estagio profissional-plano individual de estágio

As diferentes correntes e modelos teóricos. Novas abordagens e novos contextos de intervenção. A teoria e a prática, os conceitos e as estratégias. Preocupações éticas e deontológicas. etc.

Moderador: César

celtica
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estagio profissional-plano individual de estágio

Mensagempor celtica » terça mai 13, 2008 8:49 pm

Olá a todos,

Finalmente consegui alguma coisa na área da psicologia! Um estágio profissional, estou mjuito contente!

Venho aqui pedir a quem saiba como preencho o plano individual de estagio... O meu estagio vai ser num centro de acolhimento para crianças até os 6 anos.

Para além destes objectivos que mais poderei fazer?
-avaliação psic
-acompanhamento psi
-elaboração de relatórios para tribunal
-definição com equipa técnica sobre projecto de vida de cada criança

etc...
E depois o problema que tenho é a descrição das actividades para cada um destes objectivos... Se alguém me puder ajudar com ideias ou até um exemplo próprio de palno de estágio agradecia!

O que eu li na legislação é que normalmente é o orientador que tem que elaborar o plano de estágio, mas ok pediram-me a mim... depois em princípio deverei contactar com essa pessoa, que ainda não conheço, para definirmos mesmo o que deve estar lá escrito..

Agradeço a ajuda!!
Celtica
Hugo
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olá

Mensagempor Hugo » quarta mai 14, 2008 11:00 am

Olá Celtica,

Parabéns pelo estágio, espero que corra tudo bem.

Acho que primeiro que tudo, se vais fazer acompanhamento a crianças devias [u][b]procurar um supervisor[/b][/u]... pelo que percebi estás no início de carreira e se calhar (não sei) a experiência em acompanhamento não é vasta e... [u][b]é importante supervisão[/b][/u]... acompanhamentos podem ter excelentes resultados mas podem destruturar muito crianaçs já por si desamparadas também.

Com supervisão podes ir esclarecendo estas coisas também... ouvindo segundas opiniões etc...

Depois devias talvez procurar algum professor de faculdade que te ajudasse a criar esse projecto... estou a falar em professor porque talvez seja mais fácil (partindo do pressuposto que saiste à pouco tempo da faculdade)...

Depois é entrares em contacto com colegas teus para saber se algum deles está em algo do género, porque repara... é complicado estar a explicar esse tipo de coisas num fórum como este, é algo que pode dar "pano para mangas" como se costuma dizer...

Acredito que o entusiasmo te motive a procurar fazer o melhor trabalho possível, e isso é excelente :)

Como linhas guias devias pensar nas necessidades do centro e depois apresentar alternativas, porque repara, só nas avaliações psicológicas...
servem para quê?

- Apresentar em tribunal?
- Estabelecer diagnósticos? Mas depois vão ser úteis para quê?
- Para sinalizar algum caso de risco? E o que se fará depois?
- Ver prioridades? E com as restantes que supostamente não são, o que se faz?

(...)

Com os atendimentos/acompanhamentos:

- Qual vai ser a abordagem?
- Algo mais centrado nos problemas?
- Acompanhamentos longos?
- Que tipo de práticas?
- Qual o objectivo das intervenções?
- INtervir junto às famílias?

(...)


Pensando nas necessidades é-te mais fácil pensar na descrição dos mesmos no relatório. E um conselho... apesar de compreender que é importante mostrar trabalho e um relatório comprido... sê sensata e vai colocando as intervenções por etapas de prioridades... primeiro dar contenção a estas crianças... depois as crianças... depois as crianças... depois os adultos :P

Abraço e espero não ter incluído mais confusões.

Boa sorte.

Hugo
celtica
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Mensagempor celtica » quarta mai 14, 2008 6:37 pm

Muito obrigada pela tua resposta Hugo.

Já estou em contacto com a minha orientadora da universidade e em princípio também devo falar brevemente com a minha orientadora deste estágio para definirmos o plano definitivo, par além das minhas ideias.

No entanto, vi na legislação que devia ser alguém da instituição a elaborar este plano individual de estágio, tendo em conta as necessidades específicas destas crianças específicas. Afinal eles é que conhecem o trabalho que já foi feito anteriormente. Muito embora, eu tenha motivação de introduzir alguma novidade, útil, como é claro.
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Mensagempor psirui » quinta mai 15, 2008 12:21 pm

celtica Escreveu:Muito obrigada pela tua resposta Hugo.

Já estou em contacto com a minha orientadora da universidade e em princípio também devo falar brevemente com a minha orientadora deste estágio para definirmos o plano definitivo, par além das minhas ideias.

No entanto, vi na legislação que devia ser alguém da instituição a elaborar este plano individual de estágio, tendo em conta as necessidades específicas destas crianças específicas. Afinal eles é que conhecem o trabalho que já foi feito anteriormente. Muito embora, eu tenha motivação de introduzir alguma novidade, útil, como é claro.



