Estudos Gays e Lésbicos :: ISPA

As diferentes correntes e modelos teóricos. Novas abordagens e novos contextos de intervenção. A teoria e a prática, os conceitos e as estratégias. Preocupações éticas e deontológicas. etc.

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Ana Rita
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Mensagempor Ana Rita » domingo set 28, 2008 5:54 pm

Claudio V Escreveu:
Ana Rita Escreveu:... espero que ees equívocos se mantenham apenas no espaço de um fórum e nunca num espaço de consulta :shock:


Foi esta questão que mais me preocupou em torno de toda esta discussão...


Principalmente porque questões acerca da sexualidade estão muito presentes em contexto clínico, muito mais do que aquilo que imaginava quando comecei a trabalhar no privado. Confesso que há dois anos atrás não tinha essa noção e senti-me obrigada a aprofundar conhecimentos.
Muito do trabalho nesta área parte precisamente da aceitação, plo que se algum psicólogo tem dificuldades nesta matéria, deverá encaminhar o caso. Não basta neutralidade na consulta, é preciso acreditarmos verdadeiramente enquanto pessoas naquilo que estamos a fazer.
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Mensagempor rodrigocp » domingo set 28, 2008 6:15 pm

Ana Rita Escreveu:
Parece-te? LOL. São coisas completamente diferentes. Rodrigo, se não tens as noções básicas acerca da sexualidade, considero muito irónico pedires que fundamentem opiniões. Só se for para aprenderes com elas :wink:


Eu iniciei este tópico para saber a opinião das pessoas acerca da temática do curso e para trocarmos ideias sobre o assunto, mas espero que as pessoas fundamentem as suas opiniões em vez de fazerem afirmações baseadas em algo que ouviram numa conversa de café ou nas suas próprias experiências sexuais.
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Mensagempor rodrigocp » domingo set 28, 2008 6:23 pm

Claudio V Escreveu:São raras as coisas que surgem por geraçao espontanea (de facto, nao me lembro de nada agora)... Considero que, em pleno séc XXI, encarar as orientaçoes sexuais como fruto de perturbaçoes mentais, é, no minimo, grave.


Eu penso que as nossas orientações, bem como todos os nossos traços de personalidade, são fruto de algo... de uma cultura, de uma vivência num determinado meio ambiente, de aspectos hereditários, etc... nunca afirmei que são fruto de perturbações mentais. Isso foi a sua interpretação pessoal. Mas que as perturbações mentais desempenham um papel no nosso estilo de vida é verdade, não?
Última edição por rodrigocp em domingo set 28, 2008 6:32 pm, editado 2 vezes no total.
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Mensagempor rodrigocp » domingo set 28, 2008 6:25 pm

Sete-Luas Escreveu:Mais: admira-me que um tema que remonta praí ao século III A.C. ainda faça tanta mossa numa sociedade que se considera progressista.


só por curiosidade... para si progresso é sinónimo de... :?:
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Mensagempor Manuela » domingo set 28, 2008 7:41 pm

rodrigocp Escreveu:
Sete-Luas Escreveu:Mais: admira-me que um tema que remonta praí ao século III A.C. ainda faça tanta mossa numa sociedade que se considera progressista.


só por curiosidade... para si progresso é sinónimo de... :?:


Bom, a pergunta não foi para mim, mas já agora dou o meu ponto de vista. Para mim, progresso é sinónimo de aceitarmos totalmente as liberdades individuais desde que essas não interfiram com outras liberdades. É sumariamente o direito à indiferença. E isto não serve só para a homossexualidade, pois na sociedade moralista que em vivemos actualmente, parece que todos temos um "podre" qualquer.
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Mensagempor Claudio V » domingo set 28, 2008 8:51 pm

rodrigocp Escreveu:
Claudio V Escreveu:São raras as coisas que surgem por geraçao espontanea (de facto, nao me lembro de nada agora)... Considero que, em pleno séc XXI, encarar as orientaçoes sexuais como fruto de perturbaçoes mentais, é, no minimo, grave.


Eu penso que as nossas orientações, bem como todos os nossos traços de personalidade, são fruto de algo... de uma cultura, de uma vivência num determinado meio ambiente, de aspectos hereditários, etc... nunca afirmei que são fruto de perturbações mentais. Isso foi a sua interpretação pessoal. Mas que as perturbações mentais desempenham um papel no nosso estilo de vida é verdade, não?


