Ataques Panico

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Alexandre Sousa
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Ataques Panico

Mensagempor Alexandre Sousa » sábado mar 06, 2010 5:18 am

Boas Noites....

Venho aqui pedir a vossa ajuda para ver até que ponto isto pode ir.
Mudei-me a cerca de 1 ano para a casa que eu e a minha mulher a muito esperavamos. Mas desde que nos mudamos para cá que ela começou a ter ataques de panico, acorda a meio da noite e diz que não consegue respirar. Para além disso anda muito irritada com tudo e não suporta ir trabalhar.

Vamos analisar as coisas como decorreram.
1- Saio de casa
2- Foi promovida no trabalho, aumentando a sua responsabilidade
3- Ganhou mais responsabilidade financeiras e domésticas
4- Afastou-se um pouco dos pais

Isto será motivo para criar estes sintomas.
Que é isto. Ando a ficar preocupado.
Que devo fazer?

Aconselhavam Psicologia ou Psiquiatria?
Atenciosamente,
Alexandre Sousa.
aniger
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Mensagempor aniger » sábado mar 06, 2010 12:35 pm

Deverá procurar ajuda junto de um psicólogo, não é necessário ir a um psiquiatra, não pelo que descreve.
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Ψ Mestrado em Psicologia Clínica
Ana Rita
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Mensagempor Ana Rita » sábado mar 06, 2010 9:23 pm

Mesmo que a pessoa opte por recorrer a um psiquiatra, nesse tipo de situações uma terapia psicológica é fundamental. Os medicamentos ajudam a aliviar a ansiedade mas não resolvem o que a leva a ter os ataques de pânico. Nesse sentido, com este tipo de ajuda, ela aprenderá a identificar o que a incomoda e a ultrapassar a situação. Quanto mais cedo, melhor, pois nos ataques de pânico cria-se um automatismo, ou seja, uma memória relativa ao sofrimento que provoca, o que pode fazer com que se torne um problema por si só, independentemente do que os originou.
Se caíres sete vezes, levanta-te oito.
Alexandre Sousa
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Desenvolvimento

Mensagempor Alexandre Sousa » domingo mar 07, 2010 12:20 pm

Boas tardes.......

Obrigado por terem respondido até agora.
Com o passar do tempo acabamos por ir ao psicólogo e julgo identificado o problema.
Ainda é mais estranho do que eu pensava.
Para além dos pontos que tinha referido de aumento de responsabilidade e a saida de casa, a médica identificou o que supostamente e o problema.
Foi a saida de casa e acima de tudo o afastamento da mãe.
Disse qie ela tem um comportamente "relação" anormal com a mãe.
Diz que o facto de estar sempre a ligar a mãe e de se ter afastado criou um "......... afastamento dos pais". Nâo sei bem o nome.
E agora aconselhou psiquiatria e ja tem consulta marcada.

Devo ficar muito preocupado.

Atenciosamente,
Fernando Sousa
Atenciosamente,

Alexandre Sousa.
Ana Rita
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Mensagempor Ana Rita » domingo mar 07, 2010 1:23 pm

Mas ela vai continuar a ser acompanhada em Psicologia certo? É que as relações de dependência excessiva com os pais e a disfuncionalidade que isso cria na vida de uma pessoa não se trata com comprimidos...
Se caíres sete vezes, levanta-te oito.
lc49
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Mensagempor lc49 » domingo mar 07, 2010 8:31 pm

Meus caros,


A posição tomada de modo automático por alguns psicólogos em "nem vale a pena consultar um psiquiatra; é tudo psicossomático; a medicação não resolve etimologicamente a causa dos sintomas aqui apresentados; consulta uma psicoterapeuta" julgo que não seja muito bem fundamentada.

