Pedido de Ajuda

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fenix
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Pedido de Ajuda

Mensagempor fenix » terça ago 04, 2009 3:13 pm

Boa tarde!
Tenho uma colega que acabou de ser mãe, e eu gostava de lhe oferecer um livro que explicasse de uma forma clara a importancia da relação mãe-filho nos 1ºs anos de vida anos de vida da criança, e as consequencias futuras a nivel emocional de uma relação "pouco afectiva"...
De uma forma clara, quero dizer que não seja uma escrita muito técnica, para que qq pessoa sem formação em psicologia consiga compreender...
Falaram-me num autor Augusto Cury...mas eu não conheço nada do autor e não sei se os livros dele não serão do tipo "O Segredo"...
Se alguém me poder ajudar eu agradeço, parece-me que esta minha colega está a precisar de ajuda ....
ana r.
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Mensagempor ana r. » terça ago 04, 2009 4:39 pm

Olá

Uma sugestão pode ser "Mãe-bebé - a primeira relação humana " de Daniel Stern...
vectrapc
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Mensagempor vectrapc » terça ago 04, 2009 5:47 pm

Fenix quanto a mim, enquanto psicóloga e mãe acho importante não "psicologijarmos" a nossa relação com o nosso filho, considero mais importante o papel de mãe e tento agir naturalmente. Portanto, vou dar exemplos de livros escritos por técnicos (pediatras e psicólogos) que são para os pais.

Juntando alguém com muita experiência no que diz e que usa linguagem muito fácil e acessível para os pais tem o Brazelton, um pediatra que é referência na área e com linguagem acessível. Tem por exemplo:

"A criança e o seu mundo - requisitos essenciais para o crescimento e parendizagem" Brazelton e Greenspan da Editorial Presença

Tem também "O grande livro da criança" que fala das etapas de desenvolvimento, sendo um livro para os pais compreenderem as etapas dos seus filhos fala de maneira adequada das relações. Também de Brazelton

o Eduardo Sá também fala do mundo dos afectos de um modo que nos toca. "Más maneiras de sermos bons pais", "A vida não se aprende nos livros", "Crianças para sempre", "Livro de reclamações das crianças".

Pedro Strecht com "Interiores - uma ajuda aos pais sobre a vida emocional dos filhos", "Crescer Vazio - Repercussões psíquicas do abandono, negligência e maus tratos em crianças e adolescentes".

Tem também o Gomes-Pedro com "Para Um Sentido de Coerência na Criança".

Assim de repente foi os que me lembrei que têm linguagem clara.

O melhor seria mesmo com esta informação dirigir-se a uma livraria e ver o que pode ser mais adequado para a sua amiga.

:wink:
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fenix
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Mensagempor fenix » terça ago 04, 2009 6:54 pm

Obrigada pelos conselhos...mas já agora vou explicar melhor qual o motivo que me levou a pedir a vossa ajuda, esta minha amiga só conseguiu engravidar ao fim de 14 anos de muitos tratamentos, muito sofrimento... eu sempre pensei que era preciso desejar muito ter um filho, para aguentar toda a pressão que esses tratamentosimplicam. Agora que o desejo se realizou, vejo certas atitudes que nao parecem estar adquadas ao tal desejo tão grande de ter um filho, tais como:
Não fez grandes esforços para conseguir amamentar a bébe, ela n pegava no peito, e ela preferiu secar o leite, (tb me disse que um dia ela foi á casa de banho enquanto ainda estava no hospital e qd chegou viu que a bébe procurava o peito da outra mãe, a expressão foi" parecia uma tolinha á procura da mama), quer ir trabalhar logo após o 1º mês qd tem possibilidade de ficar em casa com a bebé, sem que isso a afecte profissionalmente...entre outras atitudes....
Eu nao sou mãe secalhar são reações normais e eu estou a "fazer filmes", mas uma mulher que luta durante 14 anos para conseguir ser mãe nao seria "normal" ela querer aproveitar ao máximo essa maternidade?
vectrapc
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Mensagempor vectrapc » terça ago 04, 2009 7:11 pm

Poderão ser várias as razões para isso.

Desde alterações hormonais, desde de o facto de, embora as pessoas pensem que o amarmos o nosso filho no momento em que o vemos acontece, na maioria dos casos não é isso que acontece e só algum tempo depois se instala a tal relação mãe bebé, com o amor incondicional.

14 anos a imaginar, a tentar gerar um filho cria com certeza uma grande ansiedade, toda essa pressão de ser a mãe que sempre sonhou ser, a ansiedade de depois de tantos anos ver o filho nascer e achar que não está pronta... Poderão ser tantas as questões conscientes e inconscientes que poderão passar pela cabeça da sua amiga que o melhor será ela primeiro falar do que sente com o/a pediatra, que caso ache necessário, a encaminhará para quem a pode acompanhar ou então não, e está simplesmente a adaptar-se ao papel da mãe.

Sabe, a pressão que a nossa sociedade põe nas mulheres para serem mães e empregadas é muito grande. Qualquer mãe pela primeira vez sente toda a pressão de ser "a melhor mãe do mundo" e tentar fazer tudo certo, depois cada mãe que surge pelo nosso caminho nos diz "não é assim que deves fazer é não sei como e tal", entre um sem número de outros factores. Que outra forma melhor de voltar ao anterior que lhe dava segurança que é voltar a trabalhar? Esse papel de quem tenta e luta durante 14 anos sabe ela bem viver, agora com um bebé nos braços tudo é novo, é um ser que está nas mãos dela, deixou de ser um sonho, talvez precise de se adaptar.

Como amiga pode é demonstrar que está lá para a ouvir se ela quiser falar consigo dos seus medos e ansiedades, de resto ninguém nasce mãe do seu filho.

Como vê pode ser normal ou não as reacções da sua amiga, caso não sejam tal como já disse o percurso deverá ser feito através do pediatra.
Para a Fenix pode é pesquisar pela net o que sentem mães que tentam durante muito tempo ter filhos quando finalmente o conseguem, de certeza que encontra testemunhos.

Ex: http://forum.apfertilidade.org/
Se for ao fórum encontra lá vários testemunhos.
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Mensagempor fenix » terça ago 04, 2009 9:06 pm

mais uma vez obrigada...

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