Criança agressiva

As diferentes correntes e modelos teóricos. Novas abordagens e novos contextos de intervenção. A teoria e a prática, os conceitos e as estratégias. Preocupações éticas e deontológicas. etc.

Moderador: César

silver
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Criança agressiva

Mensagempor silver » sexta mai 16, 2008 4:42 pm

Sou novo no forum, não sei se será este tópico o lugar ideal para fazer esta pergunta, mas aqui vai.

O caso é de um miudo que tem 7 anos que aparece em consulta porque segundo a madrinha que o acompanha tem havido um crescendo de agressividade na escola, desde o inicio do 2º ano. O miudo vive com a madrinha e com o marido desta, os pais divorciaram-se à 2 anos, sendo que a mãe imigrou e o miudo ficou aos cuidados da madrinha, o pai tem 3 visitas semanais estipuladas pelo tribunal. Em casa não apresnta qualquer comportamento fora do normal, só na escola é que acontecem os comportamentos, do tipo, fazer barulho na sala de aula, envolver-se em lutas com os colegas, recusar-se a ir lanchar fazendo birras enormes, etc. Não parece ter qualquer problema de aprendizagem, pelo contrário, e é muito sociavel tendo inclusive uma certa apetencia para a liderança. Do pouco tempo que estive com ele, não mostrou abertura para falar da separação dos pais, mas reconhece que por vezes se comporta de forma errada na escola.
O que poderei fazer, por onde deverei começar a trabalhar?
Obrigado
Marília
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Mensagempor Marília » sexta mai 16, 2008 7:19 pm

Uma vez que os comportamentos considerados problemáticos acontecem na escola, porque não contactar os professores?
*Marta*
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Mensagempor *Marta* » sexta mai 16, 2008 9:25 pm

Sem dúvida alguma que o primeiro local onde deve tentar recolher informação é na escola: que comportamentos são esses? Ocorrem na sala de aula ou no recreio? Com algum colega em particular ou com todos no geral? Com que frequência e intensidade? Desde há quanto tempo? Existe algum acontecimento que possa ter desencadeado o aparecimento desses comportamento?
Uma boa anamnese junto da professora titular pode dar-lhe muitas pistas de intervenção e avaliação. Boa sorte!
Hugo
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ois

Mensagempor Hugo » domingo mai 18, 2008 8:37 pm

Boa noite,

Não sei se concordo com os colegas em relação a saber quais são "especificamente" os comportamentos...

Para além disso : "o miúdo não quis falar da separação..."

E porque é que havia de falar? (é uma pergunta que me passa pela cabeça)

Com tanta incidência nos comportamentos e no divórdio acho que se acaba por se esquecer do que é que a criança está a pensar e principalmente a sentir sobre toda a situação que se está a passar com ele. Quando digo "toda" é não estar a focar-me obrigatoriamente nos "comportamentos" ou no "divórcio".

Partir do pressuposto que o que se passa com ele é derivado do divórcio é "castrar" à partida qualquer outra direcção de conversa/relação.

Não sei se a consulta foi feita com os dois individualmente ou em conjunto.

Se foi feita em conjunto :

- Será que lhe faz sentido aquela preocupação da madrinha? Se calhar a partir daí é possível abrir porta ao relacionamento com o rapaz.

- Estas coisas são faladas lá em casa? Qual é a ideia dele sobre o que ouve?

- Ele vai à consulta contrariado? Sabe o que é um psicólogo, o que faz?

- Parece chateado? Triste? Revoltado?

- O que é que esse rapaz o faz sentir? (pergunta para o psicólogo que o segue)


Estas são algumas perguntas rápidas que me passam pela cabeça. De qualquer das formas... mais importante que estas perguntas é conseguir entender o rapaz.

Parece-me ser importante sempre perceber se as queixas que os adultos trazem fazem sentido às crianças. Para além disso é importante partilhar a compreensão que deve ser difícil estar ali num sítio estranho, com um desconhecido e pensar com ele sobre a razão de ele estar ali.

Outra coisa que (pessoalmente) acho importante é não desrespeitar aquilo que a criança nos traz... imagine que você quer abordar a questão do divórcio e ele lhe fala de uma situação na escola em que ele se revoltou com um amigo que lhe chamou nomes, e que ele não sabe porque.

