links:
Catalunha:
http://www.copc.cat/content/view/221/481/

Galiza:
http://www.copgalicia.es/copgalicia.asp?id=50

Astúrias:
http://www.cop-asturias.org/index.php?page=Colegiarse


Cmp
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Mensagempor vectrapc » quinta mai 13, 2010 9:24 pm

Na Dinamarca os valores de inscrição dependem de vários factores, nomeadamente, estar a trabalhar full-time ou part-time, desempregado, a receber benefícios do estado ou membro sénior. Não refere valores concretos.

Os valores das cotas da Federação Francesa estão aqui:
http://www.psychologues-psychologie.net ... P.2010.pdf

Na Irlanda existem também diversos tipos de membros.
http://www.psihq.ie/GMApp2010.pdf
http://www.psihq.ie/SSApp2010.pdf
http://www.psihq.ie/Reduced%20Fee%20App ... 202010.pdf
entre outros que podem ver em http://www.psihq.ie/about_membership.asp

Na Holanda varia consoante a categoria ou especialidade em que o Psicólogo se inscreve. Ma são por volta de 100 a 150€ por ano.
http://www.psynip.nl/website/het-beroep ... egistratie

Reino Unido podem ver aqui :
http://www.bps.org.uk/membership/fees-a ... s_home.cfm

Outros países europeus torna-se difícil encontrar a informação devido a não terem as páginas em inglês e eu não compreender a língua em questão, no entanto, a Ordem, como membro da EFPA pode pedir informação de cotas aos restantes membros.

Parece-me haver algumas questões que diferenciam os valores em diversos organismos. A inscrição na Ordem ou Federação local obedece a um pagamento anual, algumas destas organizações estão divididas em especialidades ou associações (caso das Federações), pelo que a pessoa, além de estar inscrita na Ordem, tem de estar inscrita e pagar cotas na Associação ou ramo da Ordem no local onde vive.
Em alguns casos é necessário fazer formação anual ou exame antes de poder ser renovada a cédula.

Caso comum ou pelo menos tido em conta na maioria dos casos, os valores diferentes que pagam os diversos tipos de membros, sendo que os estagiários pagam valores mais baixos porque também têm de pagar formação complementar para se poderem tornar membros efectivos.

Ficam alguns pontos de comparação :wink:
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Mensagempor Raquel Raimundo » quinta mai 13, 2010 9:42 pm

És fantástica! :D
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Mensagempor PSC » quinta mai 13, 2010 11:00 pm

Isso é que foi trabalhar e dar atenção à questão! :wink:
Sempre dá para reflectir alguns aspectos.
crazyr
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Mensagempor crazyr » segunda mai 17, 2010 2:16 pm

Obrigada por partilhar a informação VECTRAPC! :wink:

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