Amor...

As diferentes correntes e modelos teóricos. Novas abordagens e novos contextos de intervenção. A teoria e a prática, os conceitos e as estratégias. Preocupações éticas e deontológicas. etc.

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asilvestre
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Amor...

Mensagempor asilvestre » terça jan 22, 2008 9:50 am

Bom dia colegas. Não sei se este é o local correcto para colocar a minha dúvida...

Dirigiram-se a mim e perguntaram-me o seguinte: "Como psicóloga não me sabes dizer uma forma de esquecer um amor?"

Na minha opinião é uma pergunta algo complexa de se responder... o que os colegas responderiam?

Gostava que partilhassem comigo a vossa opinião!

Obrigada.
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Mensagempor Psycologo » terça jan 22, 2008 9:58 am

Esquecer um amor não é possível, com o tempo deixa-o é de o sentir.
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Cientistas provam que «o Amor é cego»

Mensagempor asilvestre » terça jan 22, 2008 10:34 am

O que encontrei aqui mesmo no psicologia.com.pt...

É interessante.

Cientistas provam que «o Amor é cego»

Cientistas britânicos conseguiram provar que o Amor é realmente cego. Os sentimentos amorosos podem levar à supressão da actividade nas áreas do cérebro que controlam o pensamento crítico, revelou um estudo publicado na última edição da revista NeuroImage.
A investigação dos especialistas da University College London (UCL) demonstra que quando ficamos próximos de uma pessoa, o cérebro decide que a necessidade de avaliar o seus carácter e personalidade é menor. Os sentimentos suprimem a actividade neurológica relacionada com a avaliação social crítica dos outros e as emoções negativas.

O fenómeno acontece não só no amor romântico, mas também no amor maternal. A equipa da UCL analisou a actividade cerebral 20 jovens mães quando viam fotos dos seus filhos, de crianças que conheciam e de amigos adultos.

Os padrões de actividade cerebral registados foram muito semelhantes aos já identificados num estudo relativo aos efeitos do amor romântico. Em ambas as investigações as áreas relacionados com o sistema de recompensa do cérebro tinham mais actividade. Quando estas áreas são estimuladas, produz-se um sentimento de euforia, indicam os cientistas.

O que surpreendeu os investigadores em ambos os estudos, foi a revelação de que há uma redução dos níveis de actividade nos sistemas necessários para fazer julgamentos negativos. Um fenómeno muito importante, indicam os especialistas, já tanto o amor romântico como o amor maternal são vitais para a perpetuação da espécie humana.
rc
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Mensagempor rc » terça jan 22, 2008 11:18 am

Havia uma empresa que fornecia esse tipo de serviços, mas ao que julgo saber não perdurou no activo devido aos resultados pouco duradouros. Talvez se tivessem apercebido que o amor, sendo verdadeiro, é algo eterno.

Eternal Sunshine of the Spotless Mind. :wink:

Num tom menos informal, à primeira vista pode-se perceber o fim de uma relação e um processo de luto não resolvido. "Esquecer" o amor seria resolver esse mesmo luto.

Bibliogra, assim de repente, só me ocorre o livro "A morte e o morrer" de Kubler-Ross, amplamente citado sobre este tema.
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Mensagempor Ana Rita » terça jan 22, 2008 2:36 pm

Quanto à pergunta inicial, penso que responderia que esquecer um amor não será um processo voluntário e quanto mais se pensa em esquecer, mais se pensa...o tal famoso "elefante branco". Se vos disser para agora não pensarem num elefante branco o que acontece?

A aceitação de um sentimento, seja negativo ou postivo é um passo importante para a mudança. Quando aceitamos o que sentimos, ainda que de momento não o queiramos sentir, ficamos menos ansiosos e obsessivos com a ideia de querer esquecer. Isto foi o que pensei de uma forma generalista e simplista. Depois de acordo com a pessoa em questão muita coisa haveria a explorar para se perceber o porquê dessa pergunta :)
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Mensagempor asilvestre » terça jan 22, 2008 2:53 pm

Caros colegas, muito agradecida pelas respostas :D
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Mensagempor Osso Duro De Roer » quarta jan 23, 2008 12:00 pm

Bem não concordo...pessoalmente acho que para ultrapassar problemas amorosos não é necessário pensar no "tal famoso elefante branco", pois pelo que ouço dizer não é um sitio lá muito "saudável", e apenas provocará um esquecimento momentâneo da situação. Será melhor provávelmente optar por outros espaços e actividades, nomeadamente grupais, onde se possa interagir com outras pessoas de uma forma mais idónea, por exemplo actividades desportivas, viagens, cursos de linguas, danças etc. canalizando assim as nossas energias para outro "objecto" favorecendo assim o esquecimento da situação dolorosa que se pretende.
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Mensagempor Ana Rita » quarta jan 23, 2008 12:51 pm

Se ler melhor verá que não disse que era para pensar num elefante branco!! Exemplifiquei com uma analogia o que pdoe acontecer quando não queremos pensar em algo e quando não aceitamos os nossos sentimentos... e o quanto isso pode ter precisamente o efeito contrário.
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Mensagempor Osso Duro De Roer » quarta jan 23, 2008 1:13 pm

Ok, entendido! Confesso que li um pouco à pressa e não interpretei correctamente.

Já agora parabêns pelo seu Blog... acho que está muito bom.
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Mensagempor Ana Rita » quarta jan 23, 2008 1:44 pm

Thanks :wink:
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Mensagempor asilvestre » quarta jan 23, 2008 5:36 pm

Agradeço também o contributo do(a) colega Osso Duro de Roer. :D
darc
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Mensagempor darc » quinta jan 24, 2008 10:29 am

Ola,

o que se pode dizer a alguém quando ama e lhe é cortado o direito a sonhar que pode também ser feliz?

Penso que pode ser um dos traumas que pode mudar completamente a vida de alguém, e depois depende um pouco da Idade da própria pessoa, porque uma individuo que tenha 20 anos, ainda acredita que pode ser feliz com muita força, mas um individuo de 40 anos, acredita que as suas chances de ser feliz são praticamente nulas.
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Mensagempor Psycologo » quinta jan 24, 2008 10:38 am

darc Escreveu:Ola,

o que se pode dizer a alguém quando ama e lhe é cortado o direito a sonhar que pode também ser feliz?

Penso que pode ser um dos traumas que pode mudar completamente a vida de alguém, e depois depende um pouco da Idade da própria pessoa, porque uma individuo que tenha 20 anos, ainda acredita que pode ser feliz com muita força, mas um individuo de 40 anos, acredita que as suas chances de ser feliz são praticamente nulas.


Varia imenso: forma de resolução de processos amorosos anteriores, nº de relações amorosas falhadas, apoio da estrutura social e familiar e claro a idade pesará também.
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Mensagempor Ana Rita » quinta jan 24, 2008 2:48 pm

Exacto...ficariam admirados com a quantidade de pessoas que com 20 anos acham que ao perder alguém, ficarão sozinhas para sempre (ainda que compreensivelemnte, é comum e natural). É uma questão de segurança interior, porque a ilusão por vezes é que estamos seguros quando alguém nos dá essa segurança. Mas quando vamos buscar ao exterior a totalidade da segurança que precisamos é porque algo está mal. Como eu costumo dizer não somos duas caras metades numa relação, mas sim duas caras inteiras.
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