Siga-nos no Facebook
Pesquisa
 

 

 

   Formação e Eventos   |   Livros   |   Testes Psicológicos  |  Newsletter   |  Fóruns   |   Colunistas   |   Diretório de Psicólogos
   homepage  >  artigos de opinião

O trânsito e as novas relações de trabalho
Tom Coelho
tomcoelho@tomcoelho.com.br
Educador, conferencista e escritor com artigos publicados em 15 países. É autor de ´Sete Vidas – Lições para construir seu equilíbrio pessoal e profissional´, pela Editora Saraiva, e coautor de outros quatro livros.
2012

Idioma: Português (Brasil)
Palavras-chave: Relações de trabalho, SOHO, trânsito, mobilidade, GEE, estresse, absenteísmo, presenteísmo, acidentes de trabalho, jornada flexível, comprometimento

 

"Não importa onde você trabalha, há mais de uma forma de criar um projeto,
onde o entusiasmo é palpável, onde algo que possa fazer a diferença esteja
ao virar a esquina."

(Marcelo Costa)

Mobilidade. Este é um dos maiores desafios de um mundo com sete bilhões de pessoas. E não apenas para as grandes cidades.

Não é o direito, mas a capacidade de ir e vir que está comprometida. Dia destes, devido a uma chuva intensa e prolongada, levei quase duas horas para percorrer seis quilômetros.

A questão ambiental está em voga. Porém, poucos percebem que um carro trafegando a uma velocidade média de pedestre consome mais pneus e pastilhas de freio, aumenta sua depreciação e eleva o consumo de combustível às alturas, despejando mais gases de efeito estufa e poluindo ainda mais o ar.

A falta de transporte coletivo em quantidade e de qualidade impede a integração do automóvel com as redes de ônibus, trem e metrô. E mesmo as estações inauguradas recentemente não dispõem de edifício-garagem para estimular o motorista a rodar menos com seu carro.

A mobilidade não é apenas um problema de infraestrutura viária, mas de saúde pública. Afora a perda material, há efeitos intangíveis e de difícil
mensuração. Primeiro, o tempo das pessoas, que deixam de cumprir compromissos e realizar tarefas diversas porque estão presas no trânsito.
Reuniões canceladas, clientes e pacientes não atendidos, produção que deixa de ser gerada.

Segundo, o estresse. A paciência, a tolerância e o equilíbrio emocional são colocados à prova ao extremo, trazendo à tona o que há de pior nas pessoas. Motoristas que não dão passagem a pedestres e a outros veículos, motociclistas que trafegam irresponsavelmente em alta velocidade pelo corredor formado entre as faixas de rolagem, gente que ocupa assentos preferenciais no transporte coletivo e não os cedem a quem de direito.

Aliás, são os mais pobres os que mais sofrem. O desenvolvimento econômico empurrou os trabalhadores para a periferia das cidades, exigindo-lhes despertar no final da madrugada para se dirigirem ao trabalho, desperdiçando até seis horas diárias para ir e voltar.

Nossa sociedade está privando as pessoas do convívio familiar e minando a saúde de seus trabalhadores. Aumentam os acidentes de trabalho, em decorrência do cansaço e da desatenção durante a atividade laboral, bem como os acidentes de trajeto. Crescem o absenteísmo, o presenteísmo, as doenças profissionais e psicossomáticas.

Enquanto os governos não fazem sua parte, mitigando os já mencionados problemas de infraestrutura, é premente repensar as relações de trabalho, incentivando o trabalho à distância, mediante uma gestão por confiança capaz de prescindir da presença física dos colaboradores na sede da empresa. Precisamos avançar na qualidade da conexão de banda larga para estimular as videoconferências. São muitas as questões que podem e devem ser resolvidas on-line ou por telefone. O trabalho SOHO (small office, home office) é uma necessidade hoje e não do futuro.

É evidente que temos uma legião de trabalhadores operacionais que jamais poderão ser incluídos neste sistema. Ainda nos anos de 1990 eu pretendia implantar uma jornada flexível, mas era impraticável dentro de uma atividade industrial na qual o processo produtivo é sequencial. Se o responsável pelo corte do aço decidisse chegar mais tarde, os soldadores não teriam matéria-prima para trabalhar, comprometendo todo o sistema...

Por fim, cabe também um alerta aos profissionais. Conheço uma empresa que oferece café e pão com manteiga às oito horas da manhã aos seus vendedores apenas para exigir-lhes a presença no escritório antes de saírem à rua para as visitas agendadas, impedindo que alguns resolvam simplesmente dormir até depois das dez, expondo mais do que sua falta de profissionalismo, a ausência de comprometimento.

 


 
 
  Versão para impressão
  Recomende este artigo
  Publique os seus trabalhos
  Como citar artigos obtidos na internet
 

 

MAIS ARTIGOS DE OPINIÃO SOBRE: Organizações e Trabalho

 
Novas regras para a produtividade
 
Neocompetência - Uma nova abordagem para o sucesso profissional
 
Autenticidade na responsabilidade social
 
Satisfação no trabalho: realidade ou ilusão?
 
Voluntariado: ação verdadeira ou interesse?

 

 

 

 

 

 [Mais artigos de opinião]

 

 
 
 
 
 
 
 


 
 
Destaques

Consulte a nossa oferta de Dinâmicas de Grupo
Dinâmicas de Grupo

Consulte as novidades na secção de Livros
Livros

Pesquise os testes psicológicos disponíveis para venda
Testes Psicológicos


 
Sobre o Psicologia.pt   |   Informações Legais   |   Contactos   |   Publicidade   |   Pagamentos   |   Dados de tráfego
Recomende este site 
© 2005-2013 Psicoglobal, Lda
Todos os direitos reservados
Áreas da Psicologia   |   Artigos   |   Fóruns   |   Humor   |   Instrumentos Técnicos   |   Links
Livros  |   Newsletter   |   Notícias   |   Profissional e Estudante   |   Colaboradores   |   Directório de Psicólogos
Licença Creative Commons
O conteúdo desta página está licenciado sob uma
licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Não Adaptada.