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Ambivalência afectiva
Nvunda Tonet
nvundat@gmail.com
Bacharel em Psicologia
2008

Idioma: Português
Palavras-chave:

 

O conceito da presente abordagem remete-nos a interpretações subjetivas, se não levarmos à linha de consideração o enquadramento visionário que o autor pretende plasmar na esfera de aplicabilidade.

Antes de esboçar as linhas gerais do conceito em epígrafe, importa esclarecer que o mesmo é mais bem percebido no transtorno psicótico mais importante: a esquizofrenia. O autor centra a sua visão sobre o tema no âmbito quotidiano, pelo que se exige de quem interpreta uma dinastia e separação perceptiva.

I.

Designa-se por afectividade o total da vida emocional do indivíduo. Tratando o termo deste modo, a ambivalência afectiva significa a co-existência ou simultaneidade de afectos de sinal contrário em relação a um objecto, conteúdo vivencial ou representação mental.

Em palavras mais simples, corresponde ao seguinte: a Maria gosta muito do Mateus, mas também o odeia por ter traído a sua confiança.

É comum observar que a sociedade em geral sustém paradigmas comportamentais com os quais não só dá o seu aval, mas também alimenta condutas semióticas para que os cidadãos criem modelos que, directa ou indirectamente, influem na percepção deles.  

II.

As mulheres maltratadas desenvolvem uma espécie de "ambivalência afectiva" que se expressa em frases como as seguintes: "Quando ele não me bate, as coisas ficam bem! Quando o meu marido está calmo, é um amor de pessoa!".

Esta ambivalência faz que se não tenha consciência da situação instável em que se está imersa. Muitas mulheres maltratadas na sua dignidade como fragilizadas psicologicamente desenvolvem um comportamento de incapacidade para a tomada de decisões. Mas, certamente, não é propósito desta comunicação exemplificar a reacção feminina em casos de violência no género.

III.

A conduta do ser humano está recheada de pontos positivos e negativos, alegrias e tristezas. Durante a estada em Portugal, Roberto Leal Monteiro "Ngongo", actual ministro do Interior do Governo de Angola, disse que Angola é tal como os Estados que formam a União Europeia, um País soberano, capaz de decidir por si próprio e respeitar os valores internacionalmente consagrados.

Os jornalistas portugueses receberam tal acepção como descabida e sem fundamento. Mas é preciso observar que o mesmo individuo assumiu uma postura de defesa e integridade que, normalmente, deriva das emoções intensas recalcadas.

Não se pode agradar a gregos nem a troianos. Muitas vezes ficamos chateados por alguém que ainda ontem estava a sorrir connosco na mesma mesa. As contingências da vida obrigam-nos a aceitar as vicissitudes, mas sentimo-nos tocados quando se rompem os nossos limites pessoais.

Nestes casos, desesperamo-nos e dificilmente toleramos. Essa capacidade resulta da necessidade intrínseca de satisfação pessoal que, muitas vezes, é uma resposta psicofisiológica a uma situação de emergência conflitual.

É preciso realçar que a ambivalência afectiva pode ser afectivamente intensa de curta ou longa duração.

IV.

Em relação à própria angolanidade, cada um de nós variadas vezes exprimiu o seu desagrado, sem, no entanto, deixar de manifestar o regozijo nos êxitos alcançados nos variados domínios, como nos casos da inédita qualificação para o Mundial de Futebol, a sétima posição no campeonato feminino de Andebol e outros.

Em síntese, resta-nos postular a necessidade de agir sem emoção e tomar decisões pessoais que antes de tudo nos deixem satisfeitos e respeitem as normas sociais, pois muitas pessoas estão mais preocupadas em agradar o círculo restrito e esquecem-se de si mesmas.


 
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