Bom dia.
Sou utilizador pela primeira vez deste portal e após ter descoberto (espero eu...) esta pérola de utilidade social, gostaria de poder colocar uma ou varias questões que me andam a atormentar. Isto após ter descoberto que, afinal ser irmão do meio é mesmo uma seca na generalidade dos problemas.
Sou pai de três rapazes e somos uma família no geral feliz. Até hoje não fomos felizmente arrojados por qualquer doença grave e o "céu não nos caiu em cima". Apesar de todos os problemas que agora andamos a sofrer a nível financeiro - nós e a maior parte da população.
O filho mais velho vai fazer 16 anos, o do meio vai fazer 14 (ambos em Novembro) e o mais novo só faz 5 em Fev.
Tudo tem corrido bem com o mais velho, já está um homenzinho e sente as suas responsabilidades alem de já saber do que gosta e do que quer. O mais novo é o que se pode dizer "o melhor dos dois mundos" em todos os aspectos.
Mas o irmão do meio é o que me está a preocupar mais. Isto já alguns anos. Alem de se mostrar rebelde, reclama com tudo e com nada, e só sabe estar bem quando está no computador e a ver desenhos animados, não o consigo compreender tendo como resultado alguns conflitos sérios com ele. Depois disso tenho a minha esposa que no arrasto desta situação também entra em conflito comigo quando no fundo ela também sabe que ele tem estes defeitos.
Agora vem o meu pedido de ajuda.
Como me aconselham a resolver este problema.
Há algum livro ou publicação na Internet que me ajude a estudar esta situação, ou por ventura conseguem dar-me uma solução?
Muito obrigado e bem-hajam.
O Irmão do meio
Regras do Fórum
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O Psicologia.pt não é responsável pelas intervenções dos vários participantes neste Fórum, sendo o teor desses conteúdos, bem como a utilização que se faça dos mesmos, da exclusiva e total responsabilidade de cada utilizador.
Com o objectivo de permitir o total anonimato, o fórum "Pergunte ao Psicólogo" é o único onde é possível a publicação de tópicos por utilizadores não registados.
Ao mesmo tempo, e como deve ser do entendimento de todos, o carácter "anónimo" dos fóruns faz com que este espaço não ofereça condições para interações que se desenvolvam para além da mera "troca de opiniões".
É expressamente proibida neste fórum a divulgação de serviços de psicologia bem como de quaisquer contactos de psicólogos (nomes, nºs de telefone, moradas e outros contactos).
O Psicologia.pt não se responsabiliza pelo rigor técnico e científico, idoneidade e respeito pelos princípios éticos e deontológicos de toda e qualquer participação.
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- Psicólogo Registado (PT)
- Mensagens: 253
- Registado: terça fev 27, 2007 6:48 pm
- Localização: Almada
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Bom dia!
Antes de mais, quero louvar a sua atitude e preocupação em relação ao desenvolvimento e comportamento dos seus filhos. Demonstra que é um pai atento e preocupado!
Como pode compreender a informação que disponibilizou é muito limitada para podermos avaliar a situação, e perceber se se trata de uma "crise" normal na etapa de desenvolvimento em que o seu filho se encontra (A Adolescência), ou se por outro lado está perante uma condição que exige intervenção de um psicólogo.
È importante salientar que a Adolescência é só por si uma fase turbulenta, onde se percorre um caminho de aprendizagens, novos ajustamentos, que cria ansiedades e receios, que tem inicio com as transformações corporais que levam ao emergir de incertezas e angústias e termina com a construcção de uma identidade e de independência, com a elaboração de projectos de futuro e procura de novas relações fora do ambiente familiar.
Assim, muitas vezes o Adolescente mostra-se irritável, fechado sobre si mesmo, transgride as normas, e rejeitando até a "invasão" dos pais sobre o seu espaço. É a procura de autonomia, de crescimento.
Se o comportamento que o seu filho apresenta é a "rebeldia normal" do período em que se encontra, então é importante que os pais:
Estabeleçam regras e limites em casa, as quais devem ser explicadas e claras para o seu filho. Evitar usar: «Faz isto porque eu DIGO!»
Mantenham-se envolvidos afectivamente em actividades com os seus filhos, mas respeitando um espaço e tempo para eles mesmos;
Adaptar a educação à etapa de desenvolvimento em que se encontra;
Dar alguma independência, para que se sintam responsáveis e autónomos;
Ter expectativas positivas em relação ao seu filho e ao seu futuro. Evitar afirmações como: «Tu és sempre aassim! ou Estás sempre a fazer asneiras!»
E também é importante não fazer comparações entre irmãos. Lembre-se que cada um é único e especial pelas suas idiossincrasias!
Além destas pequeninas «dicas» poderá encontrar muitas mais em alguns livros, como:
«Lá em casa Mandam eles?», das Edições Psiquilibrios
«Grandes Birras - Pequenos Truques. Esquemas simples para dar a volta aos seus filhos» da Editora lua de Papel
«Como lidar com crianças dificeis - um guia para os pais compreenderem e mudarem comportamentos problemáticos»
Se os problemas persistirem ou se pensar que seria benéfica a intervenção de um técnico especializado, deverá recorrer ao auxilio de um Psicólogo que poderá avaliar a situação de forma mais detalhada e intervir de forma individualizada e familiar nessa situação específica!
Espero ter ajudado...caso tenha mais dúvidas não hesite em perguntar!
Antes de mais, quero louvar a sua atitude e preocupação em relação ao desenvolvimento e comportamento dos seus filhos. Demonstra que é um pai atento e preocupado!

