Ajuda para Proposta de Intervenção em fase terminal

As diferentes correntes e modelos teóricos. Novas abordagens e novos contextos de intervenção. A teoria e a prática, os conceitos e as estratégias. Preocupações éticas e deontológicas. etc.

Moderador: César

Graciete Henriques
Membro Recém-Chegado
Membro Recém-Chegado
Mensagens: 2
Registado: quarta out 17, 2007 10:48 pm

Ajuda para Proposta de Intervenção em fase terminal

Mensagempor Graciete Henriques » quinta mai 22, 2008 4:58 pm

Oix... Tenho um trabalho pa fazer para Psicologia da Saúde..onde tenho q fazer um plano de intervenção para doentes em fase terminal (doenças oncológicas) mas não faço a mínima ideia como fazer...se alguém souber e me possa dar algumna informação...agradecia.

Obrigada :wink:
Hugo
Membro Regular
Membro Regular
Mensagens: 108
Registado: terça fev 07, 2006 12:47 am

ois

Mensagempor Hugo » quinta mai 22, 2008 7:26 pm

Boa tarde,

As perguntas às vezes são mais importantes que respostas, assim sendo, coloco-lhe duas:

1- Qual é o objectivo desse trabalho? Serve para quê?

2- Já se colocou no lugar de alguém a padecer dessa doença? Se não, coloque-se e pergunte-se o que seria para si importante.

De resto é quase chapa 5... objectivo, população, descrição da mesma e qual a pertinência do estudo/trabalho, método, discussão de resultados, conclusão.

Abraço e espero que pensar sobre estas perguntas possam ajudar.

Bom trabalho.

Hugo
Kings
Psicólogo Registado (PT)
Psicólogo Registado (PT)
Mensagens: 20
Registado: domingo fev 24, 2008 1:58 pm

Mensagempor Kings » sexta mai 23, 2008 10:44 am

Bom dia colega,

Antes de mais, penso que a melhor ajuda que alguém lhe pode dar, veio aqui pela mão do colega Hugo. Questione-se sobre literalmente tudo, para que com as respostas consiga fazer um esqueleto daquilo que será importante.

E convém relembrar sempre que um plano de intervenção, seja qual for o tipo de população, não é meramente um trabalho teórico, de revisão bibliográfica por assim dizer. Então, passo nº 1: conhecer "tudo" acerca da população, dos significativos (tanto familiares, como até equipa clínica neste caso), contextos, evolução clínica da doença.

Uma coisa que aconselho sempre, independentemente do teor do trabalho, é verem o que já foi feito na área. Tanto pessoalmente como academicamente de que nos vale replicarmos coisas já feitas milhentas vezes? Insira ideias suas, dê sugestões de novas intervenções! Se não se sentir muito segura ou confiante, também não é o caso de fazer "tudo" diferente, mas inove sempre, nem que seja num pontinho. Pessoalmente, vai comneçar a dar-lhe ânimo e traquejo, vai ver!

Como já acompanhei pessoas nessa situação, posso-lhe garantir que uma boa ideia será consultar a biblioteca do hospital publico mais próximo, ver os famosos livros da climepsi (que tem um especificamente para doentes oncológicos e a sua família), e porque não procurar artigos com uma boa base científica.

Boa sorte!!! :wink:
Graciete Henriques
Membro Recém-Chegado
Membro Recém-Chegado
Mensagens: 2
Registado: quarta out 17, 2007 10:48 pm