Pode parecer uma situação parva e sem significado, mas olhando com mais atenção pode ser aproveitado naquela relação para dar um outro significado aqueles sentimentos... neste exemplo simples ocorre-me dizer:

"Aquilo que não percebes irrita-te"

Pode parecer simples mas no encadeamento pode trazer frutos... mesmo à questão do divórcio e a não estar junto com seus pais...

Resumindo, a minha humilde sugestão é não se focalizar no divórcio e quais os comportamentos específicos que são motivo de queixa, mas por exemplo no sentido mais oculto daqueles comportamentos, nos contextos em que eles ocorrem e nos sentimentos que vão no mundo interno do rapaz.

Abraço,

Hugo.

(desculpe o testamento)
Hugo
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ois

Mensagempor Hugo » domingo mai 18, 2008 11:10 pm

Boa noite de novo,

Esqueci-me de dizer (porque ia sair) de que eu pessoalmente com crianças dessa idade uso sempre a caixa lúdica, deixo-a ao dispôr da criança, não introduzo nenhum tema (estou-me a lembrar desse rapaz e uma situação que terá tido algum efeito marcante na sua vida... do divórcio) e a partir do que a criança traz... aí sim intervenho. Procurando associar aquelas brincadeiras com a razão da criança estar ali.

A maioria das vezes não intervenho apenas verbalmente mas através da brincadeira. A maioria das crianças ao final de umas 2/3 sessões já se dirige sozinha à caixa e começa a tirar coisas e a inventar histórias.

Na lógica do que disse no outro post lembro-me de uma criança que acompanho há algum tempo, que trouxe espontaneamente a história de uma flor triste que encontrou ali (comigo) outras flores, que passeavam juntas e não ficavam mais tristes. A mãe dizia-me no final da sessão que eles (pais) andavam mais afastados da menina porque andavam a trabalhar muito neste período.

No exemplo acima intervi ao nível de desenhos que eu próprio ia fazendo no seguimento da história. Passou de uma história sozinha (dela) para uma história conjunta (da relação terapêutica, nossa).

Na mesma lógica... esse rapaz pode (em hipótese) estar a apresentar esse quadro de comportamentos agressivos influenciado (também mas não só) por essa separação mas... continuo a aproveitar para sublinhar a importância de não "introduzir" temas mas deixar os temas emergirem. Custa-nos mais a nós psicólogos... porque implica menos segurança (porque não existem passos enumerados) mas permitem-nos ir mais ao encontro da criança...

Por onde deverá começar a trabalhar?

A criar uma relação com o rapaz... que se importa com ele... porque se está no início é natural que ele não saiba e que desconfie... e mostrar-lhe que vai percebendo os seus sentimentos, não só a tristeza, mas a raiva, a indiferença e a "seca" de estar ali a falar com um estranho. Depois partir do que vai surgindo da relação, porque de certeza que vão surgindo "coisas" a partir do momento que a criança se sente compreendida.

Lembro-me novamente desta menina que me dizia: "tu dizes sempre que eu estou chateada". Ou seja... uma chamada inteligente dela para me dizer que eu a estava a compreender mal quando dizia que ela estava chateada. Também é importante porque nos vai mostrando quando estamos a ir na "hipótese" errada e voltar atrás ou ir caminhando por outros sentidos.

Abraço,

Hugo.
Cristina Silva
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Re: ois

Mensagempor Cristina Silva » segunda mai 19, 2008 2:40 pm

Hugo Escreveu:Boa noite de novo,

... continuo a aproveitar para sublinhar a importância de não "introduzir" temas mas deixar os temas emergirem. Custa-nos mais a nós psicólogos... porque implica menos segurança (porque não existem passos enumerados) mas permitem-nos ir mais ao encontro da criança...

Por onde deverá começar a trabalhar?

A criar uma relação com o rapaz... que se importa com ele... porque se está no início é natural que ele não saiba e que desconfie... e mostrar-lhe que vai percebendo os seus sentimentos, não só a tristeza, mas a raiva, a indiferença e a "seca" de estar ali a falar com um estranho. Depois partir do que vai surgindo da relação, porque de certeza que vão surgindo "coisas" a partir do momento que a criança se sente compreendida.

Hugo.



Subscrevo inteiramente. É exactamente pela criação de uma relação que deve começar, relação baseada num espaço em que ele pode ser e existir na sua medida e não na medida dos adultos. Isso requer ao psicólogo uma capacidade de se infantilizar sem ser infantil (não sei se me faço entender). É muito importante ser a criança a “introduzir” os temas, seja pela conversa, pela brincadeira, pelo desenho, pelo jogo….