Parabéns colega! Mas, já agora, quem vai ser a/o seu orientador/a de estágio? :wink:
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Mensagempor celtica » quinta mai 15, 2008 7:31 pm

Obrigada Psirui!

Bem, pelo que eu já pude ler em vários sítios neste fórum, parece-me que a minha resposta vai causar polémica...

A minha orientadora de estágio vai ser uma técnica de serviço social, pois não há lá nenhuma psicóloga, o que pode ser um benefício para mim em termos de probabilidades de lá ficar, que, pelo que já sei são altas, claro se fizer um bom trabalho.
Celtica
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ois

Mensagempor Hugo » quinta mai 15, 2008 11:21 pm

Boa noite,

Colega... claro que não é o ideal uma supervisora de outra área, principalmente de uma área que costuma degladiar-se um pouco com a psicologia.... mas...... o que disseste é verdade... não havendo psicólogos é uma possibilidade e aconselho que continues a pensar assim, tentando fazer um bom trabalho.

Exerço à cerca de dois anos e meio, mas neste último ano e meio tem sido mais rico em experiência e prática clínica. Trabalho não só em clínica privada mas também a acompanhar adolescentes problemáticos numa escola... como técnico social...

Por isso por vezes as áreas às vezes podem-se tocar mas... convém cada um saber do seu papel...

Mas queria só partilhar que será normal a incerteza, ansiedade e etcs iniciais, como o meu analista costumava dizer : se não houver nem um pingo de ansiedade pode (em hipótese) indicar um excesso de confiança que se pode traduzir em orgulho e insensatez.

Quando surge uma primeira consulta ainda fico um friozinho no estômago, afinal... é uma pessoa que não conheço... por isso... mais importante do que deixar de sentir incertezas e continuar em frente e procurar a melhor forma de nos tornarmos bons profissionais, não só com colegas psicólogos mas também com colegas de outras áreas.

No entanto... se não tem supervisão de um psicólogo sénior aconselho a procurar nem que seja a nível privado... pois o que se "paga" está a "pagar" para aprender e crescer como profissional/pessoa.

Eu sei que não está directamente ligado com o que escreveste mas... assim de maneira enviesada acho que sim :)

Abraço,

Hugo.
psirui
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Mensagempor psirui » sexta mai 16, 2008 2:15 am

celtica Escreveu:Obrigada Psirui!

Bem, pelo que eu já pude ler em vários sítios neste fórum, parece-me que a minha resposta vai causar polémica...

A minha orientadora de estágio vai ser uma técnica de serviço social, pois não há lá nenhuma psicóloga, o que pode ser um benefício para mim em termos de probabilidades de lá ficar, que, pelo que já sei são altas, claro se fizer um bom trabalho.


OK Colega! Provavelmente ja deve adivinhar o que eu penso sobre o assunto! Mas o que eu penso não a deve demover do seu objectivo!
No entanto, premita me dizer-lhe que não aceito ums situação dessas! Nem aqui nem na China! :wink:
Não leve a mal o meu comentário!OK?
Espero, no entanto, que seja prudente, e não meta a Técnica de Serviço Social a orientar as suas consultas!
O exercício da psicologia não se compadece com remendos do tipo: Se não há psicólogo, serve outro técnico qualquer!
Se não há psicólogo na instituição, deveriam procurá-lo noutra instituição, que possa orienta-la! Já que se for através do centro de emprego, também a TSS vai recebe por isso!
Abrir um precedente é delicado! Tendo em conta a especificidade e a exigência técnica da profissão de psicólogo, bem como a imagem social do mesmo!EX: Já viu um médico, farmacêutico, ou outro técnico de saúde ser orientado por um técnico da área social?!?!
Mas adiante! Vá, mas com cuidado! :lol: :wink:
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Re: ois

Mensagempor psirui » sexta mai 16, 2008 2:18 am

Hugo Escreveu:Boa noite,

Colega... claro que não é o ideal uma supervisora de outra área, principalmente de uma área que costuma degladiar-se um pouco com a psicologia.... mas...... o que disseste é verdade... não havendo psicólogos é uma possibilidade e aconselho que continues a pensar assim, tentando fazer um bom trabalho.

Exerço à cerca de dois anos e meio, mas neste último ano e meio tem sido mais rico em experiência e prática clínica. Trabalho não só em clínica privada mas também a acompanhar adolescentes problemáticos numa escola... como técnico social...

Por isso por vezes as áreas às vezes podem-se tocar mas... convém cada um saber do seu papel...

Mas queria só partilhar que será normal a incerteza, ansiedade e etcs iniciais, como o meu analista costumava dizer : se não houver nem um pingo de ansiedade pode (em hipótese) indicar um excesso de confiança que se pode traduzir em orgulho e insensatez.