As perturbaços mentais desempenham, sim, um papel no nosso estilo de vida. Concordo a 100%.
Agora perturbaçoes mentais e homossexualidade sao duas coisas diferentes, pelo menos para mim (e para alguns colegas, como ja se viu).
"Não somos apenas o que pensamos ser. Somos mais. Somos também o que lembramos e aquilo de que nos esquecemos. Somos as palavras que trocamos, os enganos que cometemos, os impulsos a que cedemos, sem querer." Sigmund Freud
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Mensagempor Ana Rita » domingo set 28, 2008 9:14 pm

rodrigocp Escreveu:
Claudio V Escreveu:São raras as coisas que surgem por geraçao espontanea (de facto, nao me lembro de nada agora)... Considero que, em pleno séc XXI, encarar as orientaçoes sexuais como fruto de perturbaçoes mentais, é, no minimo, grave.


Eu penso que as nossas orientações, bem como todos os nossos traços de personalidade, são fruto de algo... de uma cultura, de uma vivência num determinado meio ambiente, de aspectos hereditários, etc... nunca afirmei que são fruto de perturbações mentais. Isso foi a sua interpretação pessoal. Mas que as perturbações mentais desempenham um papel no nosso estilo de vida é verdade, não?


Rodrigo, não vamos desviar. A questão que levou a todos estes comentários não teve a ver com isto ou aquilo ser fruto de algo, mas sim com a associação que fizeste entre homossexualidade e perturbação mental (afirmaste sim). É algo que nos dias de hoje não se deveria sequer discutir entre psicólogos e que precisa de estar mais do que esclarecido. Se agora te interessa explorar as origens das diferentes orientações sexuais, óptimo, mas isso já é outra coisa!
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Mensagempor rodrigocp » domingo set 28, 2008 9:23 pm

Ana Rita Escreveu:
Rodrigo, não vamos desviar. A questão que levou a todos estes comentários não teve a ver com isto ou aquilo ser fruto de algo, mas sim com a associação que fizeste entre homossexualidade e perturbação mental (afirmaste sim). É algo que nos dias de hoje não se deveria sequer discutir entre psicólogos e que precisa de estar mais do que esclarecido. Se agora te interessa explorar as origens das diferentes orientações sexuais, óptimo, mas isso já é outra coisa!


Eu disse que o transtorno de identidade sexual faz parte da lista de doenças mentais, por estar inserido no DSM IV, mas já admiti que isso foi um equívoco e, depois do Cláudio V ter falado sobre o assunto, percebi que existem diferenças entre homossexualidade e transtorno de identidade.

E, sim, gostava de explorar a origem das diferentes orientações sexuais. Se a Ana Rita quiser partilhar alguma informação sobre esse tema, sou todo "ouvidos"... e creio que os outros forenses só iriam ganhar com isso ;)
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Mensagempor Ana Rita » domingo set 28, 2008 9:47 pm

Rodrigo, desculpa a insistência, mas independentemente do equívoco, achavas que a homossexulidade era uma perturbação mental. Passo a explicar: se achavas que transtorno de identidade (que é uma perturbação mental) era igual a homossexualidade, logo, achavas que a homossexualidade era uma perturbação mental! Fiz-me entender? :D

As origens da sexualidade são e acho que vão continuar a ser complexas de perceber. Há estudos que apontam para questões genéticas, outros que falam do meio. No complexo de édipo existe a identificação com o progenitor do mesmo sexo e a disputa pelo do sexo oposto e será nesta vivência da sexualidade na infância que homossexualidade poderá ganhar expressão. Por vezes a dominância de um dos progenitores leva a uma inversão nos processos de identificação da figura do mesmo sexo.

Mas nada é linear, por exemplo, foram feitos estudos de filhos de homossexuais e concluiu-se que estes não tinham maior probabilidade de ser homossexuais em comparação com filhos de heterossexuais. Isto parece dar predominância à genética, mas depoistambém sabemos que um(a) tio(a), um avó ou alguém muito próximo dos pais da criança podem fornecer a tal identificação necessária (como em casos de monoparentalidade). Duas lésbicas que tenham um filho rapaz podem ter um irmão de uma delas qe seja muito próximo e que acabe por se tornar na figura masculina significativa necessária ao seu desenvolvimento.

Isto tem pano para mangas...mas o importante é percebermos que independentemente destas variações, a homossexualidade pode ser vivida em pleno e sem complicaçoes de carácter psicológico. Aliás, as complicações vêm normalmente dos preconceitos sociais e do peso que isso acarreta, do que da sua expressão sexual
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Mensagempor rodrigocp » domingo set 28, 2008 10:14 pm

Ana Rita Escreveu:Rodrigo, desculpa a insistência, mas independentemente do equívoco, achavas que a homossexulidade era uma perturbação mental. Passo a explicar: se achavas que transtorno de identidade (que é uma perturbação mental) era igual a homossexualidade, logo, achavas que a homossexualidade era uma perturbação mental! Fiz-me entender? :D


Talvez porque, quando pesquisei Homossexualidade no DSM IV, tenha sido remetido para o Transtorno de Identidade sexual :P