Para construir esse espaço, tecnicamente, a caixa lúdica ao dispor da criança, como o HUGO já referiu, é o mais indicado. A partir daí intervir (interpretando) sobre os conteúdos que vão surgindo e procurar associá-los à razão da criança estar ali, tal como o HUGO já referiu.

E sem medo das interpretações porque se estiverem erradas, as crianças têm essa maravilhosa capacidade de nos “corrigirem”, e de nos “dizerem” que não é aquilo, que ainda não “chegámos lá”!

Eu não me preocuparia tanto com esses comportamentos que segundo os adultos são um crescendo de agressividade, a não ser que se enquadre numa agressividade de cariz mais psicótico, mas não me parece ser esse o caso. Pelo pouco aqui dito, até me parece que essa agressividade tem uma forma de chamada de atenção, ou seja, uma forma de contestação, pela acção, porque ainda não sabe pensar as suas fantasias ligadas à depressão, angústia, carência e revolta…

É esse espaço (na relação), que tem de surgir, o espaço da fantasia e da imaginação para que ele possa começar a trazer os seus conteúdos, a seu tempo, seja em relação à separação dos pais ou a outras situações, que claro, estão lá dentro! Se isso acontecer, os comportamentos agressivos naturalmente “normalizam”, porque passa a descobrir e a usar um novo espaço, o espaço mental, em vez do espaço da acção.

Tudo isto requer tempo: o tempo de estar e ser com o outro, para que a relação se estabeleça e funcione no seu aspecto psicoterapêutico.


Cristina Silva
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Mensagempor RM » terça mai 20, 2008 12:22 am

boa noite,

penso que estas duvidas e a consequente ajuda por parte de colegas deveriam ser debatidas num espaço próprio que está criado neste forum, "experiências profissionais". Não só por ser a isso que se destina, tal como o nome indica, mas por permitir maior segurança nesta tal partilha de experiência visto estar condicionado a membros registados.
Não sei se me fiz entender...pensem nisso
Cumprimentos
silver
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Mensagempor silver » terça mai 20, 2008 10:26 am

Obrigado a todos pelas "dicas" que serão de certeza muito uteis nos próximos encontros com a criança.
Hugo
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ois

Mensagempor Hugo » terça mai 20, 2008 11:07 pm

Boa noite RM,

Admito que provavelmente um tópico acedido apenas por psicólogos registados no fórum é mais indicado mas... eu por exemplo não sou registado no fórum, por isso é-me impossível... nem sei como se processa isso...

Podes dar-me um ajuda nesse aspecto?

Obrigado.

Abraço,

Hugo.
RM
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Mensagempor RM » quarta mai 21, 2008 12:37 am

boa noite hugo,
no espaço intitulado "objectivos e regras.." encontra o topico onde estão explicados todos os procedimentos para "aderir" ao registo. Dê uma espreitadela. Espero ter ajudado.

Cumprimentos
silver
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Mensagempor silver » quarta jul 02, 2008 3:20 pm

Obrigado a todos pelas dicas que ao longo das sessões se mostraram bastante importantes para que existisse um processo construtivo e evolutivo como até agora. Contudo, vou agora para a 7 consulta e havendo uma evolução no sentido de menor agressividade do miudo, apercebo-me que resta uma situação especifica que ainda o descontrola, que é o NÃO, não lida muito bem com o não em contexto escolar e também em consulta, chegando a ser de certa forma manipulador para conseguir o que quer, o que denota bastante inteligência "emocional". Como poderei intervir nesta questão, aguem tem alguma dica?

Obrigado
Cristina Silva
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Mensagempor Cristina Silva » quarta jul 02, 2008 7:53 pm

Não lidar muito bem com o NÃO, revela intolerância à frustração. É começar a pegar nessa palavra, FRUSTRAÇÃO, e começarem a explorá-la no que aos sentimentos diz respeito (tristeza, raiva, depressão….).

Diga-lhe (adequado à linguagem dele, claro!):

Tu fazes tudo para conseguir SEMPRE o que queres porque na verdade não suportas ficar triste!

Ele reagirá a isto de certeza (não tomando a certeza como verdade absoluta, mas pelo facto de ele parecer ter alguma inteligência emocional segundo diz) e depois logo verá o que surge para trabalharem na sessão.