Os ataques de pânico fazem parte dos Transtornos de ansiedade e são caracterizados pelo menos por 4 dos seguintes sintomas:
(1) palpitações ou ritmo cardíaco acelerado
(2) sudorese
(3) tremores ou abalos
(4) sensações de falta de ar ou sufocamento
(5) sensações de asfixia
(6) dor ou desconforto torácico
(7) náusea ou desconforto abdominal
(8) sensação de tontura, instabilidade, vertigem ou desmaio
(9) desrealização (sensações de irrealidade) ou despersonalização (estar distanciado de si mesmo)
(10) medo de perder o controle ou enlouquecer
(11) medo de morrer
(12) parestesias (anestesia ou sensações de formigamento)
(13) calafrios ou ondas de calor

Depois de se fazer um correcto diagnóstico, é importante referir que podem existir várias causas biológicas para os ataques de pânico, sendo que algumas podem ser despistadas por exames médicos:
- Baixas quantidades de alguns neurotransmissores;
- Estimulação artificial do corpo pelo uso de drogas: café, nicotina, anfetaminas, cocaina, etc;
- Problemas endócrinos: Diabetes, hipoglicémia, hipertiroidismo, alterações auditivas
- Prolapso da válvula mitral (sopro do coração)

Só depois desta análise médica é que se poderá efectuar um plano de tratamento onde se deverá incluir a psicoterapia e se houver necessidade, a toma de medicação na fase inicial para atenuar os sintomas.


Melhores cumprimentos,
Alexandre Sousa
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Boas Noites..

Mensagempor Alexandre Sousa » segunda mar 08, 2010 1:54 am

Estive a ver as vossas respostas e é verdade que ela tem andado a fumar bastante mais.
Ela já me disse varias vezes que o tabaco a acalma bastante e que com os ataques tem fumado mais regularmente.

Isto provavelmente esta a piorar em vez de melhorar.
Brevemente vai ter uma consulta de psiquiatria e depois vou deixar aqui noticias para saber a vossa opinião.

E respondendo a outra pergunta, ela vai continuar a ser acompanhado sim.

Ouvi dizer que fazer desporto era bom para ela e verdade?

Muito obrigado pelo vosso apoio.
Atenciosamente,

Alexandre Sousa.
asilvestre
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Mensagempor asilvestre » segunda mar 08, 2010 10:06 am

Sim o exercicio fisico é fundamental no processo. Tem benefícios fisicos mas também psicologicos.

A ansiedade ocorre maioritariamente fruto de ruminações cognitivas, ou seja, é marioritariamente de origem psicológica. Contudo, manifesta-se também através de sintomatologia de ordem física (somatização / efeitos de conversão) como a tensão muscular, etc. Ora um antagónico de tensão é o relaxamento e este pode ser obtido através do exercicio físico.
Ana Rita
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Mensagempor Ana Rita » segunda mar 08, 2010 9:24 pm

Não é possível separar as causas biológicas dos efeitos psicológicos que os ataques de pânico provocam. A partir do momento em que a pessoa sente os efeitos de um ataque de pânico, mesmo que por exemplo induzido por consumo de determinadas substâncias, precisa de alicerces a nivel psicológico para que as quase inevitáveis ruminações de que a asilvestre falem não proliferem. Quantos vezes a pessoa já não tem qualquer substância no organismo, mas continua a ter os ataques de pânico? É a tão clássica campainha da Pavlov.

Os psicofármacos por vezes são necessários, mas grande parte dos pacientes que nos aparecem com este problema, acabam por não necessitar dos mesmos ou de apenas utilizarem durante uns tempos o medicamento SOS.

Relativamente aos neurotransmissores, também não é possível separar as questões psicológicas das biológicas. Façamos um "exame" aos neurotransmissores das pessoas que estão num processo de luto por exemplo... o que aconteceria?

Por estas e outras questões associadas a esta problemática qualquer profissional (psiquiatra ou psicólogo) pode fazer o diagnóstico e pode fazer parte do tratamento, mas o que se verifica é que muitas vezes se fica pela parte biológica, pelo que é sempre bom salientar a necessidade da psicoterapia, sem para isso excluir a biologia de cada um.
Se caíres sete vezes, levanta-te oito.

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