Siga este link, clique em "homossexualismo" e veja o que acontece: http://virtualpsy.locaweb.com.br/dsm.php?ltr=H
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Mensagempor rodrigocp » domingo set 28, 2008 10:56 pm

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Mensagempor Psycologo » segunda set 29, 2008 9:18 am

Os estudos mais recentes apontam a homossexualidade como resultado de uma forte incidência genética. Daí não se poder dizer como muitos afirmam, que se escolhe ser Homossexual.
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Mensagempor Ana Rita » segunda set 29, 2008 9:39 am

rodrigocp Escreveu:
Ana Rita Escreveu:Rodrigo, desculpa a insistência, mas independentemente do equívoco, achavas que a homossexulidade era uma perturbação mental. Passo a explicar: se achavas que transtorno de identidade (que é uma perturbação mental) era igual a homossexualidade, logo, achavas que a homossexualidade era uma perturbação mental! Fiz-me entender? :D


Talvez porque, quando pesquisei Homossexualidade no DSM IV, tenha sido remetido para o Transtorno de Identidade sexual :P

Siga este link, clique em "homossexualismo" e veja o que acontece: http://virtualpsy.locaweb.com.br/dsm.php?ltr=H


Bom rodrigo, vejo que preferes continuar a justificar-te... e como se não bastasse vais ao youtube sacar um dos mitos da homossexualidade, que é o de que esses homens são umas bichas... haja paciência colega!
Eu cá acho que o Dr. Pedro Frazão deveria convidar-te a ti, para essa cabecinha ficar mais esclarecida :wink:
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Mensagempor Ana Rita » segunda set 29, 2008 9:42 am

Psycologo Escreveu:Os estudos mais recentes apontam a homossexualidade como resultado de uma forte incidência genética. Daí não se poder dizer como muitos afirmam, que se escolhe ser Homossexual.


As pessoas aceitam melhor que a homossexualidade seja genética, precisamente pelo que dizes psychologo, de que não se pode escolher. Acontece que por vezes esquecem-se de um pormenor: não é preciso que algo seja genético para que não se possa escolher, basta estar enraízado desde a mais tenra infância e fazer parte da personalidade da pessoa.
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Mensagempor Claudio V » segunda set 29, 2008 9:58 am

rodrigocp Escreveu:Já agora, acho que o Dr. Pedro Frazão devia pensar seriamente em convidar este gajo para assistir ao curso:

http://www.youtube.com/watch?v=g0VRkCF2a80

O que acham?



Uma coisa é homossexual... outra coisa sao bichas irritantes.
Assim como nao tenho paciencia para heterossexuais machistas, bichas tambem sao igualmente insuportaveis. Talvez esteja a ser extremista na minha opiniao, mas esse Chris Crocker é realmente um caso aparte.
Fora isso, ser bissexual, homossexual e heterossexual sao direcçoes normais do comportamento sexual. Nao vejo qualquer tipo de perturbaçoes mentais em qualquer uma delas.
No caso dos transsexuais, penso que ja exista alguma perturbaçao pelo menos do foro neurologico... se estiver errado, corrijam-me, mas penso que nesses casos já nos encontramos perante um transtorno de identidade de genero.

Ana Rita Escreveu:não é preciso que algo seja genético para que não se possa escolher, basta estar enraízado desde a mais tenra infância e fazer parte da personalidade da pessoa.


Concordo com a opiniao da Ana Rita... Mas também sou suspeito, visto que sou um adepto da psicodinâmica/psicanalise.
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Mensagempor Psycologo » segunda set 29, 2008 10:59 am

Gostava que me explicasse o seu conceito de bicha. Um pouco mais de responsabilidade nos termos que usa, seria desejável.
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Mensagempor Cristina Silva » segunda set 29, 2008 11:09 am

Psycologo Escreveu:Os estudos mais recentes apontam a homossexualidade como resultado de uma forte incidência genética. Daí não se poder dizer como muitos afirmam, que se escolhe ser Homossexual.


Pois, mas a genética não vale por si só porque os genes sofrem alterações em contacto com o meio. E quando falo em meio, falo em história de vida (desenvolvimento, relações, ambiente social, ambiente geográfico e ambiental, educação, etc.). Em termos genéticos, deve-se falar em propensão para. Ou seja, e dou um exemplo: uma pessoa pode ter propensão genética para desenvolver uma determinada doença, porque no seu ADN lá está um marcador genético que indicia essa propensão. Mas, tal doença nuns pode vir a desenvolver-se e noutros não, acabando por “anular” o marcador genético que levava a tal propensão. E o que é que pode diferenciar o desenvolvimento ou não de um determinado marcador genético? Exactamente o meio na medida em que descrevi anteriormente.

