PUB


Espelho meu, espelho teu… Olho-te e vejo-me, olhas-me e vês-te. Um modelo de relação de amor patológico: Vínculo tantalizante. Considerações psicodinâmicas de um estudo de caso

2017
emasantos_@hotmail.com
Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra

Dissertação de Mestrado

A- A A+
Espelho meu, espelho teu… Olho-te e vejo-me, olhas-me e vês-te. Um modelo de relação de amor patológico: Vínculo tantalizante. Considerações psicodinâmicas de um estudo de caso

O presente estudo teve como objetivo principal explorar, de entre múltiplas representações possíveis do psiquismo, uma forma patológica de amar e ser amado na teoria do psicanalista David E. Zimerman: vínculo tantalizante. Um vínculo de caráter inter-relacional, estabelecido por configurações vinculares de domínio, apoderamento e sedução. Uma estrutura emocional-relacional que encerra e cristaliza o desenvolvimento de uma relação amorosa, em que ambos os parceiros envolvidos se encontram vinculados de forma patológica. Um vínculo que se torna “sufocante”, que causa um grande sofrimento, um verdadeiro suplício pelo desejo ardente de um amor, que parece prestes a obter-se, mas que escapa sempre. Um amor de forma distorcida, em que se vai renovando as esperanças desse amor, num ciclo interminável de um casal que “tantaliza” o outro, preso a uma depressividade e vulnerabilidade narcísica. O método utilizado foi o estudo de caso, de um sujeito do sexo masculino em regime de internamento. Os instrumentos de avaliação incluem a Técnica Projetiva de Rorschach (aplicada no início e no final do tratamento) e o Thematic Apperception Test (aplicado no início do tratamento). Tendo em conta os resultados obtidos, através do material recolhido em contexto de acompanhamento individual e dos métodos projetivos, conclui-se que houve uma aproximação ao conceito de vínculo tantalizante de Zimerman. No que respeita à prática clínica, esta requer um posicionamento particular do psicólogo e deverá atender às falhas que o paciente tem ao nível do Self.

 Ler texto integral em PDF