Mensagempor Graciete Henriques » sexta mai 23, 2008 5:32 pm

Olá Colegas!
Agradeço desde já pelo facto de terem respondido. Como já referi o trabalho insere no âmbito da cadeira de psicologia da saúde. O Plano de Intervenção que a docente da cadeira pretende é meramente teórico e dirigido exclusivamente para o doente em fase terminal. Ela pretende que eu elabore 10/13 sessões... Tenho o livro das autoras Pereira & Lopes...onde tem as várias intervenções ao longo da doença, no entanto terei q desmontar essas intervenções (pelo menos em dez) :? Esclareçem-me em relação a uma pequena coisa.. Em cada uma das sessões terei q definir objectivos gerais e específicos...e as actividades q pretendo realizar, certo?! Mas num doente em fase terminal, como poderei fazer isso?? Peço desculpa...mas nnc realizei qql plano de intervenção! Sinceramente..estou completamente à tona..
Hugo, aquilo que faz referência não é mais para uma investigação?
Mt obrigada!!
Kings
Psicólogo Registado (PT)
Psicólogo Registado (PT)
Mensagens: 20
Registado: domingo fev 24, 2008 1:58 pm

Mensagempor Kings » domingo mai 25, 2008 1:03 am

Olá colega,

Pra facilitar, vou pegar nas suas dúvidas, tal como indica para ser mais fácil, vamos por partes:

“O Plano de Intervenção que a docente da cadeira pretende é meramente teórico” – Muito bem, se é meramente teórico, isso significa que terá de fazer a base do plano de intervenção, mas não as actividades de cada sessão, nem caracterização específica da população e afins. Isto é, há uma contextualização inicial da população em geral (doentes terminais), e depois constrói o plano em linhas gerais, objectivos gerais, processos psicológicos a trabalhar, etc. Até pode dividir em sessões, mas não faz a caracterização prática de como desenvolver e aplicar os objectivos.

“e dirigido exclusivamente para o doente em fase terminal.” – Se assim é, esse é o seu público alvo, e não as famílias ou profissionais de saúde, o que não invalida contemplar a presença destes em algumas sessões, dependendo das finalidades das mesmas.

“Ela pretende que eu elabore 10/13 sessões... Tenho o livro das autoras Pereira & Lopes...onde tem as várias intervenções ao longo da doença, no entanto terei q desmontar essas intervenções (pelo menos em dez)” – Se ela indica esse número, terá de o cumprir (para o bem do seu trabalho, e nota, e afins), mas como futura profissional fixe que não há receitas padrão, isto é, dependendo do grupo, uma boa intervenção tanto pode ter 4, 8, 10….sessões, e ter a mesma finalidade e resultado.

“Esclareçam-me em relação a uma pequena coisa.. Em cada uma das sessões terei q definir objectivos gerais e específicos...” – Sempre! Agora, convém verificar com a professora até que ponto é um plano de intervenção teórico, porque também poderá traçar objectivos para a intervenção, de modo sequencial, e sendo assim são gerais, e não específicos de cada sessão.

“Em cada uma das sessões terei q definir objectivos gerais e específicos...e as actividades q pretendo realizar, certo?!” – Se for teórico apenas, não entram actividades, isto é, indica objectivos, finalidades, etc, mas não o modo de operacionalizar concreto. Poderá sugerir actividades de grupo para x objectivo, etc, mas não indica especificamente a actividade. Caso contrário, é um plano de intervenção prático, com tudo incluído (actividades, pontos totalmente discriminados ao longo do plano), só lhe falta é o contexto prático onde o aplicar (e há profs que dizem isto ser um plano teórico, enfim).

A reter: um plano de intervenção, mais ou menos prático, com ideias de actividades a aplicar ou não, é realizado para que se possa pegar nele e delinear uma intervenção, logo a finalidade é sempre prática. Pense assim: está pronto, chamaram-me para intervir no hospital xpto, pego nisto e apenas tenho que fazer umas adaptações ao contexto e às pessoas, porque a intervenção já a tenho.

“Mas num doente em fase terminal, como poderei fazer isso?? Peço desculpa...mas nnc realizei qql plano de intervenção! Sinceramente..estou completamente à tona..” – Um doente em fase terminal é um público alvo para a psicologia tal como uma criança hiperactiva, um suicida, ou um bipolar (perdoe-me a frieza das analogias, mas na prática é mesmo assim), independentemente das correntes que assumamos como nossas, do modo como pretendemos intervir, há sempre como “abordar” psicologicamente um assunto, um problema, uma pessoa. Neste caso, tal como o colega Hugo disse e bem, coloque-se na pele de alguém nessas condições: de que forma lida com a doença? E com a sua família? E consigo própria?