Como pode compreender a informação que disponibilizou é muito limitada para podermos avaliar a situação, e perceber se se trata de uma "crise" normal na etapa de desenvolvimento em que o seu filho se encontra (A Adolescência), ou se por outro lado está perante uma condição que exige intervenção de um psicólogo.
È importante salientar que a Adolescência é só por si uma fase turbulenta, onde se percorre um caminho de aprendizagens, novos ajustamentos, que cria ansiedades e receios, que tem inicio com as transformações corporais que levam ao emergir de incertezas e angústias e termina com a construcção de uma identidade e de independência, com a elaboração de projectos de futuro e procura de novas relações fora do ambiente familiar.
Assim, muitas vezes o Adolescente mostra-se irritável, fechado sobre si mesmo, transgride as normas, e rejeitando até a "invasão" dos pais sobre o seu espaço. É a procura de autonomia, de crescimento.
Se o comportamento que o seu filho apresenta é a "rebeldia normal" do período em que se encontra, então é importante que os pais:






Além destas pequeninas «dicas» poderá encontrar muitas mais em alguns livros, como:
«Lá em casa Mandam eles?», das Edições Psiquilibrios
«Grandes Birras - Pequenos Truques. Esquemas simples para dar a volta aos seus filhos» da Editora lua de Papel
«Como lidar com crianças dificeis - um guia para os pais compreenderem e mudarem comportamentos problemáticos»
Se os problemas persistirem ou se pensar que seria benéfica a intervenção de um técnico especializado, deverá recorrer ao auxilio de um Psicólogo que poderá avaliar a situação de forma mais detalhada e intervir de forma individualizada e familiar nessa situação específica!

Espero ter ajudado...caso tenha mais dúvidas não hesite em perguntar!

Patrícia Marques
Psicologa Clínica
www.patriciamarques.pt.vu
Psicologa Clínica
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- Psicólogo Registado (PT)
- Mensagens: 800
- Registado: quinta out 25, 2007 9:52 am
Só quero acrescentar que não deve classificar o comportamento do seu filho como sendo defeituoso. Não são defeitos, é ele a querer construir a sua personalidade, e nesta fase, como já disse a minha colega, é natural que não se aja para agradar aos pais. Muito pelo contrário, sendo esse comportamento natural na adolescência.
Como pais, é tentar compreender e acompanhar tudo isso e também tentar lembrar-se de si quando tinha 14 anos (talvez o entenda melhor mesmo que tivesse sido um adolescente diferente pois as suas circunstâncias de vida e relacionais foram também diferentes).
Como pais, é tentar compreender e acompanhar tudo isso e também tentar lembrar-se de si quando tinha 14 anos (talvez o entenda melhor mesmo que tivesse sido um adolescente diferente pois as suas circunstâncias de vida e relacionais foram também diferentes).
Cristina Silva Escreveu: lembrar-se de si quando tinha 14 anos
Adorei essa parte...
Pois mesmo sabendo que criação, biologico, circunstancias, etc. variam muito, quando nos colocamos no lugar entendemos melhor a situação...
Deve-se observar como você trata ele em relação aos outros irmãos, muitas vezes os pais demonstram muito suas preferencias e não percebem.
Re: O Irmão do meio
Finalmente consegui recuperar este meu tópico que já tinha pensado que tinha perdido.
Neste sentido gostaria de retomar o assunto, mesmo sabendo terem já passados quase 5 anos e muita coisa mudou.
Mudou para melhor (diria, bem melhor) na relação com o "filho do meio" que tinha sido o motivo para o qual me levou a vos contactar, mas piorou muito no geral porque certas circunstancias que irei pedir autorização para falar (e solicitar ajuda, claro) levaram a acontecimentos inesperados e que me está a custar a aceitar e a entender.
Após ter já passado tanto tempo, solicito que me possam responder assim a este meu pedido.
Obrigado.
Neste sentido gostaria de retomar o assunto, mesmo sabendo terem já passados quase 5 anos e muita coisa mudou.
Mudou para melhor (diria, bem melhor) na relação com o "filho do meio" que tinha sido o motivo para o qual me levou a vos contactar, mas piorou muito no geral porque certas circunstancias que irei pedir autorização para falar (e solicitar ajuda, claro) levaram a acontecimentos inesperados e que me está a custar a aceitar e a entender.
Após ter já passado tanto tempo, solicito que me possam responder assim a este meu pedido.
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Vem bem, quem vier por bem.
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