Ou seja, o meio tanto pode potenciar como anular uma determinada propensão genética. Isto serve para tudo assim como para a homossexualidade (uma vez que se fala de marcador genético para a homosexualidade), que para mim, como a Ana Rita já referiu, mesmo que haja propensão genética, a sua “construção” acontece precocemente na dinâmica triangular no que à identificação ao feminino e masculino diz respeito (algo que está bem estudado e verificado na psicanálise).

Agora, em termos de classificação eu prefiro pensar em naturalidade em vez de normalidade, pois normalidade remete-nos para questões sociais e de aceitação (o que já leva em conta a moralidade de cada um), enquanto que a naturalidade remete-nos para aquilo que habitualmente na natureza é mais comum e prevalecente, seja no reino vegetal, no reino animal ou, dentro deste, no reino humano.

É mais natural a identificação feminino/feminino e masculino/masculino, do que o contrário, não significando que é anormal a identificação invertida mas apenas o resultado de uma série de processos relacionais precoces no desenvolvimento de uma pessoa que acabam por ser sentidas como egosintónicas nuns e egodistónicas noutros (sendo que a egodistonia traz angústia). Os psicólogos têm é que se centrar na angústia da pessoa que os procura e não tanto na questão exterior e social da homossexualidade.

Quanto à homossexualidade e o DSM, todos sabemos que era considerada uma parafilia mas há muito que deixou de ser classificada como tal. Assim, actualmente não se pode considerar a homossexualidade dentro do espectro das doenças mentais.

De facto não se escolhe ser homossexual ou heterossexual, assim como não se escolhe ser doente mental, ou preto, branco, cigano, índio, árabe, etc., pois tudo é determinado por questões genéticas em relação com o meio (na sua globalidade). Podemos é escolher, pela educação que nos é dada e a auto-educação, a forma como vamos lidar e olhar para todos estes fenómenos, dentro de nós e em relação ao outro. Essa escolha é que diferencia socialmente a aceitação, condenação, repugna, fobia, julgamento, compreensão, etc. . Por isso, o curso aqui indicado ser necessário para ajudar à compreensão, pois a ignorância é a mãe de todos os medos (no caso, do “medo” do diferente), trazendo tais medos comportamentos sociais muito pouco humanos.

Quanto aos genes, um bom estudo, era fazer o estudo genético de um recém-nascido, acompanhar o seu desenvolvimento e relações ao longo da vida e depois em adulto verificar que alterações houveram em termos genéticos (se houve genes que se anularam e outros que se desenvolveram de acordo com a personalidade formada). Aí sim podíamos tirar conclusões reais.
Ou seja, era acompanhar longitudinalmente o comportamento de um gene na relação com o meio (global).

Isto tudo para dizer que os genes não são determinantes a não ser em síndromes específicos, como por exemplo a trissomia XXI.

Desculpem o testamento.
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Mensagempor Ana Rita » segunda set 29, 2008 11:29 am

Psycologo Escreveu:Gostava que me explicasse o seu conceito de bicha. Um pouco mais de responsabilidade nos termos que usa, seria desejável.


Bicha é o termo usado no senso comum para homens com comportamentos efimininos. Lá está o nosso amigo psicólogo mais atento à forma que ao conteúdo e sempre com uma carga punitiva significativamente relevante! :wink:
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Mensagempor Psycologo » segunda set 29, 2008 11:46 am

Bem se vamos adoptar definições de senso comum, que é precisamente o que não se pretende num fórum como este, tem o meu apoio. Como disse e repito, um psicólogo ou aspirante a psicólogo, num site público como este, deveria ter mais responsabilidade e sensibilidade no uso de certos termos que no caso do termo usado anteriormente tem conotação negativa.

Nota: Agradeço que respeite a opinião dos outros e não comece as suas frases como: "lá está este ou aquele"....
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Mensagempor Ana Rita » segunda set 29, 2008 12:19 pm

Psychologo, o meu tom irónico "lá está ele" prende-se com achar piada à tua postura e à forma rígida com que teces os teus comentários. Neste tópico não tenho feito outra coisa senão chamar a atenção aos preconceitos, mas o teu espírito de contrariedade e punição está regularmente presente e não resistes em ignorar tudo isso e apontar sempre o pormenor. Ou seja, não é a tua opinião que me chama à atenção, mesmo porque concordo contigo relativamente aos termos, mas a forma moralista como a escreves. Ainda que não seja da minha conta apontar o que quer que seja a ninguém, confesso que por sua vez também não resisto em fazê-lo, sendo que é só a minha opinião, tão válida como a tua!

Por outro lado, poderias ponderar a possibilidade do termo bicha não ser perjurativo. Se entretanto fizeres amizade com alguém que tenha comportamentos efiminados, verás que eles chamam-se bichas uns aos outros na maior das descontracções.

P.S desculpa não te tratar por você mas sou um pouco irresponsável nestas coisas 8)
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