E depois há as questões práticas que mudaram radicalmente a contextualização do plano: Em que fase estamos a lidar com os pacientes? Negação? Aceitação? Descoberta do diagnóstico final?

Vá, muita reflexão (é o melhor conselho), muita pesquisa (principalmente artigos de intervenções, mesmo que não directamente relacionados com o tema, para que veja como se desenrola o processo, e veja as discussões dos resultados, as criticas aos programas de intervenção, para que o seu não tenha grandes lacunas), e “chateie” a sua professora para lhe dar as informações necessárias (é para isso que ela existe!).

E é fazendo que se aprende, e há que começar por algum lado, não tem de pedir desculpa pelo que pergunta, é preciso questionar para obter respostas, mas também procurar, muuuuuuuuito!

Boa sorte!!!
:wink:
anasofia
Membro Sénior
Membro Sénior
Mensagens: 425
Registado: sábado fev 24, 2007 2:02 am

Mensagempor anasofia » domingo mai 25, 2008 12:05 pm

O homem solitário ou é uma besta ou é um Deus. (Aristóteles)
Sandragcardoso
Psicólogo Registado (PT)
Psicólogo Registado (PT)
Mensagens: 116
Registado: sexta out 19, 2007 7:45 pm

Mensagempor Sandragcardoso » quinta mar 05, 2009 11:18 am

Bom dia colegas alguem me pode indicar a estritura que deve ter um plano de intervenção?
obrigada
vectrapc
Psicólogo Registado (PT)
Psicólogo Registado (PT)
Mensagens: 1382
Registado: domingo mai 08, 2005 9:10 pm
Localização: lisboa

Mensagempor vectrapc » quinta mar 05, 2009 11:28 am

Sandragcardoso Escreveu:Bom dia colegas alguem me pode indicar a estritura que deve ter um plano de intervenção?
obrigada


8) cá estamos nós outra vez 8) 8) 8)

qualquer dia começo a chorar ... tenho pena realmente de alguns colegas que são competentes e estão desempregados... mas outros valha-me a santa paciência!! 8)

Além que nem leu como deve de ser os posts aqui escritos, se o tivesse feito tinha percebido a estrutura 8)
É melhor acender uma vela do que amaldiçoar a escuridão
Zimbardo
Membro Habitual**
Membro Habitual**
Mensagens: 196
Registado: sexta nov 14, 2008 12:00 am

Mensagempor Zimbardo » sexta mar 06, 2009 7:09 am

Temos que fazer uma espécie de "Psychology for Dummies" 8) 8) 8)



Sinceramente, custa-me a acreditar que em 5 anos não haja uma única cadeira que exija um plano de intervenção (básico, obviamente) como forma de avaliação...
CristinaAlves
Psicólogo Registado (PT)
Psicólogo Registado (PT)
Mensagens: 37
Registado: sábado abr 12, 2008 2:03 pm

Mensagempor CristinaAlves » sexta mar 06, 2009 4:55 pm

Acredito que possa ter existido .... mas infelizmente as pessoas vão passando ... sem aparecer nas aulas! Ou então ... não foi obrigatório fazer! Espero que pelo menos para colmatar essa falha, tenha servido o novo sistema de Bolonha.
AbLaZe
Psicólogo Registado (PT)
Psicólogo Registado (PT)
Mensagens: 1498
Registado: sexta jun 01, 2007 12:27 pm
Localização: Neverland

Mensagempor AbLaZe » domingo mar 08, 2009 4:06 pm

:lol:

Não... Desculpem. É triste demais para rir. :cry:
Vi Veri Veniversum Vivus Vici

Voltar para “Campos de Acção, Modelos e Exercício”

Quem está ligado:

Utilizadores neste fórum: Nenhum utilizador registado e 2 visitantes