Quanto à manipulação que ele também lhe faz na consulta, confronte-o com isso: tu também comigo estás sempre a “tentar dar-me a volta”, (para não dizer manipular). Sei que tu ainda não suportas a tua tristeza, mas eu também estou aqui para entristeceres, quando isso tiver de acontecer, não precisas de “tentar dar-me a volta” (acompanhado de um sorriso dá mais suporte, mas isso (o sorriso), já sou eu a projectar-me na sessão). :)

Boas sessões e não se esqueça que ainda são só 7, muito ainda há para acontecer!

Cristina Silva
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Ois

Mensagempor Hugo » quinta jul 03, 2008 8:07 am

Bom dia,

À resposta sensata e inteligente da colega Cristina (concordo 1000% com a parte sensível e humana do sorriso), só sinto que devo acrescentar que deve procurar supervisão...

Sem supervisão no início de carreira é complicado...

Abraço,

Hugo.
silver
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Mensagempor silver » quinta jul 03, 2008 1:00 pm

Obrigado caros colega pela dica, de facto parece haver fraca tolerência à frustação, e nota-se quando me pede algum brinquedo da caixa lúdica e eu explico que não pode ser porque... A resposta sentimental é um misto de tristeza e raiva. Irei focar esta situação no proximo encontro.
Quanto à supervisão, é verdade que é importante, não a tenho assim de uma forma formal, tenho 2 anos de consultas, pese embora, não o seja diário, mas adiante, é complicado arranjar supervisão formal, pelo menos de forma gratuíta. Dessa forma temos de contornar essa questão, que é o qeu faço, peço ajuda a antigos professores, via email, msn, etc, peço ajuda aqui no forum, a outros colegas (inexperientes como eu) e depois faço o exercicio de filtrar as coisas e descernir o que será mais importante para o caso em questão... Não sei se estou a fazer mal mas tem sido assim até agora e tenho tido na grande parte das vezes resultados positivos nos casos. Se algum colega aqui do norte, mais experiente estiver na disposição de ser meu superviso/a ficaria eternamente grato.

Cumprimentos a todos
Ana Rita
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Mensagempor Ana Rita » quinta jul 03, 2008 1:53 pm

De facto silver a supervisão é muito importante, não só para melhorares a intervenção com as características da criança (neste caso) mas também para melhorares a tua própria postura de acordo com o que a criança te faz sentir. Uma pequena auto-revelação (ajuda sempre): lembro-me de estar com uma criança no inicio do meu estágio (previa que só ia trabalhar com adultos no local onde estava) e perceber que tinha-me "desabituado" de brincar. Isso fez-me sentir frustrada, algo do género "será que já não sei brincar? sinto-me tão ridicula a fazer de galinha!". A supervisão ajudou-me a perceber essa frustração e a ultrapassá-la de acordo com as "minhas coisas" e as "coisas" dessa criança. Agora não me lembro quee stou a brincar, simplesmente brinco e sinto-me bem, o que se reflecte na criança.

Às vezes doi pagar a supervisão, estar não sei quantos dias a trabalhar só para fazer dinheiro para aquele mês de supervisão, e isso todos os meses! Mas vale muito a pena, reflecte-se nas pessoas que atendemos e com o tempo vamos recolhendo os frutos. Eu vou percepcionando as consultas com a minha visão, mas a outr visão por vezes ajuda a "montar o puzzle" e a fazer-se um clike que até então ainda não tinha surgido. Boa sorte!
Se caíres sete vezes, levanta-te oito.
Cristina Silva
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Mensagempor Cristina Silva » quinta jul 03, 2008 1:57 pm

Quanto à inexperiência, no meu caso, tenho 6/7 anos de prática clínica (dando consultas com regularidade há esse tempo, sendo que durante pelo menos 3 anos, tinha 3 a 4 consultas diárias num hospital público). Tive sempre supervisão contínua e presencial.
Só agora, porque tenho poucos casos é que só recorro a supervisão quando necessário. Além disso, tenho também 3 anos de um processo psicanalítico pessoal, que infelizmente teve de ser interrompido devido à doença do meu psicanalista.

Não me considero ainda com experiência suficiente para supervisionar oficialmente, muito ainda tenho para andar, mas a umas “dicas” acho que estou habilitada.

No seu caso, como diz o Hugo, é de facto importantíssimo uma supervisão constante e presencial. Espero que encontre alguém aí pelo norte acessível financeiramente.

Bom trabalho!

Cristina Silva

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