Quando surge uma primeira consulta ainda fico um friozinho no estômago, afinal... é uma pessoa que não conheço... por isso... mais importante do que deixar de sentir incertezas e continuar em frente e procurar a melhor forma de nos tornarmos bons profissionais, não só com colegas psicólogos mas também com colegas de outras áreas.

No entanto... se não tem supervisão de um psicólogo sénior aconselho a procurar nem que seja a nível privado... pois o que se "paga" está a "pagar" para aprender e crescer como profissional/pessoa.

Eu sei que não está directamente ligado com o que escreveste mas... assim de maneira enviesada acho que sim :)

Abraço,

Hugo.


Pois colega, depois admiram-se por que as pessoas não sabem o que faz um psicólogo!Não é?
Essa mistura de papeis.... :roll:
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Mensagempor mariapsi » sexta mai 16, 2008 10:22 am

Eu sei dum caso recente de uma escola secundária que tinha estagiárias, além dum SPO com alunos de psicologia alunas, de segurança social a serem orientadas por uma licenciada em educação de infância e que, esta, dizia nas reuniões com o executivo estar completamente contra e achar completamente desnecessário o gabinete de psicologia.

O meu conselho é que, podendo, arranje uma orientadora da sua área e, se puder, da sua orientação específica. Não que outros profissionais naão possam saber orientar mas vai haver sempre um tendencialismo para puxar à área de formação base do mesmo... e tudo isso conta para a avaliação.
ana r.
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Mensagempor ana r. » sexta mai 16, 2008 2:21 pm

Também concordo que deves ter um orientador/supervisor da área da psicologia; talvez a entidade aceite comparticipar a tua supervisão (não custa tentar)...

Cumprimentos
e parabéns

Ana r.
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Mensagempor celtica » sexta mai 16, 2008 7:37 pm

Obrigada a todos pelos comentários.

É verdade que, por mim, preferia alguém da minha área a orientar-me, são muitas as vantagens. No entanto, a directora da Instituição disse que o próprio IEFP tinha informado que não era preciso alguém da área nem somente alguém com formação superior!...

Logo estão a ver o estado das coisas...

Como é claro, não vou pôr a técnica de serviço social a supervisionar as minhas consultas!! Não me chamem de burrinha.... Penso que o papel dela será apenas o de aconselhamento em termos de conhecimento da própria dinâmica da Instiuitção.

Tenho falado com a minha orientadora de estágio curricular e ela disponibilizou-se a ajudar-me nas minhas dúvidas.

Aquando do vosso estágio curricular, todos os vossos colegas tiveram um orientador na Instituição ou Empresa onde estagiaram um psicólogo? É que no meu curso, alguns colegas, tiveram profissionais de outras áreas. Como por exemplo, quem estagiasse na PSP ou GNR ou numa Instuição/Empresa da sua escolha onde soubesse que a probabilidade de ficar era alta, logo melhor se não houvesse já psicólogo. E a minha Universidade é conhecida positivamente pelo curso de psicologia seus docentes (Universidade do Minho).

É claro que esses meus colegas tinham o orientador académico que era psicólogo, mas lá está não está por dentro da Instituição nem pode supervisionar as consultas ou outros.

Deparo-me com a primeira dificuldade por não ter uma orientadora psicóloga, que é a construção do meu plano individual de estágio... mas vou ver isso... A minha orientadora académica já me deu umas ideias, para além das que eu já tinha e talvez vá falar com a técnica de serviço social para saber um pouco mais, afinal, ela é que conhece o local em si.

Cumprimentos a todos!
Celtica
Hugo
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Mensagempor Hugo » domingo mai 18, 2008 11:18 pm

Boa noite,

Psirui concordo contigo quando dizes que este tipo de respostas pode dar azo a confusões, mas a minha intenção com a resposta foi de tentar aproveitar a oportunidade (não ideal) para a ir transformando em "algo" passível de ajudar aquele serviço.

E quando houver confusão de papéis... cá estamos nós para esclarecê-los, mesmo que estejamos em situações não ideais.

Abraço,

Hugo.
psirui
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Re:

Mensagempor psirui » segunda mai 19, 2008 1:33 am

Hugo Escreveu:Boa noite,

Psirui concordo contigo quando dizes que este tipo de respostas pode dar azo a confusões, mas a minha intenção com a resposta foi de tentar aproveitar a oportunidade (não ideal) para a ir transformando em "algo" passível de ajudar aquele serviço.

E quando houver confusão de papéis... cá estamos nós para esclarecê-los, mesmo que estejamos em situações não ideais.

Abraço,

Hugo.



Olá Hugo,

Temos que evitar a todo o custo situações como esta!
Como sabes, se as confusões existem dentro da nossa classe, com piscólogos que acham que são licenciados em ciências sociais, quanto mais fora....
Seria conveniente que a colega, e a instituição pudessem arranjar um psicólogo para orientar o estágio!
Se a colega vai fazer clínica....é obrigatório! :wink:

Abraço.
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